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Venga!

O Venga! - Bar de Tapas, fica na Garcia d'Ávila em Ipanema

“Venga!” é o sugestivo nome de um bar (espanholíssimo, claro) de tapas, em Ipanema (na Garcia d’Ávila). Estávamos eu e meu marido à toa domingo passado, caminhando à procura de um lugar qualquer pra comer, quando topamos com o Venga!. Já tínhamos ido lá em algum momento de nossas vidas, num passado distante. Por isso resolvemos entrar lá pra conferir, já antecipando um pouco a viagem que faremos no final de novembro para a Espanha…

Como o calor estava muito forte (sensação térmica de 42,7°) fomos logo pedindo um litro (tem de meio litro para bebedores fracos, rsrsrs) de sangria feita com vinho branco. Super refrescante!!!

Sangria de vinho branco

Sangria de vinho branco

venga

Eles têm opções de pratos maiores, mas resolvemos curtir mesmo umas tapinhas. Pedimos primeiro “croqueta de jamón“, que são croquetes feitos com o presunto cru espanhol (parecido com o presunto de parma italiano). Estava muito bom!!! E a pimenta que veio acompanhando era bem “quente” do jeitinho que eu gosto.

Croquetas de jamón do Venga!

O bar é agradável e simples, com decoração pitoresca, lembrando os bares espanhóis. Tinha apenas um presuntinho pendurado (na Espanha costumamos ver dezenas!) e um outro já sendo consumido. O atendimento foi eficiente e simpático. O bar é aberto para a rua, mas é climatizado na área interna. Não sei se no alto verão os splits dão conta. Sentamos numa mesa mais interna, sugerida pelo garçom, como sendo mais fresquinha.

Presunto espanhol (jamón) pendurado no Venga!

Presunto espanhol (jamón) pendurado no Venga!

Depois pedimos “pulpo a la gallega“, um prato típico do norte da Espanha (Galícia) onde o polvo é cozido e depois cortado em pedaços e servido com batatas cozidas, azeite e páprica. Lá no Venga, depois de cozido e cortado, o polvo é frito. Terminou que para duas pessoas que comem muito pouco, este prato matou nossa fome, rsrs. Estava delicioso, embora eu preferisse que o polvo estivesse um pouco mais al dente. Mas é só uma questão de gosto pessoal.

Pulpo à gallega

E para nosso almoço ficar completo, dei ao meu marido a incumbência de escolher a sobremesa… Ele escolheu um “chocolate com aceite y sal“, que achei espetacular. Por causa dela, escrevo este post. Uma espécie de mousse de chocolate meio amargo, regado com azeite espanhol e flor de sal (delicados cristais de sal marinho, muito usado na alta gastronomia para finalizar um prato). Estava muito bem apresentada (servida numa tábua, como as tapas) e saborosíssima!

chocolate com aceite y sal

Quando deixamos o Venga já estávamos pra lá de Marrakech, alegrinhos, alegrinhos, hahaha. Agora só nos resta esperar nossa próxima viagem já programada pro final de novembro para fazermos a comparação com as “croquetas, pulpos e chocolates com sal” de Barcelona e Madri!!!

Aaaahh!!! Para quem está acompanhando, em breve, sai o post sobre Angkor (Camboja), me aguardem!!!

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Adega Pérola em Copacabana

Azeitonas espanholas com chopp escuro

Azeitonas espanholas com chopp escuro

Recentemente foi publicada uma resenha no jornal sobre este antigo e tradicional botequim de Copacabana (desde 1957) e ficamos curiosos, eu, meu marido e um casal de amigos. Sábado passado, aproveitando que eu só iria para a cozinha no domingo, chamei a todos para conhecermos o tal bar. Li que seus antigos donos (portugueses) todos já morreram e que hoje é levado por 3 de seus antigos clientes que o compraram e mantiveram os petiscos e a decoração antiga, numa demonstração de compromisso com o tradicionalismo do lugar.

Fomos lá pro fundo do bar, porque era o único lugar que tinha um ar condicionado, que mal dava conta do calorão infernal. Pedi logo um chopp escuro Brahma, que há tempos não tomava. E enquanto esperávamos o outro casal, pedimos uma porção de azeitonas espanholas. Muito boas, grandes e macias. A especialidade da casa, aliás, são tapas. Há mais de 100 opções, é de enlouquecer. Fiquei ansiosa pra voltar lá, antes mesmo de ir embora, só para poder experimentar, se não todas, pelo menos uma boa parte delas.

Logo que você entra no botequim, vai se deparar com um grande balcão, lotado de bandejas cheias de petiscos diferentes. Parece que um dos carros-chefe da casa é a sardinha portuguesa. Terminei por não pedir, mas será justamente o motivo para que eu volte. E logo.

Segunda tapa que pedimos foi a morcela, um embutido feito com sangue de porco. Estava deliciosa! Só de lembrar já fiquei com água na boca. E as batatinhas calabresas que a acompanhavam também estavam muito boas, bem temperadas.

Morcela com batatas calabresas

Morcela com batatas calabresas

Neste momento chegou o outro casal e pedimos ao mesmo tempo um polvo ao vinagrete e a tradicional “salada pérola do mar”, que também é um vinagrete, mas com diversos frutos do mar, como camarão, mexilhão, polvo e vieira. Ambos estavam ótimos.

Salada Pérola do Mar: camarões, vieiras, polvo e mexilhões

Salada Pérola do Mar: camarões, vieiras, polvo e mexilhões

Por último, pedimos uma carne de sol com aipim frito (macaxeira, na minha terra), que estava bem saborosa. Um pouco salgada, talvez, porém macia. Infelizmente, vou ficar devendo esta foto…

Aliás, ficarei devendo também fotos da frente e do interior do bar, do balcão de tapas, do simpático garçom e das mesas, com cadeiras presas no chão. Mas prometo que não vou demorar muito e volto, quando vocês menos esperarem, com muito mais fotos do Pérola!

“Noite Espanhola” em Brasília

Zahil, lojas de vinho na Asa Sul

Zahil, lojas de vinho na Asa Sul

Tradição há quatro anos, vou a Brasília em julho cozinhar para minha irmã e um grupo seleto de amigos. Ela faz aniversário no dia 18 e convida, a cada ano, um grupo diferente de pessoas para desfrutar de um jantar especial e bem planejado. O primeiro jantar aconteceu assim meio de improviso, e foi um sucesso tão grande, foi tão divertido, tão gostoso, que resolvemos repetir no ano seguinte, e no outro ano… e assim foi criada a tradição. No ano passado fizemos pela primeira vez um jantar temático: Cerrado Brasileiro. Pesquisei bastante, porque eu não sabia nada sobre essa gastronomia tão particular! Fiquei maravilhada com os novos ingredientes que descobri. Nosso país guarda tantas surpresas…

Ueda - Peixaria, também na Asa Sul em Brasília

Ueda – Peixaria, também na Asa Sul em Brasília

Este ano, decidimos fazer uma “Noite Espanhola”. Minha irmã ficou responsável por toda a decoração e detalhes do serviço, como pratos, taças, bandejas, etc. E eu defini o cardápio, com a aprovação dela, claro. Na mala, levei um maçarico, paelleira, açafrão espanhol, dois vidros de azeitonas e faca bem amolada (item que nunca encontro em casa alguma que vou cozinhar!!!).

Linda mesa, em tons de vermelho e amarelo, organizada por minha irmã

Linda mesa, em tons de vermelho e amarelo, organizada por minha irmã

Aterrissei em Brasília na quinta-feira, jantamos juntas no Briand, um ótimo francês que tem na Asa Norte, onde comi um delicioso patê  “foie de canard”. Dia seguinte partimos para as compras de ingredientes. Descobrimos uma ótima peixaria, a “Ueda”, onde compramos os frutos do mar, frescos (em Brasília, quem diria!!). Compramos também alguns itens num pequeno mercadinho que vende importados, o “La Palma”. Os vinhos, na “Zahil”, e os itens faltantes deixamos para o supermercado Pão de Açúcar. Fomos também num florista e compramos cravos, vermelhos e amarelos, da cor da bandeira espanhola…

Cravos vermelhos e amarelos enfeitaram a mesa

Cravos vermelhos e amarelos enfeitaram a mesa

Tudo comprado, fomos pra casa e já corri pra cozinha. Algumas preparações já poderiam ser feitas de véspera. Preparei um caldo de peixe e camarão para a paella, cozinhei e fatiei o polvo, limpei e fatiei a lula e fiz a sobremesa, que deveria ser mesmo servida fria. Nesta noite meu marido chegou do Rio, e se juntou à nos.

Sábado acordamos cedo. Tomamos café e partimos pra luta. Piquei cebolas, pimentões, alhos, cheiro verde. Temperei e grelhei camarões, lulas, mexilhões, lagostins. Preparei as tapas frias e o molho da entrada quente. Fiz torradas. Adiantei tudo para que na hora, ficasse apenas a menor parte, a finalização.

Tapas frias servidas antes do jantar

Tapas frias servidas antes do jantar

Deu tudo certo e o jantar foi mais uma vez um sucesso absoluto. A mesa e a casa estavam lindas, o cardápio foi aprovadíssimo e os convidados vibraram. Foi uma noite inesquecível. A seguir, descrevo o cardápio e já dou a dica de como fazer uma das tapas.

Tapas frias:
1) Enroladinhos de “jamon serrano” (presunto cru espanhol) com figos, cream cheese e marmelada
2) Amêndoas torradas salgadas e apimentadas
3) Azeitonas marinadas

Entrada quente:
Queijo de cabra grelhado com molho de pimentão vermelho

Prato principal:
Paella Marinera (apenas com frutos do mar)

Sobremesa:
Crema catalaña

Entrada: queijo de cabra grelhado

Entrada: queijo de cabra grelhado

Paella Marinera

Paella Marinera

Todos os pratos foram servidos com vinhos que harmonizavam, com exceção das entradas frias, que foram acompanhadas de sangria (bebida que mistura vinho, frutas, água tônica, licor e suco de laranja).

Aprenda a fazer as amêndoas , que são deliciosas para beliscar e facílimas de fazer (fez sucesso nos jogos do Brasil, rsrsrs).

Amêndoas apimentadas

Amêndoas apimentadas

Amêndoas apimentadas

Ingredientes:
300g de amêndoas descascadas (com a pele)
1 colher sopa de clara de ovo
Sal grosso para ralar na hora (a gosto)
1 colher sopa rasa de páprica picante

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180°. Misture bem a clara com as amêndoas, depois acrescente o sal ralado na hora e a páprica, misturando bem. Disponha-as numa assadeira untada com um pouco de azeite ou óleo, e leve ao forno para assar. Deixe dourar, retire e deixe esfriar. Está pronta.

No próximo ano, o jantar será ainda mais desafiante: uma Noite Mexicana!

Todos nós, prestes a devorar a paella!

Todos nós, prestes a devorar a paella!

Vinhos que tomamos ao longo da noite

Vinhos que tomamos ao longo da noite