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Bar Urca

Aeroporto Santos Dumont

De bike, no Aeroporto Santos Dumont

O Bar Urca, tão conhecido dos cariocas (principalmente moradores da Zona Sul), está sempre nos meus roteiros de passeios de bicicleta dia de domingo. Antigamente eu costumava fazer mais essas excursões de bike, mas ultimamente, tenho negligenciado, rsrsrs. Aproveitando a visita de um irmão e cunhada que moram em Bombinhas – SC, resolvi levá-los para o meu tour mais tradicional: sair de minha casa em Botafogo, seguir até o Aeroporto Santos Dumont, para contemplar as chegadas e partidas dos aviões, e depois voltar pela Marina da Glória (que por sinal está às moscas, apesar das Olimpíadas…) e depois pelo Aterro do Flamengo, até a Urca, com destino certo: o Bar Urca, cuja mureta em frente, fica lotada nos finais de semana.

Mureta do Bar Urca

Mureta do Bar Urca

A garantia do sucesso fica por conta da vista da mureta, dos quitutes ótimos e da cerveja estupidamente gelada. Não tem como não dar certo. Eles também funcionam como restaurante, num salão em cima do bar, que fica numa esquina, aliás, sempre cheia de gente se apinhando pra comprar um tira-gosto ou uma cerveja. Sim, não há garçom no bar. Você tem que tentar ser ouvido por algum dos atendentes do bar, que vai entregar o seu pedido e você tem que pagar na hora. Depois você mesmo leva tudo para a mureta, se é que há algum espacinho sobrando, e depois joga no lixo os pratos descartáveis e leva de volta ao balcão, garrafa vazia e os copos… Simples assim, hahaha.

Bar Urca

Neste dia, o primeiro tira-gosto que pedimos foi um pastel de siri. Estava ótimo. E a cerveja, como sempre, perfeita.

Pastel de siri do Bar Urca

Pastel de siri do Bar Urca

Depois pedimos um petisco que concorria ao prêmio “Comida de Buteco”, concurso realizado todos os anos em várias cidades do Brasil (saiba mais aqui). Neste ano de 2015, o Bar Urca concorreu com o bolinho de camarão acompanhado de uma espécie de “mel” de jabuticaba. Delicioso! Não sei dizer se eles mantiveram este petisco no cardápio…

Bolinho de camarão

Bolinho de camarão

E para fechar com chave de ouro, pedimos o tradicional bolinho de bacalhau, que sempre foi o número um da mureta.

Bolinho de bacalhau

Bolinho de bacalhau

Imaginem o que foi pedalar de volta pra casa depois de toda essa cerveja… Ainda bem que deu tudo certo e chegamos sãos e salvos!

O Bar Urca é um dos meus programas favoritos no Rio porque eu consigo reunir duas coisas que adoro: atividade física ao ar livre e petiscos com cerveja, hahaha. Mais que recomendo.

E se você curte botecos e comidinhas, seguem mais algumas dicas cariocas que já publiquei aqui no blog: Praia do Leme, e Adega Pérola em Copacabana.

Ah, um aviso importante! Nos próximos posts acompanhem meus relatos de viagem que fiz à Califórnia no mês passado. Serão muitas dicas e fotos fantásticas.

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Gastronomia da serra fluminense

Matei saudade de comer cabrito!

Tinha um restaurante em Olinda/PE no qual eu costumava comer há muitos anos atrás, que servia um pernil de cabrito inteiro, com fava, arroz, farofa e molho vinagrete. Dessas coisas que a gente não esquece nunca. Daí que no final de semana passado,  eu e meu marido estivemos em Araras, região serrana do Rio de Janeiro, e escolhemos um restaurante português (Oliveiras da Serra) para almoçarmos. Não, não comi bacalhau (eram pelo menos 15 opções). Comi, sim, de entrada uns ótimos bolinhos de bacalhau, bem crocantes e sequinhos. E depois, o danado do cabrito!!

Bolinho de bacalhau

Bolinho de bacalhau

Nosso pernil de cabrito foi servido assado com batatas de forno e arroz de brócolis. Estava muito saboroso (certamente foi bem marinado antes), mas a carne não estava tão suculenta quanto eu gostaria. Para dar um “plus”, havia um ótimo molho de hortelã para temperar o cabrito. O vinho que pedi para acompanhar combinou perfeitamente e até me surpreendeu em termos de qualidade. Era um português Monsaraz, alentejano, 2009, meia garrafa.

Pernil de Cabrito do Oliveiras da Serra

Pernil de Cabrito do Oliveiras da Serra

 

Por último, como sempre, meu marido escolheu a sobremesa: pastel de Belém. Estava muito bem feito. Veio quentinho, com canela à parte, para quem gosta. Fechamos com chave de ouro.

Pastel de Belém da D. Vera

Pastel de Belém da D. Vera

Curiosamente, uma das donas do restaurante, D. Vera, já esteve no programa “Mais Você”, preparando uma espécie de pão-de-ló, segundo nos informou a garçonete. Havia um quadro na parede, próximo a nossa mesa, com fotos da D. Vera preparando o doce ao lado de Ana Maria Braga.

Dia seguinte, recuperados da comilança toda, resolvemos encarar algo mais “leve”. Fomos no restaurante do Sítio Solidão (por indicação de um amigo), famoso já por seus ótimos queijos de cabra, ovelha e diversos outros queijos e embutidos (inclusive experimentamos a copa deles, que é defumada, maravilhosa). Daí que quando vi “eisbein” no cardápio, não me controlei: “Joelho-de-porco-defumado-com-salada-de-batata-e-chucrute!!! Eu quero! Ah, e me traga uma cerveja “Antuérpia”, mineira, bem gelada! E de entrada umas linguiças de carneiro fritas!”. Afinal, perdido por um, perdido por mil…

Linguiça de carneiro do Sítio Solidão

Linguiça de carneiro do Sítio Solidão

Estava divino. Nós dois aprovamos totalmente. Tanto as linguiças, que vieram acompanhadas de dois molhos. Um deles era tão bom e original que terminei comprando pra levar pra casa (juntamente com um pacote de linguiças). Era uma mistura de mostarda, mel e raiz forte. Uma coisa!

Desta vez, fizemos questão de não pedir uma sobremesa. Já havia passado demais do limite razoável. Mas qual não foi a minha surpresa quando chegamos no carro?! Meu marido já estava com uma barra de chocolate a postos. Juro que só comi um quadradinho, Deus me perdoe…

Joelho de porco defumado (Eisbein) do Sítio Solidão

Joelho de porco defumado (Eisbein) do Sítio Solidão