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Ah! as cervejas…

Não consegui ainda esquecer todas aquelas divinas cervejas……

Desde que voltei de viagem, quando chega final de semana, penso logo em tomar uma cerveja. De preferência belga, ou na falta desta, uma holandesa. O fato é que ficaram fortemente marcadas em minha “memória gustativa cervejeira”. Foram vários exemplares que experimentei. A cada copo, uma marca, um sabor. Todas as cervejas possuem copos específicos. Cada copo tem o nome da cerveja impresso e tem um formato desenvolvido para melhor expressar o sabor da sua cerveja. O maior barato. Eu já ouvi falar que só na Bélgica há mais de 1.000 cervejas diferentes. E acho que não computaram aí as cervejas caseiras e artesanais, que são centenas. E isto porque o país é mínimo. Um pouquinho maior que o Estado de Alagoas. Pra vocês terem uma idéia, o Brasil é 279 vezes maior que a Bélgica!

Como estava fazendo bastante frio, investi nas cervejas mais fortes. Algumas com graduação alcóolica superior a 7%. Eram bastante encorpadas. Experimentei de tipos diferentes, algumas do tipo lager, claras ou levemente douradas, algumas até turvas. Outras do tipo bock, ale, strong ale, etc. Não sou expert em cervejas, aliás, pouco sei de cerveja, mas prefiro as mais amargas e de sabor mais acentuado, principalmente se estou num ambiente frio. Na praia, vou de Skol mesmo, rsrsrsrs.  Vejam alguns exemplares que degustei (a Leffe é produzida com a mesma receita desde 1240):

Cerveja Leffe, belga, produzida pela Abadia de Leffe

Cerveja Tongerlo Prior, belga, do tipo “Golden Strong Ale”, 9%, deliciosa

Cerveja Grolsch, holandesa, tipo bock

Mas a cerveja mais incrível, a mais especial que já tomei em toda a minha vida, foi a “Deus” (belga, graduação alcóolica de 11,5%!). Não sei se algum de vocês já teve a chance, primeiramente, de VER uma garrafa desta cerveja, que mais parece uma champanhe, linda. Em segundo lugar, de TOMÁ-LA! Comprei-a numa loja de produtos belgas na encantadora Brugge. Nesta loja, aliás, tinha de tudo.

Loja em Brugge que mais parecia um museu de cervejas

Lá, comprei uma barra de chocolate (ainda está guardadinha para uma ocasião especial, na minha mesinha de cabeceira…), licor de ovos (fantástico, dica de minha irmã mais velha que esteve nos Países Baixos há mais de 30 anos e que ela só lembrava de que era uma bebida amarela e forte, mandou-me procurar…), e um exemplar da “Deus”, escolhida a dedo entre milhares de cervejas diferentes, de todos os sabores e cores possíveis e imagináveis. Uma única garrafa (que tem 750ml) saiu a 17,80 euros. No Brasil ela custa entre R$ 160,00 e R$ 230,00, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo em junho passado. Portanto, paguei uma pechincha por ela!

Cerveja belga Deus, inesquecível

O fato é que a comprei a pedido de Regina e Dudu, casal de amigos que encontraria, primeiramente na Champagne, e em seguida, em Paris, alguns dias depois. Dito e feito. Decidimos abri-la em Paris, no apartamento deles, durante uma fantástica degustação que fizemos de queijos franceses. Esperamos ela gelar bastante, tiramos a rolha (isto mesmo, rolha, ela não tem tampa igual às outras, é engarrafada exatamente igual a uma champanhe e faz o mesmo barulho quando a tiramos) e tomamos em taças “flute”. Que sensação incrível! A bebida era um misto de cerveja e champanhe, visual e gustativamente falando. Com o mesmo teor de álcool, borbulhas persistentes, sabor frutado, cor clara e cristalina. Era uma “cerveja-champanhe”. O máximo! E ficou ainda melhor acompanhada de um Camembert da Normandia, o melhor camembert produzido na França (um dos que recebe o selo AOC – Appellation d’origine contrôlée), e claro, uma baguete fresquinha, comprada e levada para a casa do Dudu conforme manda o figurino (francês): debaixo do braço, ou melhor, da axila, hahahahaha!!!!!

Camembert da Normandia

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Haia, Antuérpia e Bruges

Haia ou Den Haag é a capital da Holanda (eu também não sabia!!!). É lá que está a sede do Governo, as embaixadas, o Parlamento, a Rainha e seu gabinete de trabalho. Amsterdam só leva mesmo a fama…

Haia tem um charme especial. Mas duas coisas me marcaram mais fortemente. O Panorama Mesdag, que é uma incrível tela pintada pelo Hendrik Mesdag (eu também nunca tinha ouvido falar!) da famosa praia de Scheveningen, em Haia. O diferencial desta pintura é que ela foi feita em 360 graus, com 14 m de altura e 120 m de circunferência. A gente sobe uma escada em caracol e cai no meio dessa tela, numa duna de areia, que se junta com a tela e tudo parece em três dimensões…. a maior viagem… e isto o cara pintou em 1881!!!! Foi uma idéia revolucionária, a meu ver.  A segunda coisa  que mais me marcou foi uma outra tela, dessa vez de Vermeer (pintor holandês do séc XVII, natural de Delft), chamada “Moça com brinco de pérola” (há um filme que conta as circunstâncias em que ele pintou esta tela e quem era a “misteriosa” moça).

Mas vamos ao que interessa mais, hehehehe. Fui almoçar na praia de Scheveningen, que possui muitos restaurantes de frutos do mar. Apostei num ‘spaghetti ai frutti di mare” e me dei bem! Estava delicioso.

Spaghetti ai frutti di mare

Antes de chegar em Haia, passei por Utrecht e Gouda. Em Utrecht, uma cidade universitária,  nada me chamou atenção (era domingo e não havia quase ninguém nas ruas). Quanto a Gouda, tive uma grande frustração. Como era domingo, o mercado não estava funcionando na praça principal (que por sinal é muito simpática). Neste mercado há uma infinidade de queijos, os famosos queijos Gouda. Apesar disso, fui salva por uma loja que estava aberta e pude comprar um Gouda com 3 anos de envelhecimento, muito saboroso, com aqueles cristais no interior do queijo…

Depois de Haia passei por Delft, cidade bem pequena, cheia de canais e pontes, mas não comi nada que mereça espaço aqui. A praça central também é bonita, como aliás, em todas essas cidades da Europa. As praças são o coração de cada uma delas, sempre repletas de turistas, lojas, restaurantes…

Então seguimos para a Antuérpia. Aí sim!!! Cidade belíssima com praça central magnífica! Suas ruelas são deliciosas de explorar e foi aqui mesmo que decidi experimentar o prato mais famoso da Bélgica: os mexilhões (moules). Divino. É de se comer ajoelhado agradecendo a Deus… ainda mais, acompanhado de vinho branco gelado.  Ah! e também das famosas batatas fritas.

Moules (mexilhões) servidos com batatas fritas

Aí então foi a vez da tão famosa cidade de Brugge, ou Bruges. É que aqui na Bélgica existem duas línguas oficiais, a flamenga e a francesa. Daí, todos os nomes das cidades possuem duas formas diferentes de se escrever. Mas enfim, apesar da chuva que pegamos aqui, tive uma excelente impressão desta bem conservada cidade, que tem por volta de 2000 anos de idade. Ela é extremamente pitoresca, cheia de canais e pontes também, mas diferente das outras, pois os antigos prédios são mais bem conservados e as pontes são ainda de pedra, os canais mais estreitos, enfim, romântica e agradável. Comi muito bem aqui. Mas descobri, na manhã de deixar a cidade, que ela tinha um restaurante três estrelas no Guia Michelin (a Bélgica só tem dois restaurantes 3 estrelas) e que ficava a 200m de meu hotel!!!!! Vai ter que ficar pra próxima…

Comi em Brugge um peixe branco bem leve, com legumes, batatas cozidas e um molho delicioso, com vinho branco e creme de leite. A cerveja, artesanal, foi recomendada pelo dono do restaurante. Claudinho preferiu um filé mignon, com molho de cogumelos, estava também fantástico. Depois eu vou falar aqui (e mostrar) sobre os deliciosos chocolates que fabricam por essas bandas. Eu nem sou fã de chocolate, mas é impossível ignorar. São milhões de lojas e chocolaterias. Algumas super antigas. No aeroporto de Bruxelas, existe uma loja que é a que mais vende chocolates no mundo. São 800 toneladas por ano! Imaginem…

Cassarola de peixe com legumes

Cerveja artesanal belga

Filé mignon com molho de cogumelos

 

Um grande abraço e aguardem o post sobre Bruxelas!