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Viagem ao Canadá – Cidade de Quebec – 3º dia

Quebec – cidade baixa

Estou bem atrasada em meus relatos de viagem!! Perdoem-me, mas a vida no trabalho tem sido bem intensa… Em nosso terceiro e última dia em Quebec, o dia amanheceu chuvoso. Meu marido saiu pra correr, fiquei de castigo no quarto curtindo uma tendinite 😥 . Depois do café da manhã na pousada (ovos mexidos à moda da casa) tentamos sair pra rua, mas como estava chovendo, fomos forçados a esperar pelo menos uns 20 minutos.

Tiramos o dia para conhecer “La Citadelle de Québec” (Cidadela de Quebec), uma antiga fortaleza construída para proteger a cidade, entre os anos 1820 e 1850. Uma estrutura interessantíssima, em forma de estrela. Ela está ocupada pelo 22º Regimento Real, inclusive mantém, em uma de suas alas, um museu que conta a história militar desse regimento. A Cidadela também funciona como residência do Governador Geral do Canadá, desde 1872.

Foto aérea da Citadelle de Québec (extraída da internet)

Fizemos o tour oficial, com uma guia “quebequense” muito simpática! Demos um giro por todo o forte, vimos o museu, os canhões, curtimos as vistas para o rio São Lourenço, a residência do Governador Geral. Enquanto isto ela nos contava um pouco da história da cidade. Visita obrigatória para todo turista!

Entrada do Forte e vistas de suas muralhas

Saímos de lá já era hora do almoço. Fomos então num restaurante tradicionalíssimo, e o mais famoso da cidade: Aux Anciens Canadiens, na rue Saint-Louis. O menu promocional executivo estava saindo por $19,95 (dólares canadenses, o que dá hoje uns 50 reais), e nos dava direito ao menu completo e uma taça de vinho “maison” (da casa). De entrada pedi um creme de cenoura, que achei igual a todos que já tomei na vida. Claudinho foi mais feliz, pediu um patê de carne bovina que estava muito bom.

De principal, pedimos o prato do dia: vitela com champignons. Nota 6,0 pra resumir. Tempero suave, meio sem gracinha… Acompanhava um purê e uma salada agridoce, acho que era de repolho.

Em relação à sobremesa, gostei muito!! Era uma “tarte aux pomme”, ou torta de maçã, mas o diferencial era a cobertura: um creme feito com o Maple Syrup, produto queridinho dos canadenses que já falei aqui nos posts anteriores, um xarope extraído da árvore típica do Canadá (o plátano). Estava deliciosa. Claudinho pediu sorvete caseiro de morango.

À tarde, caminhamos outra vez pela graciosa Place Royale, na cidade baixa, e depois de muitas idas e vindas, resolvemos parar para comprar pipoca em uma loja especializada (Mary’s Popcorn), que só vende pipocas e dos mais diversos sabores. Pedimos de “caramel salée” (com caramelo e salgada), a $6,35 (em torno hoje de 16 reais), e era a  “petite”, ou seja, a menorzinha!!! Mas juro que valeu cada centavo!!! Imperdível!!

Dia seguinte deixamos Quebec, mas antes de pegarmos a estrada para Montreal, demos uma pequena esticada (7km além do centro da cidade de Quebec) para conhecermos a “Chute Montmorency“, uma imensa e encantadora cachoeira, com um volume impressionante de água. Ela é 30 metros mais alta que a do Niagara!! Tomamos depois um chocolate quente (estava frio e chovendo ainda…) e depois seguimos para Montreal, que será meu próximo post. Até lá!

“Chute Montmorency” –  a 7km de Quebec

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Carnaval gastronômico

Portal de entrada de Pomerode

Portal de entrada de Pomerode

Resolvi aproveitar o carnaval para visitar um irmão que mora em Joinville. A princípio, aproveitaríamos a estada lá para fazermos um pouco de turismo. E assim foi. Estivemos em  Blumenau, Pomerode, São Francisco do Sul e Bombinhas, além da própria Joinville. O que eu não poderia imaginar era que ficaria tão encantada com as delícias de lá. Brinquei carnaval degustando cervejas locais e provando iguarias catarinenses, com sotaque alemão. Mas a marca registrada daquela região, sem dúvida, são as fantásticas linguiças. Há de diversos tipos, espalhadas em todos os supermercados, hortifrutis e até em pequenas vendas, nas ruas de Pomerode, que comercializam produtos artesanais, diretamente do produtor.

Tenda de linguiças e outros produtos artesanais em Pomerode.

Tenda de linguiças e outros produtos artesanais em Pomerode.

Há as do tipo “blumenau”, feitas exclusivamente com carne de porco, defumadas por horas e temperadas normalmente com alho. A marca mais tradicional de Pomerode é a Olho, mas experimentei outras marcas e todas são igualmente deliciosas. Há também as do tipo “mista”, feitas com carnes de porco e boi, também defumadas. Achei-as mais picantes, harmonizam com as cervejas mais encorpadas.

Cerveja tipo Bock, da cervejaria em Pomerode

Cerveja tipo Bock, da cervejaria Schornstein em Pomerode

 Em falar em cervejas, visitamos a Cervejaria  Schornstein, em Pomerode, onde é produzido também o chopp, que degustamos lá mesmo. Pilsen, Weiss, Bock, Stout, todos deliciosos. E por indicação de meu irmão e cunhada, ambos apreciadores da cerveja local, tomamos a joinvilense OPA (Pilsen, Weizen, Old Ale), também muito boa.

Mas voltando ao que mais interessa, eu não poderia sair de lá sem comer uma comida típica alemã, tendo em vista que Santa Catarina recebeu muitas colônias alemãs a partir do século XIX e é considerado o estado brasileiro “mais alemão” do Brasil, enquanto que Pomerode é a cidade “mais alemã”. E foi em Joinville, no Restaurante, também Pousada Grün Wald, que resolvemos experimentar ao mesmo tempo o tradicional “marreco recheado” e o “eisbein” (joelho de porco, assado ou defumado), ambos pratos típicos alemães. Estavam espetaculares, especialmente o joelho de porco. Bem dourado por fora, bem macio por dentro, como tem que ser. E junto com o marreco (“Ente mit Rotkohl”), foi servido seu acompanhamento mais tradicional, o repolho roxo refogado com maçã, agridoce, muito bom!

Típicos: Marreco Recheado e Joelho de Porco (Eisbein)

Típicos: Marreco Recheado e Joelho de Porco (Eisbein)

No último dia da viagem, no sábado pós-carnaval, fomos presenteados com a melhor “costela” que lembro ter comido na vida. Estava incrivelmente macia, deve ter sido assada por muitas horas. Segundo meu irmão, o Ademir, que comanda a churrasqueira e é o proprietário do “Assados Vila Nova”, abriu um pequeno negócio no bairro de Vila Nova, em Joinville, e fez sucesso rapidamente. Vende costela de boi e de porco (além de outros cortes) apenas nos finais de semana, e se você não fizer reserva com antecedência (47-3433-5043, eles não têm site), corre o risco de ficar sem a costela!

Ademir preparando seus grelhados em Joinville

Ademir preparando seus grelhados em Joinville

Deliciosa costela do Ademir

Deliciosa costela do Ademir

 

Mas meu carnaval não ficou só na base da dieta de engorda!!! Fizemos uma trilha imperdível para quem for por aquelas bandas e curte a natureza. Chama-se “rota das cachoeiras” e fica em Corupá-SC. Uma trilha bem puxada, de 2,9km de subida (3h30m ida e volta), com 14 cachoeiras espalhadas ao longo do caminho. A última, chamada Salto Grande é um espetáculo a parte, com 125m de altura. E haja trilha pra gastar toda caloria adquirida!!

14ª cachoeira da "Rota das Cachoeiras" em Corupá- SC

14ª cachoeira da “Rota das Cachoeiras” em Corupá- SC