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Caponata

O nome pode ser desconhecido da maioria das pessoas, mas provavelmente quase todo mundo já comeu uma caponata. Tem origem italiana, mais especificamente da Sicília. Trata-se de um tipo de conserva feita com berinjelas, cebola, alho, pimentões, alcaparra, vinagre, açúcar e azeite, basicamente. Na Sicília (em Palermo principalmente) eles costumam acrescentar peixes ou mariscos. A caponata é servida normalmente como antepasto (entrada), ou como acompanhamento. Pode ser comparada à “ratatouille” francesa.

Eu prefiro a caponata mais simples possível, é a minha proposta de hoje. Mas outros ingredientes podem ser acrescentados, ficando a critério de cada um. Existem muitos de tipos de caponatas na internet e a que posto hoje é apenas uma das diversas que eu mesma já fiz. Eu sempre vario, dependendo dos ingredientes que tenho disponíveis na geladeira :).

É uma receita super simples. A única coisa que ela requer é um pouco de habilidade com a faca, pois você vai precisar cortar e picar bastante. Se não tiver muita experiência, faça sem pressa e com cuidado!!

Eu gosto de servir para visitas inesperadas, por isso sempre tenho um potinho na geladeira com caponata pronta.

As quantidades dos ingredientes não são muito precisas, pois não vão alterar muito o resultado final, portanto, não se preocupe tanto com isso.

Caponata

Ingredientes

  • 3 berinjelas de tamanho médio
  • 1 pimentão vermelho médio
  • 1 pimentão amarelo médio
  • 1 cebola média
  • 6 dentes de alho
  • 15 unidades de azeitonas pretas (ou verdes)
  • alguns ramos de tomilho fresco
  • 1 colher sopa de orégano (seco mesmo)
  • azeite (muuuuuito, usei praticamente 1 garrafa de 500ml)
  • sal e pimenta-do-reino
  • 2 colheres sopa de folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

1-Lavar e cortar as berinjelas em bastões finos e curtos (você pode também picar em pequenos cubos, aí vai da preferência de cada um).

2- Salgar os bastões de berinjela (2 colheres de chá rasas de sal será suficiente), misturar bem o sal com as mãos e deixá-los num escorredor. Eles vão desidratar um pouco e soltar um líquido escuro. Este procedimento serve para retirar um pouco do amargor próprio da berinjela.

3-Picar, também em tirinhas (julienne), os pimentões e a cebola.

4-Picar finamente os dentes de alho, ou passar no espremedor (você também pode fazer fatias bem finas).

5-Fatiar as azeitonas com a ajuda de uma faquinha, desprezando os caroços.

6-Em uma grande assadeira, espalhar a berinjela e depois todos os outros ingredientes, misturando todos eles com as mãos. Acrescente sal, pimenta do reino, tomilho, orégano. Derrame bastante azeite (uma xícara bem cheia mais ou menos) e misture bem, de forma que fique tudo bem untado.

7-Levar ao forno pré aquecido a 200 graus. Deixar por 30 a 35 minutos, a depender do seu forno. No meio desse tempo, dê uma misturada com uma colher nos ingredientes, para não grudarem no fundo da assadeira.

8-Retirar do forno, acrescentar o manjericão fresco e misture tudo muito bem, com delicadeza.

9-Depois colocar essa mistura em potes de vidro pré lavados e esterilizados (para isto basta colocar água fervente dentro do pote, deixar por alguns minutos, desprezar a água e deixar secar no escorredor). Acrescentar azeite dentro do pote, em quantidade suficiente para cobrir a caponata. Depois que esfriar, tampe bem e guarde na geladeira. Ela fica melhor depois de 24h. E dura bastante!

10-Sirva a caponata acompanhada de torradinhas. Cai bem com uma cervejinha gelada ou vinhos!

Dica: você pode também acrescentar outros ingredientes para variar sua caponata! Seguem algumas sugestões: tomate, alcaparra, pimentão verde, abobrinha, aipo, uva passa, louro, ervas aromáticas diversas (salsinha, alecrim, manjerona, etc). E até salame em tirinhas!

 

 

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Cocotte de ovo com patê e cogumelos

Cocotte de ovo??? O que é isso???!!!

“La cocotte” é uma pequena panelinha muito utilizada na cozinha francesa (de ferro ou cerâmica). A “cocotte de ovo” ou “ovo cocotte” é um preparo bem popular, que pode ser visto em diversas versões diferentes, e que traz o ovo como ingrediente principal.

Essas são as “cocottes” francesas

Hoje vamos aprender a fazer uma cocotte de ovo com patê de fígado e cogumelos, uma receita que vi no Le Monde, jornal francês, e que me inspirou a fazer esta adaptação. Na receita original, a Chef utiliza foie gras (patê de fígado de ganso ou pato), mas eu não tenho mais coragem (nem dindim, rsrsrs) pra comprar essa iguaria, por isso usei um patê nacional, apesar de que hoje em dia nem sei se ele tem tanta credibilidade assim, rsrs. Quem não curte patê de fígado, substitui por patê de presunto, ou qualquer outro de sua preferência. Você pode usar sua imaginação para substituir ingredientes!

Caso você não possua uma cocotte, não tem problema, substitua, como eu fiz, por um ramequim (tigelinha de cerâmica, individual).

Vamos lá!!

Cocotte de ovo com patê de fígado e cogumelos

Rendimento: 2 porções. Tempo de preparo: 40 min.

Ingredientes:

  • 2 ovos
  • 60g de patê de fígado de aves, ou de presunto (da marca que você preferir)
  • 80g de creme de leite (se possível, do fresco)
  • 100g de cogumelo Paris – 4 unidades grandes (na falta, dá pra substituir por champignon em conserva, embora não tenha o mesmo sabor)
  • 4 échalotes (aquelas cebolas bem pequenininhas, mas na falta, use uma cebola normal pequena)
  • 1 dente de alho (inteiro)
  • 1 ramo de tomilho fresco ou orégano (1 colher de chá cheia de folhinhas)
  • Tiras de pão de fôrma
  • Sal e pimenta do reino
  • 1 colher de sopa de azeite
  • Ramos de ciboulette (cebolinha francesa, aquela beeeeem fininha) ou salsa para enfeitar

Modo de preparo:

  1. Limpe os cogumelos com uma escovinha, ou papel, e depois fatie e corte em pequenos pedaços (1 a 2 cm).

2. Descasque e fatie as échalotes grosseiramente.

3. Misture o creme de leite com o patê de fígado, até formar um creme homogêneo.

4. Leve uma frigideira ao fogo médio, refogue a cebola primeiro, por um minuto e acrescente o alho (inteiro mesmo), por mais um minuto.

5. Junte os cogumelos, um pouco de sal e pimenta do reino, folhinhas de tomilho e refogue por uns 5 min, sempre mexendo. Os cogumelos ficarão bem macios. Desligue o fogo e retire o dente de alho.

6. Em dois ramequins, distribua o cogumelo refogado.

7. Coloque um ovo em cada ramequin (quebre a casca com cuidado para que a gema fique inteira).

8. Acrescente duas colheres de sopa do creme de patê (deixe um restinho para fazer as torradas) em cada ramequin e coloque um pouquinho de pimenta do reino por cima. Disponha-os em uma assadeira.

9. Passe um pouco de manteiga e do creme de patê nas tiras de pão e disponha-as em outra assadeira.

10. Leve tudo ao forno médio (160º) por mais ou menos 15 min. É importante que a gema se mantenha mole (e as claras já estejam praticamente cozidas). Se precisar, deixe as torradas mais um pouco de tempo para que fiquem mais crocantes.

11. Sirva o ramequin num prato, acompanhado das torradinhas. Salpique a ciboulette ou salsinha fresca.

Experimente comer com ajuda das torradinhas, ou use uma colher. É simplesmente delicioso.

Não perca na próxima semana, um camarão que deu errado…  só que não! Na hora de servir dei uma improvisada, troquei alguns ingredientes por outros, e não é que deu tudo certo?!!! \o/.

Você experimentou a penne al funghi que disponibilizei na semana passada?! Se não, vai lá e confere a receita!

Até a semana que vem!!

Penne al funghi

Dando início ao meu ciclo de aulas de gastronomia, hoje pretendo ensiná-los a preparar um pratinho fácil e saborosíssimo, muito popular na Italia: a penne al funghi.

A “penne” é um tipo de massa que lembra uma caneta com ponta de pena (tipo aquelas canetas-tinteiro lindas). Ela é curta e oca por dentro, o que a torna excelente para pratos italianos que levam bastante molho, pois ele penetra no interior da massa deixando-a suculenta. Eu gosto de usar a massa de grano duro (feita com um trigo especial que lhe confere uma consistência mais firme permitindo que a massa fique “al dente”).

A massa do tipo penne

O funghi de que falo nessa receita é o “funghi secchi“, ou seja: cogumelo seco (desidratado). Você encontra facilmente em supermercados. Existem diversos tipos de cogumelos secos, mas para este prato o ideal seria o “Porcini“, que tem um sabor mais intenso (usado para risotos também). Mas é necessário hidratá-lo antes.

Bom, vamos então partir para nossa receita! Não esqueça de fazer a mise en place (“Mise en place” é uma expressão francesa, que ao pé da letra seria “posta no lugar”, ou seja, deixar antecipadamente todos os ingredientes separados, pesados, cortados e prontos para que você execute a sua receita de forma mais fácil e eficiente. Utilizar a técnica da mise en place é o primeiro passo para uma receita dar certo!):

Penne al Funghi

Porção para 4 pessoas. Tempo de preparo: aproximadamente 45 min

  • 60g de funghi secchi tipo Porcini
  • 250g de penne grano duro
  • 2 caixinhas de 200g de creme de leite, ou 400g de creme de leite fresco (melhor ainda!)
  • 1 cebola bem picada
  • 2 dentes de alho bem picado
  • 1 copo 250 ml de vinho branco seco
  • azeite q.b. (quanto baste) para refogar a cebola/alho
  • sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

  1. Colocar em um pequeno bowl (tigela) o cogumelo seco e o vinho, para que ele vá se hidratando (deixe uns 30 min).

2. Pique a cebola e o alho bem picadinhos. Quando você ouvir dizer “pique em brunoise” – que se pronuncia “brunoase” – significa que é para picar em cubinhos muito muito muito pequenos. Gosto de picar assim os dentes de alho, mas requer uma certa prática :).

3. Em uma frigideira, leve a cebola para refogar em 2 colheres de sopa de azeite, aproximadamente. Acrescente o alho.

4. Escorra o funghi (não despreze o líquido, deixe-o reservado para o caso de precisar) e junte ao refogado. Mexa e refogue mais um pouco.

5. Acrescente o creme de leite e mantenha o fogo baixo. Misture bem e cozinhe mais um pouco (uns 5 min). Se achar que o molho está muito denso, coloque um pouco do vinho que estava hidratando o funghi. Eu particularmente gosto do molho mais líquido e sempre acrescento um pouco do vinho, uns 100ml.

6. Tempere com pimenta do reino (se possível moída na hora, que dá muito mais sabor) e sal a gosto.

7. Enquanto isso, cozinhe a penne em água fervente, deixando-a “al dente” (consistência firme). Escorra, volte a massa pra panela e acrescente o molho de funghi. Ele tem que estar bem quente!

8. Misture bem e sirva imediatamente. Se quiser, decore com salsinha fresca picada e queijo parmesão ralado.

Penne al Funghi

Na próxima semana tem mais novidade por aqui!!

 

Spring rolls

Conforme prometido no post anterior (Jantar Tailandês), posto aqui receita de “spring rolls” (ou “summer rolls”, quando servidos crus), uma das entradas mais populares na Tailândia e Vietnã. Tive inclusive oportunidade de aprender a fazê-la “in loco”, quando hospedada em Hoi An (o hotel oferecia aulas para hóspedes). Depois farei um post exclusivo para contar esta aula. Achei sensacional. Mesmo para quem é leigo no assunto, as aulas oferecidas na Tailândia, Camboja e Vietnã, são um programa imperdível para quem é fã da culinária local.

Spring roll que fiz em aula de gastronomia vietnamita, em Hoi An

Spring roll que fiz em aula de cozinha vietnamita, em Hoi An

Muito simples o preparo do spring roll, mas que requer uma passadinha em alguma loja de produtos orientais para comprar “folhas de arroz” (este item é fundamental), “fish sauce” e “noodles” (macarrão de arroz). Esses dois últimos nem são tão essenciais assim, pois podem ser substituídos. Aqui no Rio, eu costumo comprar sempre na Mercearia Mei-Jo, na Rua Marquês de Abrantes, 222, Flamengo, telefone: 2551-3051. Se forem lá, aproveitem para explorar a loja, ela tem muitos produtos importados da Asia, bem interessantes. Por exemplo: o leite de coco da Tailândia, que é viciante. Usei para preparar o prato principal e sobremesa do jantar tailandês.

Mas vamos ao que interessa…

Spring rolls (crus)

(receita para 5 rolinhos)

Ingredientes:

  • 5 folhas de arroz (você só vai conseguir comprar um pacote fechado que vem com umas 20 folhas)
  • 30 unidades de camarões médios cozidos (6 camarões para cada rolinho) – eles também preparam com outras proteínas, como frango ou porco cozido cortado em tiras.
  • 3 ou 4 folhas de alface americana e rúcula grosseiramente rasgadas (você pode utilizar outras folhas de sua preferência, como outros tipos de alface, agrião e repolho)
  • 1 colher sopa de cebolinha picada
  • Metade de uma manga verde (mas não muito, rsrs) cortada em tirinhas
  • 100g de cenoura cortada em tirinhas
  • Amendoim torrado e sem sal, picado
  • 100g de noodles, do tipo cabelo de anjo, bem fino, cozido (opcional)
Ingredientes para o spring roll, folha de arroz e noodles

Ingredientes para o spring roll e embaixo: folha de arroz e noodles

Modo de preparo:

As folhas de arroz são vendidas secas, rígidas (em formato circular). Para manuseá-las (lave bem as mãos antes por favor!), você vai colocar, uma por vez, em cima de uma tábua dessas de polietileno, molhar a sua mão com água mineral (deixe uma xícara d’água do seu lado) e passar em toda a superfície da massa. De um lado e do outro. Não é pra encharcar a folha, mas é preciso molhar ela por completo, para que seja hidratada de modo homogêneo. Veja abaixo foto que tirei durante a aula no Vietnã, momento em que a Chef ensinava a preparar o spring roll (ela capricha nas folhas!).

Chef ensina a fazer spring rolls

Chef ensina a fazer spring rolls

Então disponha 6 camarões, lado a lado, distribuindo-os ao longo de todo o diâmetro da folha (conforme foto). Por cima deles, coloque alguns pedaços de alface e rúcula, cebolinha picada, uma pequena porção de noodles, algumas tiras de manga e cenoura, e espalhe um pouco do amendoim.

Com cuidado, você vai enrolar (a folha já estará bem maleável e delicada) tentando deixar o recheio “bem apertadinho” para que os rolinhos fiquem firmes. O costume deles é parti-los em 2 ou 3 partes, para que possam pegá-los com as mãos, passá-los no molho e comê-los.

spring roll

Em falar em molho… devemos servir esses spring rolls com molho próprio e típico:

Molho agridoce para spring rolls:

Ingredientes:

  • 50 ml de de fish sauce (ou “nam pla”, vendido na Mei-jo ou em mercados de importados, se não encontrar, use o molho shoyu em substituição)
  • 50 ml de água
  • 50 ml suco de limão
  • 1 colher sopa de açúcar (pode ser mascavo, se você preferir)
  • 1 dente de alho graúdo finamente picado
  • 1/2 pimenta dedo-de-moça (ou inteira, se for pequena), sem as sementes, finamente picada

Molho na versão com açúcar refinado e com açúcar mascavo

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes em uma pequena molheira e reserve. Sirva com os “spring rolls”:

Summer rolls tailandeses

Spring rolls tailandeses

É uma entrada super leve. Você pode variar conforme seu gosto pessoal, trocando a proteína, diversificando as folhas, incluindo outras verduras, como pepino, rabanete, cebola, etc.

Depois de uma entradinha tão leve, complete o cardápio tailandês com o peito de pato grelhado com curry vermelho que já ensinei aqui. Ou se preferir, o camarão ao curry amarelo.

Os spring rolls também podem ser fritos, nesse caso a massa utilizada é diferente, própria para frituras, igual a dos rolinhos primavera chineses. E o recheio também difere totalmente. Mas esta será a minha próxima postagem, aguardem!

Estou fazendo uma série de posts sobre a Tailândia, Camboja e Vietnã em doses homeopáticas. Por enquanto, só tem Tailândia. Se você tem curiosidade, pode explorar:

 

 

Peito de pato grelhado ao curry vermelho

Mais uma experiência bem sucedida da cozinha tailandesa!! Prato fácil e saboroso: Pato grelhado ao curry vermelho (ou “red curry”). Aproveitei que estava de “bob” como diz um amigo meu, e encarei o fogão no sábado passado para testar mais uma receita da Tailândia com o objetivo de fechar o cardápio de um jantar que farei em casa de minha irmã em Brasília, dia 23, por ocasião de seu aniversário, a exemplo dos jantares: mexicano e espanhol, feitos em anos anteriores.

Pato com curry vermelho servido na wok

Pato com curry vermelho servido na wok

Não sei se vocês acompanharam aqui o Camarão ao curry amarelo que preparei semana passada. Na receita de hoje, utilizei o curry vermelho. Trata-se de uma pasta muito utilizada na Tailândia (e também no Vietnã, Laos, Camboja…), composta de diversos temperos, tais como alho, echalote (tipo de cebola), pimenta (chili), capim-limão, gengibre, limão kaffir (típico da Ásia), pasta de camarão, entre outros. A que eu usei na receita, comprei no mercado noturno de Chiang Mai, mas é possível encontrá-lo em lojas de produtos orientais no Brasil. Aqui no Rio, você consegue encontrar na Mercearia Mei-Jo, na Rua Marquês de Abrantes, 222, Flamengo.

Então vamos lá. Primeiramente você deve separar todos os ingredientes. Fiz a receita para 4 pessoas, mas deu para 5 e ainda sobrou (fiz algumas alterações também, mas dentro do possível, mantive a original).

Separe todos os ingredientes antes de preparar a receita

Separe todos os ingredientes antes de preparar a receita

Ingredientes:

  • 750g de peito de pato (3 metades de peito, aproximadamente)
  • 2 colheres sopa de molho shoyu
  • 3 colheres sopa de óleo vegetal (usei de soja)
  • 2 colheres sopa de pasta de curry vermelho
  • 1 colher sopa de pimenta verde em grãos (opcional)
  • 1 cubo de caldo de frango dissolvido em 200 ml de água fervente
  • 3 garrafinhas de leite de coco
  • 4 colheres sopa bem cheias de açúcar mascavo
  • 2 colheres sopa de “fish sauce” (ou “nam pla”, também vendido em lojas de produtos asiáticos)
  • 1 berinjela pequena cortada em cubos pequenos (para mim, não é ingrediente fundamental, pois tem sabor muito neutro)
  • 15 unidades de lichia descascadas e divididas ao meio (o ideal era que fossem frescas, mas na falta, usei 1 lata de lichias em conserva, desprezando a calda)
  • 200g de abacaxi cortado em cubos
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes, bem picadinha
  • 2 ramos grandes de manjericão graúdo
  • 2 xícaras cheias de arroz jasmim (muito usado na Tailândia!)

Modo de preparo:

  • Retirar peles e parte da gordura do peito de pato. Depois esfregar nele todo o molho shoyu e deixar marinando por 5 a 10 min em um prato
  • Grelhar os peitos de pato inteiros, preferencialmente em grill elétrico (se não, usar uma frigideira ou grelha) por uns 5 ou 6 min dos dois lados (ele deve ficar tostado por fora e vermelhinho por dentro). Cortar em fatias de 1 cm aproximadamente e reservar
Após grelhar, fatie o peito de pato (magret de canard)

Após grelhar, fatie o peito de pato (magret de canard)

  • Numa panela wok (ou frigideira grande e funda), colocar o óleo e levar ao fogo médio, juntando a pasta de curry vermelho para dissolver um pouco e deixar o aroma se soltar
  • Acrescentar o leite de coco e  misturar bem com o curry
  • Juntar a pimenta verde, o caldo de peixe e o caldo de frango
Dissolva o curry vermelho no leite de coco

Dissolva o curry vermelho no leite de coco

  • Quando ferver, acrescentar o pato fatiado e depois o açúcar mascavo, misturando bem

pato ao curry

  • Em seguida a berinjela, o abacaxi, a lichia e a pimenta dedo-de-moça
  • Deixar ferver e cozinhar por mais uns 3 ou 4 min
  • Por último, acrescente as folhas de manjericão e desligue o fogo

O manjericão é acrescentado ao final

  • Sirva com o que eles chamam de “steamed rice” (arroz jasmim cozido apenas em água. Você lava primeiro, deixa escorrer, depois leva para uma panela em fogo baixo, com água cobrindo um pouco e depois que ferver, cozinhe por uns 20 min, tomando cuidado para não secar e colar no fundo). Este arroz fica um pouco “coladinho”, e sem sal nenhum, para melhor acompanhar o molho “red curry” que já é muito condimentado e picante
O aroma e o visual do prato são maravilhosos, imaginem o sabor!!

O aroma e o visual do prato são maravilhosos, imaginem o sabor!!

Tenho certeza que é uma pedida diferente para este inverno e que vai lhe garantir sucesso total como chef!! Teste e me diga o que achou!! Precisando, estou por aqui para ajudar!

Se você ainda não foi à Tailândia e tem curiosidade, acompanhe meus relatos de viagem aqui no blog:

 

Camarão ao curry amarelo

Camarão ao curry amarelo

Camarão ao curry amarelo, com ervilha e tomate cereja

A pasta de curry amarelo é muito utilizada na Tailândia (e em diversos outros países asiáticos, como Vietnã, Laos, Índia, etc) e leva diversos ingredientes, como alho, chili (pimenta), lemon grass (capim limão), gengibre, cúrcuma e outros. Experimentei muitos pratos feitos com este curry, e com os currys “vermelho” e “verde”. Cada pasta com seus ingredientes específicos que lhes conferem cores e sabores diversos. O amarelo é o que arde menos e ainda assim, haja água (ou melhor, cerveja gelada) pra aplacar o fogo na hora que você estiver comendo, rsrsrs. Antes de sair da Tailândia, em Bangkok, onde passamos nossos 2 últimos dias, entrei num supermercado gourmet sensacional e comprei alguns pacotinhos de currys e outras coisinhas mais, tipo noodles (macarrão de arroz), lemon grass e pimentas.

Loja em Bangkok e noodles (macarrão de arroz)

Mercado Gourmet em Bangkok e noodles (macarrão de arroz)

Mas então… no post anterior falei de um camarão que comi em Railay Beach (veja post), e lembrei dos currys que eu havia comprado em Bangkok. Resolvi então me aventurar na cozinha sábado passado e peguei um livro extraordinário que ganhei de presente de minha irmã ao voltarmos de viagem. Dei uma pesquisada e escolhi uma receita de curry com camarões, prato muitíssimo comum lá. Este livro é praticamente uma bíblia da cozinha tradicional da Tailândia. O bom, era que eu já tinha em casa o principal ingrediente que era o curry. Precisava de mais alguns poucos itens, como o tomate cereja e as ervilhas tortas.

"Bíblia" da cozinha tailandesa

“Bíblia” da cozinha tailandesa

Tudo pronto, vamos lá para a receita (já com minhas próprias adaptações!):

Camarão com curry amarelo

Ingredientes:

-1 kg de camarões descascados e limpos, temperados com  1 dente de alho amassado, sal e pimenta do reino a gosto.

-3 garrafinhas de leite de coco de 200 ml cada

-2 colheres sopa de pasta de curry amarelo (ele é vendido em casas de produtos orientais, conheço uma no Flamengo chamada Mercearia Mei-Jo, na Rua Marquês de Abrantes, 222)

-2 colheres sopa de “fish sauce” ou “nam plá”, à venda na mesma mercearia

-4 colheres sopa de açúcar mascavo

-2 colheres sopa de purê de tamarindo (vendido também na Mei-jo)

-2 cebolas cortadas em fatias finas

-250 g de tomates-cereja

-250 g de ervilhas tortas (em vagens)

-Folhas de manjericão fresco a gosto

Modo de preparo:

  • Pegue uma frigideira tipo wok (se vc não tiver em casa, use alguma frigideira que seja mais funda) e leve ao fogo.
  • Derrame o leite de coco e a pasta de curry amarelo, misturando bem dentro da panela.
  • Acrescente o açúcar mascavo, o purê de tamarindo, misture bem e depois junte as cebolas e os tomates divididos ao meio.
  • Depois dos camarões, junte a cebola fatiada e os tomates…

Depois dos camarões, junte a cebola fatiada e os tomates...

  • Deixe ferver e amaciar um pouco as cebolas. Depois acrescente os camarões já temperados.
  • Quando voltar a levantar fervura espere uns 2 min então coloque as ervilhas e folhas de manjericão. Deixe cozinhar por mais uns 3 min.
  • Desligue o fogo, tampe a panela e deixe mais uns 3 min.
  • Sirva com arroz jasmim cozido apenas na água e (pouco) sal.

 

Por último, entram as ervilhas

Por último, entram as ervilhas e o manjericão

Na Tailândia, muitas vezes eles preparam o arroz no vapor, mas confesso que as duas vezes que tentei não deram muito certo. É preciso deixar o arroz de molho dentro d’água de um dia para o outro e eu esqueço sempre, hehehe. Deixei 4 horas de molho e não foi suficiente. Ele ficou “al dente” demais… Existe um outro tipo de arroz tailandês, mais glutinoso, tipo o japonês, que fica todo coladinho, mas não vi pra vender por aqui. O jasmim fica melhor cozido na água e sal mesmo.

Resultado final do camarão ao curry amarelo tailandês

Resultado final do camarão ao curry amarelo tailandês

Enfim, fica a dica pra fazer diferente neste inverno, impressionar seus amigos (as), seu namorado (a), sua família. Só avise que é preciso estar preparado para encarar uma pimentinha boa!!!!

Ah, e se você ainda não leu meu post sobre Bangkok, veja aqui.

E já ouviu falar em Ayutthaya?! Uma incrível cidade histórica…

E em Chiang Mai, no norte da Tailândia?!

Prefere litoral?! Veja meu post sobre Railay Beach, praia belíssima ao sul da Tailândia.

Babaganoush

Babaganoush, um clássico da cozinha árabe

Babaganoush, um clássico da cozinha árabe

Mais um prato da culinária árabe! O babaganoush é versátil, pode ser servido como entrada, com pão árabe ou torradinhas. Pode também ser servido como acompanhamentos de carnes. É saudável, relativamente fácil de fazer e você sai da mesmice das pastinhas tradicionais. Eu a preparei no mês passado, num almoço árabe que organizei (veja detalhes desse evento). Mas vamos à receita!!

Tahine que utilizo normalmente

Tahine que utilizo normalmente

Ingredientes:

2 berinjelas médias

2 dentes de alho

suco de 1/2 limão

2 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim)

1 colher (sopa) de maionese

1 colher (sopa) de azeite

1 colher (sopa) de salsinha picada

pimenta do reino e sal a gosto

Modo de preparo:

Para obter o típico sabor de defumado nessa pastinha (tradicionalmente a berinjela é assada na brasa), lave as berinjelas, retire o talo e enfie um garfo (só para ajudar a girar, mas é opcional). Asse toda sua casca diretamente na chama (baixa) do fogão, girando a berinjela à medida que for tostando a casca (tome cuidado para não queimar).

Berinjela vai à chama do fogão e depois para o forno

Berinjela vai à chama do fogão e depois para o forno

Depois coloque-as em uma assadeira, cubra com papel alumínio e deixe no forno médio (180°), previamente aquecido, por mais uns 20 min, ou até que esteja bem macia por dentro. Corte ao meio as berinjelas e com uma colher retire sua polpa.

Retire a polpa da berinjela, depois de assada

Retire a polpa da berinjela, depois de assada

Junte essa polpa e todos os outros ingredientes em um processador (pode ser liquidificador, mas use o pulsar, para não ficar tão cremosa). Bata ligeiramente (as sementes das berinjelas devem ficar íntegras).

Num processador, junte todos os ingredientes

Num processador, junte todos os ingredientes

Coloque a pastinha num recipiente, jogue um fio de azeite e um ramo de salsinha para enfeitar. Sirva em temperatura ambiente, com o pão árabe ou torradas.

Babaganoush deve ser servido com torradas ou pão árabe

Babaganoush deve ser servido com torradas ou pão árabe

Se você curte cozinha árabe, veja também:

Homus Tahine (pasta de grão de bico)

Falafel (bolinhos fritos de fava)

Charutos de folha de uva (folha de uva recheada com arroz e carne moída)

Chich barak ou “Orelha de Gato”(espécie de capeletti de carne com molho de tahine)