Bangkok, Tailândia – Parte 1

Uma variedade da Flor-de-lótus, comum na Ásia

Uma variedade da Flor-de-lótus, comum na Ásia

Há anos eu sonhava em conhecer a Tailândia. Finalmente meu sonho foi realizado e embarcamos no mês passado (eu, meu marido e minha irmã) numa viagem fantástica que durou 27 dias e incluiu Tailândia, Camboja e Vietnã. Este não é um blog de viagens, mas eu não posso deixar de falar um pouquinho sobre as cidades que conheci, inclusive assuntos que fogem um pouco da visão meramente gastronômica. Embora, verdade seja dita, uma das minhas maiores motivações para ir à Tailândia era conhecer in loco os deliciosos pratos daquela “nem-tão-exótica-assim” cozinha.

Entrei na Tailândia por Bangkok, sua capital e a décima cidade mais populosa da Ásia, segundo a Wikipédia (perto de 10 milhões de habitantes…). Em meu roteiro, passaríamos lá 3 noites no início da viagem e mais 2 noites ao final.

Bangkok é uma cidade relativamente antiga, tendo nascido por volta do século 15, mas na época, o governo sediava-se em Ayutthaya, onde hoje ainda se conservam algumas ruínas de templos antigos muito bonitos. A parte antiga de Bangkok guarda preciosidades arquitetônicas e dentro delas, estátuas famosas de budas, como o “Buda Reclinado” no templo Wat Pho e o “Buda de Esmeralda” no templo Wat Phra Kaew.

Nesta primeira estada na cidade, ficamos na parte antiga, num hotel pequeno e bem localizado, o Aurum – The River Place. Toma-se café na beira do Chao Phraya, o rio que banha Bangkok e é um dos maiores rios da Tailândia. A gente tomou café observando os diversos barcos que passavam incessantemente pelo volumoso rio.

Vista do café da manhã de nosso hotel em Bangkok

Café da manhã na varanda do restaurante de nosso hotel em Bangkok

Tiramos o nosso primeiro dia para bater perna pelos templos e conhecer o famoso Grand Palace (lindo), o Wat Pho, o famoso Templo do Buda Reclinado, do século 16, o mais antigo da cidade, e o Wat Phra Kaew. Há muita turistada nesses lugares, é preciso ir cedo para não ter que enfrentar as filas quilométricas, e mesmo assim se prepare para encarar a multidão…

Buda Reclinado no Wat Pho

Buda Reclinado no Wat Pho, Grand Palace e detalhes decorativos do Wat Phra Kaew

Ao sairmos de lá, atravessamos a rua e adentramos um mercado só por curiosidade, pra termos o primeiro contato com os temperos e iguarias locais. Arrependimento total…. rsrsrs. Era uma seção variadíssima de frutos do mar secos, o cheiro era bem desagradável, eu diria, quase insuportável. O aspecto de algumas coisas que estavam à venda era tão esquisito que apesar da fome que estávamos naquela altura, nossos estômagos se embrulharam… Esta parte de nossa “exploração gastronômica” era totalmente dispensável, rsrsrs.

Variedade de peixes e frutos do mar secos, em mercado de Bangkok

Variedade de peixes e frutos do mar secos, em mercado de Bangkok

Seguimos caminhando pela rua à procura de um restaurante para almoçarmos, mas queríamos algum que ficasse bem longe dali. Tomamos nosso primeiro tuk-tuk (popular triciclo utilizado para transportar pessoas pelo centro da cidade). O primeiro a gente nunca esquece, haha. Muito legal esse tipo de transporte, pitoresco, barato e prático. Mas tem que negociar, como tudo na Tailândia, ou melhor em toda a Ásia!

Tuk-tuks em Bangkok

Fomos até uma zona mais afastada, próximo a um forte na beira do Chao Phraya (Pom Pra Sumen). Encontramos um bem simpático nos arredores, localizado na beira do rio, o Aquatini Riverside, com ótimo ambiente e um atendimento muito simpático. Era nossa primeira refeição na Tailândia, estávamos ansiosos. Pedimos imediatamente um chope local para aplacar o calor. Era nosso primeiro chope “Chang”, e nem podíamos imaginar que tomaríamos tantos ainda, afinal, é o mais popular da Tailândia. Compartilhamos uma entradinha, com bolinhos fritos de peixe e rolinhos primavera, com molhos agri-doce e de pimenta.

Chopp tailandês Chang e entradinhas típicas

Chope tailandês Chang e entradinhas típicas

Minha aposta foi no siri-mole frito ao molho de tamarindo (Poo Nim Rad Sauce Makarm). Cláudio também escolheu um prato com molho de tamarindo, mas com camarões fritos (Goong Sauce Makarm). Minha irmã preferiu algo mais “light”, um camarão com aspargos (Nor Mai Farang Pad Goong). Todos os pratos estavam bons, mas no fundo fiquei um pouco frustrada, esperava mais, talvez porque estivesse com muita expectativa. A refeição custou $25 per capita, preço meio salgado, pois só tomamos uns 5 ou 6 chopes e 1 refrigerante. Em Bangkok, observei que restaurantes bons não são muito baratos. Já no restante da Tailândia, os preços são excelentes.

Nossa primeira refeição na Tailândia foi no Aquatini Riverside Restaurant

Nossa primeira refeição na Tailândia foi no Aquatini Riverside Restaurant

Este dia terminou na Khaosan Road, famosa rua de compras, e com vários pequenos hotéis, restaurantes, bares, massagens e uma infinidade de barraquinhas de comida de rua. Não ousei comer nada…  não por frescura ou restrição alimentar, mas primeiro porque já havíamos almoçado e segundo porque era evidente um certo descuido com a higiene e eu não queria comprometer as minhas férias logo no começo… Nos limitamos a tomar uma água de coco, pois o calor estava demais!! E aproveitei para comprar algumas calças leves, produto que mais se vende na Tailândia. Roupa muito apropriada para enfrentar o calor!!

Khaosan Road, em Bangkok, rua de compras e comidinhas

Khaosan Road, em Bangkok, rua de compras e comidinhas

Em nosso segundo dia de viagem, fizemos uma incrível excursão para Ayutthaya, que se pronuncia “aiutaiá”, a antiga capital da Tailândia, destruída em 1767. Ela guarda muitos segredos históricos. Confira o post aqui!!

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12 pensamentos sobre “Bangkok, Tailândia – Parte 1

  1. Lú,
    Acho que teria medo de comer um monte de coisas por lá (não só pela eventual falta de higiene)… vai que eles chamam “rabinho de rato” de camarão, e filé de escorpião de ‘beef” hahahaha.

    Essa viagem promete 😉

    Bjão!

    • Hahahaha, pois é Robinho, nada que comemos vem com garantia de que é aquilo mesmo que está no cardápio, rsrs. Mas o fato é que durante os 25 dias que passei por lá, comendo em restaurantes, não tive absolutamente nenhum problema gástrico-intestinal. Não arrisquei nas comidas de rua justamente pra não comprometer a viagem.
      E tudo que comi, ou quase tudo, estava maravilhoso!!! Valeu o risco, hahaha.
      Beijos, Lu

  2. Lu, adorei seu post! Fiquei com “gostinho de quero mais”.
    Entrei no site para ver o hotel, adorei. O café da manhã na varanda é bem estilo que eu gosto, me transmitiu uma paz…
    E já vi que alguma coisa eu ia conseguir comer lá, pq rolinho primavera com molho agridoce tô dentro!
    Viagem exótica, demais. Sobre o Buda eu sou suspeita, tenho 3 na minha casa, por enquanto… rs.
    Beijão!
    (Tô aguardando o próximo!)
    Flávia

    • Oi Flavinha!!
      O hotel sim, era bem legal, o quarto era confortável, em estilo clássico. A localização dele era excelente, porque estava próximo aos monumentos históricos principais, dava pra ir a pé. Recomendo. Mas aviso: não tem luxo, nem romantismo, nem pétalas na cama, hehehehe.
      A comida não é pra qualquer um realmente, é preciso curtir pimenta, por exemplo… mas os rolinhos primavera eram de muitos tipos e sabores. Quase todos levam cogumelos, e agradam a qualquer pessoa. Há os fritos e os crus. Ambos deliciosos.
      Quanto aos budas, eu só trouxe unzinho pra mim, pequenininho. Sabe, nos voos internos, nós só tínhamos direito a 23kg de bagagem. Eu não podia comprar nadaaaaa. Um inferno. A maioria das compras que fiz, e foram muito poucas, foi no último dia em Bangkok.
      Um grande beijo pra vc!!

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