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Polvo ao vinagrete

Final de semana passado fui convidada para almoçar na casa de uma prima e, pra não chegar de mãos vazias, lá fui eu pra feira!! Comprei um polvo (adoooooro), estava fresquinho e com um preço razoável. Como íamos pra piscina, tive a ideia de fazer um polvo ao vinagrete, tira-gosto pra se comer frio, acompanhado de torradinhas e um vinho branco geladinho ;).

Sei que muita gente não gosta de polvo, o que eu sinceramente acho lamentável, rsrsrs. Vivi toda a minha vida em cidade beira-mar, de forma que polvo sempre foi um alimento corriqueiro em minha mesa. Na praia de Porto de Galinhas e Maracaípe, em Pernambuco, comíamos sempre caldinho de polvo (ou polvo ao coco) com bastante limão e pimenta. Aaaaiiiii….. muito bom! Saudade que não tem fim…

O polvo é um molusco, tem um corpo todo mole, não possui espinhas ou ossos e tem oito tentáculos cheios de ventosas. Para quem não sabe, ele também solta tinta em situações de perigo (como as lulas) e muda de cor para se camuflar. Não é lindo??!! Muito fã, hahaha.

Polvo ao vinagrete

Rendimento: 1 porção para tira-gosto, serve umas 4 pessoas. Tempo de preparo: 30 min.

Ingredientes:

  • 1 polvo de aproximadamente 1kg (depois que cozinhar ele vai reduzir para 200g!)
  • 1 cebola comum grande
  • 1/2 cebola roxa (pode ser com a branca)
  • 1 tomate pequeno sem sementes
  • 1 pimenta dedo-de-moça bem picada
  • 2 colheres sopa cebolinha picada
  • 2 colheres sopa de salsinha picada
  • 80 ml de vinagre de maçã (ou outro de sua preferência)
  • 100 ml de azeite de boa qualidade

Modo de preparo:

1-Lave o polvo e coloque-o em uma panela de pressão com uma cebola grande cortada em quatro partes, dois copos de água e um pouco de sal.

2-Depois que pegar pressão, deixe de 7 a 9 min, dependendo do tamanho do bichinho e se você prefere ele com uma consistência mais firme (al dente) ou mais macio. Eu deixei 9 min para um polvo de 1kg, mas achei que poderia ter ficado um pouco menos (ele ficou macio). Escorra e passe na água fria apenas para que ele não continue cozinhando (ou mergulhe-o em um recipiente com água e gelo).

3-Corte em rodelinhas de 1 cm no máximo. Eu aproveitei apenas os tentáculos do polvo. Reserve.

4-Pique bem todas as verduras. Quando for cortar a pimenta, despreze as sementes (a não ser que você goste muito de pimenta ardida!).

5-Junte as verduras picadas e o polvo num recipiente. Acrescente sal, o vinagre e o azeite.

6-Coloque em um recipiente limpo, tampe e leve à geladeira, por pelo menos duas horas.

7-Quando for servir, disponha o vinagrete de polvo em um pequeno bowl, enfeite com salsinha e sirva acompanhado de torradinhas.

Aaaaah! Não esqueça de abrir um bom vinho branco gelado (ou um espumante, ou um rosé). Vai fazer sucesso!

Semana que vem, tem mais!!

 

 

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Arroz de polvo

Arroz de polvo

Arroz de polvo

Vou começar o ano de 2015 com meu 101º post. E será dedicado a uma receita que fiz neste final de semana passado, em homenagem a um irmão de Recife, que veio passar o réveillon aqui comigo no Rio. Como ele gosta muito de frutos do mar, levei-o até a feirinha da Paulo Barreto (aqui em Botafogo) no sábado e juntos compramos um belo de um polvo, de 2,280 kg. Fresquíssimo!! Aproveitamos e compramos 1/2 kg de camarão cinza graúdo para tira-gosto.

Convidei outro casal de amigos e botei cerveja e vinho branco pra gelar. Ao chegarem, preparei um camarão frito ao alho, pimenta, sal, azeite, manteiga e shoyu que comemos enquanto degustávamos algumas cervejas.

Degustação de cervejas

Degustação de cervejas

Depois fui me ocupar do polvo. Abaixo tem todo o passo-a-passo do preparo do prato pra facilitar a vida de quem quiser experimentá-lo. Ficou muito saboroso, macio, suculento.

Arroz de polvo (serve 6 pessoas)

1 polvo grande de 2 kg aproximadamente (pedir ao peixeiro para limpá-lo)

1 cebola grande para cozimento do polvo

2 xícaras de chá de arroz agulhinha

2 tomates grandes picados

2 cebolas grandes picadas

2 pimentas dedo-de-moça picadas finamente (sem as sementes, senão arderá demais)

Ingredientes do arroz de polvo

Ingredientes do arroz de polvo

1 cabeça de alho (descascar e picar os dentes finamente, ou espremer)

1 colher sopa de azeite de dendê

100 ml de leite de côco

100 g de creme de leite

1/2 maço de cheiro verde (se quiser, coloque mais)

1 colher de sopa de colorau

pimenta do reino moída na hora e sal a gosto

Azeite q.b. para refogar

Polvo grande, ainda cru

Polvo grande, ainda cru

Modo de preparo:

1) Colocar o polvo inteiro (já limpo) numa panela de pressão com um copo de água e a cebola cortada em 4 partes. Deixar cozinhar por 10 min a partir do momento que pegar a pressão. Retirar o polvo da panela, guardar a água do cozimento. Cortar o polvo em rodelinhas de 2 cm aproximadamente. Reservar.

Polvo já cozido e picado

Polvo já cozido e picado

2) Numa panela grande, de fundo grosso, fritar a cebola no azeite, acrescentar o alho e depois o tomate. Refogar um pouco e juntar o arroz e o azeite de dendê. Refogar mais um pouco. Acrescentar o colorau e as pimentas. Neste momento, começar a juntar aos poucos, o caldo do polvo (cuidar para que ele esteja fervente neste momento), com uma concha. Mexendo sem parar.

Caldo do próprio polvo para cozinhar o arroz

Caldo do próprio polvo para cozinhar o arroz

3) Quando o arroz já estiver quase chegando no ponto (ainda um pouco durinho), acrescentar o polvo picado.

Hora de acrescentar o polvo dentro do arroz

Hora de acrescentar o polvo dentro do arroz

4) Quando o arroz já estiver “al dente”, e ainda bem molhado do caldo, acrescentar o leite de coco e o creme de leite. E pra finalizar, acrescentar o cheiro verde picado e apagar o fogo. Servir imediatamente.

Arroz de polvo

Arroz de polvo

Eu servi o prato com um vinho da Nova Zelândia, uva sauvignon blanc, estupidamente gelado. Não é que ficou perfeito?!

Ah! Experimente também o risoto cremoso de camarão com alho-poró!

Vinho branco gelado da Nova Zelândia que harmonizou com o arroz de polvo

Vinho branco gelado da Nova Zelândia que harmonizou com o arroz de polvo

 

Mini arroz

Em 31 de março do ano passado, publiquei aqui um post sobre minha experiência no D.O.M., o famoso restaurante do Alex Atala. Naquela ocasião, eu comi um prato feito com um arroz pequenininho, que eu chamei de “arroz de bolinha”, mas na verdade se tratava do mini arroz. Pois é, se você nunca ouviu falar, saiba que é um arroz brasileiríssimo, desconhecido da grande maioria das pessoas e que começou a ser divulgado pelo Atala e que agora está sendo produzido e comercializado para todo o Brasil através da empresa Retratos do Gosto, em que ele é um dos sócios. Através dessa iniciativa, ele incentiva financeiramente pequenos produtores que por sua vez dão melhor capacitação técnica aos trabalhadores do campo, obtendo um produto de melhor qualidade. Palmas pra ele!!

Mini arroz Retratos do Gosto

Mini arroz (polido e integral) da Retratos do Gosto

Então, semana passada, vi uma propaganda do mini arroz do Atala numa das dezenas de revistas de gastronomia que leio todos os meses. Resolvi procurar no site e descobri que aqui no Rio, por enquanto, só tem pra vender na Delly Gil, na Cobal do Leblon. Fui lá e comprei um pacote do mini arroz polido (tem dele integral), R$ 24,90, 500g (dá para umas 6 pessoas). Segue abaixo receita que improvisei na hora, final de semana passado.

O mini arroz polido cru

O mini arroz polido cru

Mini arroz com polvo, camarão e nirá

1 pacote de 500g do mini arroz polido Retratos do Gosto; 1,5 kg de polvo fresco e limpo; 1kg de camarão cinza fresco, 1/2 xícara de vinho branco, 1/2 litro de caldo de legumes, 50g de nirá picado não muito pequeno, 1 cebola grande picada, 1 cebola para o polvo, 3 dentes de alho para o arroz, 2 dentes de alho para o camarão, 2 colheres sopa de manteiga, pimenta do reino moída na hora e sal a gosto. (Não botei, mas senti falta de uma pimenta dedo de moça…)

Refogar com cebola e alho

Refogar com cebola e alho

Modo de preparo: Cozinhar o polvo na pressão (8 min depois que apita) com um pouquinho de água e uma cebola em fatias. Depois escorrer guardando 1 xícara do caldo. Cortar o polvo em pequenos pedaços. Descascar e limpar os camarões, temperar com dois dentes de alho amassados, sal e pimenta.

Numa panela, colocar azeite e refogar a cebola. Juntar o alho e refogar mais um pouco. Acrescentar o mini arroz, mexer e depois juntar o vinho. Deixar evaporar. Colocar o caldo de polvo reservado e completar com caldo de legumes (ajustar o sal). Na embalagem do arroz, eles informam que para uma porção de arroz, são duas e meia porções de líquido. Enquanto isto, refogar os camarões em frigideira com azeite, juntar o polvo, colocar sal e pimenta. Reservar. Quando o arroz estiver quase pronto (ele tem que ficar al dente), acrescentar o nirá. Ao final, desligar o fogo, juntar a manteiga, misturar rapidamente, acrescentar os camarões e polvos, juntamente com o líquido que sobra do refogado, misturar e servir imediatamente.

Mini arroz com camarões, polvo e nirá

Mini arroz com camarões, polvo e nirá

Não esqueçam que este prato delicado pede um vinho branco. Eu servi com um delicioso espanhol, Marqués de Riscal Rueda 2010, perfeito!!

Vinho que acompanhou o mini arroz

Vinho que acompanhou o mini arroz

Polvo delicioso de verão

Não pensem que desisti do blog. Muito menos de cozinhar ou de explorar restaurantes por aí afora. A questão é que tirei umas “férias do computador”, bem merecidas, e me ausentei por quase dois meses. Aproveitei pra fazer turismo pelo Rio de Janeiro mesmo, com uma amiga que veio de Recife e depois com meus irmãos que vieram passar o reveillon aqui. Não tive muito tempo de cozinhar em dezembro, mas continuei explorando algumas comidinhas aqui e ali e lendo todas as publicações de gastronomia disponíveis nas bancas. Estou aliás me viciando nisso. São mais de 10 revistas por mês… Por isso, já comecei 2013 com a criatividade em alta. Preparei um polvo grelhado, com um risoto leve e colorido, combinando com o verão. E  harmonizado com um achado: um vinho rosé californiano, de uva Zinfandel.

Vinho rosé californiano, próprio para o verão

Vinho rosé californiano, próprio para o verão

Em falar em uva, concluí em dezembro o “Curso Aprofundado de Degustação”, do Euclides Penedo Borges, na ABS-RJ. Valeu muuuuito a pena, pois tive chance de experimentar vinhos que não conseguiria normalmente, pois são caríssimos. E aprendi um pouquinho mais sobre as diversas variedades de uvas (tintas e brancas) e seus sabores intrínsecos.

Outra novidade é que compramos mais uma adega e agora tenho espaço para 70 vinhos. Separei uma adega para vinhos do dia-a-dia, outra para vinhos do Velho Mundo, outra para o Novo Mundo e uma última para os brancos, rosés e espumantes. Nada como começar o ano com tudo organizado. Fiz até um “menu”, para quando eu quiser escolher um vinho não precisar ficar abrindo as portas das adegas e puxando todas as gavetas feito uma louca. Que venham mais vinhoooos!!

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa, com croutons ao pesto de manjericão

Ingredientes (para duas pessoas):
Para o polvo: 1 polvo grande de 1,2kg mais ou menos, limpo, 1 cebola, sal, pimenta do reino, um dente de alho picado, azeite pra grelhar.
Para o risotto: 1 xícara de chá de arroz arbóreo, ½ cebola picada, 1 dente alho picado, 1 tablete de caldo de legumes dissolvido em meio litro de água fervente, 2 colheres sopa de framboesa (comprei a fruta congelada), 1 pimenta dedo-de-moça, sal, pimenta, 50g de manteiga, 50g queijo parmesão ralado.
Para os croutons: 2 fatias de pão de forma sem as bordas, picadas em mini-cubos, ½ molho de manjericão, 1 dente de alho, 1 colher chá de queijo parmesão, sal, azeite qb.

Modo de preparo do polvo: Cozinhar o polvo na pressão, com a cebola cortada em 4 partes e um pouco de sal, por 10 min (depois que pegar a pressão). Separar os tentáculos e temperar com pimenta, sal e alho. Só grelhar próximo ao momento de servir, apenas para dar uma cor e uma crocância suave.

Tentáculos de polvo devem ser grelhados na hora

Tentáculos de polvo devem ser grelhados na hora

Modo de preparo do risotto: Bater o caldo de legumes com a framboesa no liquidificador, voltando o caldo para o fogo (ele deve estar quente ao ser colocado no risotto). Refogar o arroz com azeite, cebola e alho. Acrescenta o vinho rosé e mexer até secar. Vai acrescentando o caldo de legumes e framboesa aos poucos e mexendo sempre. Na metade do processo, acrescentar a pimenta bem picadinha, e colocar um pouquinho das sementes, se gostar de picância. Se precisar de mais líquido, acrescente água fervente, mas o arroz deve ficar al dente. No final, desligue o fogo e acrescente manteiga fria em pedacinhos e o queijo parmesão. Misture bem e sirva imediatamente.

Modo de preparo dos croutons: Fazer um pesto no mini-processador (ou liquidificador) com o manjericão, alho, queijo parmesão, sal e bastante azeite. Misture este molho ao pão já picado, deixando um restinho para decorar o prato. Asse os croutons em forno quente, tomando muito cuidado para não queimar! Prepare-os antes do ristotto.

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Arrumação do prato: Primeiro sirva uma porção do arroz, arrume os tentáculos ao lado do risotto, por cima os croutons, um ramo de manjericão e pequenas porções do molho pesto em volta. Veja a foto abaixo!!!!

Prometo que não demorarei tanto da próxima vez, estou com muitas receitas apetitosas!! Me aguardem!!

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa e croutons de pesto

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa e croutons de pesto

 

 

Delícias de Noronha – Parte 1

Praia do Sancho, na minha opinião, a mais bonita do Brasil

Praia do Sancho, na minha opinião, a mais bonita do Brasil

Vou repetir o que todos já estão cansados de saber (e mesmo assim continuam ignorando): o Arquipélago de Fernando de Noronha é um lugar mágico, paradisíaco, divino, fantástico. Todos deveriam conhecer um dia. As palavras que conheço são insuficientes para expressar o quão bonita a Praia do Sancho é; o quão original e selvagem a Baía dos Porcos é. Estou pra ver no mundo locais mais incríveis do que estes. E nem estão assim tão invadidos por turistas. Claro, turistas sempre há em qualquer lugar do mundo (e são todos destruidores) mas podíamos em pleno verão, na praia mais bonita de lá (Sancho, a meu ver), às vésperas do reveillon, em pleno meio-dia, visualizarmos não mais do que 20 pessoas na praia (vejam na foto). Incrível né? Bem, isto aconteceu, em parte, porque os preços estavam abusivos demais e também porque o brasileiro não sabe valorizar o que tem de melhor. Prefere torrar seus suados reais nos EUA ou na Europa, que aliás, estão com passagens e estadias atualmente mais baratas; ou ir para Cancún, considerada a concorrente número um de Fernando de Noronha. E já que é assim…. é pra lá que eu vou nas minhas próximas férias, uhúúúúú!!!!

A primeira vez que estive em Noronha foi em 2005. Seis anos depois, encontro as praias no mesmo estado, felizmente. Estão sendo bem preservadas. Sabiamente, a administração não facilita o acesso às praias mais bonitas, o que termina limitando muito o número de pessoas que as frequentam. Para vê-las, é preciso ter dinheiro no bolso e boa disposição para caminhadas e exercícios. A Praia do Sancho, só de barco ou descendo por uma fenda na rocha, a 50m de altura da praia, através de uma escada de ferro encravada na pedra, aliás, duas escadas. Mas “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”…

Pousada Del Mares em Noronha

Pousada Del Mares em Noronha

Ficamos hospedados na Pousada Del Mares, do Seu Lula e do Pedro (seu genro), na Vila dos Remédios, uma localização muito boa, próxima a praia do Cachorro e do Meio. Durante uma semana. Uma mísera semanaaaaa!!! Tínhamos que ter ficado por uns MESES lá!!!! Quem sabe, quando nos aposentarmos…

Em termos de experiência gastronômica, não podemos reclamar. Nem tudo estava mil maravilhas, é verdade, mas a maioria estava razoável e algumas experiências foram surpreendentes! A primeira incursão foi no simples Empório São Miguel, na Praça dos Flamboyans, onde comemos um camarão à milanesa, por sugestão do garçom que

Camarão à milanesa do Empório São Miguel, em Noronha

Camarão à milanesa do Empório São Miguel, em Noronha

garantiu que não nos arrependeríamos. Estava saboroso sim, mas não havia nada de original (vieram empanados, com molho de tomate, purê de batatas). O camarão estava graúdo e deliciosamente crocante. Há que considerar que eu estava faminta, hehehe.

No segundo dia, aí sim!!!!! A experiência foi inesquecível. De entrada, pedimos os famosos (e polêmicos) bolinhos feitos de tubarão, chamados de “tubalhau”, em referência, claro, aos bolinhos de bacalhau. Crocantes, bem saborosos. De principal, comi um peixe (cavala, “o peixe da ilha”, está presente em todos os cardápios de Noronha e invariavelmente, reina soberana como única opção de peixe) com castanhas de caju acompanhado de um gratinado de abóbora com camarão. Sensacional. Preciso tentar eu mesma repetir aquele prato… Isto foi no restaurante Xica da Silva (leiam resenha aqui), que terminou provando ser o melhor de todos que experimentamos por lá. Estava lotado, mas o atendimento foi eficiente e simpático, o que muito me surpreendeu (pela eficiência, não pela simpatia, que é o normal do povo nordestino).

Cavala grelhada com castanhas e gratinado de abóbora com camarões

Cavala grelhada com castanhas e gratinado de abóbora com camarões

"Tubalhau", bolinho feito com carne de tubarão, faz lembrar o bolinho de bacalhau

“Tubalhau”, bolinho feito com carne de tubarão, faz lembrar o bolinho de bacalhau

Outra experiência muito interessante que tivemos foi no Restaurante Mergulhão, na parte mais alta do Porto de Noronha, com bela vista, em que experimentamos um ceviche (que deveria vir com molho de maracujá e tangerina, mas só tinha a tangerina), depois um polvo grelhado, com molho de caju (nunca tinha pensado antes num molho de caju…) acompanhado de arroz de castanha. A combinação ficou bem legal. E de sobremesa um sorvete com calda de pitanga e farofa de castanha. Para arrematar, um café passado na hora, na frente do cliente. Originalíssimo.

Ceviche com tangerina e pimenta rosa!

Ceviche com tangerina e pimenta rosa!

Polvo com molho de caju e arroz de castanhas

Polvo com molho de caju e arroz de castanhas

Sorvete de creme com calda de pitanga e café passado na hora - Restaurante Mergulhão

Sorvete de creme com calda de pitanga e café passado na hora – Restaurante Mergulhão

 

Aliás, vi um (tubarão de verdade!) vivinho da silva, medindo pouco mais de 1 metro, na Baía de Sueste, embora tenha tentado evitar dar de cara com um deles. Não são assim tão assustadores! A foto abaixo não me deixa mentir.

Tubarão na Baía de Sueste, em Noronha

Tubarão na Baía de Sueste, em Noronha

No próximo post, vou mostrar aqui algo imperdível: um festival gastronômico do qual participamos, com 48 pratos diferentes, além de dezenas de sobremesas, na famosa Pousada Zé Maria.