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Ceviche – Do Pacífico para o mundo

Hoje vou fazer uma confissão: há tempos não faço algo diferente e criativo na cozinha. Algo inadmissível pra mim! Não vou inventar desculpa e dizer que estou sem tempo, afinal, tempo eu nunca tive, rsrs. Digamos que os aumentos abusivos de preços, em tempos de Rio Surreal, interferiu um pouco. Meu marido já se prontificou a “bancar” as despesas, mas eu nunca gostei muito de depender da ajuda de alguém, talvez um pouco de orgulho meio feminista, um pouco de minha criação mesmo, não sei… Outro fator preponderante, foi que decidi desde o dia 21 de janeiro último começar uma dieta. Eu estava precisando emagrecer. Mesmo. Eu sempre tive um peso relativamente estável, entre os 58 e 62kg. Quando vim morar no Rio cheguei a descer ainda mais, até os 55kg. Em janeiro deste ano eu estava com mais de 67kg. Este aumento progressivo começou desde que resolvi cursar gastronomia e cozinhar para marido e amigos com mais frequência em casa. E junto com isso sabe como é… convites para degustação de vinhos, de cervejas, curso na ABS, amigo chef de cozinha (né Dudu??!!!!) e o pior de tudo: viagens gastronômicas (como Portugal e Douro ano passado e Florianópolis em janeiro deste ano). Aí não tem cristã que não engorde!!!! Mas já emagreci alguma coisa, afinal estou correndo três vezes por semana… O pior é que já estou com a próxima viagem batendo na porta. Dia 23 de abril, São Jorge, estou zarpando para a Europa outra vez e muitos quilos serão readquiridos, para minha felicidade e para meu desespero ao mesmo tempo!!! Ó dúvida cruel!!! Viver e ser mais, digamos, “fofinha” ou deixar de viver e ser “sarada”??!!!

Livro "Ceviche - Do Pacífico para o Mundo"

Livro “Ceviche – Do Pacífico para o Mundo”

Apesar da profunda crise de identidade que vivo hoje, mês passado resolvi sair do marasmo na cozinha e preparei um “ceviche”, baseada na receita do livro “Ceviche – Do Pacífico para o Mundo”, de Dagoberto Torres e Patrícia Moll, Editora Senac. Livro que recebi de presente de meu marido, haja vista termos ficado fãs desse típico prato peruano quando tivemos em Lima em 2004. Incrível e inesquecível o ceviche que comemos lá, num restaurante que não dávamos nada por ele. Em falar nisso, tem um restaurante peruano em minha rua que vou de vez em quando e gosto muito: Lima – Restobar. Os drinques com pisco (aguardente de uva feita no Peru e no Chile) são divinos! Em tempo, no livro o autor afirma que apesar do Peru ser considerado o pai do ceviche, este prato é consumido em toda a Costa Pacífica da América Latina e aparece na cozinha tradicional do México ao Chile. Sua origem é incerta.

Enfim, vou transcrever do livro a receita do ceviche mais clássico, porque fiz, deu certo e vale a pena. Simples de preparar, ótimo para climas quentes, porque é um prato servido frio.

Clássico Peruano

Ingredientes:

Milho cozido – 1 espiga de milho, 1/2 litro de água, 1 pitada de sal

Batata-doce cozida – 1 batata-doce, 1/2 litro de água, 1 pitada de sal

Ceviche – 280g de peixe branco (usei robalo), 1 colher café de sal, 1/4 pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas finas, 2 pedras de gelo, 1/3 de xícara de chá de suco de limão, 1/4 de cebola roxa cortada em plumas (tiras finas), 6 folhas de coentro picadas.

Modo de preparo:

Milho cozido: Corte a espiga de milho em rodelas e cozinhe-as em água com uma pitada de sal por cerca de 20 min. Tire-as do fogo, escorra e reserve.

Batata-doce cozida: Descasque a batata-doce e corte-a em bastões. Coloque-os em uma panela com água fria e com uma pitada de sal. Leve ao fogo e, quando a água começar a fever, deixe cozinhar por mais 10 min. Tire do fogo, escorra e reserve.

Ceviche: Corte o peixe em cubos de aproximadamente 2 cm e coloque-os em uma tigela grande. Adicione o sal e a pimenta dedo-de-moça e misture bem. Depois junte o gelo e o suco de limão para começar o processo de cocção. Acrescente a cebola e o coentro e mexa continuamente por 4 min. Prove e adicione um pouco de água, se necessário, para equilibrar a acidez. Por último, acerte o sal. Sirva com os bastões de batata-doce e as rodelas de milho.

Obs: Quando preparei a receita, não usei o milho ou a batata-doce cozida, substituí por chips de batata-doce, que fiz no forno e ficou muito bom. Basta fatiar a batata muito finamente e assar em forno médio até dourar. E quanto ao ceviche, é preciso que ele fique na geladeira “apurando”, por pelo menos uma hora, pra tomar gosto. Fica muito melhor!!!

Ceviche Clássico Peruano

Ceviche Clássico Peruano

Em breve, aguardem novidades da Alemanha (regiões do Reno, Mosel e Floresta Negra), França (Alsácia) e Suíça, onde passaremos 1 mês inteiro descobrindo o que estes países têm de melhor pra oferecer à mesa!!!

 

 

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Cancún e Cozumel – México

De Cancún, não há muito o que se falar em termos gastronômicos. Nada do que eu já não tenha visto em Orlando quando fui à Disney com meus filhos em 2007. Um Outback aqui, uma Mac Donald’s ali, uma Subway, uma Starbucks… Ah, sim, e algumas poucas casas de comida mexicana. Mas daquelas feitas pra turista, com os pratos mais óbvios e preparados à moda fast-food. Ficamos hospedados no Hyatt, que aliás, tem uma ótima localização, perto de shoppings, bares, boates, mercados de artesanato, farmácia e loja de conveniência. A inconveniência são os preços praticados dentro do hotel, tipo, café da manhã a 280 pesos por pessoa! Isto dá uns R$ 45,00, não é muito se pensarmos em reais num hotel cinco estrelas no Rio, mas na Cidade do México o café do nosso hotel era excelente, por apenas 120 pesos por pessoa.

Em frente ao hotel que ficamos em Cancún

Em frente ao hotel que ficamos em Cancún

Leitão do restaurante argentino Cambalache

Leitão do restaurante argentino Cambalache

Gostaria de registrar apenas um restaurante argentino (Cambalache), num shopping próximo ao hotel,  onde pedimos de entrada um queijo fundido com chouriço. Bem gostoso. E de prato principal, um leitão, especialidade da casa. Era um argentino tão mexicanizado que veio acompanhado de guacamole e nachos. Pedimos também uma batata assada, parecida com a do Outback. O leitão estava mais pra porco, tendo em vista que sua carne não estava tão macia, mas estava saborosa.

O que eu poderia recomendar de melhor em Cancun, e aí dou total ênfase, é seu mar azul, cristalino e quente. Eu pensava que era efeito de photoshop, mas não é!!! Garanto!!!

Anteontem fizemos um passeio até Isla Mujeres, onde praticamos snorkel próximo ao farol da ilha (eu estou sem poder mergulhar, por causa da forte sinusite) e visitamos, superficialmente, o MUSA (museu subaquático). A água estava tão cristalina que sua visibilidade deveria estar em uns 30m. Além disso, havia uma grande variedade de peixes. Vi barracudas, meros, budiões de todas as cores, peixes azuis, amarelos, listrados, e belas plantas e algas marinhas. E tivemos também a oportunidade de segurar em nossos braços um tubarão de 2 metros (tudo bem, era um mansinho, do tipo lixa), adestrado por um ilhéu, chamado Romero. Eles “prendem” o tubarão por um ano, depois o devolvem à natureza. E aí pegam outro. Meio cruel isto… fiquei com pena. Ele fica limitado a um quadrado, com cerca de madeira, de uns 25m² de espaço interno, com apenas 1 m de profundidade mais ou menos.

Em Isla Mujeres, incluído no pacote do passeio, estava um almoço “especial”. Um peixe preparado à moda da ilha, na churrasqueira (parrilla), com um tempero vermelho (“achote”), parecendo chili (mas não ardia), que o cozinheiro espalha em todo o peixe com um pincel. Estava bem saboroso, o peixe estava fresco (um mero, peixe da família das garoupas e dos chernes).

Mero na “parrilla”

 

Quanto a Cozumel, optamos por um hotel do tipo “all inclusive” (Sabor Cozumel). Achei que seria uma grande vantagem. Em termos gastronômicos, definitivamente, não é!!!!! Só tem a vantagem de não estarmos preocupados com o preço, nem termos que pegar o carro pra irmos até um restaurante. Afora isto, o almoço é do tipo self-service, feita para um batalhão de americanos que não entendem nada de boa comida (isto não é preconceito, é fato!!!). No jantar, para quem não quer self-service, há uma opção de um restaurante “internacional”, com pouquíssimas opções, comida chegando fria, garçom estabanado, essas coisas…

O único fato registrável e que achei interessante ontem, foi que um dos chefs de cozinha do hotel se predispôs a vir até o bar da piscina, ensinar a uns poucos interessados, como se fazer um verdadeiro ceviche à moda mexicana. O “segredo” do chef foi temperar com muito limão, sal, pimenta do reino, e as verduras clássicas que são as cores da bandeira do México: coentro, cebola e tomate. Acompanhado de nachos e uma boa cerveja gelada!!

Chef ensina a preparar um "guacamole"

Chef ensina a preparar um “guacamole”

 

Muito limão, coentro-cebola-tomate (bandeira do México) e 20 min marinando antes de servir

Muito limão, coentro-cebola-tomate (bandeira do México) e 20 min marinando antes de servir

Nossa próxima parada será em Playa del Carmen, segundo maior balneário da Península de Yucatán. Espero que seja menos americanizada…

 

Na Cidade do México – Parte 1

Monumento a la Independencia - Paseo de La Reforma, Cidade do México

Monumento a la Independencia – Paseo de La Reforma, Cidade do México

Chegamos na Cidade do México no sábado passado,  depois de uma longa e cansativa viagem, fazendo escala no Panamá. Primeira curiosidade observada enquanto estávamos no taxi para o hotel: 99% das pessoas andam nos carros com os vidros abertos, apesar da poluição externa e do calor insuportável. Sim, faz muito calor aqui durante o dia, surpreendentemente, pois estamos há mais de 2.000 m de altitude. Esfria um pouco durante à noite, mas durante o dia, o calor é pior que o do Rio! Peguei logo uma sinusite, uma tosse, estou toda congestionada. Esta é uma das cidades mais poluídas do mundo, e a população está chegando aos 10 milhões…

Primeiro lugar que exploramos na cidade, foi o Paseo de La Reforma (uma grande avenida, bem imponente, com belos prédios) e a Zona Rosa, bairro que está cheio de bares e restaurantes, tudo muito próximo ao hotel Eurostars Suites Reforma, onde ficamos. Ele fica a uns 600m da estação de metrô “Insurgentes”, é bem localizado, tem um bom café da manhã e está próximo também de um pequeno shopping.

Margaritas mexicanas autênticas

Margaritas mexicanas autênticas

Minha primeira refeição foi num pequeno restaurante que vi na Internet (www.dondeir.com), chamado Fonda El Refugio. Bem pequenininho, mas super aconchegante e com um serviço muito simpático. Aliás, os serviços de restaurante aqui, de uma maneira geral, são bons. O garçom nos ofereceu logo uma “margarita”, que estava muito boa. E para acompanhar, pedimos dois “antojitos” (que são as entradas): guacamole e sopes (tigelinhas de massa de milho fritas, com recheios diversos). O guacamole veio como um purê, com coentro e cebola picada, acompanhado de nachos crocantes. Os molhos chili (sempre um vermelho, outro verde) vem à parte. O preparo é diferente do guacamole que costumo comer no Brasil, mas muito saboroso. Depois descobri que o abacate que eles usam pra guacamole é totalmente diferente do nosso, é pequeno e bem escuro. O nosso “é sem gosto” como disse um mexicano.

O “verdadeiro” guacamole mexicano, com nachos bem crocantes

O “verdadeiro” guacamole mexicano, com nachos bem crocantes

Nossas sopes vieram com frango desfiado e molho verde apimentado por cima (jalapeno). Estavam muito boas. E de principal eu comi um carneiro desfiado com uma salada de cacto (!!!!!). Eles comem muito esse troço! Eu havia lido sobre, mas custei a acreditar. No sertão brasileiro, damos ao gado. Experimentei e não gostei muito. Não tem muito gosto, na verdade. Comi o carneiro, que estava muito macio, enrolado nas tortilhas quentinhas (espécie de pão redondo, como o árabe, feito de farinha de milho) e os molhos de pimenta.

Carneiro desfiado com (argh!) cacto...

Carneiro desfiado com (argh!) cacto…

Mexicana prepara tortilhas na Casa de Las Sirenas

Mexicana prepara tortilhas na Casa de Las Sirenas

Dia seguinte, domingo, fomos para a área mais importante, que é o centro da cidade, chamado “Zócalo”. A praça é uma das maiores do mundo e a Catedral é a maior igreja da América Latina. Depois de visitarmos a Catedral e o Templo Mayor (ruínas de um templo construído pelos Astecas, nos séculos 14 e 15), fomos a outro restaurante indicado pelo site (e pelo meu guia da Folha de São Paulo), “La Casa de Las Sirenas” (A Casa das Sereias). Primeiro que o lugar era um charme, segundo que a comida e o serviço foram de primeira qualidade e terceiro, o preço foi fantástico!! (pagamos na faixa de R$ 150,00). Aliás, aqui no México estamos comendo bem, pela metade do preço dos restaurantes do Rio…

Então. Aceitei logo a sugestão do garçom de tomar uma margarita de manga. Que era aquilo??!!! Uma delíííícia. Sem exagero. Aliás, ela veio bem exagerada, enorme! Saí de lá “borracha”, rsrsrs.

Margarita de manga, com sal e chili na borda

Margarita de manga, com sal e chili na borda

Pedi um prato bem leve de almoço: trilogia de ceviches (camarão, polvo e peixe branco). Muitíssimo saboroso. Claudinho foi num pato com molho de tamarindo, que só pecou porque o pato estava bem passado, mas o molho estava excelente.

"Trilogia de Cebiches"

“Trilogia de Cebiches”

Pato ao molho de tamarindo e purê de abóbora

Pato ao molho de tamarindo e purê de abóbora

Tenho observado aqui no México uma imensa quantidade de barracas de comidas pelas ruas, seja em regiões mais populares, ou em áreas mais nobres, você vai andando e sentindo cheiros diversos, de carnes fritas, de pão, de tortillas, de tantas coisas. E as pessoas costumam comer na rua mesmo, muitas vezes em pé,  no calor, no tumulto. Eu e Claudio temos evitado comer na rua, com medo de passarmos mal, e terminar estragando a nossa viagem, mas acredito que sejam sabores mais autênticos.

Tem mais dicas do México pra vocês!! Lugares imperdíveis:

Hasta la vista!!!!

Aahh! uma observação: algum tempo depois que voltei do México, preparei um jantar mexicano em casa de minha irmã em Brasília e que foi um sucesso. Fiz um post sobre o jantar e publiquei algumas receitas, seguem os links…

 

Feriadão em Morro de São Paulo – BA

Dia 23 de abril foi dia de São Jorge, feriado no Rio de Janeiro. Aproveitamos milhas que estavam por vencer na TAM e fomos passar o feriadão em Morro de São Paulo, na Bahia. Só pra sair um pouco da rotina…

Baia de Todos os Santos

Vista da Baía de Todos os Santos

Dormimos uma noite em Salvador e já acordei olhando pra Baía de Todos os Santos do 18º andar do Hotel Sol Vitória Marina. Vistão! Apesar da noite mal dormida, meu astral foi lá pra cima. Tomamos um café reforçado (com direito a tapioca feitinha na hora) e fomos para o terminal marítimo de Salvador, em frente ao Mercado Modelo. O dia prometia! O catamarã saiu pouco depois das 9h, lotado. Havíamos tomado remédio contra enjoo, mas por causa disso fiquei morrendo de sono durante toda a viagem. Chegamos em Morro às 11:30h e eu estava lesinha…

Pousada

Piscina da Pousada Minha Louca Paixão na Terceira Praia

Passamos pelo centrinho da cidade, Primeira Praia, Segunda Praia e finalmente, Terceira Praia, onde estava a Pousada Minha Louca Paixão, super charmosinha… mas concordo, o nome parece título de novela das seis, ou de comédia romântica americana, rsrsrs. Enfim, nosso quarto ainda não estava disponível, fomos então aproveitar a mais bela piscina de hotel que eu já tinha visto. Quero dizer, com o mais belo visual.

Lá mesmo, pedimos um camarão ao alho e óleo (frito no dendê, claro!) e uma revigorante caipirosca de morango com abacaxi. Eu estava precisando acordar!!

Caipirosca e camarão ao alho e óleo

Caipirosca de morango e camarão ao alho e óleo

A partir daí não paramos mais de comer, beber, curtir sol, praia e lojinhas simpáticas. Sempre com uma música ao fundo. Em quase todos os bares à noite, havia música ao vivo. Na Segunda Praia é onde rolam as baladas, boates, bares abarrotados de jovens. Há diversas barraquinhas que preparam os mais variados drinques com as mais exóticas frutas. Não me contive e tomei um drinque com rum, graviola e cacau. Mistura deliciosamente baiana!!!

 

Barraca de bebidas

Barraca de drinques tradicionais e exóticos

Domingo foi só praia, lancha, sol, piscinas naturais, caminhada ecológica, cerveja gelada e muitos acepipes de dar água na boca. Inesquecível a lagosta (tudo bem, eram lagostinhas…) na Boca da Barra, em Boipeba. O sol estava escaldante, mas combinava perfeitamente com minha Heineken gelada…

Lagosta grelhada para dois, a R$ 85,00, em Boipeba

Mas não paramos por aí. Mais adiante, após uma fantástica passagem com a lancha em velocidade por labirintos de manguezais, chegamos a Canavieira, onde existiam criadouros de ostras. A gente tava sonhando com elas, desde o dia anterior. Sem palavras. Deliciosas, fresquinhas. A dúzia estava saindo a R$ 24,00. Comemos três dúzias e ganhamos mais uma porção de 6 ostras… ai… ai…Voltamos extasiados para a Pousada.

Ostras

Ostras frescas em Canavieira

No último dia, fizemos uma caminhada de leve pela Quarta Praia e um passeio de charrete. Um paraíso aquele lugar. Vi certas semelhanças com Maragogi em Alagoas, que já postei aqui. Aliás, o Nordeste está cheio de paraísos. Por enquanto.

Fomos pro porto tomar o Catamarã de volta pra Salvador na segunda-feira ao meio-dia, solzão, pensei: pra ficar lesa com remédio pra enjoo, é melhor ficar lesa com cerveja. Tomei uma lata. Pra quê. Enjooei a viagem inteira, o que me obrigou a ficar o tempo inteiro numa das janelas que se encontravam abertas (eram apenas duas), em pé, obedecendo a ordem do meu sábio marido: “olha pro horizonte!”. Que suplício…

Chegando em Salvador, meu salvador perguntou: “você ainda quer almoçar?”, eu respondi: “eu estou morrrrreeennnndo de fome!!!”. E lá fomos nós, ao Lounge Bar Ercolano, que segundo nos disseram (mas não confirmei), é da Ivete Sangalo. De entrada um ceviche bem “caprichado”, com peixe branco, salmão e camarão.

Ceviche do Ercolano

Ceviche do Ercolano

Depois um delicioso carneiro com risoto de parmesão (este estava deixando a desejar, o sabor do parmesão passava muito longe) e de sobremesa, uma tapioca quente de canela, com sorvete de coco. Meu marido foi num sorvete de chocolate branco, com sucrilhos e calda de morango. Boa combinação. Preço justo.

Cordeiro com risoto de parmesão do Ercolano

Cordeiro com risoto de parmesão do Ercolano

Tapioca quente com sorvete de coco

Tapioca quente com sorvete de coco

Sorvete de chocolate branco com sucrilhos

Sorvete de chocolate branco com sucrilhos

Não deixem de me acompanhar na próxima viagem: México. Sempre tive curiosidade de conhecer este país que sediou a copa em 1986, quando eu tinha 16 anos. Foi a primeira vez que ouvi falar naquela cultura tão peculiar, naqueles pratos exóticos e, até hoje, sou fã de guacamole. Nosso roteiro: Cidade do México, Oaxaca, Cancún, Isla Mujeres, Playa del Carmem e Cozumel. Inclui, obviamente, visitas às ruínas maias e mergulhos naquele mar, de um azul “quase inexistente azul que não há”…

Sairemos no próximo sábado de madrugada. Ficarei em contato!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Delícias de Noronha – Parte 1

Praia do Sancho, na minha opinião, a mais bonita do Brasil

Praia do Sancho, na minha opinião, a mais bonita do Brasil

Vou repetir o que todos já estão cansados de saber (e mesmo assim continuam ignorando): o Arquipélago de Fernando de Noronha é um lugar mágico, paradisíaco, divino, fantástico. Todos deveriam conhecer um dia. As palavras que conheço são insuficientes para expressar o quão bonita a Praia do Sancho é; o quão original e selvagem a Baía dos Porcos é. Estou pra ver no mundo locais mais incríveis do que estes. E nem estão assim tão invadidos por turistas. Claro, turistas sempre há em qualquer lugar do mundo (e são todos destruidores) mas podíamos em pleno verão, na praia mais bonita de lá (Sancho, a meu ver), às vésperas do reveillon, em pleno meio-dia, visualizarmos não mais do que 20 pessoas na praia (vejam na foto). Incrível né? Bem, isto aconteceu, em parte, porque os preços estavam abusivos demais e também porque o brasileiro não sabe valorizar o que tem de melhor. Prefere torrar seus suados reais nos EUA ou na Europa, que aliás, estão com passagens e estadias atualmente mais baratas; ou ir para Cancún, considerada a concorrente número um de Fernando de Noronha. E já que é assim…. é pra lá que eu vou nas minhas próximas férias, uhúúúúú!!!!

A primeira vez que estive em Noronha foi em 2005. Seis anos depois, encontro as praias no mesmo estado, felizmente. Estão sendo bem preservadas. Sabiamente, a administração não facilita o acesso às praias mais bonitas, o que termina limitando muito o número de pessoas que as frequentam. Para vê-las, é preciso ter dinheiro no bolso e boa disposição para caminhadas e exercícios. A Praia do Sancho, só de barco ou descendo por uma fenda na rocha, a 50m de altura da praia, através de uma escada de ferro encravada na pedra, aliás, duas escadas. Mas “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”…

Pousada Del Mares em Noronha

Pousada Del Mares em Noronha

Ficamos hospedados na Pousada Del Mares, do Seu Lula e do Pedro (seu genro), na Vila dos Remédios, uma localização muito boa, próxima a praia do Cachorro e do Meio. Durante uma semana. Uma mísera semanaaaaa!!! Tínhamos que ter ficado por uns MESES lá!!!! Quem sabe, quando nos aposentarmos…

Em termos de experiência gastronômica, não podemos reclamar. Nem tudo estava mil maravilhas, é verdade, mas a maioria estava razoável e algumas experiências foram surpreendentes! A primeira incursão foi no simples Empório São Miguel, na Praça dos Flamboyans, onde comemos um camarão à milanesa, por sugestão do garçom que

Camarão à milanesa do Empório São Miguel, em Noronha

Camarão à milanesa do Empório São Miguel, em Noronha

garantiu que não nos arrependeríamos. Estava saboroso sim, mas não havia nada de original (vieram empanados, com molho de tomate, purê de batatas). O camarão estava graúdo e deliciosamente crocante. Há que considerar que eu estava faminta, hehehe.

No segundo dia, aí sim!!!!! A experiência foi inesquecível. De entrada, pedimos os famosos (e polêmicos) bolinhos feitos de tubarão, chamados de “tubalhau”, em referência, claro, aos bolinhos de bacalhau. Crocantes, bem saborosos. De principal, comi um peixe (cavala, “o peixe da ilha”, está presente em todos os cardápios de Noronha e invariavelmente, reina soberana como única opção de peixe) com castanhas de caju acompanhado de um gratinado de abóbora com camarão. Sensacional. Preciso tentar eu mesma repetir aquele prato… Isto foi no restaurante Xica da Silva (leiam resenha aqui), que terminou provando ser o melhor de todos que experimentamos por lá. Estava lotado, mas o atendimento foi eficiente e simpático, o que muito me surpreendeu (pela eficiência, não pela simpatia, que é o normal do povo nordestino).

Cavala grelhada com castanhas e gratinado de abóbora com camarões

Cavala grelhada com castanhas e gratinado de abóbora com camarões

"Tubalhau", bolinho feito com carne de tubarão, faz lembrar o bolinho de bacalhau

“Tubalhau”, bolinho feito com carne de tubarão, faz lembrar o bolinho de bacalhau

Outra experiência muito interessante que tivemos foi no Restaurante Mergulhão, na parte mais alta do Porto de Noronha, com bela vista, em que experimentamos um ceviche (que deveria vir com molho de maracujá e tangerina, mas só tinha a tangerina), depois um polvo grelhado, com molho de caju (nunca tinha pensado antes num molho de caju…) acompanhado de arroz de castanha. A combinação ficou bem legal. E de sobremesa um sorvete com calda de pitanga e farofa de castanha. Para arrematar, um café passado na hora, na frente do cliente. Originalíssimo.

Ceviche com tangerina e pimenta rosa!

Ceviche com tangerina e pimenta rosa!

Polvo com molho de caju e arroz de castanhas

Polvo com molho de caju e arroz de castanhas

Sorvete de creme com calda de pitanga e café passado na hora - Restaurante Mergulhão

Sorvete de creme com calda de pitanga e café passado na hora – Restaurante Mergulhão

 

Aliás, vi um (tubarão de verdade!) vivinho da silva, medindo pouco mais de 1 metro, na Baía de Sueste, embora tenha tentado evitar dar de cara com um deles. Não são assim tão assustadores! A foto abaixo não me deixa mentir.

Tubarão na Baía de Sueste, em Noronha

Tubarão na Baía de Sueste, em Noronha

No próximo post, vou mostrar aqui algo imperdível: um festival gastronômico do qual participamos, com 48 pratos diferentes, além de dezenas de sobremesas, na famosa Pousada Zé Maria.