Viagem ao Canadá – Banff – 1º dia

 

Banff Ave

Um dos nossos maiores sonhos era conhecer as Montanhas Rochosas. Mas não pensamos que iríamos nos surpreender tanto!! Foi muito mais e melhor do que imaginamos. Deixamos Calgary às 9:30h depois de um reforçado café da manhã no hotel. Chegamos em Banff rapidinho, em 1h30m. Passamos no Centro de Informações Turísticas e pegamos toda sorte de mapas. Comprei um enorme, de toda a região das Rochosas. Se tem uma coisa que eu adoro é mapa.

Chegamos no hotel (A Good Nite’s Rest Bad & Breakfast) ansiosos para largarmos as malas, mas para nossa decepção, uma senhorinha chinesa que nos atendeu disse (num sofrível inglês) que o quarto não estava pronto… Deixamos o carro estacionado com as malas e fomos dar uma volta pela avenida principal.  O hotel era super bem localizado, dava pra andar a cidade toda a pé. Na Banff Ave muitas lojas (caras, rsrs) e restaurantes (caros também!), mas as belas vistas do Mont Girouard nos rendeu dúzias de fotos!!

Foto tirada da ponte que cruza o rio Bow, na Banff Ave

Entramos em algumas lojinhas, compramos um ímã para nossa coleção e quando bateu a fome escolhemos, dentre as opções mais acessíveis, um restaurante grego, com decoração bem simpática, chamado Balkan – The Greek Restaurant. Comi pão pita (aquele pão árabe, ou sírio, redondo, lembram?) com carneiro e salada, estava bom. Claudio preferiu um “gyros” de porco (aquele famoso e imenso espeto de carne que fica assando durante horas, que tem em todo restaurante grego que se preze) com fritas, mas disse que os que ele comia na Alemanha (há séculos atrás, diga-se de passagem, rsrs) eram muito melhores. Com cerveja e refri, conta total ficou em $53,50 (uns R$ 140,00).

Saímos de lá e voltamos até a ponte que cruzava o Bow River, lugar muito bonito, estávamos começando a nos apaixonar… Tiramos diversas fotos.

Voltamos para o hotel e ficamos impressionados com o nosso quarto. Era enooooorme!! Com duas camas de casal, muito espaçoso (frigobar, microondas, cafeteira, ar condicionado), banheiro imenso, varanda imensa. Era o melhor quarto de hotel até o momento, sem dúvida. Mas não perdemos muito tempo, tínhamos uma programação a cumprir!

Pegamos o carro e fomos até a entrada da “Tunnel Mountain Trail“, uma trilha que fica no centro mesmo de Banff, tem pouco mais de 2km de extensão e sobe até 1.690m de altitude (Banff está a 1.383m). A subida oferece vistas espetaculares. Recomendo muito!! Ficamos encantados. Dá pra ver toda a cidade, o vale em volta e as montanhas no entorno. Tivemos sorte com o tempo que estava ideal para uma trilha (sem calor, sem chuva).

Nosso primeiro dia nas Rochosas foi assim, inesquecível. Voltamos felizes para o hotel, depois de passarmos no supermercado. Fomos dormir cedo para aproveitarmos melhor o dia seguinte. Que foi ainda mais incrível..

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Viagem ao Canadá – Calgary

Chegamos em Calgary (maior cidade da província de Alberta) um pouco antes das 11h, do dia 04 de junho. Fazia calor. No aeroporto mesmo, pegamos o carro previamente alugado na Hertz e fomos direto para nosso hotel, o Best Western Plus Suites Downtown, a algumas quadras do centro da cidade. Por dentro, quarto espaçoso, com mini cozinha, banheiro grande e completo, gostei bastante. Está bem localizado, para quem não está com tendinite no pé… mas para mim, naquele dia tudo parecia distaaaaaaante demais, rsrsrs.

Vista da janela de nosso hotel

Nós decidimos dormir uma noite em Calgary apenas para descansar de viagem (são umas 4 ou 5 horas de voo de Montreal até lá), pois seguiríamos depois para Banff, nas Montanhas Rochosas, que fica a 125km de carro. Tudo isso no mesmo dia, ficaria meio pesado. A cidade de Calgary foi fundada em 1875 e é um importante centro financeiro e comercial. Ela tem uma excelente infra-estrutura e tem as ruas organizadas como em Nova York, por números, como as 7th e 8th Ave.

Cruzamento entre a 5ª Ave e 2ª St em Calgary

Quando chegamos no hotel, estávamos famintos (pra variar, rsrsrs), pois para nós, que vínhamos de Montreal, com duas horas a mais de diferença, já passava das 14h. Nem precisamos andar muito, pois encontramos um restaurante vietnamita logo na segunda esquina (o Balô). Resolvemos matar a saudade!! Caso não saibam, fizemos uma incrível viagem à Tailândia, Camboja e Vietnã, que está toda aqui no blog, vocês podem explorar depois através do menu “Viagem e Gastronomia / Asia“.

O Balô visto por dentro

Pedi um “Stir frie tiger prawn” (camarões gigantes fritos) e Claudinho preferiu um “Pad Thai“, o prato mais emblemático da Tailândia: uma espécie de “macarronada” com legumes, ovos, camarões (ou outra carne qualquer) e um molho apimentado. Não sei se foi a fome mas meu prato estava ótimo! Bem servido e camarões de primeira!

Então saímos caminhando até o Central Memorial Park, na 4th Street, pois próximo a ele estava acontecendo uma feira gastronômica, mas estava lotada demais. Música ao vivo, muita gente jovem, calor. Fugimos, hehehe. Queríamos algo mais tranquilo. Seguimos pela Stephen Ave Walk, uma rua de pedestres, com lojinhas e restaurantes, mas nada que se comparasse à Rue Sainte-Catherine, em Montreal.

Stephen Ave Walk

Então resolvemos andar mais um pouco até o Eau Claire Market, que segundo o guia da Folha, é um “mercado gourmet”, mas também não achei nada muito especial, comparado aos mercados gourmets que já conheci pela Europa ou mesmo na Califórnia. Tinha uma casa especializada em vinagres, o que achei até interessante, e só. Perto dali, há o Prince’s Island Park, uma ilha no meio do Bow River. Muitas famílias se divertiam, crianças pintavam o chão com giz colorido, cachorros e patos, muitos patos.

Prince’s Ilsand Park

Depois de um tempo, voltamos para o hotel, minha tendinite não dava trégua. Só passamos antes no mercado para comprar nosso “jantar”, um vinho, e alguns apetrechos para nossas aventuras que iriam começar em breve, em Banff, nosso próximo destino!

 

 

Viagem ao Canadá – Montreal – 3º dia

Peço desculpas a quem está me seguindo por aqui! Estive bastante atarefada neste final de ano, dedicada a uma ação solidária à qual me dedico todos os anos, em Recife. Além disso, desde que voltei para o Rio no reveillon, o trabalho ficou muito intenso no Tribunal. Com chefe de férias, sabe como é… Mas hoje decidi voltar ao blog, deu saudade! Pretendo terminar a minha viagem ao Canadá, porque o melhor ainda está por vir!! Vamos ao 3º e último dia em Montreal…

Oratório Saint-Joseph

Este foi um dia cheio de “altos e baixos”, literalmente, rsrsrs. Depois do maravilhoso café do Dominic em nosso Aubergell, tomamos o metrô, depois o ônibus, até o Oratório Saint-Joseph (L’Oratoire Saint-Joseph du Mont Royal), que fica um pouco distante do centro da cidade, mas vale a pena uma visita. Até porque é a maior igreja de todo o país. Começou como uma capela, lá nos idos de 1904, e hoje é uma Basílica, com um domo impressionante. O Irmão André, fundador da capela inicial, foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 1982, pelos milagres de cura que ele realizou. São muitos os peregrinos que visitam a igreja, e cumprem promessas, e sobem intermináveis escadas de joelhos…

Oratório Saint-Joseph

Voltamos para o centro da cidade e procuramos um restaurante francês considerado um dos melhores de Montreal (Restaurant Europea), infelizmente, ele só abriria à noite. Nas redondezas, encontramos um argentino autêntico: “l’Atelier d’Argentine“. Gostei do cardápio executivo, que estava saindo a 16$ (uns 40 reais). Entramos, restaurante vazio, acho que era meio cedo. Com um conceito moderno e interessante, decidimos ficar.

L’Atelier d’Argentine

De entrada tomamos uma “gazpacho“, sopa fria de tomates grelhados, temperada com bastante alho e pimenta. Servida com uma torrada. Achei deliciosa, exótica. Sei que é uma sopa muito popular na Espanha.

De principal, pedimos um hambúrguer de cordeiro, com queijo de cabra, tomate, rúcula. Batatas fritas de acompanhamento. Bem gostoso. Precisávamos mesmo de algo bem energético, pois depois do almoço começaria nosso calvário, haha.

A nossa subida pareceu interminável até o “Chalet du Mont Royal“, construído em 1932. Foram “apenas” 260 degraus… só de lembrar me canso! E eu estava com uma tendinite no pé! Mas é o mirante mais famoso de Montreal, simplesmente imperdível. Lá de cima temos uma visão praticamente completa da cidade. Ele fica dentro de um Parque (Parc du Mont Royal) inaugurado em 1876. O paisagista foi o mesmo do Central Park, em New York.

Depois que descemos do mirante, meu pé estava incomodando muuuuito. De tal forma que nem pudemos continuar nossa peregrinação pela cidade. Passamos apenas num mercado para comprarmos vinho, pães e queijos e lá fomos nós para nossa varandinha na pousada. O Mario até me trouxe uma compressa quente (elétrica) para pôr no meu pé. E depois nos deu um pouco do “ragu” que o Dominic havia feito naquele dia para o almoço. Demais!

Dia seguinte saímos muito cedo para o aeroporto. Iria começar a parte mais emocionante de nossa viagem e que eu estou empolgadíssima para começar a contar aqui… Não percam os próximos capítulos!!

 

Viagem ao Canadá – Montreal – 1º e 2º dias

Christ Church Cathedral – Centro de Montreal

Na sequência, deixamos Quebec, passamos pela bela Cachoeira de Montmorency e fomos para Montreal, onde entregamos o carro que havíamos alugado em Toronto. Ficamos 3 dias lá e foi o suficiente para conhecermos o que há de melhor e mais interessante na cidade. E digo pra vocês, sem dúvida alguma, o que mais me marcou em Montreal foram nossos queridos anfitriões Mario e Dominic, donos da pousada “Aubergell“, do tipo Bed & Breakfast. Em seu site, o albergue é assim apresentado: “Affordable and cozy, Aubergell Bed & Breakfast, formerly known as Auberge l’un et l’autre, is a renowned part of the heritage of the gay village of Montreal since 1990”. Nosso quarto era bem pequeno, até porque escolhemos pela internet o quarto mais em conta, porém muito bem equipado e de muuuito bom gosto. O Mario cuidava de cada detalhe. Até da trilha sonora!! 😉

Nossos anfitriões: Mario e Dominic

Nosso hotel (Aubergell) em Montreal era encantador

E o Dominic era um espetáculo na cozinha! Aaaahhh não esqueço nunca mais!! Primeiro café da manhã, servido na sala do apartamento onde eles moram (no andar abaixo do nosso quarto) foi um espetáculo e eu não me perdoei por não ter levado a minha câmera: taça de iogurte com frutas vermelhas, suco de laranja, muffins, chocolate quente e um sanduíche feito na hora, com presunto, ovos, salada. Demais! Fora que o apartamento deles é super bem decorado e a gente se sente em casa. No segundo dia, levei câmera para o café da manhã, claro, e avisei pra eles que iria colocar no meu blog, rsrsrs. Dominic nos serviu uma torrada especial e caseira, com iogurte e frutas vermelhas, chocolate quente, e um lindo prato de omelete com cogumelos frescos. E o prato era de se comer com os olhos!!!

Café da manhã delicioso do Aubergell

Mas vamos à Montreal, hehehe. Fizemos uma primeira caminhada pela Rue Sainte-Catherine, que corta toda a cidade, de leste a oeste, mas nesse primeiro momento não fomos muito além das proximidades de nosso hotel, queríamos fazer um reconhecimento, ver onde estavam os supermercados, restaurantes, etc. Ficou óbvio que estávamos realmente em área voltada ao público gay, pela decoração da rua e os diversos tipos de publicidade. Fizemos um tour, curtimos o “ar festivo”, descontraído e cheio de restaurantes e bares. Como já era final do dia, terminamos tomando um chopp e comendo uma pizza na “Piazzeta“, indicado inclusive pelos nossos anfitriões. Pizza bem fininha, com queijo blue, pinoles, linguiça e cebola caramelizada….

As diversas cores da Rue Sainte-Catherine, Montreal

Dia seguinte fomos conhecer a imperdível, realmente imperdível, Basilique de Notre-Dame, do séc. XVII, na “Vieux-Montreal”, parte mais antiga da cidade. Absolutamente linda. Por fora ninguém diz nada, mas por dentro… 😯 É mágica. Seu altar principal é belíssimo. O órgão, no alto, com o azul das paredes e do teto por trás, era maravilhoso. Recomendo demais.

Basilique de Notre-Dame

Caminhamos até Chinatown, bairro chinês. Costumo sempre dar uma xeretada nesses lugares, sempre vemos coisas incríveis. Entro naquelas lojas de bugigangas e sabe como é… tem sempre algo criativo pra levar pra casa. Mas o que nos chamou mais atenção foi uma “vitrine” de um restaurante, onde um chinês preparava na hora uns macarrões, em segundos, só usando as mãos, esticando, dobrando, esticando, dobrando, e depois cortando e tchum! dentro da panela fervente. Impressionante. Parecia desses ilusionistas que vemos na tv hehehe. Depois de muito andar pra lá e pra cá, escolhemos um restaurante que servisse pato laqueado (Restaurant Ethan), mas devido ao preço alto do prato, optamos por um mais simples, o “canard rôti” (pato assado) e uma entrada de rolinhos fritos de legumes. Nada excepcional.

Portal de entrada do bairro chinês e Restaurante Ethan

Por fim fomos conhecer a cidade subterrânea de Montreal, que eles chamam de “Réso” ou “La Ville Souterraine”, um verdadeiro labirinto de corredores, com muitas lojas e praças de alimentação. São mais de 30km de túneis, mais de 1.200 lojas e mais de 200 restaurantes, conectados também a outros prédios, como bancos, universidades, escritórios, etc. Uma cidade embaixo da outra. No inverno, mais de 500 mil pessoas circulam por lá diariamente. Incrível não é?!!

De volta pra casa, paradinha para comer um crepe “fantastique” de banana com Nutella. Fiquei assistindo o cara fazer, babando…. muito bom!

Depois foi só passar no supermercado e comprar nosso jantar: pão, queijo, salame, vinho, coca cola. Corremos pra varandinha de nossa pousada, ao lado de nosso quarto, reservada só pra gente, friozinho de 12°, não queríamos mais nada…

Nossa varandinha “particular” no Aubergell

Próximo post, 3º e último dia em Montreal! E depois, você vai se encantar com a impressionante região das Montanhas Rochosas!

Ah, e quem ainda não leu as minhas dicas do Canadá, explorem os posts anteriores nos links abaixo:

 

Viagem ao Canadá – Cidade de Quebec – 3º dia

Quebec – cidade baixa

Estou bem atrasada em meus relatos de viagem!! Perdoem-me, mas a vida no trabalho tem sido bem intensa… Em nosso terceiro e última dia em Quebec, o dia amanheceu chuvoso. Meu marido saiu pra correr, fiquei de castigo no quarto curtindo uma tendinite 😥 . Depois do café da manhã na pousada (ovos mexidos à moda da casa) tentamos sair pra rua, mas como estava chovendo, fomos forçados a esperar pelo menos uns 20 minutos.

Tiramos o dia para conhecer “La Citadelle de Québec” (Cidadela de Quebec), uma antiga fortaleza construída para proteger a cidade, entre os anos 1820 e 1850. Uma estrutura interessantíssima, em forma de estrela. Ela está ocupada pelo 22º Regimento Real, inclusive mantém, em uma de suas alas, um museu que conta a história militar desse regimento. A Cidadela também funciona como residência do Governador Geral do Canadá, desde 1872.

Foto aérea da Citadelle de Québec (extraída da internet)

Fizemos o tour oficial, com uma guia “quebequense” muito simpática! Demos um giro por todo o forte, vimos o museu, os canhões, curtimos as vistas para o rio São Lourenço, a residência do Governador Geral. Enquanto isto ela nos contava um pouco da história da cidade. Visita obrigatória para todo turista!

Entrada do Forte e vistas de suas muralhas

Saímos de lá já era hora do almoço. Fomos então num restaurante tradicionalíssimo, e o mais famoso da cidade: Aux Anciens Canadiens, na rue Saint-Louis. O menu promocional executivo estava saindo por $19,95 (dólares canadenses, o que dá hoje uns 50 reais), e nos dava direito ao menu completo e uma taça de vinho “maison” (da casa). De entrada pedi um creme de cenoura, que achei igual a todos que já tomei na vida. Claudinho foi mais feliz, pediu um patê de carne bovina que estava muito bom.

De principal, pedimos o prato do dia: vitela com champignons. Nota 6,0 pra resumir. Tempero suave, meio sem gracinha… Acompanhava um purê e uma salada agridoce, acho que era de repolho.

Em relação à sobremesa, gostei muito!! Era uma “tarte aux pomme”, ou torta de maçã, mas o diferencial era a cobertura: um creme feito com o Maple Syrup, produto queridinho dos canadenses que já falei aqui nos posts anteriores, um xarope extraído da árvore típica do Canadá (o plátano). Estava deliciosa. Claudinho pediu sorvete caseiro de morango.

À tarde, caminhamos outra vez pela graciosa Place Royale, na cidade baixa, e depois de muitas idas e vindas, resolvemos parar para comprar pipoca em uma loja especializada (Mary’s Popcorn), que só vende pipocas e dos mais diversos sabores. Pedimos de “caramel salée” (com caramelo e salgada), a $6,35 (em torno hoje de 16 reais), e era a  “petite”, ou seja, a menorzinha!!! Mas juro que valeu cada centavo!!! Imperdível!!

Dia seguinte deixamos Quebec, mas antes de pegarmos a estrada para Montreal, demos uma pequena esticada (7km além do centro da cidade de Quebec) para conhecermos a “Chute Montmorency“, uma imensa e encantadora cachoeira, com um volume impressionante de água. Ela é 30 metros mais alta que a do Niagara!! Tomamos depois um chocolate quente (estava frio e chovendo ainda…) e depois seguimos para Montreal, que será meu próximo post. Até lá!

“Chute Montmorency” –  a 7km de Quebec

Restaurante Dona Irene – Teresópolis

A 75 km do Rio, encontra-se a cidade serrana de Teresópolis, situada a mais de 800m de altitude, o que faz dela a mais alta do Rio de Janeiro e, consequentemente, uma das mais frias. Ao final da subida da serra, que aliás é uma estrada belíssima, é obrigatória a parada no Mirante do Soberbo, com vista incrível do Dedo de Deus (formação rochosa que lembra mesmo uma mão cujo dedo indicador está apontando para o céu) e, quando o dia está limpo, dá pra ver a Baía de Guanabara… incrível, gente… Tava assim quando subimos no sábado passado.

Eu e minha mãe no Mirante do Soberbo, na entrada de Teresópolis

Éramos um time de futebol completo: 11 pessoas, hahaha. E mais o motorista da van, que contratamos para nos levar até a Vila St Gallen – a casa da cerveja Therezópolis. Um lugar bem legal, com três diferentes ambientes gastronômicos. Tem inclusive uma reconstituição de uma vila germânica (com mesinhas, igrejinha, lojas, café, etc), muito simpática. Você pode fazer degustação e harmonização das diversas cervejas puro malte que eles produzem, ou mesmo fazer a visita guiada para conhecer a história e descobrir como são fabricadas as cervejas Therezópolis. Programão não é?! Eu já fiz isto em outra oportunidade, inclusive, com direito a anotações minuciosas sobre as “notas” de amargor, doçura e acidez de cada uma delas. Mas desta vez, fomos apenas degustar alguns chopes deliciosos, uns 4 tipos diferentes, apenas pra fazer uma horinha… É que nosso objetivo neste dia era maior: almoçar no Restaurante Dona Irene.

Villa St Gallen em Teresópolis, visita obrigatória

Dona Irene é o nome do tradicionalíssimo e antigo (de 1964) restaurante russo que fica em Teresópolis. Os fundadores (um casal) eram siberianos, conhecidos pelos nomes de “Miguel e Irene”. Hoje o restaurante é tocado pelo casal José Hisbello Campos (primo meu de 4º ou 5º grau, hehehe!) e Dona Maria Emília. Eles fazem parte da história do restaurante, pois eram vizinhos dos russos, em Teresópolis. Desde o início, Emília ajudou Irene na cozinha, foram muito amigas, aprendeu tudo com ela, inclusive a fabricar a tão aclamada vodca da casa (Nazdaróvia), feita com frutas e cereais (e que ela não revela a receita de jeito nenhuuuuummmm!!!!). Com a morte de Irene, há uns 15 anos, Emília e Hisbello assumiram naturalmente a administração do restaurante.

Restaurante Dona Irene e detalhes decorativos

Mas vamos ao que interessa… chegamos lá por volta das 14h. Já nos esperavam os anfitriões, uns queridos. Nossa mesa redonda de 11 lugares estava reservada, em nome das “primas”: Miryan (minha mãe) e eu. As refeições seguem o ritual tradicional (da época dos czares na Rússia) desde que foi fundado até hoje. Sempre divididas em 4 etapas. Junto com a primeira etapa vem a vodca Nazdaróvia, em garrafa pequena e envolvida em grossa camada de gelo, para você se servir à vontade. Para quem é amante dessa bebida destilada vai achar uma maravilha. Segundo o costume russo, existem três regras básicas para o consumo da vodca: 1º – nunca beber sozinho; 2º – nunca beber sem comer alguma coisa logo em seguida; 3º – nunca tomá-la em pequenos goles ou misturada com gelo ou tônica, mas de uma vez só (nossa!!! Eu confesso que tomar pura e de uma vez só não é o meu forte…  dei uns goles pra conhecer, mas depois preferi me resguardar no vinho tinto!).

A vodca de cereais é a estrela da casa

Então… vamos à primeira etapa, que acompanha a vodca: os “Zakuskis“, que significa “pequenos bocados”. Na verdade, uma imensa variedade de “tapas”, entre elas, o caviar (delícia), arenque, ovos recheados, salmão, patês, beterraba (delícia também) e rabanetes em conserva, etc. Uma fartura, gente, cada coisa mais gostosa que a outra. E tome vodca!!! kkkk.

Os “Zakuskis”, todos deliciosos

Na segunda etapa é servida a famosa sopa “Borscht“, cujo principal ingrediente é a beterraba. Bem interessante, eu achei, meio exótica. Servida morna e acompanhada de bolinhos fritos ótimos, chamados “Pirozhkis“, recheados com carne. Em seguida, serviram-nos asas de frango fritas, super crocantes, uma maravilha. Não estão acreditando né?! Quem imaginaria que asas de frango fritas poderiam ser uma “maravilha”?! Eu mesma não acreditaria… mas era! Serviram também berinjelas e abobrinhas gratinadas, uma no molho de tomate, a outra em molho branco. E isto tudo foi só a segunda etapa…

Entradas quentes no Dona Irene

A terceira etapa é constituída dos pratos principais, que podem ser escolhidos quando você fizer a reserva. Para nós, foram servidos alguns dos pratos, escolhidos pelos nossos anfitriões:

1. Frango à Kiev, crocante e com direito à esguicho de manteiga ao ser cortado, hehehe.

2.Varênique, típico da Ucrânia, que consiste nuns pastéis recheados de batatas e ervas, acompanhados de filé mignon grelhado. Adorei!

3. Pojarski, preparado com frango moído, queijo gorgonzola, em forma de almôndegas, recobertas de croutons dourados.

4. Podjarka, feito com escalopinhos de frango e filé mignon, champignon, molho de ervas, batatas noisettes, flambado e gratinado.

5. Beef Strogonoff, o mais famoso dos pratos russos, nem precisa apresentação! E se quiserem prepará-lo em casa, que aliás é um ótima sugestão pra receber a família, é só seguirem a minha receita. Não é igual ao da Dona Irene, mas é sucesso garantido também!!!

Pratos principais deliciosos do Dona Irene

E a comilança não acaboooooou!!!

As sobremesas não são muitas, mas todas são apetitosas, incluindo a “charlotte russa” (criada por um chef francês, para os czares russos). Mas escolhi uma sobremesa criada pela casa atual, com suspiro, creme chantilly, amoras em calda. Não me arrependi, estava ótima!

Sobremesa com suspiro e calda de amoras

Ao final do excelente almoço, nosso anfitrião ainda nos contou muitas histórias do passado, de sua juventude, mostrou-nos fotos de sua família, filhos e netos. Dona Emília também nos cumprimentou, apesar da casa estar cheia. Enfim, foi um sábado para guardar na memória. Abaixo, o time quase completo (eu estou tirando a foto!):

 

Viagem ao Canadá – Cidade de Quebec – 2º dia

Depois de dar uma pausa nos meus relatos do Canadá para contar do maravilhoso Feijão Tropeiro do Delícia, volto hoje à adorável Cidade de Quebec.

Em nosso segundo dia lá, fomos conhecer a “cidade baixa”. Saímos da pousada depois do nosso café da manhã especial: fatia de pão umedecida e frita (como nossas rabanadas), polvilhada de açúcar de confeiteiro e enfeitada de frutas vermelhas. Delícia canadense/francesa, e uma boa desculpa pra você encharcar seu prato com “maple syrup” ou “sirop d’érable”, paixão nacional. Adorei.

Caminhamos até a Cathédrale Notre-Dame de Québec, depois seguimos até o Montmorency Park, uma praça cujas vistas da cidade baixa são bem legais, vale ir até lá. Descendo depois pela “Côte de la Montagne” você chega numa escadaria de madeira conhecida por Escalier Casse-Cou (Quebra-pescoço), muito charmosa, com feirinha de artesanato na entrada, lojinha de arte e cafés. Ah! e ótima vista da “rue du Petit Champlain“, a mais aconchegante de Québec, repleta de lojas lindas e restaurantes charmosos. Imperdível, eu diria.

Vista do Montmorency Park, e embaixo à direita “Rue du Petit Champlain”

Foi nessa rua que ouvimos falar pela primeira vez em “cidre de glace“, um cidra feita de maçãs congeladas, o que produz uma bebida mais concentrada, mais licorosa. A fruta é prensada quando ainda está congelada, fazendo com que o sumo extraído não contenha praticamente nenhuma água. Depois o líquido é fermentado, e parte do açúcar vira álcool. Uma delícia. Claro que comprei uma garrafa…

Então fomos até a pequena e belíssima Place Royale, de aspecto bem medieval. No meio da praça, um busto de Luis XIV. Uma igrejinha de pedra ao fundo. Uma graça. Pena que o tempo estava bem chuvoso. Ainda assim, num momento que o sol deu o ar de sua graça, eu consegui captar uma boa foto.

 

Place Royale

Seguimos então pela rue Saint-Pierre, até a zona portuária, onde se encontra o Marché du Vieux-Port (Mercado do Porto Antigo). Parecia tudo, menos um mercado, kkk. Tudo tão limpo e silencioso… Com muitas flores, frutas, verduras, lojas de bebidas, charcuterias, docerias  e milhões de produtos feitos com “sirop d’érable”. Comprei outra cidra, mas dessa vez mais surpreendente ainda, pois além de ser feita com maçãs congeladas, era “fortificada”, ou seja, ela recebeu uma adição de álcool (alguma bebida destilada), para deixá-la com um teor alcoólico maior e mais doce. Quase um licor. Claro que enlouqueci né?! Comprei outra garrafa… 😉

Marché du Vieux Port

Então fizemos o mesmo percurso de volta e fomos almoçar lá na Rue du Petit Champlain, num restaurante que havíamos simpatizado, e também recomendado por nosso anfitrião, o “Cochon Dingue“, em português seria “Porco Louco”, hehehe. Pedi um frango “crispy” com arroz basmati e molho “oriental”, agridoce. Muito gostoso. Me senti novamente na Tailândia!!! Claudinho pediu fígado de vitelo, mas não aprovou muito… achou meio borrachento… também né?! pedir fígado longe de casa é sempre meio arriscado… eu mesma, só como fígado se tiver certeza que é bem fresquinho. A cerveja estava ótima, “Boreale“, canadense.

Por fim, voltamos para a cidade alta, saímos da área antiga, cruzamos as muralhas e caminhamos pela simpática “Grand Allée”, passamos pelo “Jardin Joanne D’Arc” e depois pegamos a Avenue Cartier, rua repleta de restaurantes e lojas também, mas num estilo bem mais moderno. Depois voltamos pela Rue Saint-Jean, também muito movimentada, muitos estabelecimentos comerciais, onde encontramos um excelente mercado e já compramos nosso “jantar”: pão, queijo e vinho. Sim!! vinho!! Não sei porque cargas d’água, mas nesse mercado tinha vinho pra vender, hahaha.

Antes de voltarmos para nossa pousada, ainda subimos a muralha, aliás, resto da muralha que contorna a cidade antiga e tiramos umas fotos. Nesse dia, eu já estava sofrendo bastante com uma tendinite no pé esquerdo, e não aguentava mais caminhar… 😦

Muralha antiga de Québec

Próximo post teremos outra pausa no Canadá, mas podem acreditar que é por um bom motivo!!