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Viagem ao Canadá – Cidade de Quebec – 1º dia

Deixamos Ottawa numa segunda-feira muito chuvosa. Na estrada para Quebec, a chuva ficou ainda mais forte. Depois melhorou um pouco, e ao chegarmos em Trois-Rivières – onde havíamos programado de almoçar – a chuva tinha finalmente dado uma trégua. A cidade estava meio “fantasma”, talvez por causa do mau tempo ou por ser uma segunda-feira, não sei…

Rue des Forges, centro de Trois-Rivières

Trois Rivières (que significa Três-Rios) fica às margens do Rio São Lourenço. A “Rue des Forges” no centro da cidade, é cheia de bares e restaurantes. Escolhemos O’ Centro, um restaurante-pub, justamente pelo fato de estar cheio de gente, rsrsrs. Só poderia ser bom né?! Além disso, vi uma placa na frente que dizia ter uma promoção de “Pichet” por 12$. Achei que fosse uma meia-garrafa de vinho (na França ééé!!!) e fui logo pedindo, assim que sentei na mesa. Deixa que não era vinho hahaha. Era uma jarra imeeeeensa de cerveja, de 1,5 litros. Aí era tarde, já estava na mesa. Mas confesso que eu neeeeeem queria!!!! 😀

“Pichet” de cerveja no pub O’Centro

Então comi meu segundo salmão da viagem, tão inesquecível quanto o primeiro. Era um “saumon à l’érable”, grelhado com o xarope extraído do plátano (maple syrup), produto típico canadense. De sabor adocicado por conta do syrup, vinha acompanhado de arroz e legumes grelhados. Excelente! Cláudio preferiu um frango ao molho de mostarda e batatas gratinadas. Muito bom também! E quanto à cerveja… nem consegui terminar, pois tínhamos que seguir viagem… muito triste por ter que desperdiçá-la, juro que isto não é do meu feitio 😥

Ao entrarmos em Quebec fiquei encantada com as lindas casas ao longo do caminho até nosso hotel. Ah, um detalhe, não confundam Ville de Québec (ou Quebec City, em inglês), com a província de Quebec, à qual a cidade pertence. É como o Estado do Rio de Janeiro e a cidade homônima. Quebec é a cidade mais antiga do país (fundada em 1608 pelo francês Samuel de Champlain), também localiza-se nas margens do Rio São Lourenço. A história dela é bem confusa. Era colônia francesa, depois passou a ser inglesa. Já foi atacada pelos americanos. Hoje o Canadá é um país independente e Quebec sonha em ser também um país independente, rsrs. A maior parte de seus habitantes é francesa, ou descendente de franceses. A língua falada também é o francês. Fora da província de Quebec a língua falada é o inglês.

Ville de Québec

Nossa pousada ficava na parte fortificada e mais antiga da cidade: o Bed & Breakfast Chez Marie Claire. Nosso anfitrião, M. Pascal, nos aguardava. E falando um francês de Marseille, nos deu muitas dicas gastronômicas e de passeios. Nos forneceu mapas e nos apresentou toda a pousada, que recomendo muito. Além de bem localizada, nosso quarto era enorme e maravilhoso, com duas camas de casal. Não tinha frigobar, mas havia um disponível para os hóspedes no salão compartilhado, bem em frente ao nosso quarto no 2º piso. No térreo, uma grande mesa comunitária para o café da manhã, que aliás, é servido de forma individual. Alguns itens ficam na mesa e disponíveis para todos, mas há sempre algum quitute típico preparado na hora para o hóspede.

B&B Chez Marie-Claire

Nesta tarde, andamos pelo “Terrasse Dufferin“, um largo calçadão, construído em frente ao “Le Château Frontenac“, um grande e centenário hotel, na posição mais privilegiada da cidade alta. Muitas vistas legais lá de cima! Tiramos algumas fotos e seguimos caminhando por ali por perto, observando praças, casas, pessoas…

Ville de Québec (Place d’Armes, Château Frontenac e vistas)

Para fechar o dia, optamos por uma pizza no Polina Pizzeria (44 Rue Saint Louis), queijo, tomate e peperoni. No estilo fininha e crocante. Acompanhei com uma taça de vinho italiano. Perdoem-me a falta da foto. Fomos dormir bem felizes neste dia 🙂

No próximo post, muitas dicas imperdíveis da cidade, não percam!!

 

Viagem ao Canadá – Ottawa

Algonquin Provincial Park – Canadá

Antes de chegarmos em Ottawa, declarada capital do Canadá em 1867, passamos 3 dias no Algonquin Provincial Park, curtindo natureza total, fazendo trilhas e explorando lagoas de canoa. Eu estava precisando de umas atividades desse tipo, pra desopilar. Ficamos num hotel (Lakewoods Cottage Resort), na beira de um lago (Oxtongue Lake), que oferecia ótimas cabanas, com bastante conforto, quarto, sala, banheiro e cozinha completa! Aproveitei pra cozinhar um pouquinho… ah vai… só pra relaxar… camarões gigantes, um vinho do lado… 🙂

Lakewoods Cottage Resort e passeio de canoa no Algonquin Park

Ao longo da estrada até Ottawa há diversas pequenas cidades. Paramos em uma delas para almoçar (Angsville) e foi meu primeiro e inesquecível salmão. Se há algo que irei lembrar pro resto da vida em termos de gastronomia no Canadá é o tal do salmão. O verdadeiro. De sabor completamente diferente do nosso. Delicioso. Imperdível… Comi outros durante a viagem, tão bons quanto este primeiro.

Pegamos um trânsito terrível para entrar na cidade de Ottawa. E era um sábado!! Havia diversas obras nas ruas e a cidade estava lotada de turistas, não sabíamos bem a razão, até que depois entendemos… Era véspera da Maratona de Ottawa, os kits estavam sendo entregues, já havia acontecido mais cedo as corridas de 10K e 5K, e como estávamos entrando pelo centro da cidade, tivemos que enfrentar estes probleminhas…

Alugamos um quarto, em uma casa, via Airbnb. O nosso anfitrião era bem simpático, apesar de nem estar lá para nos receber. Um vizinho nos ajudou. Depois ele apareceu e veio conversar conosco, chamava-se Mathieu Dupont, mas não era francês, nem ao menos falava francês. Nos deu indicações de restaurantes e mercados próximos. Nos deu toda liberdade de ir e vir. Para entrar na casa dele era só digitar uma senha na porta. Casa hiper bem localizada, no centro mesmo, próximo a tudo que precisávamos e queríamos ver. Isto foi uma mão na roda. Mas em casa com banheiro compartilhado eu não fico nunca mais…

Em frente à casa onde nos hospedamos, na Sussex Dr

Acordamos cedo no dia seguinte, domingo, dia de maratona, dia de corrida pra gente também. Fomos até o Rideau Canal (Patrimônio Mundial da Unesco) e corremos 10K. Em determinado momento, os corredores de elite passaram ao nosso lado numa velocidade absurda!! Nos sentimos umas tartarugas, kkkk. Mas este sentimento foi motivante!!

Maratona de Ottawa e o Rideau Canal

Depois do café saímos para visitar o centro da cidade: Parliament Hill, arredores do Rideau Canal, Catedral Notre-Dame, National Galery e o ByWard Market, que são as principais atrações. A cidade é bonita e acolhedora. Cercada por rios, com parques bem arborizados, convida o turista a passear de bicicleta, correr, caminhar… O Rideau Canal, quando congela no inverno, vira a maior pista de patinação do mundo. A região do ByWard Market é ótima, cheia de bares e restaurantes, além de uma feirinha pela manhã, com frutas e verduras frescas.

E ao invés de sairmos pra jantar, terminamos optando por almoçar em um dos restaurantes indicados pelo nosso anfitrião: o Chez Lucien, que com nome francês me fez fazer altas expectativas, achando que era um bistrô com comidinhas francesas… Não sei se foi porque era horário de almoço, mas nos deram um menu que só tinha sanduíches e omeletes… Terminei morrendo num sanduíche de salmão grelhado, que pelo menos estava surpreendentemente saboroso 😉  Claudinho pediu um hambúrguer de carne com bacon e cogumelos (achou que veio muito passado). Cerveja Molson Canadian pra acompanhar, que acho que é a Brahma/Skol/Antártica canadense, rsrs, mas valeu!

No fim do dia, entramos na Catedral Notre-Dame, achei bem bonita até. Quis visitar também a National Galery, mas os principais pintores canadenses não estavam com exposição lá, de forma que desistimos. Uma pena…

Dia seguinte viajamos para a Cidade de Quebec, onde passamos deliciosos 3 dias. Em breve!!!

Veja os posts anteriores sobre Toronto e Niagara Falls.

 

 

Viagem ao Canadá – Cataratas do Niágara

O Rio Niágara nasce em um Lago (Erie) e desemboca em outro (Ontario) e demarca fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos naquele trecho. Num certo ponto, o rio se bifurca (na Goat Island) e cai em duas enormes cascatas, uma do “lado canadense”, formando as famosas e impressionantes “Niagara Falls” e a outra do lado norte-americano, bem menores, as “American Falls“. Do centro de Toronto até lá são 140km, o que nos permitiu fazer um bate-volta e de quebra ainda conhecer a pequena cidade pitoresca de Niagara-on-the-Lake.

Nesta panorâmica, vemos em primeiro plano as Niagara Falls e ao fundo as American Falls

Deixamos Toronto cedo, o dia estava lindo, para nossa sorte. Chegamos rapidamente em Niagara Falls, sem engarrafamentos. A cidade é bem turística, tem inclusive Hard Rock, lojas e muitos hotéis. O estacionamento para visitantes estava bastante vazio ainda. Deixamos o carro e fomos ver a cachoeira. É impressionante o volume de água… As informações que encontrei na internet são controversas, mas segundo o Google, o volume é de 2.400 m³/seg, vocês têm noção? É o mesmo que 2 milhões e 400 mil litros de água por segundo!! Este volume é alterado conforme a época do ano.

Niagara Falls

American Falls

As águas do Niágara são cristalinas, mas geladas, rsrs. Ficamos bastante tempo ali, curtindo a paisagem. Depois resolvemos fazer a Journey Behind the Falls, que consiste num labirinto de túneis escavados na rocha, por trás das cachoeiras. É bem interessante. Há um local, saindo de um dos túneis, que você fica ao lado da catarata, de forma que dá pra sentir toda a energia e a força da natureza. É bem legal.

Depois encaramos o Hornblower Niagara Cruise, um barco que sobe o rio contra a corrente e nos leva até bem pertinho da cachoeira. É bem emocionante! Eles te dão uma capa plástica para se proteger do inevitável vapor de água, mas sair molhado faz parte dessa aventura. Só toma cuidado com a máquina fotográfica ou celular…

Hornblower Niagara Cruise

Depois de tanta aventura, hora de comeeeeer!!! \0/ \0/. Eu já havia decidido antes de ir para Niagara Falls onde iríamos almoçar. Mas confesso que foi mais pelo visual, que pela comida, rsrsrs. É que lá também não iríamos encontrar coisa muito melhor mesmo. Fomos ao Elements on the Falls, um restaurante imenso, com uma enooorme janela de vidro com vista para as cataratas. Um encanto almoçar olhando aquela beleza toda. Pedi um hambúrguer e uma cerveja local. Nada mais típico, rsrs. Eu queria na verdade comer um hambúrguer de bisão (uma espécie de búfalo), mas eles tinham retirado este item do cardápio 😦 .

Depois do almoço, pegamos o carro e fomos na cidade Niagara-on-the-Lake, muito charmosa, situada no encontro do Rio Niagara com o Lago Ontário, preserva em sua arquitetura seu passado colonial inglês. Uma fofura. As casas, os jardins bem cuidados, as charretes, os pubs e diversas lojinhas, docerias, restaurantes. Ao longo do caminho até lá, passamos por muitas vinícolas.

Niagara-on-the-Lake

A região é famosa pela produção de vinhos, em especial, do “ice wine”, vinho produzido a partir de uvas congeladas, próprio para acompanhar sobremesas. São vinhos caros porque rendem muito pouco (maior parte da água contida na uva fica de fora, por estar congelada). Resulta num vinho muito doce e ácido. DE-LI-CI-O-SO. Vá por mim. Vale a pena cada gotinha. Tanto é que na volta, no free shopping de Toronto, compramos 3 garrafinhas pra trazer pro Brasil. E só vou tomá-los numa ocasião muito especial. Eu já havia experimentado uma vez na Alemanha (onde esse tipo de vinho começou a ser produzido) na viagem que fizemos pelo Rio Reno. Até trouxe uma garrafa de lá (que até hoje está na minha adega e não tive coragem de abrir, rsrsrs). Dá uma pena de tomar…. O Canadá ocupa hoje o lugar de maior produtor mundial de ice wines.

Loja vende ice wines em Niagara-on-the-Lake

Na simpática cidade de Niagara-on-the-Lake, comi apenas uma deliciosa tartelete de nozes. E comprei a minha garrafa de vinho, além de pão, queijo e presunto para garantir nosso jantar no apartamento de Toronto. Ah, levei uma mini garrafinha de ice wine para acompanhar nossa sobremesa: biscoitos feitos com “maple syrup” (ou “sirop d’érable” em francês), famoso xarope extraído da seiva da árvore conhecida aqui no Brasil como plátano (aquela da folha-símbolo do Canadá, que está em sua bandeira nacional). Combinação delícia!!

Tartelete de nozes, biscoitos de “maple syrup” e ice wine

Se você ainda não leu meu primeiro post sobre Toronto, veja aqui. E no próximo post, não perca as dicas da impecável capital do Canadá: Ottawa!!

Viagem ao Canadá – Toronto

Meu primeiro post é dedicado a Toronto, primeira cidade que conheci no Canadá. Muita gente pensa que, por ser a maior cidade do país e a mais badalada, é sua capital. Mas na verdade a capital é Ottawa. Toronto tem em torno de 3 milhões de habitantes, todos muito bem “espalhados”, hehehe, como todas as grandes cidades canadenses. Espaço lá é que o não falta!!

Chegando em Toronto (o centro da cidade está debaixo da ponta da asa)

Quando chegamos em Toronto, fomos direto para nosso apartamento (alugado através do Airbnb), relativamente bem localizado, pois dava pra ir andando até o centro, mas era uma boa caminhada, uns 20 min. Nosso apartamento era bem legal, quarto, sala e cozinha conjugados, mais um banheiro e varanda. Engraçado que nossa anfitriã chamava-se “Azin” hahahaha, certamente de origem árabe, como eu. Nos deu todas as dicas e um mapa e lá fomos nós rodar o centro da cidade. A pé, claro!

Apto que alugamos em Toronto, cozinha em frente à cama

Seguimos beirando o Lago Ontario, pela ciclovia, que aliás é ótima, e passando pelo porto. Vimos a famosa CN Tower, mas não tivemos vontade de subir, apesar de ser a maior atração turística da cidade. Estávamos mais afim de andar pelo centro, ver o movimento, sentir o “clima”.

Lago Ontario e CN Tower

Passamos pela prefeitura (a moderna e a antiga), depois shopping. Precisei comprar um novo celular, já que o meu havia sido roubado num ônibus aqui no Rio 😡 . Depois andamos boa parte da Yonge St, rua basicamente de comércio.

Em frente à moderna prefeitura de Toronto

Na hora que bateu a fome, estávamos passando pela Dundas St. Então bati o olho num pub tipicamente inglês e simpatizei na hora. Foi uma boa escolha! Chamava-se The Queen and Beaver Public House. Uma casa com ambiente bonito e agradável, com janelinhas dando para a rua. Sentamos numa mesinha na janela e fomos servidos por um garçom adivinhem de onde!!!! Fortaleza, hahaha.

The Queen and Beaver Public House, nosso restaurante em Toronto

Comi uma torta de pato, previamente marinado em cidra (“cider corned duck & potato pie”), bem saborosa, acompanhada de uma salada de folhas fresquinhas. Claudio escolheu um burger qualquer, aliás, foi só o primeiro de uma série, rsrsrs. A cerveja local estava deliciosa.

Então seguimos para o Kensignton Market, que foi o lugar de que mais gostei em Toronto. Uma rua em estilo bem antigo, com casas de madeira, todas transformadas em locais alternativos para venda de artesanatos, roupas, temperos ou transformados em bares e restaurantes, também super transadinhos!

Kensington Market

Ao passarmos por uma lanchonete que servia waffles, não resisti!! Pedi um waffle com banana e nutella, cobertura de chantily e calda de chocolate. Meu Deus… tava maravilhoso! Não comi mais nenhum waffle tão bom como este até o fim da viagem…

Depois da sobremesa, fomos conhecer a Casa Loma. Optamos por ir de metrô, pois fica meio distante do centro. Trata-se de um “castelo-museu”. Na verdade, é uma ex-residência de um ricaço (Henry Mill Pellatt), construído entre 1911 e 1914. Era a maior residência da América do Norte naquela época (segundo o Wikipédia). Fica no alto de uma colina, de forma que subindo até uma das torres do castelo dá pra ter uma boa vista da cidade. Os jardins também são bonitos e os ambientes luxuosos.

Casa Loma

Vista de Toronto a partir da Casa Loma

Voltamos pra casa cansados de tanto andar, e ao passarmos por um mercado para nossa tradicional compra de pão, queijos e vinhos, eis que sou surpreendida de forma negativíssima! Até hoje não me conformo com esta primeira noite no Canadá… Não se vendem bebidas alcoólicas nos mercados, e como era feriado, não havia nenhuma loja de vinhos aberta por perto. Daí imaginem… tive que ir pra casa sem uma garrafa de vinho, que tristeza… Mas eu nunca mais iria deixar isso acontecer outra vez!!

Viagem ao Canadá – Apresentação

Canoe Lake – Algonquin Provincial Park

Inauguro, a partir de hoje, a série “Viagem ao Canadá”, que trará muitas histórias, dicas, fotos, e impressões obtidas durante toda a nossa viagem, que durou ao todo 27 dias (de 21/5 a 18/6). Apesar de todo o roteiro ter sido feito com antecedência, após muitas pesquisas na internet, nos livros e revistas, o país conseguiu nos surpreender de forma positiva e tivemos uma das viagens mais incríveis de nossas vidas. Difícil será alguma outra superar esta. Mas digo logo: a superação não foi, de forma alguma, no quesito “gastronomia” e sim, no quesito “belezas naturais”. Outras características marcantes que observamos no Canadá foram: a educação dos canadenses, em todos os âmbitos; o espírito esportivo, presente em todas as cidades e lugares que fomos; e o senso de respeito aos animais e à natureza selvagem, na região das Montanhas Rochosas.

Bighorn Sheep próximo ao Lake Two jack

Nossa viagem foi dividida em duas partes bem diferentes, foi quase como duas viagens numa só. Na primeira metade, exploramos o lado leste do país que incluiu as cidades de Toronto, Niagara, Ottawa, Québec e Montreal, além do Algonquin Provincial Park. A segunda metade abordou o lado oeste, incluindo Calgary, as Montanhas Rochosas (Banff, Lake Louise, Field, Jasper) e Edmonton (esta última, só para pernoite). Veja o Roteiro Completo para o Canadá.

Cidade de Ottawa, capital do Canadá

A temperatura nesta época do ano é muito boa no Canadá pelo fato de ser final da primavera, já bem próxima do verão (o que garante também locais não muito cheios e preços razoáveis). Nas cidades do leste, pegamos quase um calor carioca! Já nas Montanhas Rochosas a temperatura média era mais amena, e para nossa surpresa, uma neve linda, fora de época, caiu enquanto estávamos no hotel de Lake Louise, um local romântico, rodeado de montanhas e pinheiros, um momento pra se guardar pra sempre na memória. Naquela região, a temperatura variava entre 5 e 20°. Em contrapartida, achei o tempo bastante instável, principalmente nas montanhas, mudando de forma sempre repentina.

Neve em Lake Louise

Descobri hoje que no próximo dia 01 de julho o Canadá completará 150 anos e muitas festas estão rolando e ainda vão rolar por lá, conforme já testemunhamos em algumas das cidades que visitamos. Ottawa por exemplo, está com diversas programações culturais.

Em falar em aniversário, só pra ter um pouquinho de noção de história… No Canadá, viviam aborígenes (indígenas, habitantes originais do lugar) quando, há uns mil anos atrás, chegaram os primeiros estrangeiros: os Vikings. Depois, em 1497, um navegador italiano, a serviço da Coroa Britânica, chegou lá e já foi reivindicando o domínio europeu. Pouco depois chegaram os franceses, que também resolveram se fixar e colonizar a região. Vocês podem imaginar quanta guerra essa disputa rendeu… O governo britânico foi controlando cada vez mais… Só em 01 de julho de 1867 as diversas regiões do Canadá com domínios diversos, se uniram para exigir que todo o território fosse politicamente independente e chamado de Domínio do Canadá. Mas essa história toda é bastante complicada, e até agora, eu mesma não entendi tudo, pois ainda rende… Québec quer se separar politicamente do resto do Canadá, por se identificar mais com a cultura francesa, mas até hoje continua tudo junto. E o resultado é um país meio inglês, meio francês, onde duas línguas coexistem (a inglesa e a francesa), e onde a cultura também é fruto de uma mistura de culturas, pois há hoje em dia uma grande quantidade de imigrantes do mundo inteiro. O país é acolhedor e criou diversos programas que recebem estudantes e trabalhadores de toda parte, demonstrando, diferentemente de muitos países por aí (inclusive seu vizinho) que não tem qualquer tipo de preconceito ou rejeição à presença de estrangeiros.

Lake Agnes, a mais de 2.000m de altitude

Enfim… foram 27 dias incríveis, tiramos mais de 3500 fotos, praticamente todas impecáveis e será complicado fazer uma seleção para o blog! Foto não vai faltar!  Vou tentar publicar os posts em ordem cronológica, seguindo mais ou menos o roteiro que fizemos. Qualquer dúvida, a qualquer momento, por favor, sintam-se à vontade para me escrever!!!

Grand Canyon

Um dos lugares mais impressionantes que já vi na vida, foi sem dúvida o Grand Canyon, situado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ninguém poderia morrer sem antes visitá-lo! Eu diria que nunca vi , em termos de natureza, nada tão bonito. O Yosemite Park é quase tão incrível quanto ele, mas ainda assim, não tem como negar que a exuberância de um lugar moldado pela erosão de um rio (Colorado) em milhares e milhares de anos, formando canyons de até 1600 metros de profundidade, não é páreo pra nenhum outro lugar no planeta. Eu me senti privilegiada.

Grand Canyon - Arizona - EUA

Grand Canyon – Arizona – EUA

Para visitá-lo sugiro fazer o que fizemos, e não aquele bate-e-volta (ônibus ou helicóptero) a partir de Las Vegas.

Alugamos um carro em Las Vegas e fomos até o Parque Nacional do Grand Canyon (nesse link você encontra todas as informações necessárias). Dormimos duas noites próximo ao parque, o que aliás é o tempo mínimo que qualquer pessoa deveria ficar! o ideal seria três ou quatro noites para explorá-lo melhor, fazer umas trilhas legais. Há muitas alternativas para quem quer se hospedar nas proximidades do Parque ou mesmo dentro dele. Eu escolhi dormir em Williams, cidadezinha da Rota 66 que fica a 87km da entrada do Parque.

Nós saímos de Vegas depois do café da manhã e nos dirigimos primeiramente a “Hoover Dam”, uma grande represa construída no meio do deserto, entre os estados de Nevada e Arizona, aproveitando as águas do Rio Colorado. Fiquei impressionada com a grandiosidade da construção, feita entre 1931 e 1935. No “view point” há uma bela vista do lago que se forma próximo a represa. Vale muito a pena fazer esta parada.

Hoover Dam - Represa no estado de Nevada

Hoover Dam – Represa entre os estados de Nevada e Arizona

Entramos no estado do Arizona e depois da cidade de Kingman pegamos a famosa “Route 66“, até Williams. Aliás, a Rota 66 tem paisagens bem interessantes e localidades pitorescas, daquelas que nos lembram filmes de faroeste. Vale a pena percorrê-la, embora o caminho seja um pouco mais longo.

"Route 66" no estado do Arizona - EUA

“Route 66” no estado do Arizona – EUA

Fizemos algumas pequenas paradas aleatórias para bebidas e snacks. Em Seligman almoçamos um sanduíche, adivinhem… da Mac Donalds…. humpf… fazer o quê né?! Estávamos no meio do deserto sem muitas alternativas… Mas confesso que tava beeeeem gostosinho kkk.

Mc Donalds em Seligman, na Route 66

Mc Donald’s em Seligman, na Route 66

Chegamos em Williams no final da tarde, nos hospedamos no Confort Inn, que recomendo, pois era bem confortável mesmo, quartos espaçosos, bom café da manhã, e localizado na estrada principal, perto dos restaurantes e lojas da cidade.

Cidadezinha de Williams, na Route 66

Cidadezinha de Williams, na Route 66

Quando a noite chegou, me vinguei! Fomos jantar no Rod’s Steak House, restaurante legendário, com mais de 60 anos. O meu steak de contra-filé com batatas assadas estava ótimo. De entrada uma sopa leve com pães caseiros. E um vinho, claro. Do restaurante voltamos para o hotel. Fomos dormir cedo neste dia para melhor aproveitarmos o dia seguinte no Grand Canyon.

Rods Steak House, em Williams

Rod’s Steak House, em Williams

Às 6h da manhã já estávamos de pé. Ao chegarmos no Parque ($25,00 para entrar com o carro, em maio de 2015), deixamos o carro no estacionamento próprio e tomamos um dos ônibus (free) disponíveis para os turistas, que nos levaria a 9 pontos de observação situados do “lado esquerdo” do Canyon. O primeiro ponto que descemos já nos deixou sem fôlego. Ficamos estarrecidos com a visão magnífica do Canyon. Cada ponto que descíamos era um delírio. A paisagem estava sempre mudando, por incrível que pareça. Em pouquíssimos pontos dava pra vislumbrar um pedacinho do Rio Colorado, láááááááá em baixo…

Grand Canyon - primeiras vistas

Grand Canyon – primeiras vistas

grand canyon

grand canyon

grand canyon

grand canyon

Fomos depois até o “Visitor Center” e comemos um sanduíche leve que havíamos levado. Alguns veados rondavam por ali. Depois do lanche, pegamos a outra linha de ônibus disponível, que nos levou para o “lado direito” do Canyon, e parou no “Yoki Point“, simplesmente impressionante!!!

grand canyon

grand canyon

grand canyon

grand canyon

Voltamos, pegamos nosso carro e continuamos nossa exploração mais além do Yoki Point, através da “Desert View Road“. Foram mais de 5 pontos (mirantes) em que paramos ao longo dessa estrada, cada um mais espetacular que o outro!! O mais incrível de todos, é justamente o último  dos pontos no mapa turístico, o “Desert View Point“, onde há uma histórica torre de pedra, de onde você pode observar 360°. Ainda lá, tem uma pequena trilha que leva você até a “beirinha” do Canyon, de onde tiramos fotos maravilhosas. Neste lugar especificamente, é possível sentir uma energia incrível, dá vontade de chorar…

Desert View Point

Desert View Point

grand canyon

grand canyon

Voltamos em silêncio para o hotel, curtindo o pôr-do-sol ao longo do caminho. Algumas pessoas optam por assistir o pôr-do-sol no Canyon, que deve ser fantástico, mas infelizmente optamos por voltar logo para o hotel para não pegar a estrada no escuro. Se você se hospedar mais próximo ao Parque, ou mesmo dentro dele, pode ser mais vantajoso, apesar de mais caro.

Depois de um bom banho, escolhemos um restaurante mexicano para repor nossas energias. Comi “carnitas” e Cláudio “fajitas” de frango. Não resisti e pedi um “mojito” (coquetel feito com rum, limão, açúcar e hortelã), estava delicioso.

Restaurante mexicano em Williams

Restaurante mexicano em Williams

Dia seguinte seguimos para Las Vegas. Passamos três dias (e três noites) frenéticos para conseguirmos dar conta de algumas das milhares de atrações disponíveis naquela cidade. Mas isto vai ficar para um outro (ou outros!) post 😉 …

Vocês lembram dos posts anteriores que fiz dessa viagem à Califórnia (2015)?!!! Se não, relembrem!!:

  1. Yosemite Park
  2. Napa Valley
  3. São  Francisco
  4. São Francisco – 2ª parte
  5. Highway One – De São Francisco a Carmel
  6. Highwai One – De Carmel a Santa Bárbara
  7. San Diego

San Diego – Califórnia

De Santa Barbara a San Diego são 350km. Fizemos por dentro e não pela costa, para fugirmos do trânsito em Los Angeles. Primeira parada nossa foi na Mission San Juan Capistrano, conhecida como a “pérola das missões”. Seu pátio interno e jardins são muito bonitos. Há ambientes recriados, como a cozinha, despensa, sala de leitura, aposentos dos padres. A igreja original foi destruída num terremoto, mas existe uma capela intacta.

Mission San Juan Capistrano, Califórnia

Mission San Juan Capistrano, Califórnia

Quase em frente à entrada da Missão, há diversos restaurantes. Escolhi um italiano. Ficamos no ambiente externo, protegido apenas com um telhado feito de algum material cor-de-rosa, de forma que nossos pratos ficaram todos no mesmo tom do telhado… Mas o sabor estava fantástico! Pedi inclusive o prato especialidade do chef da casa, o italiano Pasquale: um “rotelle di pasta” (rondele com presunto e molhos bechamel e de tomate). Claudio preferiu um “gnocchi speck e gorgonzola” (com presunto cru crocante e molho gorgonzola), que ele achou “razoável” (disse que o meu era melhor, rsrsrs). De entrada um pãozinho da casa com uma tapenade de azeitona preta com alcaparras, deliciosa.

Pratos do restaurante Ciao Pasta, em San Juan Capistrano

Pratos do restaurante Ciao Pasta, em San Juan Capistrano

Passamos esta noite e a seguinte hospedados na casa de uma amiga minha, em Encinitas, a 40km de San Diego. Somente no dia seguinte fomos conhecer a cidade. Na verdade, fomos apenas ao Zoo (para mim foi programa obrigatório, pois adoro animais) ao “Gaslamp Quarter”, no centro da cidade, e “Old Town – El Pueblo”, região antes habitada pelos mexicanos. Neste local, eles recriaram um ambiente da época, com casas lindas de madeira, dessas que vemos nos filmes de faroeste. Há também museus, muitas lojas de artesanato do México e restaurantes típicos.

Panda no Zoo de San Diego, prédio do Gaslamp Quarter, artesanato mexicano e casa típica em Old Town

Panda no Zoo de San Diego, prédio do Gaslamp Quarter, artesanato mexicano e casa típica em Old Town

Seguimos a dica de minha amiga e escolhemos o Fred’s – Mexican Cafe. Pedi de entrada uma “margarita” (enorme!!!) e um guacamole com nachos. Depois uma sopa que estava deliciosa, com uma mistura incrível de ingredientes. De principal, pedimos “fajitas” (uma chapa, com carnes de boi, frango e camarão grelhados). Tudo muito bom. Do lado da nossa mesa, uma moça assava as tortillas na hora. Os acompanhamentos dos pratos eram os tradicionais: arroz, feijão e tortillas quentinhas.

Almoço no Fred's Mexican Cafe, em Old Town -  San Diego

Almoço no Fred’s Mexican Cafe, em Old Town – San Diego

Vinho que tomamos em Encinitas, delicioso

Vinho que tomamos em Encinitas, delicioso

Na última noite em Encinitas, fomos para a cozinha com nossos amigos, preparamos uma macarronada de camarão e tomamos um ótimo vinho que eu havia encontrado nas prateleiras de um Walmart, o Francis Coppola Claret – Cabernet Sauvignon – 2013 (ao lado).

No dia seguinte seguimos viagem até Los Angeles (Santa Mônica). Contarei tudo na semana que vem!!

E se você ainda não leu meus posts sobre São Francisco, ainda dá tempo! Clique abaixo:

São Francisco – Parte 1

São Francisco – Parte 2

Gosta muito de vinhos?! Leia meu post sobre Napa Valley – Califórnia.