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Aula de culinária vietnamita em Hoi An

Plantação de cebolinho em Hoi An

Plantação de cebolinha (em flor) em Hoi An

Não poderia nunca deixar de contar essa aula aqui!! Foi uma das experiências gastronômicas mais legais que já tive e certamente a mais inesquecível. Até porque éramos apenas 3 alunos, o que me permitiu um ótimo aproveitamento, e estávamos, nada mais nada menos, que em Hoi An, no Vietnã, uma cidade pra lá de encantadora.

Ao chegarmos no hotel Essence Hotel & Spa (excelente por sinal), observei numa plaquinha na entrada que eles ofereciam aula de culinária (cooking class) com a Chef do restaurante do hotel. Achei que não poderia perder essa oportunidade já que eu teria duas noites em Hoi An. Fiz reserva para o dia seguinte. E não me arrependi de jeito nenhum, muito pelo contrário, recomendo demais para quem curte!!

Acordei cedo, tomei um maravilhoso e reforçado café da manhã no hotel e às 8:55h eu estava a postos na recepção. Duas moças simpáticas vieram falar comigo, justamente a Chef e sua Souschef (assistente do Chef). Um casal de suíços havia se matriculado também. A propósito, a aula é dada em inglês, obviamente, mas como não sou muito fluente, entendi mais do que falei. Uma pena, pois eu gostaria de ter trocado muitas ideias…

Café da manhã do Essence Hotel $ Spa em Hoi An

Café da manhã do Essence Hotel & Spa em Hoi An

E então nossa aula começou… adivinhem como!!!! Numa bike, rsrsrs. Tínhamos primeiro que conhecer de onde vinham os produtos que abasteciam a cidade. Pegamos a bicicleta e lá fomos nós… A Chef não nos acompanhou porque estava grávida, fomos com a nossa Souschef. Em 20 minutos estávamos em meio aos arrozais, lindooos!!

Arrozais em Hoi An

Arrozais em Hoi An

Depois chegamos numa pequena vila abastecedora da cidade, onde pudemos ver de perto as plantações de verduras e ervas aromáticas. E o mais engraçado de tudo, foi que por coincidência estava acontecendo um festival gastronômico internacional na cidade e, por conta disso, diversos Chefs de vários lugares do mundo, estavam lá passeando com suas bicicletas, conhecendo de perto os produtores locais. Fiquei fascinada! Queria ter parado um deles pra bater papo, mas não rolou, hehe…

Plantações de verduras/legumes que abastecem Hoi An

Produtores locais de verduras e acima (à dir.), Chefs do mundo…

Seguimos então para o Central Market, onde chegam os produtos vindos direto do campo. São muitas frutas, legumes e verduras, carnes , peixes, frutos do mar, temperos, especiarias, etc. Um mundo incrível… A Souschef nos mostrou muitos produtos desconhecidos no resto do mundo e saiu comprando alguns ingredientes que utilizaríamos em nossa aula. Fiquei ainda mais fascinada. Saí fotografando tudo. Aproveitei e comprei alguns temperinhos pra trazer pro Brasil, rsrsrs.

Central Market de Hoi An

Central Market de Hoi An

De volta ao hotel, deram-nos uma pausa para um banho e descanso e nos avisaram para comparecer ao restaurante uma hora depois. Tomei uma cerveja com castanhas, me organizei e corri pra lá. Estava curiosíssima. A “sala de aula” foi montada na área externa do restaurante. A “mise en place” já estava toda feita. “Mise en place” é uma expressão francesa, que ao pé da letra seria “posta no lugar”, mas que significa já deixar todos os ingredientes separados, pesados, cortados e prontos para que você execute a sua receita de forma mais fácil e eficiente. Aliás, a técnica da mise en place é fundamental para uma receita dar certo!

"Mis en place" perfeita!

“Mis en place” perfeita!

Mas voltando ao que interessa… Fizemos juntamente com a Chef 5 pratos diferentes. O primeiro deles foi um rolinho, feito com “papel” de arroz preparado no vapor (preparamos um a um, uma delicadeza só). Recheado com tirinhas de porco fritas, alho, cebola, pimenta dedo-de-moça, cogumelos e temperos. Servido com um molhinho preparado com limão, águar, açúcar, caldo de peixe (este “fish sauce” dá pra comprar aqui em lojas de produtos asiáticos), alho e pimenta bem picadinhos. Ah! E cebola frita pra incrementar.

A Chef e a Souschef nos ensinam a fazer os spring rolls

A Chef e a Souschef nos ensinam a fazer os rolinhos de folha de arroz

O segundo, também eram rolinhos, mas dessa vez o papel de arroz (que foi comprado no mercado, na forma seca) era apenas hidratado na hora e depois recheado. Usamos camarões pré cozidos, porco pré cozido, folhas frescas (rúcula, agrião, alface), amendoim, cenoura em tirinhas. Bem leve, uma delícia. Depois preparei no Brasil, num jantar tailandês na casa de minha irmã em Brasília, e foi aprovadíssimo. Nos cardápios de lá são chamados “spring rolls” (clique no link para ver a receita).

Spring-rolls: o papel de arroz é hidratado e depois recheado

Spring-rolls: o papel de arroz é hidratado e depois recheado

A terceira preparação foi uma sopa, muuuito interessante e saborosa, à base de caldo de galinha (preparado anteriormente e cozido por 2 horas). Depois o caldo é enriquecido com pedaços de carne, noodles (macarrão de arroz), “lemon grass” (capim-limão), chili (pimenta), alho, cebola. Uma delícia.

Sopa de carne à base de caldo de galinha

Sopa de carne à base de caldo de galinha

O quarto prato era um peixe assado em folha de bananeira, com uma marinada que preparamos na hora, com alho, cebola, capim limão, “five spices” (5 diferentes tipos de especiarias), “fresh tumeric” (espécie de gengibre bem amarelo), “hoisin sauce” (molho típico chinês), molho de ostra, açúcar, “fish sauce” (molho de peixe) e pimenta do reino. Ufa!! rsrs. O filé é envolto nesta marinada por uns 30 minutos e depois é embrulhado na folha de bananeira. Vai ao forno por mais 30 min. Servido com arroz branco. Sabor super exótico, adorei.

Peixe em folha de bananeira

Peixe em folha de bananeira

Por último, nosso quinto prato e eu já com pena que estava acabando, foi uma “crispy pancake”. Primeiramente, fritamos alho, camarão e porco (em pequenas tiras), temperados com sal e pimenta do reino. Depois fizemos uma panqueca (massa de farinha de arroz, água, ovo e açafrão) na frigideira, com óleo, de forma que ficasse “crispy”. Então a recheamos com o camarão e o porco fritos e acrescentamos brotos de feijão. Por fim, esta panqueca era enrolada em folha (papel) de arroz hidratada, formando um rolinho (mais uma vez! rsrs). Este rolinho era servido quente, enquanto os outros eram frios. Além disso era crocante. Achei muuuito bom!

Crispy pancake no papel de arroz

Crispy pancake no papel de arroz

Ao final da aula, ganhamos certificados assinados pela Chef. Guardo com muito carinho.

Meu certificado de conclusão do curso emitido pelo Essence Hotel

Meu certificado de conclusão do curso emitido pelo Essence Hotel

Depois disso tudo, encontrei Claudio no quarto do hotel e fomos ao centro da cidade novamente para nos encontrarmos com minha irmã. Havíamos combinado de jantarmos em um dos restaurantes que estavam recebendo Chefs renomados, vindos de outras partes do mundo. Antes de escolhermos um restaurante, fomos assistir ao pôr-do-sol numa varanda de um bar na beira do rio Thu Bon, tomamos um drinque fantástico, chamado “passion in love“, feito com rum, maracujá, melancia e suco de limão. Depois reproduzi este drinque e ficou perfeito!! Vejam no meu jantar tailandês.

"Passion in love" na beira do rio Thu Bon

“Passion in love” na beira do rio Thu Bon

Escolhemos então o restaurante que estava recebendo um Chef do Sri Lanka (o restaurante Morning Glory). O menu degustação era interessante: de entrada uma sopa de batata e alho-poró, depois nos trouxeram um porco ao “black curry”, que só faltou nos matar de tão apimentado!!!! Olha que gosto de pimenta, mas tava tão forte que nem aguentei comer todo… “spicy” além da conta. A sobremesa era uma panqueca de coco com frutas secas, que não nos impressionou. De qualquer forma, o preço foi tão bom ($12,50 por pessoa) que saímos satisfeitos. Além disso, adoramos o ambiente e decoração do lugar.

Menu desgustação do Chef do Sri Lanka no restaurante Morning Glory

Menu desgustação do Chef do Sri Lanka no restaurante Morning Glory

Ao sairmos pra rua, fomos surpreendidos com diversos Chefs apresentando suas performances em fogões improvisados ao longo das ruas, observei alguns, inclusive o nosso, do Sri Lanka, e mais o da Alemanha, Índia, Inglaterra… Aqueles mesmos que estavam nos arrozais pela manhã hahahaha.

Chefs de outras partes do mundo em Hoi An

Chefs de outras partes do mundo em Hoi An

Dia seguinte zarpamos para Hanoi, capital do Vietnã, mas aí já é outra história… Já ouviram falar em Halong Bay?? Pensem num lugar simplesmente impressionante… E o barco em que nos hospedamos, era incrível… e a comida era fantástica… esperem e verão!

Já viram meu post sobre Ho Chi Minh (Saigon)?! Cliquem abaixo:

  1. Ho Chi Minh – Parte 1
  2. Ho Chi Minh – Parte 2
  3. Hoi An

 

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Hoi An (Vietnã)

Hoi An - margem do Rio

Hoi An – margem do Rio Thu Bon

Gente, Hoi An foi uma das cidades mais simpáticas que já conheci em toda a minha vida. A cidade antiga é patrimônio mundial da Unesco desde 1999. Uma cidade super charmosa, litorânea (dizem que tem praias paradisíacas, mas infelizmente não tive tempo de conhecer…), está mais ou menos localizada no meio do país, entre Hanoi e Ho Chi Minh. Possui influências indígenas, asiáticas (japonesas e chinesas principalmente) e europeias (muitos traços da antiga Indochina Francesa). É justamente esta fusão de características que fazem dela uma cidade tão especial… Voltaria lá facilmente!

Hoi An e suas lanternas coloridas

Hoi An e suas lanternas coloridas

O hotel que ficamos era de-li-ci-o-so (Essence Hotels & Spa, $80 casal com café incluído). Quarto super confortável, piscina grande e bonita, localização muito boa (a 10 minutos de caminhada até a cidade antiga) e um excelente restaurante! Recomendo demais. Ótimo custo x benefício. Assim que chegamos, fomos super bem recepcionados com bebidas e aperitivos “frugais”. E observei, escrito numa placa na recepção, que eles ofereciam curso de culinária local, com duração de um dia. Uaaaauuuuu!!!! Era tudo que eu queria!!!! Oportunidade única! Mas essa aula eu vou contar depois, ok?!! :).

Essence Hotel & Spa

Essence Hotel & Spa

Hoi An foi uma importante cidade portuária, lá pelos séculos XVI ao XVIII, pois conectava diversos países asiáticos. Suas ruas são lindas, com casarões amarelos, ruas de paralelepípedos e lanternas coloridas por todo lado. À noite, ela é mágica, romântica e poética, quando se acendem suas lanternas. Há muitos restaurantes bons e milhares de alfaiatarias que fazem roupas sob medida de um dia pro outro. Obviamente que terminei indo até uma delas (a Trung DucYour Style Our Quality, 37 Tran Hung Dao St.), escolhi um modelo de blusa (você pode levar o seu próprio modelo ou escolher um na loja), pedi duas iguais, em seda de cores diferentes, e no dia seguinte estavam prontas, lindas e perfeitas. Recomendo. Até porque a seda é bem barata (há também lindos e baratíssimos cachecóis, calças e gravatas!).

Hoi An e seus casarões e à noite, toda iluminada

Hoi An e seus casarões e à noite, toda iluminada

Neste primeiro dia, almoçamos no próprio hotel devido ao horário avançado. E não nos arrependemos. De entrada pedimos uns camarões empanados em massa folhada, super crocante. O meu prato estava excelente, uma chapa de frutos do mar e acompanhamentos diversos. Claudio foi de lulas grelhadas com salada de manga (diferente não?!). Minha irmã pediu uma chapa com frango e legumes. Só não lembro exatamente qual era a sobremesa, rsrsrs.

Almoço no Essence Hotel & Spa, delicioso

Almoço no Essence Hotels & Spa, delicioso

Seguimos para a “old town”, passamos pela linda “ponte japonesa”, muito antiga, construída por volta de 1600 por comerciantes japoneses. Tem entalhes em madeira, base de pedra. Um charme. Depois que você passa por ela é que adentra por suas antigas ruelas, cheias de vida, de cores, de cheiros…

Ponte Japonesa, em Hoi An

Ponte Japonesa, em Hoi An

No final do dia, após andarmos todo o centrinho e visitarmos diversas lojas de artesanatos e roupas, escolhemos um restaurante hiper bem localizado, na beira do rio Thu Bon, o SakuraEle tem um primeiro andar, cuja vista é ainda mais privilegiada. Sua cozinha é internacional, mas observei uma ênfase na culinária japonesa. Pedimos de entrada 3 aperitivos diferentes, inclusive rolinhos primavera, todos ótimos; de principal pedi um tempurá de camarão que estava excelente. Cláudio escolheu um porco grelhado com mel e minha irmã um macarrão frito com lulas. Tudo regado a chopp “Tiger”, original de Singapura, mas muito comum na Tailândia, Camboja e Vietnã. Pra finalizar, meu marido resolveu ser criativo e foi de sorvete de chocolate, rsrsrs. Ah! Vi no site do restaurante, que eles também oferecem “cooking class“!!

Restaurante Sakura

Restaurante Sakura

No próximo post, contarei minha maravilhosa cooking class no Essence Hotel, não percam!!