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Um pouco mais de Amsterdam

São encantadores os canais, as casas e as pontes dessa cidade. Há também uma grande quantidade de pessoas estrangeiras morando aqui, pois vimos diversos restaurantes turcos, tailandeses, chineses, japoneses, italianos e acreditem… muitos argentinos! Porém, não vimos nenhum restaurante brasileiro.

Numa dessas noites frias, resolvemos conhecer um restaurante holandês recomendado pelo guia Michelin, o que já dá uma certa garantia de qualidade. O nome dele era Restaurant De Belhamel. Foi um jantar delicioso. De entrada, uma excelente tehine de fígado de pato. Estava super macia e saborosa, derretia na boca. Depois uma perna de cordeiro com risoto de ervilhas e por fim um cheesecake de chocolate branco e calda de frutas vermelhas.  Tomamos duas taças de vinho californiano. Uma refeição dessas não se pode fazer todos os dias aqui na Europa, mas uma vez na vida outra na morte, até que dá pra levar.

tehine de fígado de pato

Carneiro com risoto de ervilhas

Cheesecake de chocolate branco

Cheesecake de chocolate branco

No dia seguinte, fui conhecer o Albert Cuypmarkt, um mercado ao ar livre, imenso, que tem absolutamente de tudo que se imaginar. Aliás, as feiras livres que temos visto aqui (e são muitas) são todas assim, vendem qualquer tipo de coisa. São roupas usadas, sapatos, bijouterias, coisas velhas, objetos diversos, alguns bem inusitados, rsrsrsrs. Além de toda sorte de frutas, verduras, temperos, queijos e comidas rápidas. Foi então que por indicação de um ótimo blog sobre Amsterdam, o Ducs Amsterdam, que eu conheci neste mercado o “stroopwafel” que é um biscoito típico daqui, tipo um sanduíche de wafels bem finos e crocantes, com caramelo por dentro. Só que feito na hora é simplesmente maravilhoso, com os walfes crocantes e com o caramelo derretendo e sujando as nossas mãos e nossas roupas… uhmmmmm….

Eu me deliciando com o stroopwafel sob o olhar atento do chef que o preparou, rsrsrs

E por fim, vou confessar, eu e Claudinho não resistimos e em nosso último dia em Amsterdam, encaramos no almoço um restaurante chinês, mas chinês de verdade sabe?, onde só frequentam chineses… e ainda bem que arriscamos, pois comemos um pato a moda de Pequim que estava divino. E à noite… adivinhem, pertinho de nosso hotel havia um tailandês…. ainda melhor que o chinês! A lula e o camarão agridoces que comemos e a sobremesa de banana caramelada com sorvete foi uma excelente pedida.

Pato à moda de Pequim

Estas são as minhas melhores lembranças gastronômicas de Amsterdam. Se eu quisesse colocar no blog tudo que tenho experimentado eu não iria conseguir sair da frente do computador!  Mas acho que vale a pena só mais uma foto, da famosa torta de maçã com chantilly que eles fazem aqui (outra dica do Ducs Amsterdam, do Winkel 43). Havia uma grande fila de pessoas querendo comprar…

Appelgebak met slagroon – Torta de maçã com chantilly

Espero um dia voltar em Amsterdam. Espero ter inspirado alguns de vcs, ou pelo menos um de vcs, a vir conhecer esta cidade. Vale a pena. Só não admito entrar num dos restaurantes argentinos hein??!!

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Berlim e parte de Amsterdam

Sempre que venho a Europa é como se fosse a primeira vez. A emoção é a mesma. Sou surpreendida todas as vezes pela “civilidade” do povo daqui. Berlim é uma cidade de quase quatro milhões de habitantes, no entanto, não se ouve barulho de buzinas, não há qualquer engarrafamento, nem mesmo na hora do “rush”. Por que? Vcs me perguntam. Porque a maioria das pessoas usa bicicleta. Todas as ruas possuem ciclovia, inclusive as grandes avenidas. Elas dividem o espaço com os diversos tipos de transportes públicos, todos eficientíssimos, sejam trens, bondes, metrôs ou ônibus. Eles têm inclusive, horário certo de passar, informado nas plaquinhas nos pontos onde eles passam. Podem ter horário definido justamente porque não há engarrafamento. E dirigem tranquilamente, sem frear bruscamente, sem parar fora do ponto, enfim, é outra estória… E fomos super bem recebidos, as pessoas foram muito simpáticas de um modo geral.

Quanto aos comes e bebes, a coisa está fora de controle! Tenho comido e bebido muito bem. Em Berlim, a primeira coisa que fiz foi experimentar a “currywurst”, salsicha, claro, como molho picante e curry salpicado por cima (foto acima). Deliciosa. Principalmente acompanhada de uma boa cerveja (não sei se vocês sabem, mas aqui há em outubro o Oktoberfest, que é um festival de cerveja. São vendidas largamente em praças públicas, bares e restaurantes, em copos de 330ml, 0,5ml ou 1 litro! Isto na Alemanha tá?! Aqui na Holanda, em Amsterdam mais especificamente, não podemos beber no meio da rua!!! Comprei uma cerveja ontem numa loja e ao abrir pra tomar, um traseunte, muito simpaticamente nos explicou que não poderia abrir a lata ali e beber. Fiquei sem acreditar. Depois o cara da loja onde comprei a bebida confirmou. Isto numa cidade em que a maconha é liberada (dentro dos cafés, é verdade) e o sexo é um mercado lucrativo desde tempos imemoriais. Enfim…. coisas supreendentes da Europa…

Currywurst – salsicha com molho picante e curry – especialidade alemã

Numa das noites, fomos num restaurante chamado Umspannwerk Ost, em bairro residencial e comemos ótimos pratos. E ainda tirei foto dos simpáticos chefs! O meu era um tagliatele com molho de cogumelos e frango e o de Claudinho era filé de porco. Humm….

Tagliatelle mit gebratenen Hahnchenbruststreifen, rsrsrs

Schweinefiletmedaillons

Também comi em Berlim um delicioso “knuckle” de porco, que segundo a garçonete é um pedaço da perna do porco, cozida e depois assada no forno para ficar crocante por fora. Veio acompanhada de chucrute (estava muuuito bom) bem temperadinho e cortado finamente, como um espaguete cabelo de anjo, e purê comum de batatas. Saborosíssimo prato. E pra beber, fui na cerveja, claro.

Brauhaus Schweinshaxe mit Stampfkartoffeln und Sauerkraut

Nem tão gelada, mas saborosa!

Aqui em Amsterdam tenho comido melhor ainda. Primeiro experimentei o “hering”, que é o arenque, cru, sem pele e sem espinha. Só com uma cebolinha picada e pepino em conserva, fatiado fininho. A tradição manda comer o peixinho inteiro, colocar na boca e goela abaixo, mas quem não quer, pode comê-lo de maneira civilizada, cortadinho em pedaços pequenos e com um palitinho.

O “hering” (arenque) típico da Holanda

Hoje o dia esteve nublado e frio, o que me estimulou a comprar agora à tarde um vinho (espanhol, pois aqui não há qualquer tradição em vinhos) e tomá-lo com uns queijos holandeses maravilhosos (entre eles o Edam, um de ovelha com ervas e um outro amarelo com sementes de mostarda). Tivemos a maior sorte de encontrar uma ótima loja de queijos na esquina de nosso hotel. Há queijos de todos os tipos e pães bem atraentes.

Vinho espanhol Prado Rey e queijo holandês tipo Edam, combinação muito boa

 

 

 

Bom, deliciem-se com as fotos e em breve volto a escrever um pouco mais sobre Amsterdam. Um grande abraço e até breve!