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Angkor – Camboja (Parte 1)

Victory Gate - Angkor Thom

Victory Gate – Angkor Thom

O Império Khmer, como falei anteriormente, floresceu entre os séculos IX e XV no coração do Camboja, dominou grande parte do sudeste asiático (onde hoje está a Tailândia, Laos e o sul do Vietnã) e recebeu grande influência da cultura hindu e chinesa (mais tarde serviu ao budismo também). Eles conseguiram construir uma cidade gigantesca para os padrões da época, com 1.000 km², chamada Angkor. A maior do mundo até o século XIX.

Os templos erguidos lá são verdadeiros tesouros da humanidade, a exemplo de Angkor Wat, o templo principal (onde estima-se que viviam em torno de 20.000 pessoas), que é o maior monumento religioso já construído no mundo. Um espanto de tão belo. Desde 1992 foi declarado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Templo de Angkor Wat

Templo de Angkor Wat

Reservamos dois dias inteiros para explorar o complexo de Angkor. É o tempo mínimo se você quiser conhecer os templos mais importantes. Contratamos um guia (chamava-se “Vut”) da angkortourguides.com, com antecedência, por $165 os dois dias, para 3 pessoas ($55 por cabeça). Além disso, para entrar no complexo histórico de Angkor, são mais $40 por pessoa, que dá direito a 3 dias de acesso.

Nossa primeira expedição foi para Angkor Thom, que foi uma cidade fortificada, onde fica o Bayon, um dos templos mais importantes. Uma das entradas da cidade é pela Victory Gate (foto no topo do post). Belíssima por sinal. O Bayon impressiona com suas 54 torres, cada uma delas com 4 rostos esculpidos, imensos, perfazendo um total de 216 enigmáticos semblantes…

Bayon - Templo do século XII

Bayon – Templo do século XII – sua entrada principal (acima) uma de suas torres (à dir.) e relevos

Depois fomos caminhando até o Baphuon, outro belíssimo templo, construído no séc XI. É preciso fôlego para subir suas escadarias até o ponto mais alto, mas vale super a pena!

Baphuon

Baphuon – Templo do século XI

De lá, seguimos para o Phimeanakas, um templo-palácio, do século X, depois ampliado. Foi dedicado ao hinduísmo.

Caminhamos em seguida pela belíssima “Esplanada dos Elefantes“, com esculturas de elefantes entalhadas nas muralhas, praticamente em tamanho natural, muito bonito. E terminamos na “Esplanada do Rei Leproso“, inferior à dos Elefantes.

 

Phimeanakas (acima) e Esplanada dos Elefantes

Phimeanakas (acima) e Esplanada dos Elefantes

Então Vut nos levou até um restaurante típico, dentro mesmo do complexo, onde comi um prato sugerido por ele próprio: uma sopa com pedaços carne de porco e legumes, no leite de coco. Prato de tradição Khmer. Não era um curry, como na Tailândia. O tempero era bem mais “light”. Ainda bem, porque pra continuar andando pelos templos de Angkor depois do almoço, com estômago pesado, seria cruel… Cláudio pediu porco também, mas num preparo totalmente diferente, com um molho agridoce. E ao final, pedimos bananas empanadas (acompanhou um creme tipo “baba de moça).

Comida servida no restaurante dentro do complexo de Angkor

Comida servida no restaurante dentro do complexo de Angkor

Fomos então até o mais aguardado templo de todos, o Angkor Wat. Indescritível a sensação ao nos aproximarmos. Ele impressiona muito por sua arquitetura e porte. Subimos até o topo. É preciso visitá-lo sem pressa, há muitos detalhes, entalhes nas paredes, relevos absurdamente lindos, com figuras de tudo que se possa imaginar. Na parte externa, muitas “apsaras”, as famosas dançarinas com suas danças sensuais. Há lindos baixo-relevos também.

Entrada principal de Angkor Wat, "apsaras" e alto-relevos no interior do templo

Entrada principal de Angkor Wat, “apsaras” e alto-relevos no interior do templo

Por último, subimos até o templo Phnom Bakheng (século IX), situado no alto de uma colina. É preciso fazer uma boa caminhada até lá, de uns 30 minutos, e enfrentar uma fila absurda para entrar. Chegamos cedo (muito antes do por-do-sol) para fugir da multidão, mas depois de curtirmos o visual (dá pra avistar Angkor Wat), achamos que não valeria a pena esperar o sol se pôr (ainda faltava mais de uma hora) devido à neblina, e também porque nada iria se comparar aos que já havíamos assistido na Tailândia (em Railay Beach e Phuket).

Phom Bakheng

Phnom Bakheng – templo construído no século IX

Voltamos ao hotel, relaxamos um pouco na piscina, e à noite, saímos para comer algo. Um pouco cansada de comida “exótica”, terminei por comer uma pizza, num restaurante muito simpático, o Khmer Family. Minha irmã já saudosa da Tailândia pediu um “pad thai” e falou que estava maravilhoso.

Pad Thai no Khmer Family

Pad Thai no Khmer Family

Caminhamos de volta para o hotel e estava simplesmente linda uma das pontes da cidade de Siem Reap toda iluminada! Você já leu meu post sobre Siem Reap?! veja aqui!

Ponte próxima ao Night Market de Siem Reap

Ponte próxima ao Night Market de Siem Reap

Dia seguinte nosso guia iria nos buscar às 5:45h da madruga para assistirmos ao sol nascer em Angkor Wat. Uauuuu!!!!! Que espetáculo!!! Mas vai ficar para a próxima!!

 

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Camboja – Siem Reap

As poucas vezes que ouvi falar no Camboja foram nos filmes sobre a Guerra do Vietnã, ou seja, eu não sabia quase nada sobre esse país. Mas havia lido que ao final da guerra (1975), deu-se início ao chamado Khmer Vermelho, um período de 4 anos em que o país foi governado pelo partido comunista da Kampuchea, tendo o Pol Pot como líder. Este regime promoveu um verdadeiro genocídio, assassinando perto de 2 milhões de cambojanos, nada mais nada menos que 25% da população da época, na maioria pessoas de classe média e com formação escolar. Eu achava o Camboja um país “remoto e inalcançável”, e nem poderia imaginar que seu povo fosse tão pacífico, simples e acolhedor, principalmente tendo sofrido as atrocidades que sofreram.

Detalhe em alto-relevo em Angkor Wat

Detalhe em alto-relevo em Angkor Wat

Mas o começo de minha viagem até lá não foi nada nada tranquilo!!! Se eu soubesse que teria que subir numa aeronave daquelas antiquíssimas (de hélice meu Deus!!) eu não teria ido de jeito nenhum! Mas quando vi já estava na pista para embarcar, meu marido e minha irmã não hesitaram, de forma que fui obrigada a subir naquela geringonça que eu pensei que nem existisse mais. E foi uma das piores experiências no ar que já tive em toda a minha vida. O bicho balançou muuuuuito, porque era pequeno, e as nuvens geravam uma turbulência que se multiplicava por 10 num avião como aquele, parecia que ia cair, fiquei desesperada, pensei nos meus filhos, na minha cachorrinha, ficariam todos órfãos, coitados… mas escapamos com vida e estou aqui pra contar a história  ;).

Avião da Camboja Airways... aff!!!

Avião da Cambodia Angkor Air… aff!!!

Dois Tuk-tuks nos aguardavam no aeroporto de Siem Reap, cidade que vive do turismo devido a proximidade com Angkor, cidade em ruínas que foi sede do Império Khmer (não confundam com o Khmer Vermelho). A nossa recepção no hotel Chronicle Angkor foi incrivelmente atenciosa (nota 9,5 no Booking.com). Um rapaz muito simpático nos explicou tudo sobre o hotel e as atrações da cidade. Serviu-nos salgadinhos e bebidas refrescantes…

Chronicle Angkor Hotel, em Siem Reap

Chronicle Angkor Hotel, em Siem Reap

Depois ele nos levou até nosso quarto para mostrar todos os detalhes, aliás, um quarto simplesmente lindo!! Decoração simples, despojada e de muito bom gosto. Cama deliciosa, banheira, chuveiro ótimo, tudo perfeito. Além disso ficava no térreo, próximo à piscina, que tinha hidromassagem. E o mais legal é que era um hotel pequeno e intimista, nada de grandes espaços. Pensado nos mínimos detalhes.

Nosso quarto no Chronicle Angkor Hotel em Siem Reap

Nosso quarto no Chronicle Angkor Hotel em Siem Reap

Trocamos de roupa e fomos explorar a cidade. Primeiro andamos até o Old Market, um labirinto de boxes onde de tudo se vende. Já fui comprando uns pacotes de pimenta do reino em grãos, pois eu havia lido que eram as melhores do mundo. Ainda tenho em casa no meu moedor e o cheiro que exalam quando moídas comprovam que não há nada igual. As pashminas de seda são baratíssimas e lindas. Compramos diversas…

Olk Market, em Siem Reap

Olk Market, em Siem Reap

E vimos sim, muitos insetos. Fritos, assados, sei lá, pra vender nas ruas, mas não deu pra encarar não… eu não tive coragem, confesso. Tirei fotos e só. Não vi ninguém comendo, hahaha. Mas perguntei em outra ocasião ao nosso guia turístico se eles comem mesmo esses bichos asquerosos, e ele disse que sim, mas que não devíamos comer nas ruas, pois ficam expostos por muito tempo, que não seria seguro e tal. Mas em casa eles costumam comer e se pudéssemos experimentar desses que são feitos em casa, aí sim seria uma boa experiência. A aranha caranguejeira, segundo ele, é uma verdadeira iguaria!

Insetos para turistas, em Siem Reap

Insetos fritos para turistas corajosos, nas ruas de Siem Reap

Rodamos mais um pouco, compramos mais algumas bugigangas. Dava pena ver o desespero nas meninas que faziam de tudo para convencer os turistas a comprarem algo. Muita dó. O povo é pobre de um modo geral. A gente vê pessoas muito simples nas ruas, mas não vê qualquer violência. Muito pelo contrário. Eles são muito humildes e atenciosos. Querem agradar o tempo todo.

Tomamos um tuk-tuk e fomos até o Haven, restaurante que eu havia lido ser muito bom. É um “training restaurant“, uma escola para jovens aprendizes. Fica numa linda casa, com mesas espalhadas pelo jardim (escolhemos uma delas, ao ar livre). A cozinha pode ser visitada, é tudo aberto. A comida é bem típica cambojana, e achamos tudo maravilhoso. Recomendo muitíssimo.

Haven Restaurant, em Siem Reap

Haven Restaurant, em Siem Reap

Eu e minha irmã pedimos um clássico cambojano, o “Khmer Amok“, feito com peixe local (“snakehead”, um tipo de peixe que lembra uma “cobra”), leite de coco,  pimenta (pouca). Delicioso. Claudio preferiu um frango com castanhas de caju, também muito bom.  A sobremesa era bem interessante, uns bolinhos feitos de arroz, cozidos no leite de coco. Quem olha o prato parece uma sopa branca. O sabor me lembrou a tapioca molhada que eu comia na casa de minha mãe quando criança.

Nosso jantar no Haven Restaurant

Nosso jantar no Haven Restaurant

No próximo post, você vai saber mais sobre o incrível Império Khmer. Ele floresceu entre os séculos IX e XV, foi uma das maiores civilizações da Idade Média e sua capital, Angkor, foi a maior do mundo por quase mil anos! Seus templos são magníficos, não percam!!

 

 

 

Phuket – Tailândia

Phuket talvez seja o destino de praia mais famoso e popular da Tailândia, até porque tem aeroporto internacional. Diversos voos europeus vão direto pra lá, nem passam por Bangkok. Trata-se da maior ilha tailandesa, cuja capital é Phuket também.

Patong Beach, em Phuket

Patong Beach, em Phuket

Estávamos há 3 dias em Phi Phi. Tomamos um barco que sai da ilha às 9h da manhã. Às 11:30h estávamos chegando na ilha de Phuket. Do aeroporto, contratamos um taxi que nos levou até o The Charm Resort, em Patong Beach (praia principal e mais badalada de Phuket). Aliás, recomendo! Lindo hotel (bem moderno) lindo quarto (no andar térreo, o quarto tem piscina na varanda!), super confortável, comida maravilhosa e piscina infinita na cobertura, de frente para o mar…

Hotel The Charm Resort em Patong Beach - Phuket

Hotel The Charm Resort em Patong Beach – Phuket

Placas na calçada da avenida beira-mar em Patong Beach

Placas na calçada da avenida beira-mar em Patong Beach

Ao chegarmos no hotel, nos instalamos e saímos para procurar um restaurante nas redondezas. Fomos caminhando pela avenida beira-mar de Patong Beach e simpatizamos com um restaurante indiano, o Tantra. Foi uma experiência maravilhosa, não sei se foi a fome, se foi o ambiente, se foi a simpatia do garçom (indiano com amigos brasileiros no face, kkk), mas meu prato estava ótimo. Pedi um carneiro ensopado e obviamente, muuuuito apimentadoooo!! Arroz basmati para acompanhar. Meu marido encarou um “crab” (carne de caranguej0) ensopado e ultra apimentado também. Minha irmã pediu uma espécie de linguiça de carneiro grelhada, mas não achou tão boa escolha…

Restaurante indiano em Phuket

Restaurante indiano em Phuket

Depois voltamos para o hotel e subimos para sua piscina infinita, na cobertura, onde certamente veríamos mais um belíssimo pôr do sol (veja o pôr do sol mais lindo da Tailândia, em Railay Beach). A água estava deliciosa e aproveitamos para tomar uns drinks, pois no happy hour eles fazem algumas promoções e qualquer drink estava saindo por $ 2,80!

Piscina no alto do hotel em Phuket

Piscina infinita no alto do hotel em Phuket

Phuket

Às 18:30h o sol estava se pondo, lindo, lindo, lindo… tão vermelho…

Por do sol em Phuket

Pôr do sol em Phuket

Pôr do sol em Phuket

À noite ainda tivemos gás para irmos andando até a Hard Rock (coleciono seus ímãs em forma de guitarra, desde a viagem para a Grã Bretanha) e depois até a “Thanon Bangla” uma rua “sui generis”, simplesmente imperdível. Há de tudo um pouco ali. Principalmente sexo, drogas & rock and roll, hahaha. Me diverti bastante (só de olhar!).

Rua "exótica" em Phuket

Thanon Bangla, rua “exótica” em Phuket

Voltamos exaustos para o hotel. Dia seguinte iríamos acordar muito cedo para tomarmos um avião até o Camboja. Mas ainda bem que deu tempo de tomarmos o café da manhã no The Charm Hotel, em Phuket!! Noooooooossaaaa. Gente, muita variedade e tudo maravilhoso. Acho que foi o café mais incrível que tomamos naquela terra!

Café da manhã estupendo no The Charm Hotel em Phuket

Café da manhã estupendo no The Charm Hotel em Phuket

E deixaremos, por ora, a Tailândia para seguirmos nosso roteiro rumo ao Camboja e depois Vietnã.

Mas se eu soubesse o que me aguardava no aeroporto, eu acho que não teria continuado a viagem… conto no próximo capítulo!! Terá muita aventura, um hotel incrível e comidinhas sensacionais! Você vai se encantar com a cultura local.

Quem ainda não viu meus posts anteriores sobre a Tailândia, a hora é agora!!

 

 

 

Phi Phi Islands – Parte 2

Em tempos de Olimpíadas e Paralimpíadas aqui no Rio fica difícil me dedicar ao blog… rsrsrs, mas vamos voltar à Tailândia que estou louca pra terminar e passar para o Camboja e Vietnã, com muitas dicas e experiências gastronômicas maravilhosas. E ainda vou postar mais receitas tailandesas e vietnamitas aqui!!

Nosso segundo dia em Phi Phi (primeiro dia já descrevi em Phi Phi Islands – Parte 1) foi deslumbrante. Felizmente o tempo ajudou e o sol brilhou como nunca. Calor, água azul e cristalina, ilhas paradisíacas, quem não se apaixona?!!

Vicking Cave na ilha Phi Phi Lee

Vicking Cave na ilha Phi Phi Lee

Mas começo meu relato pelo café da manhã, conforme prometido no post anterior. Como ele ia ser entregue no quarto (o hotel não tem restaurante) preparei a mesinha da varanda para desfrutarmos do café olhando aquele visual maravilhoso. Quando a servente chegou com a bandeja e viu a porta da varanda aberta, foi logo mandando fechar, pois certamente teríamos nosso café “roubado” pelos “vizinhos indesejados” que rondam a área à procura de alimentos. Tive que rir, principalmente quando olhei lá pra fora…

Macacos aguardam hóspede dar "mole" para roubarem o café da manhã no hotel de Phi Phi

Macacos aguardam hóspedes darem “mole” para roubarem o café da manhã no hotel de Phi Phi

Nos dirigimos para o porto de Phi Phi às 8h para pegar nosso long tail, conforme havíamos combinado no dia anterior com o barqueiro “En”. Desta vez levamos sanduíches, água, refri e algumas cervejas num isopor (eu não ia cair no mesmo erro cometido em Railay Beach… Alugamos também máscaras e nadadeiras e lá fomos nós à famosa Maya Beach, a “praia de Leonardo di Caprio”, rsrsrs.

Saída de Phi Phi para a Phi Phi Lee, ilha onde está a famosa Maya Beach

Saída de Phi Phi Don para a Phi Phi Lee, ilha onde está a famosa Maya Beach

Fomos cedo e mesmo assim ela já tinha bastante movimento. A questão é que o sol não estava na melhor das posições, pois a praia fica dentro de uma baía fechada por montanhas. As fotos não ficaram perfeitas. Depois pedimos ao barqueiro para nos levar a um local mais isolado, no meio da baía, onde ficamos curtindo um excelente banho de mar.

Maya Beach, na ilha de Phi Phi Lee

Maya Beach, na ilha de Phi Phi Lee

Praia mais charmosa era outra, conhecida de nosso barqueiro, que nos levou até lá. Pequena, tranquila e lindíssima, em outra parte da mesma ilha.

Praia próxima a Maya Beach

Praia próxima a Maya Beach

E pra fechar com chave de ouro ainda na mesma ilha, En nos levou até uma imensa lagoa, também rodeada de montanhas (mas sem praia) com água espetacular. Não fossem os quinhentos mil barcos e turistas, esse local seria incrível. Chamam-na de Phi Leh, ou Phi Lay.

Lagoon Phi Lay, próxima a Maya Beach

Lagoon Phi Lay, próxima a Maya Beach

Na volta para Phi Phi, pedi ao barqueiro que desse uma parada estratégica em Long Beach, praia considerada a mais tranquila da ilha Phi Phi Don, boa para snorkelling. Lá existe o “shark point” (meu marido deu de cara com um galha-preta assim que caiu na água!!!) e arrecifes lotados de peixes. Saberés se aproximam do barco atrás de migalhas de pão. Mergulhamos e nos maravilhamos com cardumes enormes de muitas espécies diferentes. Acho que nunca vimos tantos peixes juntos assim…

Long Beach e seus cardumes de peixes

Long Beach, saberés e cardumes de peixes

Chegamos de volta ao porto de Phi Phi às 14h. Recomendo este passeio, ao custo de $30 por pessoa, passando por praias paradisíacas. Também recomendo mergulho com snorkelling na Long Beach. E não esqueça de levar seu isopor com bebidas e lanches! Sugiro levar um sanduíche extra para o barqueiro também.

Voltamos para o hotel (ou forno crematório, rsrs) e encontramos nosso quarto a 36°…  Não tinha forma de derrubar esta temperatura em pouco tempo. Fugimos para a cidade, demos um rolé e nos encontramos com minha irmã no Le Grand Bleu novamente. Jantar maravilhoso outra vez. Experimentei um peixe grelhado com pesto, Claudio repetiu o pato caramelizado que eu havia comido na noite anterior e minha irmã preferiu um pato ao “green curry”. Tomamos coquetel de frutas no abacaxi e uma margarita! Bom de-mais…

Peixe grelhado do Le Grand Bleu em Phi Phi

Peixe grelhado do Le Grand Bleu em Phi Phi

Dia seguinte teve mais praia, um tour que incluía outras ilhas, com o mesmo barqueiro, com o mesmo isopor, rsrs. Primeira parada foi na Bamboo Island, que para nossa imensa felicidade estava completamente vazia. Não durou muito nossa paz, em 15 minutos diversos outros barcos foram chegando com dezenas de turistas. Mas até lá, aproveitamos muuuuito uma água deliciosa, dessas que você não quer sair nunca mais. Ficamos mais de uma hora nesta ilha. Ela é bem grande, dá até pra dar uma explorada. Percebemos alguns traços de passagem de tsunami ali…

Bamboo Island, excelente para banho

Bamboo Island, excelente para banho

Depois foi a vez da Moskito Island, com praia pequeníssima, sem qualquer infra estrutura, mas ótima para quem gosta de snorkelling. Tirei muitas fotos submarinas legais aqui. Lanchamos no barco e voltamos para a Bamboo Island, só que dessa vez em outra praia, bem menor e mais selvagem. Um casal chegou depois numa lancha imensa, o que nos espantou de lá.

Moskito Island, ótima para snorkelling

Moskito Island, ótima para snorkelling

Neste dia, à noite, repetimos o Anna’s! Delícia o meu “red curry with duck roasted“!!! (veja no link a receita e prepare-o você mesmo!). Foi este prato quem me inspirou quando precisei organizar um jantar tailandês em casa de minha irmã (confira o menu completo). Meu marido pediu o camarão ao molho de tamarindo, prato bastante típico e muito saboroso também. A conta ficou em 1.026 baths, em torno de $ 30,00 para nós três, beeeeem em conta não?!

"Red Curry with duck" e Camarões ao molho de tamarindo do Anna's

“Red Curry with duck” e Camarões ao molho de tamarindo do Anna’s

E nossa viagem não acabou nãããão!!! Continua com o restinho da Tailândia. Próximo post tem Phuket!! Depois Camboja e Vietnã. Aguardem!!

E quem ainda não leu o princípio desta incrível viagem, clique abaixo nos links que desejar (está em ordem cronológica)!!

  1. Bangkok
  2. Ayutthaya
  3. Chiang Mai – parte 1
  4. Chiang Mai – parte 2
  5. Railay Beach
  6. Phi Phi Islands – parte 1

 

 

 

 

 

 

Phi Phi Islands – Parte 1

Eu sonhava há muito tempo em conhecer as Phi Phi Islands, muito por causa das imagens incríveis do filme “A Praia” com o Leonardo de Caprio, cujas águas translúcidas, surreais, de um “azul inexistente”, deixa qualquer um enlouquecido pra querer conhecer.  O lado ruim é que a popularidade do filme terminou gerando uma avalanche de turistas, o que tira uma boa parte da graça. Deixa de ser uma aventura selvagem pra ser um estresse. A praia do filme não fica na ilha principal Phi Phi Don, e sim em Phi Phi Lee, uma ilha menor, uns 20 a 30 min de barco. A praia chama-se Maya Bay, e deixou de ser paradisíaca para ser um atracadouro de não sei quantas lanchas e long tails abarrotados de turistas que ficam disputando um lugar na areia… uma pena… Ela não foi destruída pelo Tsunami de 2004, que devastou Phi Phi Don, mas pela exploração turística pelo jeito não vai demorar muito…

Ilha Phi Phi Don logo após Tsunami 2004

Ilha Phi Phi Don logo após Tsunami em dezembro de 2004

Mas vamos lá… deixa eu contar a tortura que vivemos no princípio dessa travessia, ops, quero dizer a aventura…

A saída de Railay Beach para Phi Phi Don foi um tanto quanto tumultuada… Embarcamos (nós e mais uns 100) a partir da praia, em vários longtails onde as pessoas se distribuíram aleatoriamente, sem qualquer ordem, com malas pesadíssimas, sem ajuda de ninguém, cada um por sim e Deus por todos!

Então eles nos levaram até um barco maior, que já estava nos aguardando à deriva, do qual fomos nos aproximando, de um em um, para podermos embarcar (passar do longtail para o barco), com as malas, com o mar balançando… Mas enfim, apesar da dificuldade, conseguimos. Depois que todos embarcaram, o barco seguiu viagem. O sol estava forte e por um bom tempo, para não enjoarmos do lado de dentro, ficamos ali do lado de fora, levando muito sol na cabeça, até Phi Phi Don, ilha principal, onde ficam os hotéis e o centro da cidade.

Saída de Railay foi "traumática", inclusive nosso embarque tumultuado...

Saída de Railay foi “traumática”, inclusive nosso embarque tumultuado…

Chegamos no porto de Phi Phi às 11:15h da manhã.  Paga-se uma taxa para entrar na ilha, menos de $1 (igual a Noronha, #sqn, rsrsrs). Como sempre, combinamos um “transfer” com o hotel, mesmo sabendo que não haviam carros na ilha. O guia colocou nossas malas em um grande “carro-de-mão” e o seguimos por ruelas labirínticas do centrinho de Phi Phi. Muitas lojas, mercados, restaurantes, bares, pousadas, lanchonetes, casas de massagem, etc.

Na esquerda, nosso barco se aproxima de Phi Phi e à direita, o porto de Phi Phi

À esq., nosso barco se aproxima de Phi Phi e à dir., o porto movimentado da ilha

Levamos uns 15 min até o nosso hotel Papaya Phi Phi Resorts, que para nossa tristeza, tinha uma imensa escadaria, sem elevador, e o sol estava escaldante. Nem sei até hoje porque “Resort” afinal, nem piscina tinha e ficava a léguas e léguas da praia. E o pior de tudo: pegamos um quarto no último nível, porque pedimos um com vista pro mar. A escadaria era ainda mais interminável e como o sol esquentava demais o teto (que parecia de zinco) transformava o quarto numa sauna e não tinha ar condicionado capaz de dar vazão. Não, vocês ainda não entenderam… Pra vocês terem uma noção, minha irmã começou a chamar nosso quarto de “forno crematório”. A única coisa boa disso tudo, para não ser injusta, era a vista. Mas não indico o hotel de forma alguma. Café da manhã servido no quarto, muito fraco. E para ter a vista, é só ir até o mirante da ilha.

As belas vistas de nosso quarto, no último nível do Papaya Phi Phi Resort

As belas vistas de nosso quarto, no Papaya Phi Phi Resort

Saímos desesperados para não sermos cremados e fomos comer. Pegamos uma dica com uma garota que estava na porta de uma agência de mergulhos e fomos ao Anna’s, que segundo ela era o melhor da ilha (tem “certificado de excelência” no TripAdvisor). O dono era um inglês simpático, que nos deu ótimas dicas de Phuket (em breve tem post!!).

Restaurante Anna's em Phi Phi

Restaurante Anna’s em Phi Phi

Pedi um “Green Curry” com “sea food” (lulas e camarões) que estava realmente delicioso. Claudio pediu um porco que foi servido num molho com diversas especiarias, e minha irmã, o tradicional Pad thai (veja aqui), um prato feito com macarrão de arroz (noodles), camarões (ou outra proteína), ovos, e um molho agridoce (leva tamarindo e açúcar na sua composição). Pedi meu velho companheiro “cuba libre” pra matar o calor, pois a cerveja do Anna’s estava estupidamente… quente… 😦

Green curry com "sea food", e porco com especiarias

Green curry com “sea food”, e porco com especiarias do Anna’s

Depois do almoço, caminhamos bastante pela rua principal, que segue próximo à beira mar, até um ponto em que pra continuar você tem que botar os pés na areia. Tiramos algumas fotos ali, na Tonsai Bay, a maré estava baixa, a vista era linda…

 

Phi phi

Tonsai Bay, em Phi Phi Don

Vista da ilha Phi Phi Lee, onde fica "A Praia", a partir da ilha Phi Phi Don

Vista da ilha Phi Phi Lee, onde fica “A Praia”, a partir de Tonsai Bay

Depois tentamos ficar um pouco no hotel, mas era impossível. Nem água fria tínhamos. Inferno total. Resolvemos perambular mais um pouco pelo centro da cidade, onde mais tarde nos encontramos com minha irmã para jantar no Le Grand Bleu (“Imensidão Azul”), restaurante “francês com ares de tailandês”, hehehe. Este sim, acho que é o melhor da ilha. A comida estava deliciosa. Ambiente rústico, de excelente bom gosto.

De entrada, vieram uns pãezinhos torrados com alho, feitos na casa. Eu e Lego, minha irmã, escolhemos um “magret de canard” num molho caramelizado, com fatias de manga e purê de batatas. Excelente! Claudinho foi de pato também, mas com um molho de 5 especiarias. Preferi o meu, embora o dele estivesse mais “tailandês”, com sabor exótico. Talvez um pouco de anis estrelado, cominho, pimenta do reino e alguns temperos locais.

Le Grand Bleu, excelente restaurante francês na ilha Phi Phi

Le Grand Bleu, excelente restaurante francês na ilha Phi Phi

Saímos de lá procurando um supermercado (há diversos no centrinho turístico) para compramos um reforço para nosso café da manhã e lanche que levaríamos no barco no dia seguinte. Havíamos contratado previamente uma diária com um barqueiro chamado “En” no porto, às 8:00h da manhã. Queríamos evitar a multidão em Maya Bay (A Praia). Dormimos e acordamos bem cedo no dia seguinte. Tivemos umas companhias um tanto exóticas no café da manhã… Aqui no post em breve!!

Já leram meu post anterior sobre Railay Beach?!! Outra praia imperdível!

E muitos mais sobre a Tailândia, clique abaixo:

 

 

 

Railay Beach – Tailândia

Railay Beach, litoral da Tailândia

Railay Beach, litoral da Tailândia

Viajar para a Tailândia se torna extremamente interessante quando você reserva tempo para conhecer, além da capital Bangkok (veja post), o interior, com seus antigos templos, e o litoral, com suas praias paradisíacas.

Quando saímos de Bangkok, fomos primeiro para o norte do país e conhecemos Chiang Mai (veja post). Só depois partimos para as praias. A primeira delas foi Railay Beach, que eu havia lido em um blog de viagem e tinha ficado com muita vontade de conhecer. As fotos eram arrasadoras. E o pôr do sol era imperdível. O blog indicava o Sand Sea Resort, e foi nele mesmo que resolvemos nos hospedar. Não me arrependi, embora tenha descoberto tardiamente que não servem bebidas alcoólicas no hotel (os proprietários são muçulmanos). Nem uma cerveja!!!! affff!!! Fiquei pra morrer, hahaha.

Os dois lados da praia de Railay Beach, em frente ao nosso hotel

Os dois lados da praia de Railay Beach, em frente ao nosso hotel

Deixamos Chiang Mai bem cedo, num voo que ia primeiro para Bangkok. De lá pegamos outro voo para Krabi. Um transfer já nos aguardava (foi tudo previamente acertado com o hotel) e com muita eficiência, nos levou em um carro grande tipo van, com água disponível, por uns 30 minutos, até um porto onde pegamos nosso barco (que já nos aguardava também). Este barco nos levou até Railay, porém, não na praia onde estava nosso hotel, mas numa praia próxima. Ao nos aproximarmos, um trator com um píer (isso mesmo, rsrs) se aproximou de nosso barco e desembarcamos nele. A maré estava muito baixa.

"Trator-píer" nos pega no barco, na chegada em Railay Beach

“Trator-píer” se aproxima para desembarcarmos, na chegada em Railay Beach

Em terra, um tuk-tuk nos esperava. Ele nos levou até a recepção do hotel em Railay Beach, e depois nos deixou na porta de nosso bangalô. Quarto bem amplo, banheiro imenso, mas sem luxo. No hotel há duas piscinas muito boas, com hidromassagem inclusive. Ele fica à beira-mar, com um restaurante quase na areia da praia. Vista espetacular e um excelente local para se assistir ao famoso pôr do sol.

Sand Sea Resort, beira-mar de Railay Beach

Sand Sea Resort em Railay Beach – Duas piscinas e restaurante beira mar

Como chegamos lá à tarde, fizemos uma caminhada pela praia e voltamos para nosso hotel para assistir ao “espetáculo”. Na verdade sentamos na areia em frente a “Walking Street”, rua que desemboca na praia e que tem diversos bares e lojinhas simpáticas. Compramos uns drinques e sentamos na praia. Foi um show de pôr do sol!! Aliás, são tantos pores do sol na minha vida que nem sei mais qual o mais bonito que já vi, mas este certamente está na lista dos 10 mais…

Pôr do sol em Railay Beach

Pôr do sol em Railay Beach

Jantamos no próprio hotel. Comemos lulas e camarões… Meu prato era de camarão num molho de chili e manjericão. Delicioso, apesar do alto teor de pimenta. A esta altura, eu já estava ficando bem acostumada, rsrs.

Camarões ao chili e manjericão no Sand Sea Resort

Camarões ao chili e manjericão no Sand Sea Resort

No dia seguinte, fizemos um incrível passeio pelas praias próximas e conhecemos uma das praias mais bonitas que já vi: a Hong Beach, na Hong Island. Tem águas cristalinas da cor de esmeralda. O passeio inclui uma passada rápida por uma grande lagoa no interior da ilha, e uma parada de uma hora mais ou menos na praia principal, além de visita rápida a 2 outras ilhas.

Hong Beach... um sonho de praia...

Hong Beach… um sonho de praia…

Lagoa no interior da Hong Island

Lagoa no interior da Hong Island

Na última ilha que visitamos neste dia, o almoço foi precariamente servido, tipo self service, e cada um que se virasse pra encontrar um pedacinho de areia com sombra pra comer… hehehe. Tava valendo!! Era tudo aventura naquela hora. Você de férias com um mar lindo daqueles, não dava para se estressar (e olha que nem cerveja tinha!! Por isso leve a sua quando for!!).

Recomendo muito este tour. Há quem diga que melhor é alugar um “long tail” – típicos barcos tailandeses (e você tem que levar sua “quentinha”) – ou contratar um tour nas agências de turismo, e aí os barcos são maiores e os grupos também… Preferimos a segunda opção, mais pelo tempo que perderíamos no outro barco, do que pelo esquema de almoço mais organizado. A Hong Island é distante e o long tail levaria no mínimo o dobro do tempo pra ir e voltar.

Ao retornarmos, demos uma boa relaxada na hidromassagem da piscina do hotel e depois assistimos mais uma vez ao maravilhoso pôr do sol …

Nosso segundo e último por do sol em Railay Beach

Nosso segundo e último por do sol em Railay Beach

Dia seguinte vivemos uma aventura inesquecível (ou foi uma tortura?! kkkk). Saiba mais no próximo post: Phi Phi Islands!!!

Chiang Mai – Tailândia (Parte 2)

Fazendo o meu roteiro antes de viajar, eu já havia lido sobre os maus tratos por que passam os elefantes na Tailândia, pois são muito explorados turisticamente. Nós vimos inclusive diversos elefantes levando turistas para passear em suas costas. A questão é que ninguém se pergunta o quanto aquele animal imenso e selvagem teve que sofrer para ser domesticado e ensinado a comportar-se e deixar que turistas subam em suas costas, que aliás não foram feitas para carregar a quantidade de peso que carregam todos os dias, o dia inteeeeeeeeeeeiro. Depois são acorrentados durante a noite para recomeçar o trabalho escravo no dia seguinte 😥

Chiang Mai

Como adoro animais e abomino a exploração animal (lá ou aqui no Brasil), eu já havia decidido que não iria ver elefantes nem tigres na Tailândia. Mas faltando 1 semana pra viajar, descobri que existia o Elephant Nature Park, um projeto maravilhoso de resgate de elefantes que são feridos ou abandonados por estes exploradores. São em sua maioria fêmeas, já idosas e sempre com alguma sequela. Fiquei feliz com a possibilidade de poder contribuir com o projeto e decidimos gastar o segundo dia em Chiang Mai com os elefantes. Busquei todas as informações necessárias no guia da Tailândia que eu havia comprado (da National Geographic) e entrei em contato por email para reservar 3 vagas. Foi bem tranquilo, eles foram nos buscar no hotel (nós e muitos outros turistas) e depois nos levaram de volta no final do dia.

Ao chegarmos lá na propriedade (são vários grupos, em diversas vans que chegam simultaneamente), somos encaminhados ao prédio principal, todo em madeira, bem rústico, onde ficam o restaurante, cozinha, loja e banheiros. Neste momento já tivemos os primeiros contatos com eles, que chegam de mansinho, pedindo pedaços de melancia. A partir daí já me apaixonei rsrsrs.

Chiang Mai

Aos poucos vamos nos ambientando com aqueles animais enormes, e eles conosco. Depois do lanche, descemos até eles para nos aproximarmos um pouco mais, tocá-los e conhecermos alguns mais “intimamente”, como por exemplo seus nomes, idades, poder tirar fotos com eles, na verdade elas, hehe.

elephant nature park

Dá muita pena ver as marcas decorrentes dos maus tratos que sofreram ao longo de suas vidas, como orelhas rasgadas, pernas quebradas, colunas tornas, unhas perdidas… mas ao mesmo tempo dá  um alívio ver que estão agora num paraíso, num espaço imenso, com veterinários, cuidadores, pessoas preocupadas com o bem estar deles.

A parte mais legal é a hora do banho. Eles nos levam até a beira do rio que passa por dentro da propriedade e trazem os elefantes. Todos que quiserem pegam seus baldinhos e começam o trabalho de jogar água para remover a areia e a lama grudadas neles. Mas assim que terminam o banho, correm para onde já sabem que tem areia e se sujam outra vez, hahaha. O guia nos explicou que a areia faz as vezes de “protetor solar”. Faz sentido 😀

Hora do banho!!

Hora do banho!!

Na hora do almoço, é servido um grande buffet vegetariano, onde as pessoas se servem à vontade. Tem bebida e até sobremesa, tudo muito simples. Comi legumes, arroz, spring rolls e diversas outras coisas que nem sei o que eram hehehe. Não deixe depois de dar um pulo na lojinha, tem muitas camisetas legais e outras lembranças.

De volta ao nosso hotel, tomamos um banho, demos uma rápida descansada e lá fomos nós pra rua outra vez. Estávamos com uma fome de elefante!!! Saímos caminhando aleatoriamente e encontramos um restaurante birmanês (que exótico, não?!!), o que nos aguçou a curiosidade. Chamava-se “The Swan” (“O Cisne”). Fica quase em frente ao Phae Gate, um dos antigos portões da muralha da cidade, ponto turístico famoso.

Pedi o “Amare dar hin”, uma carne ao molho curry apimentadíssimo com alho, tomate, gengibre e cominho. Achei delicioso. Todos os pratos, sobretudo os apimentados, são acompanhados de arroz jasmim cozido no vapor (sem sal, sem tempero), para compensar o molho picante. Na verdade, pra possibilitar que você consiga comer, kkkk. Meu marido pediu o “Moo oop”, porco ao curry com tofu, gengibre, cebola e alho. E minha irmã preferiu “Gaiko”, frango com gengibre, alho, chilies (pimentas), capim limão e cominho. Pedimos uma única sobremesa, uma espécie de caldo quente de leite de coco com fatias de banana. Delicioso! Tomei mojito e cerveja pra acompanhar. Nossa conta deu incríveis $27 que foram divididos por 3, ou seja $9 por cabeça.

Restaurante Birmanês em Chiang Mai, simples, bom e barato!

Restaurante Birmanês em Chiang Mai, simples, bom e barato!

Nossa noite não acabou aqui… Eu nem podia imaginar, que depois de um dia desse, depois de uma refeição dessa, eu ainda teria uma massagem tailandesa nos pés!!!! Foi demais… Não há turista que resista…

Meus dias em Chiang Mai (confira post do primeiro dia) acabaram aqui, mas fiquei com gostinho de quero mais. Seguimos no dia seguinte para Railay Beach!

E meus relatos sobre Bangkok e Ayutthaya?!! Acesse Bangkok – Parte 1 e Ayutthaya