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Nhoque de batata

Acordei ontem com vontade de comer nhoque (ou “gnocchi” em italiano), do tradicional mesmo, caseiro, feito com batata comum. Lembrei que eu tinha anotado num caderno antigo de receitas o nhoque que minha mãe fazia em casa, pra acompanhar filé mignon, que ela fazia normalmente com molho de tomate.  A princípio eu queria fazer com queijo gorgonzola, mas quem não tem caça com gato. Fiz um bechamel com queijo minas meia cura, e ficou ótimo. Vou compartilhar aqui porque é uma receita fácil de fazer, mas só se for pra pouca gente… Para muita gente não indico não, haja paciência pra ficar fazendo tantos nhoques 😀 . A não ser que vc não tenha mesmo pressa e seja paciente, hehe. Uma ideia que considero melhor, para um número superior a 8 pessoas, é um strogonoff !

Nhoques de batata

Ingredientes (6 porções)

  • 600g de batata inglesa (4 unidades grandes)
  • 2 ovos inteiros
  • 120g de farinha de trigo (para uma textura beeem macia)
  • Mais um pouco de farinha de trigo para polvilhar
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal qb

Molho bechamel com queijo

Ingredientes:

  • 200g de queijo minas meia cura ralado
  • 1 cebola grande picada
  • 2 colheres sopa cheias de manteiga
  • 2 colheres sopa de farinha de trigo
  • leite o quanto baste (em torno de 500 ou 600ml, dependendo da textura desejada)
  • Noz moscada e sal q.b.

Modo de preparo do nhoque:

Cozinhe as batatas com casca, até que fiquem macias. Retire a pele e passe no espremedor para fazer um purê. Coloque manteiga e sal, misture. Deixe esfriar. Acrescente dois ovos inteiros e a farinha de trigo. Misture bem.

Em uma tábua, polvilhe farinha de trigo. Com ajuda de uma colher, ponha um pouco da massa na tábua, polvilhe farinha de trigo na massa também. Com as mãos espalmadas, vá rolando a massa pra cima e pra baixo para formar uma “cobra” (como fazíamos quando crianças com massa de modelar). Quando estiver na espessura ideal, vá cortando em fatias com a ajuda de uma faca fina, e formando nhoques de 1,5cm mais ou menos. Há quem goste maior um pouco, há quem prefira menor. Eu não sou tão exigente e vou cortando no olho, não precisa ficar tudo milimetricamente calculado. Afinal, o nhoque é artesanal 🙂 .

Enquanto vai fazendo este trabalho, coloque água pra ferver numa panela funda. E vá fazendo as bolinhas…

Quando a água ferver, coloque sal e espere levantar fervura novamente, e continue fazendo os nhoques…

Agora que você já terminou de fazer todos os nhoques, vá jogando na água fervente, aos poucos, em porções (de uns 15 ou 20). Ao começarem a boiar, vá retirando com uma escumadeira e colocando dentro de um pirex que possa ser levado ao forno. Coloque um pouco de manteiga à medida que eles forem se avolumando no pirex, para não ficarem colados. Reserve.

Modo de preparo do molho:

Facílimo. Primeiro ligue o forno em 220°.

Numa panela, frite a cebola com um pouco de azeite. Quando estiver dourada, acrescente a manteiga e deixe derreter. Em fogo baixo, coloque a farinha de trigo e vá mexendo sem parar. Deixa dourar um tempinho, pelo menos um minuto. Acrescente o leite e misture sempre, para não embolotar.

Junte o queijo ralado, deixando um pouco para colocar por cima. Tempere com sal e noz moscada.

Depois que o queijo derreter e o molho estiver na consistência correta (se precisar coloque mais leite, ele deve ficar um líquido cremoso, não muito espesso). Derrame o molho dentro do pirex onde estão os nhoques. Dê uma balançada com delicadeza, para o molho penetrar entre os nhoques. Polvilhe com o resto do queijo e coloque no forno. Basta ficar uns 5 a 10 min, para garantir que está quentinho e o queijo derretido. Servir com o filé.

E o filé mignon

O filé mignon você pode fazer do jeito que preferir. O meu é assim: retiro cordão e pele, tempero com alho, sal, pimenta do reino e mostarda “à l’ancienne” (aquela que vem em grãos). Deixo marinar um pouco e depois frito em uma grande frigideira com um pouco de óleo. Retiro a carne ainda mal passada, e na mesma frigideira, frito uma cebola em fatias. Quando está dourada, polvilho um pouco de farinha de trigo, ponho um pouco de manteiga, douro mais um pouco e depois entro com o vinho tinto, um pouco de água e metade de um tablete de caldo de carne. Deixo apurar um pouco. Depois retorno a carne para a frigideira e só deixo ali mais uns minutinhos, virando de um lado e de outro, para ela pegar o gostinho do molho… Tá pronto 😉

Sucesso garantido!! Agora abra um vinho tinto e sirva aos convidados!!!

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Pão de malte de cevada

Recebi na semana passada uma mensagem de whatsapp de um colega de trabalho: “Oi Luciana, fiz cerveja. Quer malte?”. Ele perguntou já prevendo a minha resposta: “Queroooooo 😀 😀 😀 “. Ter amigo cervejeiro é um privilégio, ne c’est pas?! E ele tem uma amiga “Chef” como ele costuma dizer. Mas essa história toda começou há muito tempo atrás:

Um belo dia ele me trouxe um pote de sorvete (mas sem sorvete, para minha surpresa e felicidade) cheio de bagaço de malte de cevada usada para a fabricação de sua cerveja. Ele me disse que sua mulher fazia pão com aquele bagaço, mas sobrava tanto que ele resolveu me dar um pouco para eu experimentar fazer pão também. A primeira receita que fiz foi a dele, ou melhor, da mulher dele, ou melhor, de um site de algum cervejeiro que ela havia encontrado na internet. Ficou muito legal o pão, mas achei meio pesado… Depois eu esqueci esse assunto, malte não é algo que a gente passe ali na padaria e compre né?… Mas na semana passada voltei a ser premiada com outro pote de sorvete cheio de bagaço do malte de cevada. Que mara!!!

Busquei outra receita na internet. Elegi uma que me pareceu bem legal. Fiz, pra variar, minhas pequenas alterações, mas se vocês quiserem conferir a original, acesse este link.

Deu suuuuuper certo e fiquei orgulhosa de meu pão. Fazer pão é algo que requer paciência e dedicação, além de um pouco de técnica e de um bom forno, rsrsrs. Segue a receita abaixo:

Pão de Malte de Cevada

Ingredientes:

  • 1kg de farinha de trigo
  • 500g de bagaço do malte de cevada
  • 1 colher sopa de sal
  • 2 colheres sopa de açúcar
  • 1 colher sopa de açúcar mascavo
  • 60g de manteiga
  • 250ml de leite morno
  • 2 ovos inteiros
  • 30g de fermento biológico fresco (usei fleischmann)
  • 1 ovo (opcional) para pincelar os pães antes de assá-los

Modo de preparo:

Primeiro fiz o seguinte: pesei todos os ingredientes que precisavam ser pesados e separei cada um.

Passei o malte de cevada num processador, mas não bati por muito tempo, para não virar uma pasta. Bati rapidamente, para diminuir os grãos. Botei numa bacia. Acrescentei o sal e os açúcares, misturei.

À parte, dissolvi o fermento em metade do leite morno e uma colher de chá de açúcar. Depois acrescentei tudo (fermento e leite) à mistura, além da manteiga. Os dois ovos, quebrei num pequeno pote, bati primeiro, depois juntei à massa. Misturei tudo muito bem. Por último acrescentei a farinha e comecei incorporando com ajuda de uma colher de pau (na verdade de silicone).

Trabalhei bastante a massa, hehehehe. Dei murro, joguei várias vezes com força dentro da bacia, sovei bastante, amassei, amassei e amassei. Depois fiz uma bola meio oval, cobri com um pano seco e limpo e coloquei a bacia dentro do forno (desligado!).

Deixei descansando lá por uma hora, exatamente. Ela havia crescido bastante.

Em uma fôrma de pão e em outra assadeira, pincelei um pouco de óleo. Peguei a massa, dividi mais ou menos em 4 partes, trabalhei novamente com as mãos, de forma mais delicada. Apenas amassei um pouco e modelei. Coloquei os pães nas fôrmas.

Esperei mais uns 30 min. A massa praticamente dobrou de tamanho!

Liguei o forno e deixei esquentar bem (220°). Nesse meio tempo, aproveitei para quebrar um ovo, bater levemente e pincelar os pães.

Deixei-os por 26 min no forno, ficaram bem dourados e a massa bem fofinha. O ideal é deixá-los esfriarem um pouquinho, se possível, fora da fôrma, em local ventilado.

Depois é só partir pro abraço!!

A única dificuldade que vocês terão para fazer a receita será arrumar um amigo cervejeiro que divida o bagaço da cevada com vocês!!! Vi também na internet que tem gente que vende, vai que rola! Tem também a possibilidade de vocês substituírem o malte da cevada por algum outro cereal, como por exemplo a aveia… Se não, o jeito vai ser comprar uma cervejeira, adquirir o malte, fazer a cerveja, retirar o bagaço, para então poder fazer o pão, e depois consumi-los ao mesmo tempo, que tal?! 😉

 

 

Risoto de camarão com nirá e açafrão-da-terra

Eu e minha mania de risotos 😀 😀 😀 . E de camarão, pra variar!! Mas é que é tãããão gostoso, tão prático, tão democrático, tão bonito, que não tem como dar errado, não tem como alguém não gostar!! A não ser que seja alguém alérgico a camarões… Aí é só substituir por tirinhas de frango 😀

Recebi alguns amigos no sábado e aí foi aquela coisa meio improvisada outra vez. O que é que eu tinha no freezer dando sopa?!! Camarão. E melhor: já descascado, e com as casquinhas reservadas, pra fazer o caldo. Este é o pulo do gato em matéria de risotos: o caldo. O ideal é que você o prepare em casa.

O açafrão que utilizei na receita é o “açafrão-da-terra“, também conhecido por cúrcuma (não é o açafrão utilizado na “paella”, que é extraído dos estigmas de flores). Trata-se de um pó amarelo, proveniente da raiz de uma planta da família do gengibre. Ele confere uma linda cor amarela aos pratos. É comum na culinária indiana. Pode ser usado em caldos, maioneses, sopas, peixes cozidos, feijões e ensopados de um modo geral. Estudos indicam que ele traz benefícios à saúde, principalmente no combate ao câncer e ao mal de Alzheimer. Tem poder anti-inflamatório. Maravilha então, podemos unir o útil ao agradável!!

Açafrão-da-terra ou cúrcuma (foto da Wikipédia)

Então vamos à receita improvisada que deu bem para 5 pessoas:

Risoto de Camarão com Nirá e Açafrão

Ingredientes:

  • 1,2 kg de camarão médio
  • 4 dentes de alho
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • azeite para fritar os camarões
  • cascas dos camarões
  • 1 cenoura pequena
  • 2 cebolas
  • 1 folha de louro
  • 1 alho poró
  • 350g arroz arbóreo (próprio para risoto do tipo “italiano”)
  • 1 xícara de vinho branco seco
  • 1 colher sopa cheia de açafrão-da-terra (cúrcuma)
  • 1 maço de nirá (também chamado de alho japonês)
  • 2 colheres sopa de queijo parmesão
  • 100g de creme de leite
  • 50g de manteiga gelada

Modo de preparo:

Descascar e limpar os camarões. Depois temperar com dois dentes de alho amassados, sal e pimenta do reino a gosto. Reservar.

Em uma panela, colocar as cascas dos camarões, a cenoura fatiada, 1 cebola fatiada, o louro e folhas do alho poró picadas (parte mais verde). Se você quiser, pode acrescentar alguma erva aromática, como alecrim fresco, tomilho… Acrescentar bastante água (em torno de 1 litro) e deixa fervendo em fogo baixo por uns 30 min, para apurar o caldo. Coar e reservar.

Numa frigideira grande com azeite, grelhe rapidamente os camarões, deixe-os levemente dourados. Reserve.

Picar 1 cebola e 2 dentes de alho (finamente) para o arroz. Picar também o nirá, em pedaços de uns 2 ou 3 cm.

Numa panela funda (melhor que seja de fundo triplo) colocar azeite. Fritar primeiro o alho, deixando-o dourado e depois acrescentar a cebola. Refogar um pouco e depois incluir o arroz. Refogar mais um pouco e acrescentar o vinho branco.

Mexer até secar o vinho, depois juntar o nirá e o restante do alho poró em pequenas rodelas (parte mais branca, do caule). Misturar um pouco e começar a acrescentar aos poucos, com ajuda de uma concha, o caldo de camarão, que deve estar bem quente (deixar em fogo bem baixinho para manter a temperatura até o fim do cozimento do arroz). Neste momento, acrescentar também o açafrão.

Na metade do cozimento do arroz, juntar os camarões, raspando a frigideira, para entrar o caldo (e alho) que restou de sua fritura. Mexer com delicadeza e continuar acrescentando o caldo. De vez em quando experimente, para não deixar o arroz cozinhar demais, ele deve ficar al dente (levemente durinho).

Acrescentar o creme de leite e o queijo parmesão ralado quando estiver praticamente pronto. Misturar bem, colocar mais um pouquinho de caldo, deixar o arroz úmido e cremoso.

Ao desligar o fogo, acrescentar a manteiga e mexer delicadamente. Ele ficará num tom dourado e brilhoso.

Sirva imediatamente. Disponibilize na mesa um bom azeite, parmesão ralado e pimenta do reino.

Para harmonizar, seria excelente um vinho branco gelado, encorpado, de repente um bom Chardonnay. Eu adoro vinho verde também, neste dia estava tomando um Casal Garcia. Mas vinho é pessoal, cada um tem um gosto, portanto, combine com o que você preferir!

Ah! E se você é como eu e também adora nirá, segue outra receita que fiz recentemente com este ingrediente: Macarrão bifum com camarão e nirá.

 

 

 

 

 

 

Bacalhau de forno com creme de leite

Esta Páscoa passei em casa, tentando descansar da semana anterior, que como eu havia anunciado, passamos na Chapada dos Veadeiros em Goiás. Sim, foram 6 dias de aventura, entre trilhas, cachoeiras e trombas d’água, rsrs. Depois faço um post aqui contando os principais passeios que fizemos e da excelente experiência gastronômica que tivemos lá. Hoje vou trazer, tardiamente é verdade, mas que pode ser feita a qualquer tempo (não necessariamente na páscoa), uma receita de bacalhau de forno com creme de leite super fácil. Também fiz um pernil de cordeiro, mas como já postei aqui no blog uma receita de pernil há uns 2 anos atrás, não vou me repetir! Se quiserem conferir a receita, basta clicar aqui.

Bacalhau de forno com creme de leite

Ingredientes:

(Dá para 4 pessoas com fome!)

  • 1 kg de lombo de bacalhau dessalgado (caso compre salgado, serão necessárias pelo menos 48 horas para dessalgá-lo, com várias trocas de água)
  • 500 ou 600 ml de leite
  • 5 batatas médias
  • 1/2 pimentão vermelho
  • 1 cebola roxa
  • 5 dentes de alho
  • 10 unidades de azeitonas pretas
  • 500ml de creme de leite fresco (o sabor é muito superior ao de caixinha, mas se quiser usar o de caixinha…)
  • 50 g de queijo parmesão ralado
  • azeite q.b.
  • noz moscada q.b.
  • sal e pimenta do reino q.b.

Modo de preparo:

1. Corte os pedaços de lombo ao meio e coloque-os em uma panela funda, cobrindo-os com o leite. Leve ao fogo e deixe ferver. Aguarde uns 10 minutos, desligue o fogo e escorra. Deixe esfriar. Depois com as mãos retire pele, espinhas remanescentes, e parta-os em lascas grandes.

2. Descasque as batatas e corte-as em 8 partes (no sentido mais comprido, divida em 2 partes, depois em 2 partes outra vez, e por fim, em mais 2, o que dará 8 pedaços cada batata). Leve para cozinhar em água com sal e deixe-as “al dente” (não cozinhe totalmente, deixe um pouco durinha). Escorra e reserve.

3. Corte a cebola ao meio e depois corte em fatias finas. O pimentão em tiras, os dentes de alho em fatias finas também, e as azeitonas em pequenos gomos, retirando o caroço.

4. Numa panela, leve azeite e refogue a cebola, depois acrescente o pimentão vermelho e o alho. Refogue mais uns 5 min e desligue o fogo.

5. Misture num bowl o creme de leite com um pouco de sal, noz moscada e pimenta do reino.

6. Pré aqueça o forno a 200°.

7. Numa travessa tipo pirex, arrume as batatas e as lascas de bacalhau, depois o refogado de cebola, pimentão e alho, as fatias de azeitonas. Deixe mais ou menos tudo misturado e distribuído pela travessa. Por fim, acrescente o creme de leite, e o queijo parmesão por cima.

8. Leve ao forno e deixe uns 30 ou 40 min, suficiente para terminar de cozinhar as batatas e o sabor do refogado ser absorvido pelo molho e pelo bacalhau.

Sugestão de acompanhamento: farofa de banana ouro e arroz negro, que além de “causar” (é muito mais chique!), é super nutritivo, tendo em vista que é um arroz integral. Eu normalmente compro o nacional, da marca Ruzene. Mas também já usei da marca italiana La Pastina e também achei excelente. As instruções de preparo desse arroz, está na própria caixa. O ideal é cozinhá-lo na panela de pressão.

Só pra vcs terem uma ideia, no site www.saude.abril.com.br há uma matéria em que é questionado o que é melhor, se o arroz integral ou o arroz negro. Vejam a resposta: “O placar não mente: o arroz negro ganha de lavada. Eles têm mais potássio, cálcio e magnésio, além de um teor caprichado de fibras. “Essas substâncias tornam a absorção de nutrientes mais lenta, o que evita picos de glicose no sangue e aumenta a saciedade”, informa a nutricionista Elaine de Pádua, diretora da DNA Nutri, em São Paulo. Estudos ainda indicam que o arroz negro esbanja antocianinas. “Elas impedem o acúmulo de placas nas artérias, principal fator por trás de ataques cardíacos”, esclarece a especialista”.

Arroz negro é saboroso e nutritivo

E como se não bastasse, tem mais proteína também. E eu acho ele bem mais saboroso que o integral tradicional. Mas como tudo na vida, há os prós e os contras: ele é beeeeeem mais caro e demora muuuito mais pra ficar pronto. Média de preço do quilo no mercado é entre R$ 20,00 e R$ 40,00. No site da própria Ruzene, o pacote de 1kg está custando R$ 23,00, mas não sei quanto custa o frete.

Com arroz negro, também já fiz risoto de lulas, ficou maravilhoso. Ele cai super bem com frutos do mar, na minha opinião. Experimentem e me digam! Até a próxima!

 

 

 

 

Camarão ao molho de manga e purê de wasabi

Este post ia ser de um “camarão com molho de tangerina”, mas não deu certo… :(. Segui a receita que encontrei numa de minhas antigas revistas Gula, da época que eu colecionava. Terminou indo pro lixo 9 tangerinas fresquinhas compradas na feira. Talvez eu tente outro dia, extraindo o suco de outra maneira (eu retirei a casca externa, os caroços e bati no liquidificador). O problema foi que ficou amargo demais. Tentei acrescentar açúcar mascavo, mas a coisa ficou ainda pior… rsrsrs.

Mas vamos à nossa aula de hoje! Faremos um camarão ao molho de manga e pimenta dedo-de-moça (a pimenta é opcional mas garanto que não arde muito e dá um toque pra lá de especial) acompanhado de purê de wasabi (raiz-forte).  Purê de quê?? Wasabi é um tempero japonês, vendido em pasta, muito utilizado na culinária japonesa, proveniente das raízes de uma planta. É aquela pastinha verde que eles servem junto com sushis e sashimis e que provoca uma sensação bem intensa, você sente uma ardência forte, mas passageira. Eu particularmente, adoro! Já experimentei até queijo feito com wasabi, numa viagem que fiz à Alemanha (numa feira livre em Mainz). Já vi pra vender aqui no Brasil também.

Wasabi ou raiz-forte

Camarão ao molho de manga com purê de wasabi

Rendimento: 4 porções. Tempo de preparo: 1 hora.

Ingredientes para o camarão:

  • 1 kg de camarão cinza, descascado e limpo
  • suco de 1 limão
  • pimenta do reino
  • 1 cebola
  • 1 pimenta dedo-de-moça bem picadinha (se não quiser que fique ardendo muito, não coloque as sementes!)
  • 1 manga grande e madura, mas firme! (usei a palmer, que acho mais saborosa) descascada e cortada em cubos
  • 1 colher de sopa cheia de folhas frescas de manjericão (e mais algumas para decorar)
  • azeite para refogar
  • sal e pimenta do reino

Ingredientes para o purê de wasabi:

  • 750g de batatas inglesas
  • pasta wasabi (comprei nas Casas Pedro, mas já vi no Pão de Açúcar e em lojas de produtos orientais)
  • 100g de creme de leite
  • 100g de manteiga
  • sal a gosto

Modo de preparo…:

PURÊ DE WASABI:

1-Cozinhe as batatas com a casca, para não ficarem muito “aguadas”. Depois escorra, deixe esfriar um pouco e retire a casca com a ajuda de uma faca. Ela sai facilmente.

2-Passe num processador juntamente com a pasta de wasabi, a manteiga, creme de leite e sal. A quantidade de wasabi fica a critério de cada um, pois ela tem um sabor forte. Eu coloquei em torno de 2 colheres de sopa. Se estiver em dúvida, coloque uma só e experimente, antes de colocar a segunda colher. Depois passe o purê para a panela novamente e reserve.

Obs: se você não tem um processador, passe as batatas no espremedor comum de batatas e depois misture bem com o restante dos ingredientes.

CAMARÕES AO MOLHO DE MANGA:

1-Descasque, limpe bem e tempere os camarões com suco de limão, pimenta do reino e sal. Reserve.

2-Descasque a manga e pique em cubos de 1 a 2 cm. Depois deixe de molho em água com um pouco de sal.

3-Pique a cebola e a pimenta dedo-de-moça sem sementes (se quiser mais picante, inclua algumas sementes).

4-Pique a cebola.

5-Escorra a manga.

6-Numa frigideira, coloque azeite e refogue um pouco a cebola. Acrescente os camarões. Fogo deve estar alto para grelhar os camarões. Junte a pimenta dedo-de-moça picada.

7-Assim que estiverem um pouco dourados, acrescente a manga e mantenha o fogo alto. Grelhe mais um pouco e acerte o sal. Depois que desligar o fogo, acrescente as folhas de manjericão.

Está pronto!!! É ou não é fácil??!! Sirva o camarão com o purê de wasabi e, caso queira, uma porção de arroz simples para compor o prato. Você vai sentir um contraste entre o sabor doce da manga e o wasabi, muito interessante!

Decore com folhas de manjericão.

Servi este prato com um vinho tinto, por falta de um branco, mas como era um “Chianti”, um vinho relativamente leve, casou muito bem!

Risoto cremoso de camarão com alho-poró

Risoto de camarão com alho-poró

Risoto de camarão com alho-poró

Nem todo mundo gosta de polvo… Pensando nisso, hoje vou postar uma receita de risoto de camarão com alho-poró que eu mesma desenvolvi e que acho que chegou no ponto que eu queria. Exceto para aqueles que tem alergia (e que moooorro de pena!), camarão é uma unanimidade, não há quem não goste!! E no verão, melhor ainda. Pode ser saboreado com um delicioso vinho branco gelado.

Risoto de camarão com alho-poró

(serve bem 4 a 5 pessoas)

Ingredientes:

1 kg de camarão cinza médio

2 cebolas

1 alho-poró grande

1 cenoura

6 dentes de alho

1 xícara cheia de arroz tipo arbóreo (para risotto)

100ml de vinho branco

100g de leite de coco (opcional)

20g de manteiga gelada

azeite, pimenta do reino e sal a gosto.

Modo de preparo:

1) Descasque e limpe o camarão, mas não despreze as cascas. Ponha-as numa panela com uma das cebolas e a cenoura fatiada. Incluir também parte das folhas do alho-poró (aquela parte mais verde da ponta). Acrescente por volta de 1 litro d’água e deixe cozinhar tudo até que reduza a uns 600 ou 700 ml. Coe o caldo e reserve.

Camarão descascado e limpo e cascas utilizadas para o caldo

Camarão descascado e limpo e cascas utilizadas para o caldo

2) Enquanto isso, tempere o camarão limpo com dois dentes de alho picados, pimenta do reino e sal. Reserve para tomar gosto.

3) Fatie em rodelas o alho-poró. Pegue mais dois dentes de alho amassados e leve-os para uma panela com azeite. Acrescente o alho-poró e deixe refogar até amolecer (mas deixe “al dente”).

Alho-poró fatiado e ele já refogado no alho e azeite

Alho-poró fatiado e ele já refogado no alho e azeite

Camarão frito em azeite com alho, sal e pimenta do reino

Camarão frito em azeite com alho, sal e pimenta do reino

4) Frite os camarões em frigideira grande com azeite. Reserve.

5) Pique a cebola restante e os dois dentes de alho restantes. Numa panela grande e com fundo grosso, colocar azeite e deixar fritar um pouco a cebola picada.

Acrescente o caldo fervente aos poucos

Acrescente o caldo fervente aos poucos

6)Acrescentar o alho e depois de um minuto, o arroz. Refogar por mais um minuto e então acrescentar o vinho. Mexendo sempre, deixe o arroz absorvê-lo. A partir daí, vá acrescentando o caldo (deve estar fervente) com uma concha, sempre de uma em uma, mexendo continuamente, deixando o arroz absorver aos poucos. Acrescente um pouco de sal.

Acrescente os camarões fritos

Acrescente os camarões fritos

7) Quando o arroz estiver quase “al dente”, um pouco durinho ainda, acrescente o alho-poró refogado. Mexa. Nesta hora, junte o leite de coco, que é opcional. Pode ser creme de leite também. Mexa.

8) Acrescente os camarões fritos, inclusive com o restinho de azeite e alho que ficou na frigideira. Verifique se precisa de mais caldo, pois o risoto precisa ficar bem molhado.

9) Acrescente a manteiga em cubinhos, e mexa até que se dissolva. Desligue o fogo. Prove o sal e ajuste, se necessário. Sirva imediatamente. Mas é imediatamente mesmo!! Risoto só fica bom servido na hora.

Garanto que você vai gostar desse prato! Experimente também o arroz do polvo!

Risoto cremoso de camarão com alho-poró

Risoto cremoso de camarão com alho-poró

 

 

Arroz de polvo

Arroz de polvo

Arroz de polvo

Vou começar o ano de 2015 com meu 101º post. E será dedicado a uma receita que fiz neste final de semana passado, em homenagem a um irmão de Recife, que veio passar o réveillon aqui comigo no Rio. Como ele gosta muito de frutos do mar, levei-o até a feirinha da Paulo Barreto (aqui em Botafogo) no sábado e juntos compramos um belo de um polvo, de 2,280 kg. Fresquíssimo!! Aproveitamos e compramos 1/2 kg de camarão cinza graúdo para tira-gosto.

Convidei outro casal de amigos e botei cerveja e vinho branco pra gelar. Ao chegarem, preparei um camarão frito ao alho, pimenta, sal, azeite, manteiga e shoyu que comemos enquanto degustávamos algumas cervejas.

Degustação de cervejas

Degustação de cervejas

Depois fui me ocupar do polvo. Abaixo tem todo o passo-a-passo do preparo do prato pra facilitar a vida de quem quiser experimentá-lo. Ficou muito saboroso, macio, suculento.

Arroz de polvo (serve 6 pessoas)

1 polvo grande de 2 kg aproximadamente (pedir ao peixeiro para limpá-lo)

1 cebola grande para cozimento do polvo

2 xícaras de chá de arroz agulhinha

2 tomates grandes picados

2 cebolas grandes picadas

2 pimentas dedo-de-moça picadas finamente (sem as sementes, senão arderá demais)

Ingredientes do arroz de polvo

Ingredientes do arroz de polvo

1 cabeça de alho (descascar e picar os dentes finamente, ou espremer)

1 colher sopa de azeite de dendê

100 ml de leite de côco

100 g de creme de leite

1/2 maço de cheiro verde (se quiser, coloque mais)

1 colher de sopa de colorau

pimenta do reino moída na hora e sal a gosto

Azeite q.b. para refogar

Polvo grande, ainda cru

Polvo grande, ainda cru

Modo de preparo:

1) Colocar o polvo inteiro (já limpo) numa panela de pressão com um copo de água e a cebola cortada em 4 partes. Deixar cozinhar por 10 min a partir do momento que pegar a pressão. Retirar o polvo da panela, guardar a água do cozimento. Cortar o polvo em rodelinhas de 2 cm aproximadamente. Reservar.

Polvo já cozido e picado

Polvo já cozido e picado

2) Numa panela grande, de fundo grosso, fritar a cebola no azeite, acrescentar o alho e depois o tomate. Refogar um pouco e juntar o arroz e o azeite de dendê. Refogar mais um pouco. Acrescentar o colorau e as pimentas. Neste momento, começar a juntar aos poucos, o caldo do polvo (cuidar para que ele esteja fervente neste momento), com uma concha. Mexendo sem parar.

Caldo do próprio polvo para cozinhar o arroz

Caldo do próprio polvo para cozinhar o arroz

3) Quando o arroz já estiver quase chegando no ponto (ainda um pouco durinho), acrescentar o polvo picado.

Hora de acrescentar o polvo dentro do arroz

Hora de acrescentar o polvo dentro do arroz

4) Quando o arroz já estiver “al dente”, e ainda bem molhado do caldo, acrescentar o leite de coco e o creme de leite. E pra finalizar, acrescentar o cheiro verde picado e apagar o fogo. Servir imediatamente.

Arroz de polvo

Arroz de polvo

Eu servi o prato com um vinho da Nova Zelândia, uva sauvignon blanc, estupidamente gelado. Não é que ficou perfeito?!

Ah! Experimente também o risoto cremoso de camarão com alho-poró!

Vinho branco gelado da Nova Zelândia que harmonizou com o arroz de polvo

Vinho branco gelado da Nova Zelândia que harmonizou com o arroz de polvo