Arquivo de Tag | The Shack

Chiang Mai – Tailândia (Parte 2)

Fazendo o meu roteiro antes de viajar, eu já havia lido sobre os maus tratos por que passam os elefantes na Tailândia, pois são muito explorados turisticamente. Nós vimos inclusive diversos elefantes levando turistas para passear em suas costas. A questão é que ninguém se pergunta o quanto aquele animal imenso e selvagem teve que sofrer para ser domesticado e ensinado a comportar-se e deixar que turistas subam em suas costas, que aliás não foram feitas para carregar a quantidade de peso que carregam todos os dias, o dia inteeeeeeeeeeeiro. Depois são acorrentados durante a noite para recomeçar o trabalho escravo no dia seguinte 😥

Chiang Mai

Como adoro animais e abomino a exploração animal (lá ou aqui no Brasil), eu já havia decidido que não iria ver elefantes nem tigres na Tailândia. Mas faltando 1 semana pra viajar, descobri que existia o Elephant Nature Park, um projeto maravilhoso de resgate de elefantes que são feridos ou abandonados por estes exploradores. São em sua maioria fêmeas, já idosas e sempre com alguma sequela. Fiquei feliz com a possibilidade de poder contribuir com o projeto e decidimos gastar o segundo dia em Chiang Mai com os elefantes. Busquei todas as informações necessárias no guia da Tailândia que eu havia comprado (da National Geographic) e entrei em contato por email para reservar 3 vagas. Foi bem tranquilo, eles foram nos buscar no hotel (nós e muitos outros turistas) e depois nos levaram de volta no final do dia.

Ao chegarmos lá na propriedade (são vários grupos, em diversas vans que chegam simultaneamente), somos encaminhados ao prédio principal, todo em madeira, bem rústico, onde ficam o restaurante, cozinha, loja e banheiros. Neste momento já tivemos os primeiros contatos com eles, que chegam de mansinho, pedindo pedaços de melancia. A partir daí já me apaixonei rsrsrs.

Chiang Mai

Aos poucos vamos nos ambientando com aqueles animais enormes, e eles conosco. Depois do lanche, descemos até eles para nos aproximarmos um pouco mais, tocá-los e conhecermos alguns mais “intimamente”, como por exemplo seus nomes, idades, poder tirar fotos com eles, na verdade elas, hehe.

elephant nature park

Dá muita pena ver as marcas decorrentes dos maus tratos que sofreram ao longo de suas vidas, como orelhas rasgadas, pernas quebradas, colunas tornas, unhas perdidas… mas ao mesmo tempo dá  um alívio ver que estão agora num paraíso, num espaço imenso, com veterinários, cuidadores, pessoas preocupadas com o bem estar deles.

A parte mais legal é a hora do banho. Eles nos levam até a beira do rio que passa por dentro da propriedade e trazem os elefantes. Todos que quiserem pegam seus baldinhos e começam o trabalho de jogar água para remover a areia e a lama grudadas neles. Mas assim que terminam o banho, correm para onde já sabem que tem areia e se sujam outra vez, hahaha. O guia nos explicou que a areia faz as vezes de “protetor solar”. Faz sentido 😀

Hora do banho!!

Hora do banho!!

Na hora do almoço, é servido um grande buffet vegetariano, onde as pessoas se servem à vontade. Tem bebida e até sobremesa, tudo muito simples. Comi legumes, arroz, spring rolls e diversas outras coisas que nem sei o que eram hehehe. Não deixe depois de dar um pulo na lojinha, tem muitas camisetas legais e outras lembranças.

De volta ao nosso hotel, tomamos um banho, demos uma rápida descansada e lá fomos nós pra rua outra vez. Estávamos com uma fome de elefante!!! Saímos caminhando aleatoriamente e encontramos um restaurante birmanês (que exótico, não?!!), o que nos aguçou a curiosidade. Chamava-se “The Swan” (“O Cisne”). Fica quase em frente ao Phae Gate, um dos antigos portões da muralha da cidade, ponto turístico famoso.

Pedi o “Amare dar hin”, uma carne ao molho curry apimentadíssimo com alho, tomate, gengibre e cominho. Achei delicioso. Todos os pratos, sobretudo os apimentados, são acompanhados de arroz jasmim cozido no vapor (sem sal, sem tempero), para compensar o molho picante. Na verdade, pra possibilitar que você consiga comer, kkkk. Meu marido pediu o “Moo oop”, porco ao curry com tofu, gengibre, cebola e alho. E minha irmã preferiu “Gaiko”, frango com gengibre, alho, chilies (pimentas), capim limão e cominho. Pedimos uma única sobremesa, uma espécie de caldo quente de leite de coco com fatias de banana. Delicioso! Tomei mojito e cerveja pra acompanhar. Nossa conta deu incríveis $27 que foram divididos por 3, ou seja $9 por cabeça.

Restaurante Birmanês em Chiang Mai, simples, bom e barato!

Restaurante Birmanês em Chiang Mai, simples, bom e barato!

Nossa noite não acabou aqui… Eu nem podia imaginar, que depois de um dia desse, depois de uma refeição dessa, eu ainda teria uma massagem tailandesa nos pés!!!! Foi demais… Não há turista que resista…

Meus dias em Chiang Mai (confira post do primeiro dia) acabaram aqui, mas fiquei com gostinho de quero mais. Seguimos no dia seguinte para Railay Beach!

E meus relatos sobre Bangkok e Ayutthaya?!! Acesse Bangkok – Parte 1 e Ayutthaya

Viagem ao Reino Unido e Irlanda parte 4

Do lado de fora do Reino Unido, na República da Irlanda, ou simplesmente Irlanda, tudo me pareceu mais ou menos no mesmo nível (do Reino Unido) em termos de qualidade de vida, de educação, de transporte, de economia, de organização. Tudo funciona. Os preços são mais ou menos os mesmos, nos hotéis, restaurantes e transportes públicos. A diferença, é que aqui a moeda é o Euro, enquanto que no Reino Unido é a Libra Esterlina (Pound).

Newgrange

Newgrange

Nossa primeira parada na Irlanda foi num monumento pré-histórico muito famoso (embora, antes de viajar pra Irlanda eu nunca tenha ouvido falar dele…), construído antes mesmo das pirâmides do Egito, entre 3.300 e 2.900 A.C. Trata-se de uma tumba, que tem sua câmara central iluminada por um raio de sol, ao amanhecer, apenas no dia do solstício de inverno… é realmente surpreendente, como algo tão antigo já tem tanta sofisticação matemática. Estava muito frio nesse dia. De lá partimos para Dublin, cidade que me conquistou de primeira, e que eu poderia voltar muitas outras vezes. Ficamos apenas duas noites…

Temple Bar

Temple Bar

Visita obrigatória em Dublin: Temple Bar. São duas coisas na verdade. A primeira, trata-se de uma região de bares e restaurantes, muito simpática e animada. E a outra, é o The Temple Bar, um pub antigo (1840) e tradicionalíssimo, que se destaca na região de mesmo nome. Tem uma fachada vermelha, fica de esquina, e está sempre lotado. Entramos para tomar uma Guiness com ostras (tradição local) e olharmos o movimento, pois estava rolando uma música bem irlandesa, ao vivo. Imperdível pra quem visita Dublin. A combinação de Guiness com as ostras frescas é sensacional!!

Ostras frescas com Guiness, genial

Ostras frescas com Guiness, genial

Após os aperitivos, almoçamos num restaurante situado perto do pub, o “The Shack” , onde comemos um patê de fígado de galinha de entrada e depois um contra-filé muito saboroso, embora não chegue aos pés dos argentinos…

Contra-filé do The Shack

Contra-filé do The Shack

No dia seguinte, caminhamos ao longo da famosa “Grafton Street”, a mais popular avenida de compras, passamos pelo Trinity College, cuja biblioteca é indiscutivelmente a mais impressionante que já vi, e por fim, após tirarmos fotos com a Molly Malone, almoçamos num pequeno bistrô francês, o “The Green Hen“, onde comi um “ombro” de carneiro com purê de batatas. Estava delicioso sim!

Ombro de cordeiro com purê de batatas

Ombro de cordeiro com purê de batatas

Da Irlanda, ainda conhecemos a pitoresca Kilkenny, com um lindo castelo e ruas que guardam uma atmosfera medieval; Kinsale, à beira mar, cidade de veraneio, de pesca, de bons restaurantes de frutos do mar; e Waterford, que possui uma famosa e fantástica fábrica de cristais, onde vimos verdadeiras obras de arte em cristal (nem queiram imaginar o preço!!!).  Lá, depois de muito rodar debaixo de chuva (era tarde, muitos restaurantes estavam fechados!) almoçamos num restaurante italiano, o “Emiliano’s”, com staff muito simpático, onde meu marido teve a feliz idéia de pedir vieiras, com molho rosé, ao champagne, que estava muito bom.

 

Vieiras ao molho de champagne

Vieiras ao molho de champagne

 

No próximo Post, País de Gales e Londres.

O País de Gales possui mais castelos por metro quadrado do mundo! Faz parte do Reino Unido, embora tenha um parlamento autônomo em relação à Coroa Britânica.