Ceviche – Do Pacífico para o mundo

Hoje vou fazer uma confissão: há tempos não faço algo diferente e criativo na cozinha. Algo inadmissível pra mim! Não vou inventar desculpa e dizer que estou sem tempo, afinal, tempo eu nunca tive, rsrs. Digamos que os aumentos abusivos de preços, em tempos de Rio Surreal, interferiu um pouco. Meu marido já se prontificou a “bancar” as despesas, mas eu nunca gostei muito de depender da ajuda de alguém, talvez um pouco de orgulho meio feminista, um pouco de minha criação mesmo, não sei… Outro fator preponderante, foi que decidi desde o dia 21 de janeiro último começar uma dieta. Eu estava precisando emagrecer. Mesmo. Eu sempre tive um peso relativamente estável, entre os 58 e 62kg. Quando vim morar no Rio cheguei a descer ainda mais, até os 55kg. Em janeiro deste ano eu estava com mais de 67kg. Este aumento progressivo começou desde que resolvi cursar gastronomia e cozinhar para marido e amigos com mais frequência em casa. E junto com isso sabe como é… convites para degustação de vinhos, de cervejas, curso na ABS, amigo chef de cozinha (né Dudu??!!!!) e o pior de tudo: viagens gastronômicas (como Portugal e Douro ano passado e Florianópolis em janeiro deste ano). Aí não tem cristã que não engorde!!!! Mas já emagreci alguma coisa, afinal estou correndo três vezes por semana… O pior é que já estou com a próxima viagem batendo na porta. Dia 23 de abril, São Jorge, estou zarpando para a Europa outra vez e muitos quilos serão readquiridos, para minha felicidade e para meu desespero ao mesmo tempo!!! Ó dúvida cruel!!! Viver e ser mais, digamos, “fofinha” ou deixar de viver e ser “sarada”??!!!

Livro "Ceviche - Do Pacífico para o Mundo"

Livro “Ceviche – Do Pacífico para o Mundo”

Apesar da profunda crise de identidade que vivo hoje, mês passado resolvi sair do marasmo na cozinha e preparei um “ceviche”, baseada na receita do livro “Ceviche – Do Pacífico para o Mundo”, de Dagoberto Torres e Patrícia Moll, Editora Senac. Livro que recebi de presente de meu marido, haja vista termos ficado fãs desse típico prato peruano quando tivemos em Lima em 2004. Incrível e inesquecível o ceviche que comemos lá, num restaurante que não dávamos nada por ele. Em falar nisso, tem um restaurante peruano em minha rua que vou de vez em quando e gosto muito: Lima – Restobar. Os drinques com pisco (aguardente de uva feita no Peru e no Chile) são divinos! Em tempo, no livro o autor afirma que apesar do Peru ser considerado o pai do ceviche, este prato é consumido em toda a Costa Pacífica da América Latina e aparece na cozinha tradicional do México ao Chile. Sua origem é incerta.

Enfim, vou transcrever do livro a receita do ceviche mais clássico, porque fiz, deu certo e vale a pena. Simples de preparar, ótimo para climas quentes, porque é um prato servido frio.

Clássico Peruano

Ingredientes:

Milho cozido – 1 espiga de milho, 1/2 litro de água, 1 pitada de sal

Batata-doce cozida – 1 batata-doce, 1/2 litro de água, 1 pitada de sal

Ceviche – 280g de peixe branco (usei robalo), 1 colher café de sal, 1/4 pimenta dedo-de-moça cortada em rodelas finas, 2 pedras de gelo, 1/3 de xícara de chá de suco de limão, 1/4 de cebola roxa cortada em plumas (tiras finas), 6 folhas de coentro picadas.

Modo de preparo:

Milho cozido: Corte a espiga de milho em rodelas e cozinhe-as em água com uma pitada de sal por cerca de 20 min. Tire-as do fogo, escorra e reserve.

Batata-doce cozida: Descasque a batata-doce e corte-a em bastões. Coloque-os em uma panela com água fria e com uma pitada de sal. Leve ao fogo e, quando a água começar a fever, deixe cozinhar por mais 10 min. Tire do fogo, escorra e reserve.

Ceviche: Corte o peixe em cubos de aproximadamente 2 cm e coloque-os em uma tigela grande. Adicione o sal e a pimenta dedo-de-moça e misture bem. Depois junte o gelo e o suco de limão para começar o processo de cocção. Acrescente a cebola e o coentro e mexa continuamente por 4 min. Prove e adicione um pouco de água, se necessário, para equilibrar a acidez. Por último, acerte o sal. Sirva com os bastões de batata-doce e as rodelas de milho.

Obs: Quando preparei a receita, não usei o milho ou a batata-doce cozida, substituí por chips de batata-doce, que fiz no forno e ficou muito bom. Basta fatiar a batata muito finamente e assar em forno médio até dourar. E quanto ao ceviche, é preciso que ele fique na geladeira “apurando”, por pelo menos uma hora, pra tomar gosto. Fica muito melhor!!!

Ceviche Clássico Peruano

Ceviche Clássico Peruano

Em breve, aguardem novidades da Alemanha (regiões do Reno, Mosel e Floresta Negra), França (Alsácia) e Suíça, onde passaremos 1 mês inteiro descobrindo o que estes países têm de melhor pra oferecer à mesa!!!

 

 

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