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Paraty – RJ

Antes de começar a escrever esse post, estava aqui me perguntando se afinal eu deveria escrever Paraty ou Parati… Então consultei nosso velho amigo Google e obtive uma verdadeira aula sobre a grafia correta , vejam toda a história aqui. Agora escrevo Paraty sem medo 😉

A cidade foi fundada em 1667, mas já existia povoação ali há muito tempo. A partir do seu porto escoavam riquezas provenientes de Minas Gerais, principalmente ouro, direto para Portugal. No século XVIII, a vila perdeu um pouco da sua importância, mas recuperou depois com o Ciclo do Café, no século XIX. Com a Abolição da Escravatura em 1888, houve um grande êxodo na região e Paraty ficou bastante “esvaziada” e muito isolada. Para se chegar lá era complicado, só mesmo de barco ou por péssimas estradas. Felizmente, isto ajudou a preservar bastante a arquitetura colonial da vila. Depois da construção da BR101, o turismo começou a crescer vertiginosamente na região, graças ao seu potencial, tanto histórico, quanto paisagístico. Sem sombra de dúvida, uma cidade muito especial, pra se guardar pra sempre na memória. Quem a conhece não a esquece, e quer voltar. Eu já fui pelo menos umas 5 vezes. A última, foi neste final de semana passado, levando minha mãe e minha sogra, 87 e 83 anos respectivamente. Nenhuma das duas conhecia aquela joia arquitetônica.

 

Ficamos hospedados na Pousada Aconchego, muito mais por sua localização estratégica que por outro motivo, pois além de ter estacionamento privativo, ficava dentro do Centro Histórico, justo no limite em que carros ainda podiam circular. Chegamos na sexta-feira à tarde, mas como estava chovendo sem parar, o que nos deixou bastante apreensivos, resolvemos ficar no hotel mesmo. Ele não possui restaurante (a cozinha só funciona para o café da manhã), mas há um restaurante “colado”, parede com parede, com acesso pelo pátio de estacionamento do hotel, super providencial rsrsrs. Jantamos ali mesmo, um vinho, linguiças artesanais, sopinha leve de baroa…

Sábado amanheceu um belo dia, para surpresa de todos. Tomamos um café reforçado e lá fomos nós, para a parte mais difícil: enfrentar as pedras das ruas do centro histórico, com nossas mães. Meu marido de mãos dadas com minha sogra, e eu com a minha mãe, a tiracolo. De pouquinho em pouquinho fomos descortinando a cidade, que ainda estava com suas ruas vazias e com a maior parte das lojas e restaurantes fechados. Era cedo ainda.

Passamos na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, na Casa da Cultura (que estava fechada). Entramos numa lojinha de artesanato, compramos bijuterias indígenas. Continuamos nossa peregrinação pelas lindas ruas da cidade, com suas casas coloniais bem preservadas, com janelas e portas coloridas. Cruzamos a cidade e fomos até o Largo Santa Rita, onde está a Igreja de Santa Rita de Cássia, que aparece em todas as fotos de Paraty que são tiradas a partir do mar. Igrejinha linda que abriga o Museu de Arte Sacra.

Igreja de Santa Rita de Cássia

Depois demos uma passada na Rua do Comércio, compramos cachaça (Paratiana – Gabriela, Cravo e Canela) e molhos de pimenta, não tinha como não comprar! Passamos no Largo do Rosário e por fim, para abrilhantar ainda mais nosso dia de sol inesperado, fizemos reserva no “Banana da Terra” e lá fomos, finalmente.

Falei “finalmente” porque há anos sonhava conhecer esse restaurante. Conheci a Chef Ana Bueno há muito tempo atrás, durante um festival gastronômico de Recife, no antigo e maravilhoso restaurante Chez George (que na verdade ficava em Olinda). Na época ela me marcou bastante, achei-a simpática e muito talentosa! A Chef apresenta uma cozinha com raízes “caiçaras”, ou seja, oriundas de toda aquela região próxima a Paraty, da serra ao mar.

De cara, pedi uma caipirinha feita com limão e capim-santo (ou capim-limão). Estava ótima!

Pedimos também o couvert, que estava uma delícia, com seus pãezinhos saídos do forno na hora. E ainda: caldinho de batata baroa com queijo gorgonzola, um bolinho frito de camarão e um peixe marinado empanado com coco.

Por sugestão da garçonete que nos atendeu, escolhi um “Polvo com páprica, tomate seco da casa, cebola pérola, pesto de azeitonas pretas, sobre purê de batata doce, com pedaços de alho assado“. Estava excelente! Polvo macio. O pesto em contraste com o purê adocicado, o alho assado… tudo em perfeita harmonia.

Meu marido pediu um camarão que fiquei encantada e me deu vontade de tentar fazer igual em casa: “Camarões levementes picantes com curry vermelho, flambados na Cachaça Labareda, com arroz negro e salada de manga“. Espetáculo. Além de saboroso, parecia uma obra de arte.

Minha mãe e minha sogra apostaram no “Camarão ao creme fresco e vinho do Porto com arroz de castanha de caju“, também muito bom, porém de sabor mais suave.

O restaurante é um belo casarão, há um jardim interno, bonita decoração. Achei ruim o fato do banheiro ser no primeiro andar, e só vi acesso por uma escadaria. Não sei se há elevador, não perguntei, mas não vi. Como eu estava com duas pessoas idosas, agradeci a Deus elas não terem precisado ir ao banheiro…

Ah! A sobremesa ficou na conta da sorveteria do outro lado da rua! 😀

Saímos felizes e satisfeitos, mas à noite, eu e Cláudio fomos matar as saudades de uma verdadeira “galette” francesa (crepe de trigo sarraceno), no “Oui Paraty“, que recomendo muuuuito!! O Chef (Patrick Louis) é um amor e a galette, bem como as crepes, estavam muito boas. Pedimos a “Galette Délice“, com presunto de parma e queijo brie. Tomamos um vinho tinto “Côtes-du-Rhône“, combinou perfeitamente. Ao final ainda degustamos uma crepe de banana com nutella. Recomendo este pequeno recanto francês em Paraty, na Rua Santa Rita, 190.

“A cozinha é a base da verdadeira felicidade” (Auguste Escoffier) – “Um bom prato, uma boa galette, um crepe legal, uma taça de vinho, a felicidade está no Oui Paraty” (Patrick Louis)

 

 

 

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Brasserie Le Nord – Lyon, França

OiêêêêÊ!!! De volta ao blog!! Desculpem a ausência, mas foi por um bom motivo. Estive na França e em Portugal, ao todo 5 semanas, sendo que 3 delas foram dedicadas ao estudo do francês. Eu e meu marido já havíamos feito alguns anos de Aliança Francesa e mais um tempo de aulas particulares, então achamos que estava na hora de fazermos um teste de sobrevivência “in loco”, ou seja, o plano seria passar um tempo na França, se possível entrar num curso de conversação e vivermos um pouco o dia-a-dia dos franceses, imergindo em sua cultura, língua, clima, etc. Foi o que fizemos 🙂 . E valeu muito a pena! Escolhi Lyon por esta cidade ter um viés gastronômico. Minha ideia era aproveitar minha estada lá e fazer algum curso de culinária e obviamente, aproveitar das infinitas opções de restaurantes maravilhosos da cidade. Foi a escolha certa, hehehe.

Este post de hoje é pra falar do restaurante “Brasserie Le Nord“, o único que conheci que pertencia ao grande Chef Paul Bocuse, considerado o “papa” da cozinha francesa, um dos criadores do movimento denominado “nouvelle cuisine“. Infelizmente, ele morreu em janeiro deste ano, aos 91, e não tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente 😦 . De qualquer forma, seria muito difícil conseguir ter acesso a ele. Seu restaurante mais tradicional e antigo é o “Auberge du Pont de Collonges” que ostenta 3 estrelas no Guia Michelin desde 1965. Não deu pra gente ir lá… além de muito caro era um pouco distante do centro da cidade. Por isso mesmo escolhi uma de suas Brasseries (são 4 no centro de Lyon, fora outros restaurantes) que possuem preços mais acessíveis. A Le Nord foi a primeira Brasserie aberta por Bocuse, em 1994. Seu cardápio é baseado em clássicos da gastronomia “lyonnaise”.

Fomos na hora do almoço, não estava lotado, chegamos relativamente cedo, dia de semana. Ambiente tradicionalíssimo de bistrô. Na entrada, um terraço charmoso, e dentro, um balcão belíssimo e mesas distribuídas por um salão não muito grande, mas elegante (um lindo vitral dava um colorido ao ambiente). Uma moça simpática veio nos atender, pedi uma cerveja imediatamente. Decidimos encarar o menu do dia (“menu du jour”) proposto por eles. Na verdade eles oferecem 2 ou mais opções diferentes e você escolhe entre elas a que mais lhe apetece. Pedimos um menu de 3 pratos (“formule 3 plats”): entrada (entrée), prato principal (plat du jour) e sobremesa (dessert).

Eu e meu marido optamos pela mesma entrada: “Saucisson chaud pistaché en brioche“, que é uma especialidade “lyonnaise”. Nada mais é que uma fatia grande de brioche (tipo de pão) recheado com uma espécie de salsichão que leva pistaches em sua composição. Acompanhado de uma salada verde simples. Não achamos nada demais. Meu marido até achou ruim. Eu não achei ruim, mas realmente foi um pouco frustrante, o prato é seco, diferente da ideia que temos de pratos franceses, sempre bem “molhados”, rsrs. Vinho da casa pra acompanhar…

Nossa escolha de prato principal também foi a mesma e dessa vez ambos adoramos: “Échine de cochon fermier rôtie à la broche“. Uma parte do lombo de porco (oriundo de fazenda) assado, acompanhado de purê de batatas e de “piperade de poivrons doux” uma espécie de “ratatouille” agridoce, feita com pimentões vermelhos. Achei delicioso!! O porco era inacreditavelmente macio, a consistência era bem diferente da que conhecemos dos porcos daqui, normalmente mais seca e fibrosa. A que comi lá parecia um filé mignon, mais macio ainda… incrível.

De sobremesa pedimos coisas diferentes, mas depois fiquei morrendo de inveja da dele, hahaha. Não que a minha estivesse ruim, mas a dele estava genial. A minha foi um “clafoutis aux cerises“, tipo um bolo baixinho, com cerejas (também especialidade da região). Cláudio pediu uma “délice de fromage blanc, compote e coulis de framboises“, tipo um pudim, ou flan, de queijo, com uma calda de framboesas, uma maravilha dos deuses!!!

Nossa conta total foi de 77 euros, condizente com a qualidade dos pratos, dos ingredientes, do atendimento super atencioso e do ambiente acolhedor. Uma foto do Bocuse e uma frase dele na parede me chamaram atenção na saída. Mesmo ele não estando mais ali, pude sentir através de suas palavras, o quão importante era para ele (e sei que é também para todos os franceses) o momento de sentar-se à mesa, com amigos, com família, para compartilhar uma boa refeição. Aaaahhh…. a França…. curto demais… perdoem-me os que torcem pelos croatas, mas não vou negar que estarei do lado dos “les bleus” no próximo domingo! \o/ \o/ \o/

“Na mesa com os amigos o tempo não conta” – Paul Bocuse

 

Restaurante Dona Irene – Teresópolis

A 75 km do Rio, encontra-se a cidade serrana de Teresópolis, situada a mais de 800m de altitude, o que faz dela a mais alta do Rio de Janeiro e, consequentemente, uma das mais frias. Ao final da subida da serra, que aliás é uma estrada belíssima, é obrigatória a parada no Mirante do Soberbo, com vista incrível do Dedo de Deus (formação rochosa que lembra mesmo uma mão cujo dedo indicador está apontando para o céu) e, quando o dia está limpo, dá pra ver a Baía de Guanabara… incrível, gente… Tava assim quando subimos no sábado passado.

Eu e minha mãe no Mirante do Soberbo, na entrada de Teresópolis

Éramos um time de futebol completo: 11 pessoas, hahaha. E mais o motorista da van, que contratamos para nos levar até a Vila St Gallen – a casa da cerveja Therezópolis. Um lugar bem legal, com três diferentes ambientes gastronômicos. Tem inclusive uma reconstituição de uma vila germânica (com mesinhas, igrejinha, lojas, café, etc), muito simpática. Você pode fazer degustação e harmonização das diversas cervejas puro malte que eles produzem, ou mesmo fazer a visita guiada para conhecer a história e descobrir como são fabricadas as cervejas Therezópolis. Programão não é?! Eu já fiz isto em outra oportunidade, inclusive, com direito a anotações minuciosas sobre as “notas” de amargor, doçura e acidez de cada uma delas. Mas desta vez, fomos apenas degustar alguns chopes deliciosos, uns 4 tipos diferentes, apenas pra fazer uma horinha… É que nosso objetivo neste dia era maior: almoçar no Restaurante Dona Irene.

Villa St Gallen em Teresópolis, visita obrigatória

Dona Irene é o nome do tradicionalíssimo e antigo (de 1964) restaurante russo que fica em Teresópolis. Os fundadores (um casal) eram siberianos, conhecidos pelos nomes de “Miguel e Irene”. Hoje o restaurante é tocado pelo casal José Hisbello Campos (primo meu de 4º ou 5º grau, hehehe!) e Dona Maria Emília. Eles fazem parte da história do restaurante, pois eram vizinhos dos russos, em Teresópolis. Desde o início, Emília ajudou Irene na cozinha, foram muito amigas, aprendeu tudo com ela, inclusive a fabricar a tão aclamada vodca da casa (Nazdaróvia), feita com frutas e cereais (e que ela não revela a receita de jeito nenhuuuuummmm!!!!). Com a morte de Irene, há uns 15 anos, Emília e Hisbello assumiram naturalmente a administração do restaurante.

Restaurante Dona Irene e detalhes decorativos

Mas vamos ao que interessa… chegamos lá por volta das 14h. Já nos esperavam os anfitriões, uns queridos. Nossa mesa redonda de 11 lugares estava reservada, em nome das “primas”: Miryan (minha mãe) e eu. As refeições seguem o ritual tradicional (da época dos czares na Rússia) desde que foi fundado até hoje. Sempre divididas em 4 etapas. Junto com a primeira etapa vem a vodca Nazdaróvia, em garrafa pequena e envolvida em grossa camada de gelo, para você se servir à vontade. Para quem é amante dessa bebida destilada vai achar uma maravilha. Segundo o costume russo, existem três regras básicas para o consumo da vodca: 1º – nunca beber sozinho; 2º – nunca beber sem comer alguma coisa logo em seguida; 3º – nunca tomá-la em pequenos goles ou misturada com gelo ou tônica, mas de uma vez só (nossa!!! Eu confesso que tomar pura e de uma vez só não é o meu forte…  dei uns goles pra conhecer, mas depois preferi me resguardar no vinho tinto!).

A vodca de cereais é a estrela da casa

Então… vamos à primeira etapa, que acompanha a vodca: os “Zakuskis“, que significa “pequenos bocados”. Na verdade, uma imensa variedade de “tapas”, entre elas, o caviar (delícia), arenque, ovos recheados, salmão, patês, beterraba (delícia também) e rabanetes em conserva, etc. Uma fartura, gente, cada coisa mais gostosa que a outra. E tome vodca!!! kkkk.

Os “Zakuskis”, todos deliciosos

Na segunda etapa é servida a famosa sopa “Borscht“, cujo principal ingrediente é a beterraba. Bem interessante, eu achei, meio exótica. Servida morna e acompanhada de bolinhos fritos ótimos, chamados “Pirozhkis“, recheados com carne. Em seguida, serviram-nos asas de frango fritas, super crocantes, uma maravilha. Não estão acreditando né?! Quem imaginaria que asas de frango fritas poderiam ser uma “maravilha”?! Eu mesma não acreditaria… mas era! Serviram também berinjelas e abobrinhas gratinadas, uma no molho de tomate, a outra em molho branco. E isto tudo foi só a segunda etapa…

Entradas quentes no Dona Irene

A terceira etapa é constituída dos pratos principais, que podem ser escolhidos quando você fizer a reserva. Para nós, foram servidos alguns dos pratos, escolhidos pelos nossos anfitriões:

1. Frango à Kiev, crocante e com direito à esguicho de manteiga ao ser cortado, hehehe.

2.Varênique, típico da Ucrânia, que consiste nuns pastéis recheados de batatas e ervas, acompanhados de filé mignon grelhado. Adorei!

3. Pojarski, preparado com frango moído, queijo gorgonzola, em forma de almôndegas, recobertas de croutons dourados.

4. Podjarka, feito com escalopinhos de frango e filé mignon, champignon, molho de ervas, batatas noisettes, flambado e gratinado.

5. Beef Strogonoff, o mais famoso dos pratos russos, nem precisa apresentação! E se quiserem prepará-lo em casa, que aliás é um ótima sugestão pra receber a família, é só seguirem a minha receita. Não é igual ao da Dona Irene, mas é sucesso garantido também!!!

Pratos principais deliciosos do Dona Irene

E a comilança não acaboooooou!!!

As sobremesas não são muitas, mas todas são apetitosas, incluindo a “charlotte russa” (criada por um chef francês, para os czares russos). Mas escolhi uma sobremesa criada pela casa atual, com suspiro, creme chantilly, amoras em calda. Não me arrependi, estava ótima!

Sobremesa com suspiro e calda de amoras

Ao final do excelente almoço, nosso anfitrião ainda nos contou muitas histórias do passado, de sua juventude, mostrou-nos fotos de sua família, filhos e netos. Dona Emília também nos cumprimentou, apesar da casa estar cheia. Enfim, foi um sábado para guardar na memória. Abaixo, o time quase completo (eu estou tirando a foto!):

 

Riba

riba

Uma paradinha nos meus relatos de viagem, para eu não esquecer o assunto… O Riba é um barzinho bem carioca messssmo. Numa esquina nobre (Dias Ferreira com General Urquiza, no Leblon) e com aquele ar de botequim sem frescura, que te convida para um bate-papo entre amigos, te oferece um bom tira-gosto e uma cerveja gelada .

riba

Eu e Cláudio costumamos aproveitar sábados ou domingos de tempo bom para nos exercitarmos na orla da Zona Sul. Saímos de nossa casa em Botafogo e vamos para Copacabana de ônibus. De lá a gente segue a pé até o Leblon, perfazendo um total de 6 ou 7km, dependendo da meta final. Ontem, escolhi o Riba como nosso ponto de chegada. Saímos do Copacabana Palace. Total foi de 6,9km até lá. Eu já estava com as pernas bambas de tanta sede!! Ou talvez fosse uma crise de abstinência alcoólica, haha.

Caminhada que fizemos de Copa até o Leblon

Caminhada que fizemos de Copa até o Leblon

Primeira coisa, depois de tirar uma foto do bar enquanto estava vazio, foi pedir um chopp Stella. Experimentei também o chopp da casa: Riba Pilsen. Bem saboroso. Servido em copo tipo americano, com colarinho na medida certa.

Chopps Stella Artois e Riba Pilsen

Chopps Stella Artois e Riba Pilsen

O cardápio merece uma boa estudada, não porque tenha opções demais. Mas porque todas as opções são muuuito atraentes. Os sanduíches dão água na boca só de ler a descrição,  além dos pratos típicos de boteco, cervejas artesanais e mesmo as sobremesas…

Cardápio de sanduíches, cervejas artesanais e sobremesas do Riba

Cardápio de sanduíches, cervejas artesanais e sobremesas do Riba

Escolhemos o vencedor do prêmio “Rio Show de Gastronomia 2016” na categoria “melhor sanduíche” : Costela – sanduíche de costela bovina com broto de agrião, tomate confit, servido no pão de malte integral. Aliás, esse pão é uma delícia. Massa mais pesada, levemente crocante… hummmmm…. E os molhos são da casa, ambos apimentados, porém, um é “agridoce e suave”, o outro “indescritível e picante”. Eu preferi o mais picante, Claudinho preferiu o agridoce, mas ambos combinam muito bem com o sanduíche, que chega na mesa divido ao meio. Ficamos profundamente arrependidos de não termos pedido dois sanduíches diferentes, assim trocaríamos nossa outra metade!

Sanduíche vencedor do prêmio Rio Show de Gastronomia 2016

Sanduíche vencedor do prêmio Rio Show de Gastronomia 2016

Já que eu tinha enfiado mesmo o pé na jaca comendo um sanduíche desses inteirinho, resolvi que deveríamos pedir uma sobremesa que havia me chamado a atenção. Porque no cardápio estava escrito “não é um Petit Gateu não é um Brownie: éff…”. Eu tinha que descobrir o que era “bolo éff” gente!!! E digo a vocês, valeu muito a pena experimentar! Ele é como um brownie só que mais cremoso, servido dentro do copo, com um delicioso merengue “brûlée”, ou seja, levemente maçaricado. Só esqueci de tirar a foto do “éff” por dentro… e ele é pequenininho tá?! Se você for uma formiguinha, não peça pra dividir!!

"Éff", do Riba, nem petit gateau, nem brownie...

“Éff”, do Riba, nem petit gateau, nem brownie…

Fiquei com vontade de voltar ao Riba. Pretendo experimentar alguns de seus outros sanduíches (vide o cardápio) e pratos que arrancavam suspiros na mesa ao lado… Além de degustar algumas cervejinhas especiais… que melhor motivação teria eu para sair de minha casa em Botafogo e caminhar 7km de Copa até o Leblon?!!

Angkor – Camboja (Parte 1)

Victory Gate - Angkor Thom

Victory Gate – Angkor Thom

O Império Khmer, como falei anteriormente, floresceu entre os séculos IX e XV no coração do Camboja, dominou grande parte do sudeste asiático (onde hoje está a Tailândia, Laos e o sul do Vietnã) e recebeu grande influência da cultura hindu e chinesa (mais tarde serviu ao budismo também). Eles conseguiram construir uma cidade gigantesca para os padrões da época, com 1.000 km², chamada Angkor. A maior do mundo até o século XIX.

Os templos erguidos lá são verdadeiros tesouros da humanidade, a exemplo de Angkor Wat, o templo principal (onde estima-se que viviam em torno de 20.000 pessoas), que é o maior monumento religioso já construído no mundo. Um espanto de tão belo. Desde 1992 foi declarado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Templo de Angkor Wat

Templo de Angkor Wat

Reservamos dois dias inteiros para explorar o complexo de Angkor. É o tempo mínimo se você quiser conhecer os templos mais importantes. Contratamos um guia (chamava-se “Vut”) da angkortourguides.com, com antecedência, por $165 os dois dias, para 3 pessoas ($55 por cabeça). Além disso, para entrar no complexo histórico de Angkor, são mais $40 por pessoa, que dá direito a 3 dias de acesso.

Nossa primeira expedição foi para Angkor Thom, que foi uma cidade fortificada, onde fica o Bayon, um dos templos mais importantes. Uma das entradas da cidade é pela Victory Gate (foto no topo do post). Belíssima por sinal. O Bayon impressiona com suas 54 torres, cada uma delas com 4 rostos esculpidos, imensos, perfazendo um total de 216 enigmáticos semblantes…

Bayon - Templo do século XII

Bayon – Templo do século XII – sua entrada principal (acima) uma de suas torres (à dir.) e relevos

Depois fomos caminhando até o Baphuon, outro belíssimo templo, construído no séc XI. É preciso fôlego para subir suas escadarias até o ponto mais alto, mas vale super a pena!

Baphuon

Baphuon – Templo do século XI

De lá, seguimos para o Phimeanakas, um templo-palácio, do século X, depois ampliado. Foi dedicado ao hinduísmo.

Caminhamos em seguida pela belíssima “Esplanada dos Elefantes“, com esculturas de elefantes entalhadas nas muralhas, praticamente em tamanho natural, muito bonito. E terminamos na “Esplanada do Rei Leproso“, inferior à dos Elefantes.

 

Phimeanakas (acima) e Esplanada dos Elefantes

Phimeanakas (acima) e Esplanada dos Elefantes

Então Vut nos levou até um restaurante típico, dentro mesmo do complexo, onde comi um prato sugerido por ele próprio: uma sopa com pedaços carne de porco e legumes, no leite de coco. Prato de tradição Khmer. Não era um curry, como na Tailândia. O tempero era bem mais “light”. Ainda bem, porque pra continuar andando pelos templos de Angkor depois do almoço, com estômago pesado, seria cruel… Cláudio pediu porco também, mas num preparo totalmente diferente, com um molho agridoce. E ao final, pedimos bananas empanadas (acompanhou um creme tipo “baba de moça).

Comida servida no restaurante dentro do complexo de Angkor

Comida servida no restaurante dentro do complexo de Angkor

Fomos então até o mais aguardado templo de todos, o Angkor Wat. Indescritível a sensação ao nos aproximarmos. Ele impressiona muito por sua arquitetura e porte. Subimos até o topo. É preciso visitá-lo sem pressa, há muitos detalhes, entalhes nas paredes, relevos absurdamente lindos, com figuras de tudo que se possa imaginar. Na parte externa, muitas “apsaras”, as famosas dançarinas com suas danças sensuais. Há lindos baixo-relevos também.

Entrada principal de Angkor Wat, "apsaras" e alto-relevos no interior do templo

Entrada principal de Angkor Wat, “apsaras” e alto-relevos no interior do templo

Por último, subimos até o templo Phnom Bakheng (século IX), situado no alto de uma colina. É preciso fazer uma boa caminhada até lá, de uns 30 minutos, e enfrentar uma fila absurda para entrar. Chegamos cedo (muito antes do por-do-sol) para fugir da multidão, mas depois de curtirmos o visual (dá pra avistar Angkor Wat), achamos que não valeria a pena esperar o sol se pôr (ainda faltava mais de uma hora) devido à neblina, e também porque nada iria se comparar aos que já havíamos assistido na Tailândia (em Railay Beach e Phuket).

Phom Bakheng

Phnom Bakheng – templo construído no século IX

Voltamos ao hotel, relaxamos um pouco na piscina, e à noite, saímos para comer algo. Um pouco cansada de comida “exótica”, terminei por comer uma pizza, num restaurante muito simpático, o Khmer Family. Minha irmã já saudosa da Tailândia pediu um “pad thai” e falou que estava maravilhoso.

Pad Thai no Khmer Family

Pad Thai no Khmer Family

Caminhamos de volta para o hotel e estava simplesmente linda uma das pontes da cidade de Siem Reap toda iluminada! Você já leu meu post sobre Siem Reap?! veja aqui!

Ponte próxima ao Night Market de Siem Reap

Ponte próxima ao Night Market de Siem Reap

Dia seguinte nosso guia iria nos buscar às 5:45h da madruga para assistirmos ao sol nascer em Angkor Wat. Uauuuu!!!!! Que espetáculo!!! Mas vai ficar para a próxima!!

 

Venga!

O Venga! - Bar de Tapas, fica na Garcia d'Ávila em Ipanema

“Venga!” é o sugestivo nome de um bar (espanholíssimo, claro) de tapas, em Ipanema (na Garcia d’Ávila). Estávamos eu e meu marido à toa domingo passado, caminhando à procura de um lugar qualquer pra comer, quando topamos com o Venga!. Já tínhamos ido lá em algum momento de nossas vidas, num passado distante. Por isso resolvemos entrar lá pra conferir, já antecipando um pouco a viagem que faremos no final de novembro para a Espanha…

Como o calor estava muito forte (sensação térmica de 42,7°) fomos logo pedindo um litro (tem de meio litro para bebedores fracos, rsrsrs) de sangria feita com vinho branco. Super refrescante!!!

Sangria de vinho branco

Sangria de vinho branco

venga

Eles têm opções de pratos maiores, mas resolvemos curtir mesmo umas tapinhas. Pedimos primeiro “croqueta de jamón“, que são croquetes feitos com o presunto cru espanhol (parecido com o presunto de parma italiano). Estava muito bom!!! E a pimenta que veio acompanhando era bem “quente” do jeitinho que eu gosto.

Croquetas de jamón do Venga!

O bar é agradável e simples, com decoração pitoresca, lembrando os bares espanhóis. Tinha apenas um presuntinho pendurado (na Espanha costumamos ver dezenas!) e um outro já sendo consumido. O atendimento foi eficiente e simpático. O bar é aberto para a rua, mas é climatizado na área interna. Não sei se no alto verão os splits dão conta. Sentamos numa mesa mais interna, sugerida pelo garçom, como sendo mais fresquinha.

Presunto espanhol (jamón) pendurado no Venga!

Presunto espanhol (jamón) pendurado no Venga!

Depois pedimos “pulpo a la gallega“, um prato típico do norte da Espanha (Galícia) onde o polvo é cozido e depois cortado em pedaços e servido com batatas cozidas, azeite e páprica. Lá no Venga, depois de cozido e cortado, o polvo é frito. Terminou que para duas pessoas que comem muito pouco, este prato matou nossa fome, rsrs. Estava delicioso, embora eu preferisse que o polvo estivesse um pouco mais al dente. Mas é só uma questão de gosto pessoal.

Pulpo à gallega

E para nosso almoço ficar completo, dei ao meu marido a incumbência de escolher a sobremesa… Ele escolheu um “chocolate com aceite y sal“, que achei espetacular. Por causa dela, escrevo este post. Uma espécie de mousse de chocolate meio amargo, regado com azeite espanhol e flor de sal (delicados cristais de sal marinho, muito usado na alta gastronomia para finalizar um prato). Estava muito bem apresentada (servida numa tábua, como as tapas) e saborosíssima!

chocolate com aceite y sal

Quando deixamos o Venga já estávamos pra lá de Marrakech, alegrinhos, alegrinhos, hahaha. Agora só nos resta esperar nossa próxima viagem já programada pro final de novembro para fazermos a comparação com as “croquetas, pulpos e chocolates com sal” de Barcelona e Madri!!!

Aaaahh!!! Para quem está acompanhando, em breve, sai o post sobre Angkor (Camboja), me aguardem!!!

Restaurante Kitanda Brasil – Tiradentes/MG

Dia 20 de novembro (sexta-feira passada) foi feriado de Zumbi dos Palmares no Rio de Janeiro, um feriadão de 3 dias. Conseguimos liberação na quinta-feira em nossos trabalhos e lá fomos nós, eu e Cláudio, rumo à Tiradentes, em Minas Gerais. Já havíamos passado um reveillon meio traumático por lá, há uns 7 ou 8 anos. Choveu demaaaais na ocasião!! E o pior é que verificamos o site do “weather channel” dessa vez e qual era a previsão?? chuva… Paciência. Queríamos mesmo descansar. Além disso já tínhamos nos comprometido com um grupo de amigos…

Cidade histórica de Tiradentes - MG

Cidade histórica de Tiradentes – MG

Vou ter que dividir o post dessa viagem em 3 partes, um pra cada dia. Na quinta-feira, chegamos em Tiradentes por volta das 14h, famintos, claro. Um amigo meu havia me recomendado um restaurante na cidade, o Kitanda Brasil. Eu nunca tinha ouvido falar, mas ele me disse que era meu estilo, com menu degustação, que a Chef era simpática, etc e tal. (Depois eu vi que ele está em 11º no ranking de melhores restaurantes de Tiradentes do TripAdvisor)

Eu em frente ao Kitanda Brasil

Eu em frente ao Kitanda Brasil

De cara, já simpatizei com ele (o restaurante). Uma casa com jardim, algumas mesinhas no terraço, salão pequeno com janelas dando para o jardim, decoração simples, cozinha aberta para o salão e uma pequena “vendinha gourmet”, com geleias preparadas pela Chef, cachaças e outras coisinhas mineiras.

Restaurante Kitanda Brasil: jardim, lojinha, cozinha e salão

Sentamos numa mesinha do lado de uma das janelas e uma simpática garçonete nos atendeu. Pedi uma cerveja, mas ela me explicou que a “bebida da casa” eram as caipirinhas. Entre diversos sabores pra lá de exóticos, pedi uma de tomate cereja com manjericão e meu marido foi na de banana com pimenta. Ambas também levavam limão. Não é que me surpreendeu bastante??!! Tanto que depois pedi a segunda… Preferi a de tomate, sou adepta de caipirinhas mais ácidas.

Caipirinhas de tomate cereja com manjericão e banana com pimenta

Caipirinhas de tomate cereja com manjericão e banana com pimenta

E aí começamos a degustação. A essa altura, a Chef ainda não havia aparecido. A garçonete nos avisou que ela estava dando uma palestra em Juiz de Fora, não sabia que hora que ela iria chegar.

Sem cardápio, o restaurante funciona na base do “menu confiance”, ou seja, você tem que confiar, literalmente, na Chef de cozinha. Mas você é questionado antes se tem alguma restrição alimentar.

Nossa primeira entrada foi um “pão de iogurte com geleias de hibisco (aquela flor que conhecemos por papoula), morango com pimenta e café”. As geleias de hibisco e de morango estavam muito cremosas, deliciosas :-D. O pão super macio. A geleia de café não curti, simplesmente porque não gosto de café :-|.

Primeira entrada do "menu confiance"

Primeira entrada do “menu confiance”

A segunda entrada (tive que anotar tudo senão eu ia esquecer!) era uma “massa aberta de pastel com queijo serro (típico da região do Serro em MG), vinagrete de tomate, repolho roxo, geleia de abacaxi com pimenta”. Estava muito bom.

Pastel aberto com queijo serro e geleia de abacaxi

Pastel aberto com queijo serro e geleia de abacaxi

Biscoito de polvilho com geleia de café

Biscoito de polvilho com geleia de café

Terceiro prato: “biscoitos de polvilho fritos com geleia de café”. Este particularmente, eu dispensaria, rsrs. É que não curto biscoitos de polvilho (acho sem gosto, sem graça, e mesmo morando aqui no Rio há 10 anos, não me acostumo com eles, hehe) e quanto ao café vocês já sabem… até já fiz força pra gostar, sempre achei charmoso tomar um café depois da refeição, mas não teve jeito…

Quarto prato: “bolinho frito de tapioca com queijo canastra (típico da Serra da Canastra – MG), com geleias de cachaça e de pimenta suave (Biquinho)”. Aí curti bastante!! Aliás, nessa combinação não tem como errar: tapioca, queijo, cachaça e pimenta!! (não necessariamente nessa ordem).

Bolinho frito de tapioca com queijo canastra

Bolinho frito de tapioca com queijo canastra

Quinto prato: “bolinho frito de arroz com queijo canastra, geleia de pimenta dedo-de-moça”, bem mais picante que a anterior. Estava bem saboroso, mas depois desse prato, já estava começando a ficar difícil continuar comendo, rsrsrs…

Bolinho frito de arroz com queijo queijo canastra e geleia picante

Bolinho frito de arroz com queijo queijo canastra e geleia picante

A sexta entrada foi uma grata surpresa, porque foi algo que eu não conhecia: “lambari da horta” (uma folhinha usada para chás, tem o formato de um peixinho, por isso o nome), empanada, com geleia de maracujá e de cupuaçu. Essas duas geleias estavam excelentes, destaque para a de cupuaçu. Ô frutinha gostosa, sô!

A folhinha da planta "lambari da horta" empanada e ela "in natura".

A folhinha da planta “lambari da horta” empanada e ela “in natura”.

Depois das 6 entradas descritas acima, chegou finalmente o prato principal, beeeeem mineiro: “lagarto assado na cerveja preta em cama de polenta de leite, com couve mineira e pimenta dedo-de-moça caramelizada, e mais: língua de boi cozida também na cerveja preta, arroz de pequi, feijão (acho que mulatinho) tradicional”.

Vamos aos destaques: a pimenta caramelizada estava fantástica, pra quem gosta, muito picante e muito doce ao mesmo tempo. A língua, sou suspeita pra falar (porque sou fã), estava suculenta e saborosa. O arroz de pequi também se destacou, pois a fruta estava bem fresca. Até então eu só conhecia a fruta em conserva. Achei o sabor exótico. Gostei! Combinou com as carnes. O único porém de toda essa comilança é justamente o fato de não ser uma refeição exatamente leve né… ainda bem que a caipirinha dava uma aliviada :). E afinal de contas, eu estava em Minas Gerais, uai!!! (E em Pernambuco nem é tão diferente, hahaha)

Lagarto assado e língua de boi na cerveja preta, polenta de leite e arroz de pequi

Lagarto assado e língua de boi na cerveja preta, polenta de leite e arroz de pequi

Agora, palmas para a sobremesa!!! “Pastel de mil folhas recheado com doce de leite e morangos”…. meu deus… tava muito boa. Nota 10!!!

Pastel de mil folhas com doce de leite e morangos.

Pastel de mil folhas com doce de leite e morangos

Ainda tomei um chá de “capim santo” (também conhecida como erva-cidreira, ou capim-limão), colhida na hora no jardim, e Claudio foi de café. Na hora de pagar a conta, supreeeeeesaaaaaa!!! Chegou a chef Tanea Romão. E já chegou falando com a gente como se fôssemos amigos de infância, hahaha. Gente, que simpatia! Trocamos ideias, falamos de comidas e restaurantes. Ela até me indicou um outro restaurante de Tiradentes, o CasAzul Bistrô, que ficará para a próxima vez. E ela ainda me presenteou com um saquinho de nectarinas fresquinhas. Um mimo!

Eu e a simpática Chef Tanea Romão do Kitanda Brasil

Eu e a simpática Chef Tanea Romão do Kitanda Brasil

Você já leu meu post sobre o “menu confiance” do restaurante Lasai no Rio de Janeiro?! Foi uma experiência incrível que vivi no ano passado, em comemoração ao meu aniversário!

E não perca os próximos posts! Contarei tudo sobre a deliciosa pousada em que ficamos hospedados durante esse feriadão e a grande aventura em que nos metemos!