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Pernil de porco com Mango Chutney

Você não está cansado de comer peru todos os anos na ceia de natal??! O que é mais importante: manter a tradição ou surpreender nossos convidados com algo diferente?! Muitas vezes a gente se pergunta porque é que temos que preparar um peru assado, quando existem carnes muito mais saborosas disponíveis. Além do mais, essa tradição de comer peru nasceu nos Estados Unidos, onde virou costume comê-los no Dia de Ação de Graças. Eu, particularmente, prefiro porco. Já fiz um leitão assado num natal desses da vida e fez bastante sucesso! Semana passada, aniversário de meu marido, resolvi preparar um pernil, acompanhado de mango chutney, uma das duplas mais extraordinárias que existem no mundo da gastronomia. O mango chutney é um molho feito com manga, originário da Índia, do tipo agridoce e normalmente apimentado. Em breve, estarei produzindo este molho sob encomenda. Vocês ficarão sabendo por aqui!

Dupla perfeita: pernil de porco assado com mango chutney

Dupla perfeita: pernil de porco assado com mango chutney

Vou compartilhar a receita do pernil com vocês, caso queiram ser mais criativos no natal. Mas ele pode ser preparado em qualquer outra ocasião festiva, quem sabe, no reveillon?!

Pernil de porco assado (para 20 pessoas ou mais)

Ingredientes:

1 pernil de porco de uns 5kg (o meu tinha 6kg!)

meia garrafa de vinho branco seco

2 cebolas grosseiramente picadas

1 cabeça de alho descascada

1 Limão

ervas-finas, alecrim, sal, pimenta do reino e umas 5 folhas de louro

Mango chutney para acompanhar o pernil assado (você pode obtê-lo em delicatessens e em alguns supermercados mais sofisticados, inclusive no Pão-de-Açúcar, da Companhia das Ervas).

Pernil de porco temperado e "empacotado" para marinar

Pernil de porco temperado e “empacotado” para marinar

Modo de preparo do pernil:

Dar uma lavada no pernil e passar limão nele inteiro. Com uma faca, fazer uns cortes profundos (até o osso), para o tempero penetrar. Espalhar nele inteiro pimenta do reino moída na hora. Em um liquidificador, bater o vinho com cebola, alho e sal (experimente depois o sal, mas ele deve ficar um pouco acima do ponto ao qual seu paladar está acostumado). Passar essa mistura em todo o pernil, fazendo penetrar nos cortes. Colocar as ervas, o alecrim (fresco ou seco), as folhas de louro. Colocar o pernil e todo o tempero dentro de um saco plástico grosso e fechar, de forma que toda a superfície do pernil fique em contato com o tempero. Deixar na geladeira por dois dias (mínimo 36 horas), tendo o cuidado de de vez em quando, dar uma virada de lado, para melhor distribuir o tempero.

Pernil com seu tempero, dentro da assadeira forrada

Pernil com seu tempero, dentro da assadeira forrada

No dia que for assá-lo, retirar da geladeira e deixar ficar em temperatura ambiente. Forrar uma assadeira com papel alumínio (lado brilhoso fica em contato com a carne), passando bem das laterais, de forma que dê para depois envolver todo o pernil (eu tive que “emendar” três folhas de alumínio, uma na outra). Deitar o pernil e toda a vinha-d’alho, em cima do alumínio, na assadeira. Retirar as folhas de louro, que ressecam. Fechar o alumínio, deixando um pouco de espaço ainda dentro, para se formarem os vapores que irão cozinhá-lo. Faça uma espécie de envelope, todo lacrado, mas não muito apertado (como na foto abaixo).

Pernil "embrulhado" em alumínio, pronto para entrar no forno

Pernil “embrulhado” em alumínio, pronto para entrar no forno

Colocar em forno médio-alto (ajustei em 220°) e deixar cozinhando por 3h30min. Para um pernil de 5kg, acredito que 3h já sejam suficientes. Depois abrir o papel alumínio, de forma que ele possa dourar por fora. Mas até dourar, é importante abrir o forno de vez em quando para banhá-lo com o caldo que se formou na assadeira. Dessa forma ele não ficará desidratado. Deixar mais 1:30h dourando, ou até o ponto que você julgue suficiente.

Pernil pronto, dourado

Pernil pronto, dourado

Ao final, colocar o pernil em uma bandeja grande e o caldo em uma molheira (desprezando a parte da gordura que derreteu). Fatiar, e dispor as fatias em volta do pernil. Servir com o caldo e o mango chutney, que vai dar um toque especial.

Pernil assado e fatiado e Mango Chutney

Pernil assado e fatiado e Mango Chutney

Eu ainda servi como acompanhamento um arroz ao curry (arroz básico com acréscimo de curry em pó na hora que botar a água do cozimento), uma salada com molho agridoce de laranja e gengibre (suco de laranja reduzido no fogo, azeite, vinagre, toque de gengibre ralado, um pouco de mostarda amarela e sal), uma batata ao murro (com azeite, alho frito e parmesão ralado) e uma farofa de cebola, alho e bacon bem amanteigada.

Salada com manga e nozes, e batatas ao murro

Salada com manga e nozes, e batatas ao murro

E ainda tive disposição para fazer uma sobremesa que todos adoram: brigadeiro de colher :-P. Claro que pode ser feito de véspera. Só deixe os confeitos para botar na hora de servir, assim não perdem a crocância.

Brigadeiro de colher

Brigadeiro de colher

Foi um sucesso total! Não é muito trabalhoso e garanto que todos irão gostar. Experimente!

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Hambúrguer de costela bovina

Hambúrguer de costela bovina

Hambúrguer de costela bovina

Tenho frequentado uma hamburgueria que abriu em Botafogo há uns 3 meses, na Muniz Barreto, a Hell’s Burger, por indicação de um amigo Chef de Cozinha. Desde a primeira vez que experimentei, fiquei apaixonada, rsrsrs. E o mais incrível é que não tenho nenhum hábito de comer fast food. Muito pelo contrário, tenho até uma certa aversão. Acreditem ou não, eu não como um sanduíche da Mc Donalds, BK ou Bob’s há anos…

Mas enfim, fiquei tão maravilhada com o sabor da carne deste hambúrguer que resolvi tentar reproduzir em casa. Não ficou igual ao da lanchonete, mas ficou bem saboroso, a ponto de eu querer compartilhar a minha experiência. Segundo o cardápio deles, no hambúrguer “fifty fifty”, eles utilizam metade “filé de costela” e metade “bacon”. Não usei a mesma proporção, e o bacon que utilizei foi um português, com pouca gordura, vendido em pedaço (não fatiado) no Pão de Açúcar, mas na falta dele, você pode utilizar o bacon comum nacional. Também dei um incrementada no recheio, pois além do queijo cheddar, acrescentei cogumelos paris grelhados e cebola roxa caramelizada… Mas vamos ao que interessa:

Hambúrguer de Costela Bovina e bacon defumado (bacon)

Rendimento: 8 hambúrgueres

Ingredientes do hambúrguer:

700g de filé de costela (compre no açougue uma costela fresca e separe a carne, sem osso, sem pele, sem gordura) cortado em cubinhos

300g de bacon defumado picado

1 colher sopa de molho inglês

2 dentes de alho picados

1 cebola média picada

8 fatias de queijo cheddar

8 pães de hambúrguer (com ou sem gergelim)

sal e pimenta do reino a gosto

Para as cebolas caramelizadas:

3 cebolas roxas cortadas em julienne (tiras fininhas)

Manteiga suficiente para fritá-las

1 colher sopa de açúcar

1 pitada de sal

Para os cogumelos:

4 ou 5 cogumelos (do tipo paris) fatiados

Manteiga e azeite para grelhar

Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

1) Fazer a cebola caramelizada, levando a cebola já fatiada para fritar numa frigideira com manteiga. Coloque o sal e o açúcar. Quando estiver macia e levemente dourada, desligue o fogo e reserve.

2) Grelhe os cogumelos fatiados em frigideira com azeite e manteiga. Acrescente sal e pimenta do reino a gosto. Não precisa deixar no fogo por muito tempo, só o tempo de amolecerem. Reserve.

Cebolas caramelizadas e cogumelos paris grelhados

Cebolas caramelizadas e cogumelos paris grelhados

3) Prepare os hambúrgueres:

Passe todos os ingredientes num bom processador, para que fique tudo bem misturado e homogêneo.

Depois, com ajuda de um aro de metal, você vai formando os hambúrgueres com uns 2cm de altura (cada um pode ficar pesando entre 150 e 200g, dependendo do diâmetro do aro, ou do seu gosto pessoal).

Hambúrgueres de 180g mais ou menos

Hambúrgueres de 180g mais ou menos

Use uma chapa muito quente para fritá-los (usei uma chapa de ferro), para que fiquem crocantes por fora e suculentos por dentro. Frite um lado e deixar ficar tostadinho. Ao virar, já colocar a fatia do queijo, para que derreta.

Enquanto isso, coloque o pão para aquecer no forno, forno elétrico ou chapa.

Quando a carne estiver no ponto desejado (o ideal é que fique “ao ponto”), acomode na metade do pão, acrescente um pequena porção de cebola caramelizada, alguns cogumelos e feche o sanduíche.

Monte sobre o pão: a carne, queijo, cebola e cogumelos.

Monte sobre o pão: a carne, queijo, cebola e cogumelos.

Hambúrguer pronto!

 

Lá no Hell’s, ele é servido com um molho barbecue da casa, muito bom. Eu servi com um mango chutney (molho agridoce de manga) que eu mesma fiz na semana passada. Qualquer dia coloco a receita aqui. Mas para quem não tem o mango, pode servir com mostarda, maionese, ketchup… aí vai ao gosto do freguês.

A bebida também fica a seu critério. Eu escolhi acompanhar com uma cerveja Stella Artois bem gelada! Há quem prefira a velha coca-cola, ou quem sabe, uma caipirinha… um vinho tinto… Só sei que agora sou adepta dos hambúrgueres: mas por enquanto, só os meus e os do Hell’s!

 

 

 

Delícia de Morango

Meus sogros vinham almoçar conosco no domingo passado. Como eu sabia que minha sogra adorava morangos, resolvi utilizá-los para fazer uma receita bem fácil, aproveitando que está na época perfeita para consumi-los: bons e baratos.

Delícia de Morango

Delícia de Morango

Nas minhas memórias da adolescência, revendo receitas fáceis feitas por minha mãe, existe uma que eu adorava, com banana frita. Substituí basicamente a banana frita pelos morangos “in natura” (crus, sem nenhum outro ingrediente). E no creme de leite condensado, acrescentei dois ingredientes que não existem na receita original: brandy (conhaque) e baunilha. Segue a minha receita personalizada:

Delícia de Morango da Lu

Ingredientes:

15 morangos bem vermelhos

1 lata de leite condensado

1 colher de sopa de manteiga

1 caixinha de creme de leite

1 colher de café de essência de baunilha (opcional)

1 colher sobremesa de brandy (conhaque) (opcional)

2 ovos

4 colheres de sopa de açúcar

Modo de preparo:

Lavar bem os morangos e picá-los. Colocar no fundo de uma pirex.

Morangos "in natura" picados

Morangos “in natura” picados

Levar ao fogo o leite condensado com as gemas e a manteiga. Depois que ferver, deixar cozinhar por uns 2 ou 3 minutos. Retirar do fogo e acrescentar o creme de leite, a baunilha e o conhaque. Deixar esfriar.

Bater as claras em neve e depois, aos poucos acrescentar o açúcar, sem parar de bater, até formar um suspiro mais consistente.

Claras em neve

Claras em neve

Derramar a mistura de leite condensado sobre os morangos (nesta hora, tem que estar fria) e com a ajuda de uma colher, colocar o suspiro em pequenas porções, por cima.

delicia de morango

O creme de leite condensado é colocado sobre os morangos

Levar ao forno previamente aquecido (200°) no modo de gratinar, apenas para dourar o suspiro, sem cozinhar os morangos. Eu utilizei o meu mini forno elétrico (meu mais novo queridinho na cozinha). Se você não tiver no seu forno a opção de gratinar (em que é acionada uma resistência na parte superior do forno) você pode utilizar um maçarico.

Depois que esfriar, levar para a geladeira e servir gelado.

Delícia de Morango

Delícia de Morango

Dica: Se no lugar dos morangos você colocar bananas fritas, também ficará deliciosa.

Infelizmente, meus sogros não puderam comparecer ao almoço, mas meu enteado e sua esposa vieram e aprovaram a sobremesa. Fácil e rápida, é uma excelente opção para aqueles dias que estamos com o tempo apertado. Vamos lá, aproveite o próximo final de semana, faça e depois me diga o que achou!

 

Mini arroz

Em 31 de março do ano passado, publiquei aqui um post sobre minha experiência no D.O.M., o famoso restaurante do Alex Atala. Naquela ocasião, eu comi um prato feito com um arroz pequenininho, que eu chamei de “arroz de bolinha”, mas na verdade se tratava do mini arroz. Pois é, se você nunca ouviu falar, saiba que é um arroz brasileiríssimo, desconhecido da grande maioria das pessoas e que começou a ser divulgado pelo Atala e que agora está sendo produzido e comercializado para todo o Brasil através da empresa Retratos do Gosto, em que ele é um dos sócios. Através dessa iniciativa, ele incentiva financeiramente pequenos produtores que por sua vez dão melhor capacitação técnica aos trabalhadores do campo, obtendo um produto de melhor qualidade. Palmas pra ele!!

Mini arroz Retratos do Gosto

Mini arroz (polido e integral) da Retratos do Gosto

Então, semana passada, vi uma propaganda do mini arroz do Atala numa das dezenas de revistas de gastronomia que leio todos os meses. Resolvi procurar no site e descobri que aqui no Rio, por enquanto, só tem pra vender na Delly Gil, na Cobal do Leblon. Fui lá e comprei um pacote do mini arroz polido (tem dele integral), R$ 24,90, 500g (dá para umas 6 pessoas). Segue abaixo receita que improvisei na hora, final de semana passado.

O mini arroz polido cru

O mini arroz polido cru

Mini arroz com polvo, camarão e nirá

1 pacote de 500g do mini arroz polido Retratos do Gosto; 1,5 kg de polvo fresco e limpo; 1kg de camarão cinza fresco, 1/2 xícara de vinho branco, 1/2 litro de caldo de legumes, 50g de nirá picado não muito pequeno, 1 cebola grande picada, 1 cebola para o polvo, 3 dentes de alho para o arroz, 2 dentes de alho para o camarão, 2 colheres sopa de manteiga, pimenta do reino moída na hora e sal a gosto. (Não botei, mas senti falta de uma pimenta dedo de moça…)

Refogar com cebola e alho

Refogar com cebola e alho

Modo de preparo: Cozinhar o polvo na pressão (8 min depois que apita) com um pouquinho de água e uma cebola em fatias. Depois escorrer guardando 1 xícara do caldo. Cortar o polvo em pequenos pedaços. Descascar e limpar os camarões, temperar com dois dentes de alho amassados, sal e pimenta.

Numa panela, colocar azeite e refogar a cebola. Juntar o alho e refogar mais um pouco. Acrescentar o mini arroz, mexer e depois juntar o vinho. Deixar evaporar. Colocar o caldo de polvo reservado e completar com caldo de legumes (ajustar o sal). Na embalagem do arroz, eles informam que para uma porção de arroz, são duas e meia porções de líquido. Enquanto isto, refogar os camarões em frigideira com azeite, juntar o polvo, colocar sal e pimenta. Reservar. Quando o arroz estiver quase pronto (ele tem que ficar al dente), acrescentar o nirá. Ao final, desligar o fogo, juntar a manteiga, misturar rapidamente, acrescentar os camarões e polvos, juntamente com o líquido que sobra do refogado, misturar e servir imediatamente.

Mini arroz com camarões, polvo e nirá

Mini arroz com camarões, polvo e nirá

Não esqueçam que este prato delicado pede um vinho branco. Eu servi com um delicioso espanhol, Marqués de Riscal Rueda 2010, perfeito!!

Vinho que acompanhou o mini arroz

Vinho que acompanhou o mini arroz

Macarronada de camarão ao coco

Macarronada de camarão

Atendendo a pedidos, e interrompendo um pouco a sequência de postagens sobre minha viagem ao Reino Unido e Irlanda (não percam o próximo post sobre a Irlanda!) vou disponibilizar aqui a receita de uma macarronada muito especial, que aprendi com minha mãe. Ao longo do tempo fui acrescentando uma coisinha aqui, adaptando outra ali, e hoje é um prato que faço com frequência, pois é rápido, simples, saboroso e todos adoram. A questão é que não tenho uma “receita” propriamente dita, uso do instinto, misturando quase sempre os mesmos ingredientes. Você vai precisar usar seu instinto também, por isto vou dar apenas um “roteiro básico”, hahahahaha.
Segue:
Macarronada de Camarão
Ingredientes (6 pessoas):
  • 2kg de camarão
  • 2 cebolas picadas
  • 4 tomates sem sementes picados
  • 3 dentes de alho amassados
  • 1/2 pimentão picado
  • cheiro verde a gosto picado
  • azeite para refogar
  • 2 vidros de leite de côco
  • 1 colher sopa de azeite de dendê (opcional)
  • 1 colher sopa de maizena ou fécula de batata
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes bem picadinha (opcional)
  • 2 copos de caldo de camarão (preparado com as cascas, cenoura, cebola e talos de salsa e cebolinha)
  • maizena para engrossar um pouco o molho
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 pacote macarrão tipo espaguete, de grano duro
Modo de preparo:
Retirar as cascas e limpar os camarões. Botar as cascas numa panela com um litro de água, rodelas de cenoura, cebola e talos de salsa e cebolinha, para reduzir e fazer um caldo (pelo menos dois copos).
Enquanto isso, em outra panela, refogar a cebola e o alho no azeite. Acrescentar os tomates, o pimentão (se quiser pode botar um pouco de extrato de tomate para dar uma cor mais bonita), a pimenta dedo de moça, e deixar refogar bem.
Enquanto isto, coloque uma panela grande de água pra ferver pra cozinhar o macarrão e outra menor pra aferventar os camarões (deixo eles por no máximo 3 minutos na água fervente e escorro).
Depois de tudo bem refogado, bata no liquidificador com o caldo de camarão coado e uma colher de sobremesa de maizena ou fécula de batata, apenas para dar uma cremosidade. Volta tudo para o fogo, acrescenta o leite de côco, sal, pimenta do reino, azeite de dendê (não exagerar!).
Quando ferver, colocar os camarões e acertar o sal. Deixar ferver mais um pouco e verificar consistência (cremosa, mais pra rala que pra grossa, se achar necessário colocar mais maizena dissolvida em leite), ajustar sal e pimenta. Por último, acrescente o cheiro verde picado e desligue o fogo.
Escorrer o macarrão e misturar bem com este molho de camarões, dentro da própria panela, de forma que fique muito bem envolvido com o molho. Servir imediatamente (eu sempre sirvo na panela, mas vc pode colocar numa refratária). De preferência, acompanhar com um bom vinho branco gelado.
Eu servi esta macarronada ontem para um grupo de amigos após darmos uma volta na Lagoa (correndo!!). Para repor as energias, harmonizei o macarrão com um chileno (Los Vascos) Sauvignon Blanc. Ficou ótimo!!!
Divirtam-se e me deem retorno se ficou bom ou não!!!!!

E tudo acabou em pizza….

Ganhei uma panificadora doméstica, dessas novas maquininhas de fazer pão em casa (tem várias marcas, a minha é Arno) e estou curtindo à beça. Comecei a testar com um pão básico: farinha de trigo, fermento, água, óleo, leite em pó. Já me aventurei com um pão integral, com ervas secas e gergelim e também, um pão branco recheado de linguiça e cebola, que saiu ótimo. O bom dessas máquinas é que não lhe dão qualquer trabalho, a não ser medir os ingredientes e colocar dentro do recipiente próprio. O resto ela faz. Em 3 horas está lá meu pão fresquinho, quentinho e saboroso. Adorei!

Pizza - Uma história global

Pizza – Uma história global

Nesse ínterim, comprei pela internet o livro Pizza – Uma História Global, da Carol Helstosky (Editora Senac-SP) que dá uma visão histórica geral, desde os primórdios da pizza em Nápoles, na Itália, até os dias de hoje. Sabemos que ela é popular em praticamente todos os cantos do mundo e que os Estados Unidos colaborou enormemente para a grande disseminação dela, transformando-a em fast-food e criando redes famosas como a Pizza Hut e Domino’s. A primeira licença concedida a um estabelecimento para se vender pizza nos EUA foi em 1905, na cidade de New York! E saibam que ninguém come mais pizza que o americano. É mais de 1 bilhão de toneladas por ano!!!

Mas então… voltando à panificadora… eu tinha que ampliar minhas experiências com ela. Depois de ler o livro sobre as pizzas, comprei uma farinha de trigo 00 (farinha própria para panificação) importada da Italia (meu sobrinho trouxe de Recife, da Casa dos Frios, aqui no Rio não achei!), uma mussarela de búfala (mineira, mas a melhor é a italiana, obviamente), tomates nacionais, azeite extra virgem e tomilho fresco da minha “horta”. Minha intenção inicial era fazer uma pizza Margherita, uma das mais tradicionais que existem, inventada em 1889 na pizzaria Brandi, em Nápoles, e classificada como DOC desde 1997. Mas para ser a autêntica pizza margherita, existe uma série de regras, que claro, eu não tinha como segui-las, até porque não tenho forno à lenha em casa!! Além disso, eu não tinha manjericão na horta…

Passo 1 - Abrir a massa numa forma untada com óleo.

Passo 1 – Abrir a massa numa forma untada com óleo.

Passo 2 - Cobrir a massa com um molho de tomates frescos

Passo 2 – Cobrir a massa com um molho de tomates frescos

E deu “mais ou menos” certo, hehehe. O resultado que encontrei com a farinha 00 não foi como eu esperava, pois ela é de grano duro e a massa não ficou tão macia. Acho que melhor seria usá-la para massas como raviólis, macarrões, etc. Usei fermento biológico seco Fleishmann. A minha panificadora realizou o trabalho inicial (de amassar e levedar). Eu finalizei o processo e depois levei ao forno convencional, na temperatura mais alta possível. Valeu, mas na próxima vou caprichar mais!

Passo 3 - Colocar o queijo e as ervas

Passo 3 – Colocar o queijo e as ervas

Passo 4 - Assar a pizza em forno alto

Passo 4 – Assar a pizza em forno alto

 

Polvo delicioso de verão

Não pensem que desisti do blog. Muito menos de cozinhar ou de explorar restaurantes por aí afora. A questão é que tirei umas “férias do computador”, bem merecidas, e me ausentei por quase dois meses. Aproveitei pra fazer turismo pelo Rio de Janeiro mesmo, com uma amiga que veio de Recife e depois com meus irmãos que vieram passar o reveillon aqui. Não tive muito tempo de cozinhar em dezembro, mas continuei explorando algumas comidinhas aqui e ali e lendo todas as publicações de gastronomia disponíveis nas bancas. Estou aliás me viciando nisso. São mais de 10 revistas por mês… Por isso, já comecei 2013 com a criatividade em alta. Preparei um polvo grelhado, com um risoto leve e colorido, combinando com o verão. E  harmonizado com um achado: um vinho rosé californiano, de uva Zinfandel.

Vinho rosé californiano, próprio para o verão

Vinho rosé californiano, próprio para o verão

Em falar em uva, concluí em dezembro o “Curso Aprofundado de Degustação”, do Euclides Penedo Borges, na ABS-RJ. Valeu muuuuito a pena, pois tive chance de experimentar vinhos que não conseguiria normalmente, pois são caríssimos. E aprendi um pouquinho mais sobre as diversas variedades de uvas (tintas e brancas) e seus sabores intrínsecos.

Outra novidade é que compramos mais uma adega e agora tenho espaço para 70 vinhos. Separei uma adega para vinhos do dia-a-dia, outra para vinhos do Velho Mundo, outra para o Novo Mundo e uma última para os brancos, rosés e espumantes. Nada como começar o ano com tudo organizado. Fiz até um “menu”, para quando eu quiser escolher um vinho não precisar ficar abrindo as portas das adegas e puxando todas as gavetas feito uma louca. Que venham mais vinhoooos!!

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa, com croutons ao pesto de manjericão

Ingredientes (para duas pessoas):
Para o polvo: 1 polvo grande de 1,2kg mais ou menos, limpo, 1 cebola, sal, pimenta do reino, um dente de alho picado, azeite pra grelhar.
Para o risotto: 1 xícara de chá de arroz arbóreo, ½ cebola picada, 1 dente alho picado, 1 tablete de caldo de legumes dissolvido em meio litro de água fervente, 2 colheres sopa de framboesa (comprei a fruta congelada), 1 pimenta dedo-de-moça, sal, pimenta, 50g de manteiga, 50g queijo parmesão ralado.
Para os croutons: 2 fatias de pão de forma sem as bordas, picadas em mini-cubos, ½ molho de manjericão, 1 dente de alho, 1 colher chá de queijo parmesão, sal, azeite qb.

Modo de preparo do polvo: Cozinhar o polvo na pressão, com a cebola cortada em 4 partes e um pouco de sal, por 10 min (depois que pegar a pressão). Separar os tentáculos e temperar com pimenta, sal e alho. Só grelhar próximo ao momento de servir, apenas para dar uma cor e uma crocância suave.

Tentáculos de polvo devem ser grelhados na hora

Tentáculos de polvo devem ser grelhados na hora

Modo de preparo do risotto: Bater o caldo de legumes com a framboesa no liquidificador, voltando o caldo para o fogo (ele deve estar quente ao ser colocado no risotto). Refogar o arroz com azeite, cebola e alho. Acrescenta o vinho rosé e mexer até secar. Vai acrescentando o caldo de legumes e framboesa aos poucos e mexendo sempre. Na metade do processo, acrescentar a pimenta bem picadinha, e colocar um pouquinho das sementes, se gostar de picância. Se precisar de mais líquido, acrescente água fervente, mas o arroz deve ficar al dente. No final, desligue o fogo e acrescente manteiga fria em pedacinhos e o queijo parmesão. Misture bem e sirva imediatamente.

Modo de preparo dos croutons: Fazer um pesto no mini-processador (ou liquidificador) com o manjericão, alho, queijo parmesão, sal e bastante azeite. Misture este molho ao pão já picado, deixando um restinho para decorar o prato. Asse os croutons em forno quente, tomando muito cuidado para não queimar! Prepare-os antes do ristotto.

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Arrumação do prato: Primeiro sirva uma porção do arroz, arrume os tentáculos ao lado do risotto, por cima os croutons, um ramo de manjericão e pequenas porções do molho pesto em volta. Veja a foto abaixo!!!!

Prometo que não demorarei tanto da próxima vez, estou com muitas receitas apetitosas!! Me aguardem!!

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa e croutons de pesto

Polvo grelhado com risotto rosé de framboesa e croutons de pesto