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Jantar tailandês

capa de nosso cardápio

Pausa novamenteee!! Gente, preciso contar pra vocês o incrível jantar tailandês que euzinha, modéstia à parte, consegui realizar em casa de minha irmã em Brasília, após alguns breves treininhos que fiz em casa e que vocês tiveram conhecimento (vide receita do Peito de Pato ao Curry Vermelho e o Camarão ao Curry Amarelo, postados aqui anteriormente).

Só que no sábado passado, a noite tailandesa que rolou por ocasião do aniversário de minha irmã (a mesma que me acompanhou em viagem para a Ásia), foi bem mais caprichada e variada, afinal, foram 7 preparos diferentes que fiz: 5 entradas, um prato principal e uma sobremesa. Todos inspirados na culinária da Tailândia. Éramos 8 à mesa: eu, Lego (minha irmã) e 6 convidados dela, escolhidos cuidadosamente (infelizmente, este ano meu maridão não pôde ir à Brasília comigo…). Desde 2011 preparamos esses jantares. O primeiro não foi tão planejado, não teve tema. Ano seguinte, idem. A partir do terceiro ano, criamos os jantares temáticos e agora sim, virou uma tradição:

Neste post, vou relatar o banquete completo e depois publicarei algumas das receitas. Prometo! 😉

Antes de falar das comidinhas, queria que vocês tivessem uma ideia do quanto minha irmã é talentosa na hora de ambientar a casa e arrumar a mesa (a toalha é autêntica, comprada no Night Bazaar em Chiang Mai)… cada detalhe é pensado (as lanternas coloridas foram compradas no Vietnã!)…

Mesa, luminárias vietnamitas e hall de entrada com cardápio do jantar

Mesa, luminárias vietnamitas e hall de entrada com cardápio do jantar

Assim que chegaram nossos pontuais convidados, fizemos um brinde com um espumante Chandon rosé “premiado” com uma lichia importada diretamente da Tailândia, rsrs.

Espumante rosé com lichia tailandesa

Espumante com lichia tailandesa

Então eu servi a primeira entrada: um creme de abóbora tailandês, receita facinha de preparar e que fascinou a todos. A cor era linda e o sabor surpreendente.

Creme de abóbora tailandês

Creme de abóbora tailandês

A segunda entradinha, foi um “summer roll” (veja receita aqui), rolinhos de folha de arroz, com recheio de camarão, folhas frescas, noodles (macarrão de arroz), cenoura, manga verde e amendoim. Acompanhou um molhinho típico que aprendi numa aula no Vietnã, mas isso será matéria para outro post…

Summer rolls tailandeses

Summer rolls tailandeses

Terceira entrada, servi o “spring roll” à moda tailandesa. É um rolinho como aquele chinês, nosso velho conhecido, mas o recheio é diferente, com shitake, carne de porco, repolho, cebola roxa e temperos.

spring rolls tailandeses

Então chegou o momento de entrarmos com uma bebida mais “quente” e trouxemos o drink “passion in love” que tomamos em Hoi An, no Vietnã, feito com rum, maracujá, melancia e limão. Todos adoraram!

Drink que tomamos no Vietnã: "Passion in love"

Drink que tomamos no Vietnã: “Passion in love”

Quarta entrada: espetinhos de porco servido com molho satay (molho de origem indonésia (ou indonesiana??!!)), mas muito apreciado e consumido na Tailândia. Feito à base de amendoim. Os espetinhos são temperados com leite de coco, açafrão, pimenta do reino branca, capim-limão, sementes de coentro e cominho. Um prato exótico!

Espetinhos de porco com molho Satay

Espetinhos de porco com molho Satay

Quinta entrada. Esta foi servida já na mesa, com um vinho branco bem fresco: o famoso e emblemático Pad Thai, com camarões grelhados, tofu, ovos, broto de feijão, molho shoyu, molho de ostra e mais alguns temperinhos. Tem como ficar ruim?!! haha. Esta receita prometo postar!

Pad Thai, um dos pratos mais tradicionais da Tailândia

Pad Thai, um dos pratos mais tradicionais da Tailândia

Então chegou a hora da estrela da noite: peito de pato grelhado com curry vermelho, que já publiquei receita aqui. A diferença é que nesta noite usei o leite de coco importado da Tailândia e acreditem, fez toooda diferença!!! Nossa, o leite é magnífico! Mais cremoso e mais saboroso que o melhor dos nacionais. O curry utilizado também foi trazido da Tailândia, mais especificamente de Chiang Mai. Nós o saboreamos com um vinho francês rosé gelado, achei mais conveniente, tendo em vista ser um prato bem apimentado.

Peito de pato ao molho de curry vermelho, a estrela da noite

Peito de pato ao molho de curry vermelho, a estrela da noite

Por último, mas não menos importante, nossa sobremesa: bananas caramelizadas com cobertura de leite de coco. Comemos diversos tipos de sobremesas feitas com banana em nossa viagem, pois é fruta abundante por lá e muito consumida. Preparam-nas de todo jeito: fritas, assadas, empanadas, cozidas. Fiz esta cozida em uma calda com açúcar, açúcar mascavo, água, capim-limão, suco de limão. Receita ainda vou postar, aguardem! Enquanto isto, só babem, hehehe. Um vinho “late harvest” francês combinou perfeitamente.

Bananas caramelizadas com calda de leite de coco

Bananas caramelizadas com calda de leite de coco

Fechamos com café e chocolate, este último também comprado na Tailândia. Uma delicadeza só. Ah, e detalhe: a música ambiente era de um cd comprado no Camboja, gravado por uma banda que vimos tocando num dos templos que visitamos. Clima completo. O grupo estava super entrosado.

jantar tailandes

O grupo completo e chocolates tailandeses

Abaixo, seleção de espumantes e vinhos que tomamos (a foto foi no dia seguinte, rsrsrs). Foram duas garrafas de espumante, duas de vinho branco, duas de vinho rosé e duas de vinhos de sobremesa.

Vinhos que acompanharam o jantar

Vinhos que acompanharam o jantar

Posso dizer que os convidados tiveram uma boa noção, muuuito próxima do que é a cozinha tailandesa e de tudo que experimentei por lá.

Fiz ótimos amigos nesta noite e me senti super feliz por todos terem curtido e principalmente, terem conhecido um pouco desta cultura fascinante.

E ano que vem já está decidido: a noite será portuguesa!! já dá pra imaginar né…

E quem quiser dar uma olhada nos meus posts sobre a Tailândia, pode ficar à vontade:

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Peito de pato grelhado ao curry vermelho

Mais uma experiência bem sucedida da cozinha tailandesa!! Prato fácil e saboroso: Pato grelhado ao curry vermelho (ou “red curry”). Aproveitei que estava de “bob” como diz um amigo meu, e encarei o fogão no sábado passado para testar mais uma receita da Tailândia com o objetivo de fechar o cardápio de um jantar que farei em casa de minha irmã em Brasília, dia 23, por ocasião de seu aniversário, a exemplo dos jantares: mexicano e espanhol, feitos em anos anteriores.

Pato com curry vermelho servido na wok

Pato com curry vermelho servido na wok

Não sei se vocês acompanharam aqui o Camarão ao curry amarelo que preparei semana passada. Na receita de hoje, utilizei o curry vermelho. Trata-se de uma pasta muito utilizada na Tailândia (e também no Vietnã, Laos, Camboja…), composta de diversos temperos, tais como alho, echalote (tipo de cebola), pimenta (chili), capim-limão, gengibre, limão kaffir (típico da Ásia), pasta de camarão, entre outros. A que eu usei na receita, comprei no mercado noturno de Chiang Mai, mas é possível encontrá-lo em lojas de produtos orientais no Brasil. Aqui no Rio, você consegue encontrar na Mercearia Mei-Jo, na Rua Marquês de Abrantes, 222, Flamengo.

Então vamos lá. Primeiramente você deve separar todos os ingredientes. Fiz a receita para 4 pessoas, mas deu para 5 e ainda sobrou (fiz algumas alterações também, mas dentro do possível, mantive a original).

Separe todos os ingredientes antes de preparar a receita

Separe todos os ingredientes antes de preparar a receita

Ingredientes:

  • 750g de peito de pato (3 metades de peito, aproximadamente)
  • 2 colheres sopa de molho shoyu
  • 3 colheres sopa de óleo vegetal (usei de soja)
  • 2 colheres sopa de pasta de curry vermelho
  • 1 colher sopa de pimenta verde em grãos (opcional)
  • 1 cubo de caldo de frango dissolvido em 200 ml de água fervente
  • 3 garrafinhas de leite de coco
  • 4 colheres sopa bem cheias de açúcar mascavo
  • 2 colheres sopa de “fish sauce” (ou “nam pla”, também vendido em lojas de produtos asiáticos)
  • 1 berinjela pequena cortada em cubos pequenos (para mim, não é ingrediente fundamental, pois tem sabor muito neutro)
  • 15 unidades de lichia descascadas e divididas ao meio (o ideal era que fossem frescas, mas na falta, usei 1 lata de lichias em conserva, desprezando a calda)
  • 200g de abacaxi cortado em cubos
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes, bem picadinha
  • 2 ramos grandes de manjericão graúdo
  • 2 xícaras cheias de arroz jasmim (muito usado na Tailândia!)

Modo de preparo:

  • Retirar peles e parte da gordura do peito de pato. Depois esfregar nele todo o molho shoyu e deixar marinando por 5 a 10 min em um prato
  • Grelhar os peitos de pato inteiros, preferencialmente em grill elétrico (se não, usar uma frigideira ou grelha) por uns 5 ou 6 min dos dois lados (ele deve ficar tostado por fora e vermelhinho por dentro). Cortar em fatias de 1 cm aproximadamente e reservar
Após grelhar, fatie o peito de pato (magret de canard)

Após grelhar, fatie o peito de pato (magret de canard)

  • Numa panela wok (ou frigideira grande e funda), colocar o óleo e levar ao fogo médio, juntando a pasta de curry vermelho para dissolver um pouco e deixar o aroma se soltar
  • Acrescentar o leite de coco e  misturar bem com o curry
  • Juntar a pimenta verde, o caldo de peixe e o caldo de frango
Dissolva o curry vermelho no leite de coco

Dissolva o curry vermelho no leite de coco

  • Quando ferver, acrescentar o pato fatiado e depois o açúcar mascavo, misturando bem

pato ao curry

  • Em seguida a berinjela, o abacaxi, a lichia e a pimenta dedo-de-moça
  • Deixar ferver e cozinhar por mais uns 3 ou 4 min
  • Por último, acrescente as folhas de manjericão e desligue o fogo

O manjericão é acrescentado ao final

  • Sirva com o que eles chamam de “steamed rice” (arroz jasmim cozido apenas em água. Você lava primeiro, deixa escorrer, depois leva para uma panela em fogo baixo, com água cobrindo um pouco e depois que ferver, cozinhe por uns 20 min, tomando cuidado para não secar e colar no fundo). Este arroz fica um pouco “coladinho”, e sem sal nenhum, para melhor acompanhar o molho “red curry” que já é muito condimentado e picante
O aroma e o visual do prato são maravilhosos, imaginem o sabor!!

O aroma e o visual do prato são maravilhosos, imaginem o sabor!!

Tenho certeza que é uma pedida diferente para este inverno e que vai lhe garantir sucesso total como chef!! Teste e me diga o que achou!! Precisando, estou por aqui para ajudar!

Se você ainda não foi à Tailândia e tem curiosidade, acompanhe meus relatos de viagem aqui no blog:

 

Ayutthaya – Tailândia

O belo Wat em Ayutthaya

O belo Wat Chai Watthanaram, em Ayutthaya

Nosso segundo dia na Tailândia foi todo em Ayutthaya (se pronuncia Aiutaiá), a antiga capital do país, construída em 1350 e posteriormente destruída pelos birmaneses, em 1767. Algumas ruínas estão relativamente bem preservadas e fazem parte da Cidade Histórica de Ayutthaya, que por sinal é Patrimônio da Humanidade.

Contratamos com antecedência um tour (tourwithtong.com) cujo guia era um figuraça chamado “On”. Ele nos pegou no hotel em Bangkok pontualmente às 7h (tivemos que pedir ao hotel um “café da manhã empacotado” para levarmos no carro). Durante a viagem, que dura pouco mais de uma hora, enquanto comíamos “On” foi nos contando trocentas histórias sobre toda a origem de Ayutthaya, seus reis, suas guerras, os incríveis combates de elefantes (Single Combat), tantas informações… que no final estávamos exaustos! No fim do dia eu não entendia mais nenhuma palavra do que ele dizia, hahaha.

Nossa primeira parada foi no Wat Yai Chaya Mongkol, um mosteiro construído em 1360, onde hoje vivem muitos monges. O seu Buda Reclinado é bem bonito e o templo antigo é interessante, com seus 145 budas sentados ao redor do templo, formando um gigantesco quadrado.

Wat

Wat Yai Chaya Mongkol, em Ayutthaya

Depois foi a vez do Wat Phanan Choeng, um dos templos mais antigos da cidade, construído em 1324, que guarda em seu interior um imenso Buda Sentado, presente de um imperador chinês.

Imenso Buda Sentado no Wat Phanan Choeng

Buda Sentado no Wat Phanan Choeng

Fizemos depois um tour de barco ao redor da cidade histórica, que fica situada numa ilha fluvial (mas não recomendo este passeio, porque não dá pra ver muita coisa interessante, apenas um dos templos que fica na beira do rio). Já dentro da cidade histórica, visitamos primeiramente o Wat Mahathat, construído em 1374, cuja “cabeça de Buda” enroscada nas raízes de uma árvore é a atração principal. Muito interessante. Próximo a ele está o Wat Ratchaburana, um templo pequeno, com basicamente uma única torre, mas com detalhes decorativos muito preservados.

Cabeça de Buda e uma das torres do Wat Mahathat (acima e abaixo à esq.),  e torre do Wat Ratchaburana

Nosso guia então nos levou para almoçar em um restaurante simples, mas com ar-condicionado (ufa!), nem lembro o nome… Comi um tempurá de camarão, com um molho gelatinoso e adocicado (depois verifiquei que é muito comum este molho nos acompanhamentos de frituras). O camarão não estava muito bom, cozido demais pro meu gosto. O mais legal era a decoração do prato, rsrs. E não poderia faltar a “Chang”, claro…

Tempurá de camarão acompanhado da cerveja Chang

Tempurá de camarão acompanhado da cerveja Chang

De lá, seguimos para o Royal Palace ou Summer Palace, construído em meados do século XVII, muito bonito, embora esteja bastante destruído. No passado, foi um imenso complexo, constituído de diversos prédios, com templos, mosteiros, um crematório, biblioteca, etc, utilizado pelos reis daquele período. Hoje em dia, restam de pé algumas “estupas” (torres cônicas que eram construídas para guardar restos mortais, conforme os costumes budistas).

Royal Palace em Ayutthaya

Estupas no Royal Palace em Ayutthaya

Depois fomos até o grande Buda Reclinado, que um dia pertenceu a algum templo, mas hoje está ao léu. Ele tem em torno de 500 anos, mas ninguém sabe ao certo quando e quem o construiu. Achei super interessante também.  Por fim, chegamos ao grandioso Wat Chai Watthanaram, o mais belo templo de todos. Construído em 1630, pelo rei da época, em homenagem à sua mãe. A luz nesta hora estava perfeita para fotografias, era final da tarde. Um lugar mágico.

Buda Reclinado e o Wat

Buda Reclinado (acima) e o Wat Chai Watthanaram

De volta a Bangkok, tivemos um jantar memorável no Mango Tree, num pequeno shopping beira-rio, relativamente próximo ao nosso hotel. Fomos inclusive caminhando até lá. O restaurante era de comida típica tailandesa, com um toque de sofisticação, digamos assim… mais contemporâneo. Tem uma área externa, com vista para o rio e a parte interna onde sentamos, de onde avistávamos o Wat Arun Ratchawararam, templo que fica na outra margem do rio, mas que não tivemos tempo de conhecer. O drink que pedi estava delicioso, com vodca, pimenta, canela, lima e licor de cereja. Eles trouxeram uma espécie de batatas chips bem apimentadas pra acompanhar o drink, adorei.

Drink do Mango Tree e chips apimentados

Drink do Mango Tree e chips apimentados

Eu e minha irmã escolhemos um pato ao curry vermelho (red curry), com abacaxi e lichia… huuuuummmmmmm 😛 Excelente! Primeiro grande prato tailandês da minha viagem. A pimenta era forte, mas o sabor era excepcional. O prato de Cláudio era uma costela de leitão grelhada com ervas, mas ele não achou grandes coisas. O prato inclusive chegou meio frio na mesa, foi preciso pedir para o esquentarem. De sobremesa, minha irmã escolheu uma “panacota de côco” que estava também divina. Recomendo muito este restaurante!

Pato ao curry vermelho (esq), Costela de leitão com ervas e panacota de coco.

Pato ao curry vermelho (esq), Costela de leitão com ervas e panacota de coco.

Na volta pra “casa”, atravessamos um mercado de flores que estava a todo vapor. Fora do mercado muitas barracas de frutas, verduras e comidas diversas.

Mercado de Flores, no caminho para o hotel Aurum

Mercado de Flores no caminho de volta para nosso Hotel Aurum

No dia seguinte, nós voamos para Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, mas entrarei em mais detalhes no próximo post!

E se você ainda não leu sobre nosso primeiro dia em Bangkok, veja aqui.