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Pausa para reflexão…

Este post será para fazermos uma pequena reflexão…

Resolvi ter uma “DR” com vocês hoje, acho que estou em crise… Precisamos “amadurecer a relação”, hehehe.

Desde 2011 (mais de 5 anos gente!!) escrevo neste blog. É dessa forma que alimento um pouquinho a minha alma. Dou vazão aos meus desejos de viver única e exclusivamente dedicada à gastronomia. Infelizmente, isto é um sonho muito distante… Trabalhar é preciso, e pagar as contas também. Não dá pra largar o emprego e me lançar em algum negócio incerto. Como vocês já observaram, amo viajar até o meu último fio de cabelo. Como poderia eu viver sem viajar? Me reciclo a cada viagem que faço. Volto outra pessoa. E ninguém viaja de graça, rsrs. Portanto, para me “alimentar” de gastronomia, eu cozinho nos finais de semana, vou a restaurantes (o que tem sido mais raro ultimamente) e experimento comidas diferentes quando viajo por aí. Depois escrevo tudo no blog. Assim, fico relativamente “saciada”, rsrs.

Mas voltemos ao que interessa… meu blog não teve e nunca terá fins lucrativos, mas de uns tempos pra cá, tenho me perguntado: qual o propósito dele além de me saciar a fome de escrever sobre viagens e comidas? Não é um livro de receitas, não é um site voltado para viajantes, nem ensina nutrição ou alimentação saudável. Não há metas específicas nem objetivos pré-determinados. Qual o papel dele afinal?

Aqueles que me seguem há algum tempo, foram testemunhas de que ora estou contando uma viagem (em mil partes, é verdade, rsrsrs), ora criticando um restaurante, ora fazendo um prato ou ensinando uma receita de família. Já escrevi inclusive sobre eventos que organizei, jantares, almoços comemorativos e até aulas que dei. Mas, por que seria importante para meu leitor saber se eu gostei ou não do camarão ao curry vermelho que comi em Phi Phi? Tava uma delíííícia, é verdade, mas… será útil?! Só se ele for a Phi Phi, experimentar também, rsrs. Enfim… acho que nossa “relação” tem que dar alguma guinada… pessoalmente, eu anseio por alguma mudança…

E se eu pudesse colocar em prática o que aprendi em meu curso superior de licenciatura (junto com a experiência adquirida em 10 anos de ensino) para repassar o que mais gosto de fazer e mais entendo? Não me formei em gastronomia para ser a única a usufruir dos conhecimentos que adquiri! Hoje reúno aprendizados diversos tanto em técnicas culinárias, como em variedade de pratos, inclusive de culturas diferentes. Sim… eu realmente adoraria dar aulas de gastronomia para que vocês aprendessem o que sei. Mas aí me falta o principal, hahaha, espaço. Minha cozinha não é adequada pra isto. E pra fazer uma reforma, ou alugar um espaço, eu teria que ganhar na megasena,o que definitivamente não está no meu destino!!

Mas quem não tem cão caça com gato, certo?!! Posso usar o meu blog pra satisfazer este meu mais novo objeto de desejo: dar aulas de gastronomia. Este vai ser agora meu objetivo principal, minha ênfase, minha meta mais importante. Vou encarar umas receitas diferentes (o que não falta lá em casa é livro de receita de tudo que vocês possam imaginar!!). Nem falta plateia pra avaliar minhas receitas: marido, filho, sobrinhos, primos, enteados, sogra, etc. Aqui contarei o que ficou bom, o que ficou ruim, o que pode ser mudado. E vou fotografar o passo a passo.

Não tenho pretensão de publicar receitas impossíveis, muito pelo contrário. Gostaria que qualquer pessoa, mesmo inexperiente, pudesse preparar em casa os pratos propostos aqui. Algumas poderão ser mais difíceis que outras, ou mais dispendiosas, mas a grande maioria deverá ser bem acessível. Tenho receitas familiares que adoro! Algumas, inclusive, já estão aqui, outras acrescentarei. É o caso da receita mais emblemática da família: a “orelha de gato“, publicada em 2012.

Chich Barak, ou “orelha de gato” – receita de família

Vez por outra, vou continuar publicando algumas críticas gastronômicas, afinal, é importante alertar meus leitores para as boas novidades da cidade (e as más!). E nem pensem que se livrarão dos meus relatos de viagem, afinal, alguns são fundamentais e servem de dica para quem vai viajar. Só não serão prioridade agora…

O próximo post, trará a minha mais recente empreitada na cozinha. Seja ela qual for (ainda não decidi). Vou alternar receitas básicas com preparos mais complexos. Salgadas, doces, apimentadas, agridoces, etc, todas terão espaço aqui.

Dentre as receitas que já publiquei, algumas são campeãs de público. Trago abaixo uma lista com as “top 10”, para vocês já se anteciparem e começarem a testar, mas fiquem à vontade para procurar outras no meu menu de “Receitas“.

Ah!! Não esqueça de deixar aqui sua mensagem sobre o que achou de minha nova proposta! Preciso de um feedback! Afinal, isto aqui é uma DR, e preciso saber o que o outro lado tem a dizer :).

Top 10

  1. Uma sobremesa mexicana surpreendente (2014)
  2. Hambúrguer de costela bovina (2014)
  3. Bolo de macaxeira (2012)
  4. Cartola – uma sobremesa tipicamente pernambucana (2014)
  5. Almoço de domingo (Strogonoff) (2011)
  6. Receita de casquinho de caranguejo (2012)
  7. Risoto cremoso de camarão com alho-poró (2015)
  8. Charuto de folha de uva (comida árabe) (2012)
  9. Orelha de gato (comida árabe) (2012)
  10. Pernil de porco com mango chutney (2014)

 

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Almoço de domingo para os padrinhos do casamento de meu enteado

Domingo passado eu realizei uma grande façanha: preparar um almoço para quase 30 pessoas.

IMG_2197Sempre que preparo jantares ou almoços em minha casa, costumo convidar até 12 pessoas, talvez 15, mas jamais me aventurei a cozinhar para 20, e nunca imaginei que conseguiria encarar 30!! Mas sempre há uma primeira vez e eu não poderia deixar de atender ao pedido de minha futura nora, Amanda, e do meu enteado, Rodrigo, pessoas de quem tanto gosto. Os convidados eram todos padrinhos, madrinhas, maridos, namoradas, etc, do casamento deles, que se realizará no dia 01 de outubro deste ano.

Para facilitar as coisas, resolvi escolher um prato relativamente fácil de fazer, um strogonoff. Mas um strogonoff no “capricho”, com direito, a ingredientes como páprica, champignons e conhaque. De acompanhamento, escolhi um arroz de açafrão, uma musseline de batata baroa e uma salada, esta última preparada por Hilda, a mãe da Amanda. Tudo ficou perfeito, felizmente. Ao menos, foi o que concluí, tendo em vista que não sobrou quase nada!

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Modo de preparo do Strogonoff

Para preparar o strogonoff, eu cortei em tiras pequenas 10kg de carne (file mignon), piquei 10 cebolas médias, uns 15 dentes de alho, bastante cheiro verde, separei um pouco de páprica, pimenta do reino, sal, 1,5kg de champignon em conserva picados em fatias, 2 latas de tomate pelatti, 200g de ketchup, 1 xícara de conhaque, 1 litro de creme de leite fresco, 1 caixinha de creme de leite.

Primeiro fritei toda a carne, aos poucos, numa frigideira com óleo quente. Temperei (depois de frita) esta carne com pimenta do reino, sal e páprica. Depois levei ao fogo o alho, cebola, e champignons com azeite. Acrescentei a carne, o conhaque e deixei secar um pouco. Depois coloquei os tomates pelatti batidos no liquidificador, com o próprio suco, o ketchup, e por último os cremes de leite. Para finalizar, o cheiro verde. Está pronto para servir.

Uma delícia com a musseline de baroa. Faça um purê de baroa (mandioquinha), não esquecendo de colocar um pouco de noz moscada e creme de leite fresco. Depois passe num multiprocessador, deixando-o bem macio.

Sirva ainda um arroz de açafrão. A salada é fundamental para contrabalançar, rsrsrsrs. Ah! servi também aquela batata palha “extra fina” da Yoki que combinou perfeitamente.

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Todos os comensais!

Todos os comensais!