Ho Chi Minh (Vietnã) – Parte 1

Prédio da prefeitura de Ho Chi Minh

Prédio da prefeitura de Ho Chi Minh

A Cidade de Ho Chi Minh chamava-se Saigon anteriormente e é a maior do Vietnã, com mais de 7 milhões de habitantes, segundo a wikipedia. Foi a capital da Indochina Francesa, depois do Vietnã do Sul, e abrigou as tropas americanas durante a Guerra do Vietnã. Com a tomada de Saigon pelas forças comunistas do Vietnã do Norte, em 1975, ela recebeu o nome de Ho Chi Minh em homenagem ao líder comunista norte-vietnamita.

Estátua do líder comunista norte-vietnamita Ho Chi Minh

Estátua do líder comunista norte-vietnamita Ho Chi Minh, em frente à prefeitura da cidade

Fiquei impactadíssima com esta cidade. Não por sua arquitetura, seus templos, sua comida ou sua cultura, mas por suas loucas ruas completamente tomadas por milhares e milhares de motocicletas. É de cair o queixo. Você fica tão impressionado, que é capaz de passar um bom tempo só observando um cruzamento entre duas avenidas quaisquer. Eu mesma fiz isto, kkk. E são tantas motos, mas tantas motos, que você jura que elas vão bater umas nas outras… mas pasme! Não vimos uma batidinha sequer.

Trânsito infernal nas ruas de Ho Chi Minh

Trânsito de motos é infernal nas ruas de Ho Chi Minh

À parte isto, ela tem lá seus encantos. A gastronomia se destaca, por exemplo. Não diria que Ho Chi Minh é bonita, nem imperdível. Não aconselharia alguém ir lá a não ser que aprecie história, culturas exóticas e boa gastronomia. Passei duas noites e foi mais que suficiente para conhecê-la!! Chegamos pela manhã, depois de um voo em avião com hélice (afff!!!). Tomamos um táxi no aeroporto e fomos direto para o hotel Tan Hoang Long, muito bem localizado no coração da cidade. Recomendo o hotel, que possuía também quarto e café da manhã bem razoáveis.

Saímos caminhando aleatoriamente pela famosa avenida “Dong Khoi”, antiga “Catinat”, procurando um lugar pra comer. Simpatizei na hora com o Khanhcasa Tea House, um “vietnamese fusion cuisine”.

Restaurante Khanhcasa na antiga rua Catrina

Restaurante Khanhcasa na antiga rua Catinat

Escolhi um prato típico, com carne fatiada, noodles (macarrão de arroz), lemongrass (capim-limão), cebola, ervas frescas, folhas e amendoim torrado. Um molho doce-apimentado vem à parte (fish sauce). O prato vem todo arrumadinho, daí vc mistura tudo e coloca o molho por cima, fica maravilhoso. Pena que a cerveja Saigon estava quente… :(. Meu marido ou minha irmã (não lembro agora) comeu noodles fritos com lulas e camarões, muito bom.

Pratos aprovadíssimos por nós no Khanhcasa

Pratos aprovadíssimos por nós no Khanhcasa

No final não resisti e pedi uma sobremesa bem diferente para os padrões brasileiros: um iogurte de lichia. Achei delicioso. O tempo estava quente e foi refrescante! O da minha irmã foi um sorvete de jabuticaba com pimenta preta proveniente da Ilha de Phu Quoc no Vietnã! Exótico, não?!

Sobremesas exóticas do Restaurante Khanhcasa

Sobremesas exóticas do Restaurante Khanhcasa

Seguimos pela Catinat rumo ao centro, passamos pelo prédio do Teatro Municipal, antiga Ópera de Saigon, um belo exemplar da arquitetura colonial francesa, de 1897. Me chamou a atenção também o prédio dos Correios, projetado por Alexandre Gustave Eiffel, o mesmo da Torre em Paris. Bonito por fora e por dentro. Já a “Notre Dame”, que fica em frente aos Correios, não tem nada de especial (também! depois de vermos tantos templos incríveis na Tailândia e no Camboja, aí tava difícil… ).Uma noiva posava para fotos ao lado da igreja…

Em sentido horário: o Ópera, a Notre Dame, o prédio dos Correios e uma noiva vietnamita

Andamos então até o “Pagode do Imperador de Jade“, de 1909. Templo taoísta (o Taoísmo é uma tradição filosófica e religiosa da China), foi construído em estilo cantonês. Ficamos meio “chocados” pois nada tinha a ver com os templos que havíamos visto até então. Era claustrofóbico, esquisito, suuuuper exótico… muitas oferendas de comidas, frutas, incensos e até bebidas. Os deuses chineses que me perdoem mas bonito o tal do pagode não era…

Templo do Imperador de Jade, em Ho Chi Minh

Pagode do Imperador de Jade, em Ho Chi Minh

Cansamos dessas coisas exóticas e pegamos um taxi (cuidado!! este aqui nos enganou!!) e fomos até o Rex, famoso hotel 5 estrelas, super luxuoso, construído em 1927, na época da dominação francesa. Seu “rooftop bar” atrai dezenas de turistas todos os dias. Uma delícia tomar uma cerveja (caríssima, claro) do alto de seu terraço, e ficar observando o movimento “lá embaixo”. Melhor ainda se for no cair da tarde. Depois, você pode descer até a esplanada, que vai da prefeitura até a beira do rio Dong Nai, para curtir um pouco as fontes de “águas coloridas”.

Rex Hotel, a vista lá de cima e as fontes coloridas

Rex Hotel, a vista lá de cima e as fontes coloridas

Próximo post tem mercado de Ho Chi Minh, mais templos e um restaurante maravilhoso! Acompanhe aqui.

E se você gostou do Vietnã, certamente ficará encantado com o Camboja Parte 1 e Camboja parte 2 aqui no blog! E quem não viu ainda, tem muita coisa sobre a Tailândia: Bangkok – Parte 1, Ayutthaya, Chiang Mai – Parte 1, Chiang Mai – Parte 2, Railay Beach, Phi Phi Islands – Parte 1, Phi Phi Islands – Parte 2 e Phuket!

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11 pensamentos sobre “Ho Chi Minh (Vietnã) – Parte 1

  1. Tive a graça de fazer alguns desses roteiros, de fato incrível essas procissões de motos.
    Rica a cultura, gastronomia, amei tudo. Foi maravilhoso recordar no post, afinal recordar é viver….
    Revivi.

  2. Uaaaau, Lú,

    Essa confusão de motos me deixaria encantado por horas, mas aquele iogurte de lichia huuum… certamente roubaria meu coração 😉

    Bjão

  3. Pingback: Ho Chi Minh (Vietnã) – Parte 2 | Na mesa com Lu Hazin

  4. Incrível mesmo! Que loucura de motos! As fontes, as comidas e a noiva, que linda! Esse pagode parece bem insalubre, né?
    Tudo parece bem diferente! Bem legal vê com os teus olhos, acabas passando algo bem emocionante! Adorei!

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