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Le Chalet de la Fondue – Gramado/RS

Durante a semana que passamos (eu, meu marido e meus sogros) em Gramado, nos esbaldamos nos restaurantes maravilhosos de lá. Um deles, foi o Bouquet Garni, veja crítica completa aqui. Outro deles, sem dúvida, foi o Le Chalet de la Fondue.

Le Chalet de la Fondue, em Gramado/RS

Le Chalet de la Fondue, em Gramado/RS

Fomos almoçar lá no penúltimo dia de nossa viagem, estava fazendo muito frio. Por isto pedi logo um vinho, para “esquentar”… Um merlot, da Lidio Carraro, da linha Faces. Na minha humilde opinião a merlot harmoniza muito bem com filé mignon, pois como esta uva não resulta em vinhos com taninos muito fortes, e o filé é uma carne de sabor delicado, eles formam um belo casal, rsrsrs. A Lidio Carraro é uma das vinícolas do Vale dos Vinhedos, e seus vinhos são produzidos sem o tradicional uso da madeira. Eles explicam: é para valorizar a “expressão natural da uva e do terroir de origem”. Há controvérsias…

Salão do restaurante Le Chalet, vinho da Lidio Carraro e cardápio de fondues

Salão do restaurante Le Chalet, vinho da Lidio Carraro e cardápio de fondues

Então… estávamos lá pra comer fondue, claro! Eu e Claudio pedimos a Fondue Bourguignonne, tradicional, em que os pedaços de carne são fritos em óleo quente. Os molhos eram tantos que até perdi as contas, uns 15 ou 16. Lembro de alguns dos sabores (mentira, eu anotei!!): mostarda, laranja, abacaxi, curry, maçã, pimenta, vinagrete, ervas, alho com pistache, berinjela e cebola caramelizada. Consegui experimentar quase todos hahaha!! Meus sogros pediram o “La Pierrade” que consistia numa pedra quente para você grelhar pequenos bifes de filé mignon. Ambos os pratos vinham acompanhados de batata rostie, muito boa por sinal. E ambos eram extremamente bem servidos, não conseguimos comer tudo :(.

Fondue Bourguignonne e La Pierrade, pratos do Le Chalet de la Fondue

Fondue Bourguignonne e La Pierrade, pratos do Le Chalet de la Fondue

Café do Le Chalet

Café do Le Chalet

Optamos por não pedir sobremesa, (não cabia!), mas pedimos um café, que vem super “charmoso”. E aproveito para chamar atenção aqui do serviço, muito simpático e competente (ponto para o Le Chalet!). O ambiente é aconchegante e com decoração bem apropriada, lembrando os típicos chalés suíços, pois para quem não sabe, a Fondue é um prato típico daquele país. Tenho uma publicação bem legal sobre a Suíça, suas raclettes e fondues, clique aqui para ver.

Ah, um detalhe… quem for ao toilette do restaurante, atente para o aquário sob o chão. Isso mesmo! Coisa mais inusitada que já vi em banheiros. Você “pisa” nos peixinhos, hehehe.

Em frente ao Le Chalet está a Igreja do Relógio, um dos pontos turísticos de Gramado. Inaugurada em 1961, é uma igreja luterana. No verão fica rodeada de hortênsias.

Igreja do Relógio, em Gramado

Igreja do Relógio, em Gramado

 

 

 

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Vinícola Ravanello – Gramado/RS

Vinícola Ravanello em Gramado

Vinícola Ravanello em Gramado

Ir a Serra Gaúcha e não visitar ao menos uma vinícola é deixar sua viagem incompleta. Fomos (eu, meu marido e meus sogros) passar o feriadão de 07 de setembro em Gramado e entre outros programas, optamos por conhecer a Vinícola Ravanello, próxima a Gramado, cujo tour é guiado pelo próprio dono, o que faz uma grande diferença! O ideal mesmo, teria sido passar pelo menos dois dias no Vale dos Vinhedos, conhecendo as principais vinícolas da região, mas vai ficar para a próxima oportunidade…

No princípio do tour, ele nos mostra um pouco da propriedade, adquirida em 1987, mas que só começou a produzir vinhos muitos anos depois, em 2010. Há plantações de diversas frutas lá, além de ervas e verduras, como alcachofras, azeitonas, alecrim, manjericão, morangos, maçãs e outras.

Plantação de alcachofras, um arbusto de manjericão e oilveira na Ravanello

Plantação de alcachofras, um arbusto de manjericão e oilveira na Ravanello

Depois ele nos levou até seus vinhedos, todos organizados por tipo de uva (há tintas e brancas). Ele próprio e seus técnicos acompanham todos os processos da produção, desde o plantio, colheita das uvas, fermentação até o engarrafamento. Quando as uvas estão no ponto certo de maturação, são transportadas até a vinícola, desengaçadas, esmagadas e colocadas em tanques de fermentação de aço inox que possuem sistema de controle de temperatura. Alguns dos vinhos ainda vão para barricas de carvalho francesas. Ele possui um laboratório dentro da vinícola, onde os especialistas ficam controlando os tempos ideais de fermentação e de repouso nas barricas.

O Ravanello nos apresenta seus vinhedos, tanques de inox para fermentação e barricas de carvalho onde repousam os vinhos

O Ravanello nos apresenta seus vinhedos, tanques de inox para fermentação e barricas de carvalho onde repousam os vinhos

Garrafas de espumantes ficam inclinadas para sofrerem a rémuage

Garrafas de espumantes ficam inclinadas para sofrerem a rémuage

Seus espumantes são fabricados utilizando-se o método “champenoise”, em que os vinhos saem dos tanques e vão sofrer uma segunda fermentação dentro da própria garrafa, para que o gás carbônico fique “preso” formando as necessárias borbulhas. Neste período, as garrafas ficam inclinadas para baixo, sofrendo rotação diária, processo chamado de “rémuage”, para que os sedimentos do vinho desçam aos poucos até o gargalo da garrafa. Posteriormente os sedimentos são retirados e os espumantes recebem um “licor de expedição”, que repõe um certo teor de açúcar, dependendo de que tipo de espumante que se quer. Nós degustamos um “brut”, que tem muito pouco açúcar. Estava delicioso, mas eu sou suspeita… apaixonada por espumantes bruts!!

Degustamos alguns de seus tintos também, entre eles se destacou o vinho produzido com a uva “Teroldego”, que eu nunca tinha ouvido falar. Segundo informações que encontrei na internet, ela é oriunda e ainda cultivada em regiões italianas, justamente de onde saíram os imigrantes que vieram para o Brasil no final do século 19. Gostei tanto do vinho que comprei uma garrafa para tomar aqui no Rio, em alguma ocasião especial.

Eu e Ravanello, na loja de vinhos da Vinícola e seu vinho emblemático, Teroldego 2012

Eu e Ravanello, na loja de vinhos da vinícola e seu vinho Teroldego 2012

Ravanello ainda tem um “Espaço Gourmet” em sua vinícola, para eventos diversos, que inclui uma cozinha super bem estruturada e moderna. Ao final do tour, posou para uma foto comigo, na loja onde expõe os vinhos que produz. E conversa vai, conversa vem, começamos a falar de restaurantes em Gramado. Ele então nos indicou o Malbec (tinha que ser um com nome de uva, kkk), que servia um carneiro maravilhoso. Eu não podia desprezar a indicação de um enólogo (e enófilo), então corremos para o tal restaurante. Pedimos a paleta, que vem acompanhada de legumes grelhados (batata, abóbora e abobrinha), farofa e alguns molhos. Muuuuuito boa!! Recomendo!!

Restaurante Malbec em Gramado. Recomendo a paleta de cordeiro!

Restaurante Malbec em Gramado. Recomendo a paleta de cordeiro!

Leia outras dicas e sugestões de passeios em Gramado, nos links abaixo:

Gramado-Parte 1 (hotel que ficamos e dicas de Canela)

Gramado-Parte 2 (passeio de Maria Fumaça e restaurante em Bento Gonçalves)

Restaurante Bouquet Garni em Gramado (crítica completa!)

Gramado – Parte 1

Matriz de São Pedro, Cascata do Caracol e estátuas dos apóstolos em Gramado-RS

Matriz de São Pedro, Cascata do Caracol e estátuas dos apóstolos em Gramado-RS

Entre os dias 06 e 12/09, estive em Gramado com meu marido e meus sogros. A última vez que eu havia estado lá foi há uns 8 anos. A pequena cidade da Serra Gaúcha, com algo em torno de 35 mil habitantes, é cheia de charme. Principalmente no inverno, quando seus chocolates, fondues e vinhos ganham vida! aaaaaiiiii…. aproveitamos bastante! E eu trouxe dicas boas para quem ainda não esteve lá!!

A começar pelo nosso hotel, o Recanto da Serra. Super bem localizado, próximo ao centro (5 a 7 min a pé) e ao mesmo tempo, num local reservado, super tranquilo. E com um supermercado completo a 50m. Tem bastante área verde, piscinas (uma delas aquecida), uma pequena sala de ginástica, spa, um pub, e um grande salão de café da manhã, que por sinal, era muito bom. Meus sogros tiveram problemas no aquecimento da cabana onde eles ficaram, mas no “apto luxo” em que fiquei, só tenho elogios. Afora que os funcionários foram todos muito simpáticos, atenciosos e prestativos. Recomendo.

Hotel Recanto da Serra, próximo ao centro de Gramado

Hotel Recanto da Serra, próximo ao centro de Gramado

Em nosso primeiro dia na cidade, fomos rodar pelo centro, incluindo a rua Coberta, a Igreja de São Pedro e toda a Avenida Borges de Medeiros, a principal, repleta de lojas, restaurantes, chocolaterias, hoteis, etc. A Prawer é uma das fábricas de chocolate mais famosas de lá. A loja é sedutora, para quem é chocólatra. Como não sou, me limitei a comprar umas amêndoas cobertas de chocolate e cacau que estavam ma-ra-vi-lho-sas, tenho que confessar.

Loja de chocolates Prawer, observem os "salames" e "queijos" de chocolate

Loja de chocolates Prawer, observem os “salames” e “queijos” de chocolate

Cascata do Caracol, próxima a Canela.

Cascata do Caracol, próxima a Canela.

Neste dia, segui sugestão de uma amiga e fomos almoçar no excelente restaurante Bouquet Garni. Era um esquema de “menu confiance”, com entrada, prato principal e sobremesa. Tínhamos cinco opções de pratos principais: dois de filé mignon, dois de peixe e um de cordeiro . O ambiente é aconchegante, de frente para um lago, e o serviço do restaurante era ótimo. Super recomendo. Para uma descrição completa do nosso almoço (com fotos dos pratos e do Chef, rsrs) veja em outro post que escrevi aqui no blog em críticas gastronômicas.

Em nosso segundo dia de viagem fomos visitar a vizinha Canela (programa obrigatório!!) incluindo a Cascata do Caracol, uma belíssima cachoeira, localizada dentro do Parque Estadual do Caracol. Como eu estava acompanhada dos meus sogros, não fizemos a descida da escadaria que leva o visitante até bem próximo da cachoeira. Nos limitamos a olhá-la de cima. Subimos inclusive, em um mirante (pago por fora), que dá uma visão um pouco mais ampla do parque.

Há um teleférico também, que você tem que ir de carro, fica fora do Parque (seguindo a mesma estrada), que dá vista para a cachoeira também, mas de um outro ângulo, mais distante um pouco, que achamos não ter valido o custo x benefício.

Mas a maior descoberta que fiz é que além da belíssima cachoeira e de toda a natureza em volta, há um outro motivo para não deixar essa visita de fora de seu roteiro. Pertinho dali, na mesma estrada, há o “Castelinho Caracol“. Trata-se de uma casa pertencente à família Franzen. Foi uma das primeiras residências de Canela, construída entre 1913 e 1915, toda em madeira, com um sistema de encaixes que não utilizava pregos. A casa fica aberta para os visitantes, que podem ver alguns dos cômodos ainda bem conservados, com objetos da época e fotografias da família na parede. Na cozinha, o fogão é o original, centenário, lindo.

Castelinho Caracol, uma de suas salas bem conservadas e o centenário fogão...

Castelinho Caracol, uma de suas salas bem conservadas e o centenário fogão…

Este lugar guarda uma maravilha gastronômica imperdível: o apfelstrudel com nata. É um doce originário da Áustria, com massa folhada e maçãs. Ficou muito popular na Alemanha também e em toda a Europa. Na minha última viagem para o interior da Alemanha, no ano passado, comi muitos apfelstrudels, e juro, nenhum tão gostoso quanto este…

Apfelstrudel do Castelinho Caracol, imperdível

Apfelstrudel do Castelinho Caracol, imperdível

Outro passeio maravilhoso que fizemos, não perca o post, foi o da Maria Fumaça, em Bento Gonçalves!!

 

 

Restaurante Bouquet Garni em Gramado

Igreja Matriz de São Pedro, no centro de Gramado

Igreja de São Pedro, no centro de Gramado

Mês passado, aproveitando o feriadão de 07 de setembro, fomos eu, meu marido e meus sogros, a Gramado, na Serra Gaúcha. Um cidade pequena, com forte influência alemã e italiana. Podemos perceber isto na arquitetura das casas, na gastronomia local, na aparência física, nas vestimentas e nos valores culturais de seus moradores.

A gente se sente na Europa, não só pelo clima, mas pela educação das pessoas, pelo cuidado com as ruas e jardins e com o patrimônio cultural. Já tinha ido lá uma vez, e não hesitarei em voltar numa outra oportunidade…

Em nosso primeiro dia, temperatura super confortável na casa dos 20º, fomos conhecer o centro da cidade, incluindo a rua Coberta, a Igreja Matriz de São Pedro e toda a Avenida Borges de Medeiros, a principal, repleta de lojas, restaurantes, chocolaterias, hoteis…  Veja mais detalhes em meu post Gramado – Parte 1. Hoje vou me limitar a detalhar um pouco mais o nosso ótimo almoço no Restaurante Bouquet Garni (que aliás foi uma sugestão de uma grande amiga que conhece Gramado na palma da mão).

Ele fica na beira do Lago Joaquina Rita Bier, o que proporciona uma vista super simpática, através dos vidros do salão do restaurante. Funciona no local há mais de 10 anos e tem uma pegada contemporânea. Preza pela utilização de produtos frescos e carnes nobres. Como fomos na hora do almoço, o cardápio completo não estava disponível, mas havia um “menu confiance”, em que era possível escolher entre 5 opções, o seu prato principal. A entrada e a sobremesa eram fixas. Como nenhum de nós tinha qualquer restrição, aceitamos o menu. E para aguardarmos os pratos, nada melhor que uma boa cerveja local, a Rasen, pilsen, estupidamente gelada.

Menu do almoço do Bouquet Garni, o salão e a ótima cerveja local Raisen

Menu do almoço do Bouquet Garni, o salão e a ótima cerveja local Raisen

Meu marido e minha sogra arriscaram o lombo de cordeiro. Eu escolhi o mais leve, o linguado. Meu sogro pediu o Filet. Como podem ver no Menu acima, de entrada saboreamos uma tapenade de salmão com salada bem fresquinha, com folhas diversas e brotos. Deliciosa. Pistaches crocantes com raiz forte (wasabi) enfeitavam o prato e davam um toque original.

Tapenade de salmão

Tapenade de salmão

O cordeiro estava perfeito. Macio e saboroso. O purê de pera harmonizou perfeitamente. Meu linguado foi servido num molho de abacaxi e também estava muito bom, mas confesso que fiquei com inveja do cordeiro, hahaha. Meu sogro também gostou muito do filet, veio no ponto certo, mas os crisps de presunto de parma estavam duros demais. Foi o único defeito que conseguimos encontrar.

O linguado, à esquerda, e o carneiro, à direita, estavam excelentes!

O linguado, à esquerda, e o carneiro, à direita, estavam excelentes!

A sobremesa tava uma perfeição só. Vocês sabem que não sou fã de doces, mas estava tão bom, mas tão bom, que eu comi inteirinha :). Era uma cheesecake de chocolate branco com frutas vermelhas silvestres. Depois dessa comilança toda, pedi um chá de maçã verde, que veio acompanhado de pétalas de rosa cristalizadas… um amor!

Cheesecake de morango e um chazinho digestivo

Cheesecake de morango e um chazinho digestivo

Tive que chamar o Chef né?! Fred dos Anjos era o nome dele. Eu não poderia sair sem elogiá-lo pessoalmente. Super simpático, baiano, contador de histórias, havia morado na China, Hong Kong e Tailândia! E ele me pareceu tão novo para ter vivido tanto e já estar fazendo uma cozinha tão competente. Virei fã, kkk. Se quiserem saber mais um pouquinho sobre ele, descobri que tem um site pessoal, o freddosanjos.com.br.

Eu e o Chef Fred dos Anjos

Eu e o Chef Fred dos Anjos

Só pra complementar, queria dizer que o serviço do restaurante foi muito bom, atencioso e eficiente. O custo benefício foi excelente, principalmente comparado aos preços abusivos dos restaurantes aqui do Rio de Janeiro. Abaixo, foto que tirei em frente ao restaurante no último dia que passei em Gramado. Em breve, vou publicar outros posts aqui no blog, com diversas dicas da cidade de Gramado e de Canela, continuem acompanhando!!

Em frente ao Restaurante Bouquet Garni

Em frente ao Restaurante Bouquet Garni