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Macarrão bifum com camarão e nirá

Pegando carona no sucesso de meu post anterior (Frango à Espanhola), e no sucesso que a foto acima fez em meu facebook e instagram, trago hoje uma receita exótica/oriental com macarrão bifum. Já ouviram falar?! É aquele macarrão beeeeem fininho feito de arroz, muitíssimo utilizado na culinária chinesa, japonesa, tailandesa, enfim, em toda a cozinha oriental. A vantagem dele, para alguns, é que não tem glúten, já que não é feito com farinha de trigo. Para mim, o interessante é a consistência e o sabor neutro, permitindo que qualquer proteína, ou simplesmente legumes grelhados, combinem com ele perfeitamente. Usei este abaixo (que é nacional):Mas é que sábado passado baixou um espírito japonês em mim!! Quem me segue no Instagram (luhazin) viu as fotos, rsrsrs. Fui na feira da Paulo Barreto logo cedo e comprei um belo de um salmão fresquinho (a R$ 65,00 o kilo não podemos nos dar ao luxo de fazer isto todos os finais de semana….). Arregacei as mangas, peguei minha faca de cerâmica e fiz sashimi, sushi, hot roll (hot Philadelphia), guioza (que um amigo levou) e este macarrão que improvisei na hora (eu já tinha tomado todas, rsrsrs). Foi um verdadeiro festival. Ainda finalizei com um fondue de chocolate com licor de avelãs, mas isso já é oooooutra história…

Apesar da macarronada ter sido improvisada, bem que deu certo viu?!!! Segue abaixo o passo-a-passo, mas as quantidades não estão assim tãããão milimetricamente medidas… pois eu já tinha tomado pelo menos umas 5 cervejas e ao menos dois cálices de saquê, hahaha. Portanto, eu posso ter botado um pouquinho mais, ou um pouquinho menos, mas podem crer que o resultado final não vai ser muito diferente!!

Vamos lá… Ingredientes:

  • 1 pacote 500g de macarrão bifum (pode ser o nacional!!)
  • 1 kg de camarão
  • 2 dentes de alho
  • pimenta do reino a gosto
  • sal a gosto
  • 1 pimenda dedo-de-moça (eu não botei mas fez muita falta!!!)
  • azeite para refogar o camarão
  • 2 maços de nirá (também chamado de alho japonês, é da mesma família do alho e da cebola!)
  • 1 colher sobremesa de gengibre fresco ralado
  • Molho tonkatsu (1/2 xícara)
  • Molho shoyu (1/2 xícara)
  • Saquê licoroso Tozan Mirim (de 1/2 a 1 xícara)
  • 5 a 10 gotas de óleo de amendoim (tem que ser com parcimônia!!)

Obs: Esses produtos (bifum, tonkatsu, saquê Mirin) vocês podem encontrar em lojas que vendem produtos orientais, ou nas Casas Pedro aqui no Rio. Caso queiram se aventurar na cozinha japonesa, aproveitem e já comprem outros itens que valem a pena, como o arroz japonês para sushi, nori (folhas finas feitas com algas marinhas para fazer hot philadelphia e outros rolls), vinagre de arroz (para temperar o arroz), raiz forte em pasta, shoyu, e muito mais…. tem até guiozas prontos!

Modo de preparo:

Descasque, limpe e tempere os camarões com o alho amassado, pimenta do reino e sal. Reserve nesse tempero por pelo menos 20 min.

Lave o nirá e pique-o em pedaços de uns 3 cm. Lave a pimenta dedo de moça, retire as sementes e pique o mais fininho possível.

Leve uma panela grande com água para ferver.

Numa frigideira grande, coloque azeite, espere esquentar e coloque o camarão para grelhar. Logo depois, acrescente o gengibre ralado, a pimenta dedo de moça e o nirá. Refogue mais um pouco e desligue o fogo.

Quando a água estiver fervendo, acrescente sal, deixe levantar fervura novamente e acrescente o macarrão bifum. Mexa bem para ele não grudar.

Enquanto ele cozinha, prepare uma tigela com água gelada e pedras de gelo. Quando o macarrão estiver “al dente” (firme), escorrer e jogar dentro desta tigela com água e gelo. Deixar ele esfriar por completo e então escorrer outra vez.

Volte à frigideira. Ligue o fogo e acrescente os molhos tonkatsu e shoyu, bem como o saquê. E gotas do óleo de amendoim. Misture tudo, deixe ferver e acrescente o macarrão. Incorpore bem todos os ingredientes. Sirva em seguida.

O molho fica um pouco adocicado, devido ao Tonkatsu e ao saquê Mirin, em contraste com o shoyu que é bastante salgado.

Acompanhado de saquê gelado, ou um vinho branco, este prato ficará perfeito!!

 

 

 

 

Frango à Espanhola – Receita de família

Uma pausa na viagem do Canadá pra gente aprender uma receitinha nova (na verdade, velha conhecida minha). Trago hoje pra vocês uma sugestão para o final de semana, considerando que tenham planos de convidar amigos pra tomar um vinho, ou mesmo dar uma variada no cardápio da família! Eu mesma faço isso de vez em quando… (as duas coisas, rsrs). Trata-se de um Frango à Espanhola!

Esta receita era de minha mãe. Aliás, confesso que eu não tenho certeza disso, até acho que não. Desconfio que ela um dia a tenha visto em alguma revista, ou livro de receita e resolveu experimentar. Desde esse dia, não parou mais de fazê-la. Até porque todos nós (éramos 6!!!) ficamos fãs dela (da receita, pois da cozinheira já éramos!). Sempre aparecia como a estrela principal em dias de festa ou almoços especiais. Por isso acho justo que seja “receita de família“, pois ninguém, nem a pessoa que a inventou lá na Espanha, saberia executá-la de maneira mais perfeita que minha mãe. Para mim, ela ficou com “sabor de infância”. Lembro que até minha cadelinha na época (uma pinscher chamada Flor) adorava! kkk.

Então… eu resolvi hoje fazer o Frango à Espanhola, ficou muuuito bom, mas não cheguei à perfeição da minha mãe (até porque já fiz a receita alterando aqui e ali, hahaha). Precisarei repeti-lo algumas dezenas de vezes para sair tão bom quanto o meu “homus tahine“, “charuto de folha de uva“, “risoto cremoso de camarão com alho poró“, ou ainda minha “macarronada de camarão ao coco“, minhas maiores especialidades, hehe. Mas vou compartilhar com vocês mesmo assim, pois no fundo, nunca nenhuma receita sai igual à outra e vocês criarão as suas próprias versões de Frango à Espanhola!

Ingredientes:

  • 2 kg de frango em pedaços (usei coxas e sobrecoxas)
  • 4 dentes de alho esmagados
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 2 cebolas em rodelas
  • 4 tomates picados (sem pele)
  • 1 pimentão pequeno picado
  • 4 folhas de louro
  • cheiro verde picado
  • orégano a gosto
  • 4 tabletes de caldo de galinha esfarelados
  • meia garrafa de vinho tinto (usei Miolo Seleção)
  • 1/2 xícara de azeite
  • azeitonas pretas a gosto (opcional)

Modo de preparo:

Retire a pele, lave os pedaços de frango e passe um pouco de suco de limão, sal (pouquinho, pois ainda vão entrar os tabletes de caldo que já são salgados) e pimenta do reino. Reserve.

Faça a “mise en place” (expressão francesa que significa deixar todos os ingredientes lavados e picados prontos para uso).

Ligue o forno entre 180°-200°. Pegue uma travessa funda (usei minha panela wok pois sumiu a minha marinex grande…) e disponha primeiramente os pedaços de frango.

Vá juntando os outros ingredientes: o alho (esfregue no frango), as cebolas, tomates, pimentão, louro, cheiro verde, orégano, pimenta do reino, farelos do caldo de galinha, azeitonas.

Por último, acrescente o vinho e o azeite. O ideal é que a travessa seja do tamanho ideal para que os pedaços fiquem todos juntinhos e cobertos pelo vinho e azeite.

Coloque no forno com um papel alumínio por 1 hora, depois retire e deixe assar por mais 30 min.

Sirva com arroz branco, ou batatas cozidas. Como o prato já tem um sabor e um molho bem marcante, o ideal é que o acompanhamento seja de sabor mais neutro.

Servi com arroz integral, porque durante a semana nós somos super comportados lá em casa (final de semana a gente se vinga, kkk). Sugiro que vocês tentem fazer este prato no final de semana e sirvam acompanhado de um bom vinho espanhol. Garanto que fará o maior sucesso!

E se vocês têm simpatia pela gastronomia espanhola, vejam mais em Noite Espanhola um super evento que organizei por ocasião do aniversário de minha irmã, em Brasília. Um grande abraço e até breve!!

 

 

Feijão Tropeiro do Delícia

(Dando uma pausa no Canadá…). Acharam o título estranho?! rsrsrs. O “Delícia” é a forma carinhosa com que chamamos o Wagner, proprietário da Pousada Calçada São José, em Tiradentes. Já estivemos lá duas vezes, e até já fiz relato aqui no blog. Para relembrar o post, clique aqui.

Pousada Calçada São José em Tiradentes – MG

O casal Wagner e Du, são excelentes anfitriões e a pousada é daquelas que você se sente em casa. E que casa! Trata-se de uma imensa e bela propriedade, aos pés da Serra São José, muito espaço verde, pássaros, decoração rústica, café da manhã delicioso. Pelo menos uma vez por ano agora tô indo pra lá descansar… e comer, rsrsrs.

Naquela ocasião em que escrevi o post, não publiquei o fantástico Feijão Tropeiro do Delícia. Outros assuntos terminaram por atrapalhar os meus planos de passar a receita pra vocês. Mas desta vez, eu mesma quero “eternizá-la” aqui no blog. Porque vale a pena, porque é inesquecível e fantástica. Porque o Delícia prepara com todo carinho e dedicação que se pode esperar de um verdadeiro Chef!

Toda a “mise en place” é feita desde o dia anterior, de forma a não atropelar os trabalhos na hora de montar o prato. Todos os ingredientes são cuidadosamente encomendados e comprados com antecedência. A costela de porco (servida à parte) foi assada por 6 horas no forno, para ficar derretendo, literalmente, na boca…

Antes de descrever, já vou logo dizendo que não tenho as quantidades exatas da receita, mas assisti, com olhos atentíssimos, e gravei as partes mais importantes, para não esquecer nenhum detalhe. Então não posso afirmar que as quantidades estão exatamente iguais as que ele usou, mas estão bem próximas. O almoço que ele preparou domingo passado, foi para 15 pessoas.

Ingredientes:

  • 1,2 kg de feijão vermelho cozido (ele falou para calcular uns 80g por pessoa)
  • 8 cebolas picadas
  • 1 cabeça inteira de alho picado
  • 26 ovos
  • páprica doce e picante a gosto
  • 0,5 kg de lombinho de porco “confitado” (cozido bem lentamente)
  • linguiça de porco cortada em rodelas e fritas (uns 300 ou 400 g)
  • alho picado e tostado (para finalização)
  • couve mineira cortada bem fininha (umas 6 folhas grandes)
  • cebolinha picada (um maço)
  • torresmo (umas 2 xícaras)
  • 300 g (aproximadamente) de farofa de milho, torrada e temperada com alho e cebola (ele ensinou que de milho é melhor que de mandioca, nesse caso, para o prato não ficar ainda mais pesado)
  • azeite, sal e pimenta do reino a gosto

Vamos lá para o modo de preparar!!! Tem muito segredinho aqui…

Com tudo já preparado, picado, cozido, frito, etc, devemos “montar” o prato numa panela graaaande, tipo paellera (pode ser uma wok tb). Daí primeiro entra o alho no azeite, para dourar um pouco. Só depois entra a cebola.

Então vem a parte mais trabalhosa e delicada. Fogo tem que estar o tempo inteiro bem baixinho ok?!! Abrir os ovos, um por um, delicadamente (tentando não quebrar a gema), dentro de um potinho (para desprezar, caso o ovo esteja estragado), e ir distribuindo-os na panela inteira, com cuidado. Depois pode tampar um pouco para que eles cozinhem lentamente.

Depois que os ovos estão durinhos, e para dar um gostinho especial, ele acrescenta um molho consistente, retirado do assado do lombinho ou da costela, feita por fora, e que acompanha o tropeiro depois. Tempera com sal, pimenta do reino, páprica doce e picante. Isto feito, ele usa duas colheres de pau e corta os ovos em pedaços. Aliás, dica do Delícia: “não é pra colocar os ovos na panela e mexer como se fossem ovos mexidos não!! senão dá gosto de ovo no feijão!!”. Anotado?!!

Só depois de cortar os ovos fritos, você deve acrescentar o lombinho de porco, o feijão e a linguiça.

Então é hora de acrescentar a couve mineira. Depois que murchar, acrescentar a farofa de milho.

Para finalizar o prato, ele acrescenta a cebolinha fresca e tampa a panela. Na hora de ir pra mesa, não esquecer de acrescentar o alho frito e crocante, e os torresmos (este último pode ser deixado à parte, apenas para quem gosta, ou pode comer, rsrs).

De acompanhamento para o Tropeiro, ele preparou uma costela de porco assada e “pururucada” divinamente. Para quem não conhece o termo, pururucar é tostar a pele do porco de forma que fique crocante. O Delícia tem uma “arma infalível” e bem original. Um artefato movido à gás e que, segundo ele, atinge 700 graus!

Os outros acompanhamentos foram: o arroz de jiló (uma especialidade da casa), farofa de banana e molho de cebola roxa (tipo um vinagrete). Um espetáculo. Não há melhor Tropeiro na região, pelos motivos que falei lá em cima: este é feito com carinho, lentamente, num ritmo que combina com o lugar. É o que chamamos de “slow food”. Sua cozinha propriamente dita fica inclusive aberta, aprende quem quer. Eu fiquei ali do ladinho, gravando tudo, claro. Não perdi nenhum detalhe, eu acho…

Depois foi só abrir uma boa garrafa de vinho tinto e: estômago, pra quê te quero??!!!! 😛

Então, cariocas… Este é um programa maravilhoso para quem mora no Rio de Janeiro, pois a cidade de Tiradentes (Patrimônio Histórico Nacional) fica a apenas 370 km do Rio. Se você for passar um final de semana por lá, não deixe de visitar a Igreja Matriz, as lindas ruas de pedra do centro histórico com suas casas coloniais (observe as janelas coloridas), e vá a alguns de seus restaurantes maravilhosos (indico o Viradas do Largo). Ah! Se der tempo, aproveite para dar um pulinho em Bichinho, um pouquinho afastado do centro, mas com lojas de artesanatos e móveis bem diferenciados para a sua casa!

Tiradentes – MG e abaixo do lado direito, a “Casa Torta” em Bichinho

Em breve, mais posts do Canadá!!

Caponata

O nome pode ser desconhecido da maioria das pessoas, mas provavelmente quase todo mundo já comeu uma caponata. Tem origem italiana, mais especificamente da Sicília. Trata-se de um tipo de conserva feita com berinjelas, cebola, alho, pimentões, alcaparra, vinagre, açúcar e azeite, basicamente. Na Sicília (em Palermo principalmente) eles costumam acrescentar peixes ou mariscos. A caponata é servida normalmente como antepasto (entrada), ou como acompanhamento. Pode ser comparada à “ratatouille” francesa.

Eu prefiro a caponata mais simples possível, é a minha proposta de hoje. Mas outros ingredientes podem ser acrescentados, ficando a critério de cada um. Existem muitos de tipos de caponatas na internet e a que posto hoje é apenas uma das diversas que eu mesma já fiz. Eu sempre vario, dependendo dos ingredientes que tenho disponíveis na geladeira :).

É uma receita super simples. A única coisa que ela requer é um pouco de habilidade com a faca, pois você vai precisar cortar e picar bastante. Se não tiver muita experiência, faça sem pressa e com cuidado!!

Eu gosto de servir para visitas inesperadas, por isso sempre tenho um potinho na geladeira com caponata pronta.

As quantidades dos ingredientes não são muito precisas, pois não vão alterar muito o resultado final, portanto, não se preocupe tanto com isso.

Caponata

Ingredientes

  • 3 berinjelas de tamanho médio
  • 1 pimentão vermelho médio
  • 1 pimentão amarelo médio
  • 1 cebola média
  • 6 dentes de alho
  • 15 unidades de azeitonas pretas (ou verdes)
  • alguns ramos de tomilho fresco
  • 1 colher sopa de orégano (seco mesmo)
  • azeite (muuuuuito, usei praticamente 1 garrafa de 500ml)
  • sal e pimenta-do-reino
  • 2 colheres sopa de folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

1-Lavar e cortar as berinjelas em bastões finos e curtos (você pode também picar em pequenos cubos, aí vai da preferência de cada um).

2- Salgar os bastões de berinjela (2 colheres de chá rasas de sal será suficiente), misturar bem o sal com as mãos e deixá-los num escorredor. Eles vão desidratar um pouco e soltar um líquido escuro. Este procedimento serve para retirar um pouco do amargor próprio da berinjela.

3-Picar, também em tirinhas (julienne), os pimentões e a cebola.

4-Picar finamente os dentes de alho, ou passar no espremedor (você também pode fazer fatias bem finas).

5-Fatiar as azeitonas com a ajuda de uma faquinha, desprezando os caroços.

6-Em uma grande assadeira, espalhar a berinjela e depois todos os outros ingredientes, misturando todos eles com as mãos. Acrescente sal, pimenta do reino, tomilho, orégano. Derrame bastante azeite (uma xícara bem cheia mais ou menos) e misture bem, de forma que fique tudo bem untado.

7-Levar ao forno pré aquecido a 200 graus. Deixar por 30 a 35 minutos, a depender do seu forno. No meio desse tempo, dê uma misturada com uma colher nos ingredientes, para não grudarem no fundo da assadeira.

8-Retirar do forno, acrescentar o manjericão fresco e misture tudo muito bem, com delicadeza.

9-Depois colocar essa mistura em potes de vidro pré lavados e esterilizados (para isto basta colocar água fervente dentro do pote, deixar por alguns minutos, desprezar a água e deixar secar no escorredor). Acrescentar azeite dentro do pote, em quantidade suficiente para cobrir a caponata. Depois que esfriar, tampe bem e guarde na geladeira. Ela fica melhor depois de 24h. E dura bastante!

10-Sirva a caponata acompanhada de torradinhas. Cai bem com uma cervejinha gelada ou vinhos!

Dica: você pode também acrescentar outros ingredientes para variar sua caponata! Seguem algumas sugestões: tomate, alcaparra, pimentão verde, abobrinha, aipo, uva passa, louro, ervas aromáticas diversas (salsinha, alecrim, manjerona, etc). E até salame em tirinhas!

 

 

Polvo ao vinagrete

Final de semana passado fui convidada para almoçar na casa de uma prima e, pra não chegar de mãos vazias, lá fui eu pra feira!! Comprei um polvo (adoooooro), estava fresquinho e com um preço razoável. Como íamos pra piscina, tive a ideia de fazer um polvo ao vinagrete, tira-gosto pra se comer frio, acompanhado de torradinhas e um vinho branco geladinho ;).

Sei que muita gente não gosta de polvo, o que eu sinceramente acho lamentável, rsrsrs. Vivi toda a minha vida em cidade beira-mar, de forma que polvo sempre foi um alimento corriqueiro em minha mesa. Na praia de Porto de Galinhas e Maracaípe, em Pernambuco, comíamos sempre caldinho de polvo (ou polvo ao coco) com bastante limão e pimenta. Aaaaiiiii….. muito bom! Saudade que não tem fim…

O polvo é um molusco, tem um corpo todo mole, não possui espinhas ou ossos e tem oito tentáculos cheios de ventosas. Para quem não sabe, ele também solta tinta em situações de perigo (como as lulas) e muda de cor para se camuflar. Não é lindo??!! Muito fã, hahaha.

Polvo ao vinagrete

Rendimento: 1 porção para tira-gosto, serve umas 4 pessoas. Tempo de preparo: 30 min.

Ingredientes:

  • 1 polvo de aproximadamente 1kg (depois que cozinhar ele vai reduzir para 200g!)
  • 1 cebola comum grande
  • 1/2 cebola roxa (pode ser com a branca)
  • 1 tomate pequeno sem sementes
  • 1 pimenta dedo-de-moça bem picada
  • 2 colheres sopa cebolinha picada
  • 2 colheres sopa de salsinha picada
  • 80 ml de vinagre de maçã (ou outro de sua preferência)
  • 100 ml de azeite de boa qualidade

Modo de preparo:

1-Lave o polvo e coloque-o em uma panela de pressão com uma cebola grande cortada em quatro partes, dois copos de água e um pouco de sal.

2-Depois que pegar pressão, deixe de 7 a 9 min, dependendo do tamanho do bichinho e se você prefere ele com uma consistência mais firme (al dente) ou mais macio. Eu deixei 9 min para um polvo de 1kg, mas achei que poderia ter ficado um pouco menos (ele ficou macio). Escorra e passe na água fria apenas para que ele não continue cozinhando (ou mergulhe-o em um recipiente com água e gelo).

3-Corte em rodelinhas de 1 cm no máximo. Eu aproveitei apenas os tentáculos do polvo. Reserve.

4-Pique bem todas as verduras. Quando for cortar a pimenta, despreze as sementes (a não ser que você goste muito de pimenta ardida!).

5-Junte as verduras picadas e o polvo num recipiente. Acrescente sal, o vinagre e o azeite.

6-Coloque em um recipiente limpo, tampe e leve à geladeira, por pelo menos duas horas.

7-Quando for servir, disponha o vinagrete de polvo em um pequeno bowl, enfeite com salsinha e sirva acompanhado de torradinhas.

Aaaaah! Não esqueça de abrir um bom vinho branco gelado (ou um espumante, ou um rosé). Vai fazer sucesso!

Semana que vem, tem mais!!

 

 

Camarão ao molho de manga e purê de wasabi

Este post ia ser de um “camarão com molho de tangerina”, mas não deu certo… :(. Segui a receita que encontrei numa de minhas antigas revistas Gula, da época que eu colecionava. Terminou indo pro lixo 9 tangerinas fresquinhas compradas na feira. Talvez eu tente outro dia, extraindo o suco de outra maneira (eu retirei a casca externa, os caroços e bati no liquidificador). O problema foi que ficou amargo demais. Tentei acrescentar açúcar mascavo, mas a coisa ficou ainda pior… rsrsrs.

Mas vamos à nossa aula de hoje! Faremos um camarão ao molho de manga e pimenta dedo-de-moça (a pimenta é opcional mas garanto que não arde muito e dá um toque pra lá de especial) acompanhado de purê de wasabi (raiz-forte).  Purê de quê?? Wasabi é um tempero japonês, vendido em pasta, muito utilizado na culinária japonesa, proveniente das raízes de uma planta. É aquela pastinha verde que eles servem junto com sushis e sashimis e que provoca uma sensação bem intensa, você sente uma ardência forte, mas passageira. Eu particularmente, adoro! Já experimentei até queijo feito com wasabi, numa viagem que fiz à Alemanha (numa feira livre em Mainz). Já vi pra vender aqui no Brasil também.

Wasabi ou raiz-forte

Camarão ao molho de manga com purê de wasabi

Rendimento: 4 porções. Tempo de preparo: 1 hora.

Ingredientes para o camarão:

  • 1 kg de camarão cinza, descascado e limpo
  • suco de 1 limão
  • pimenta do reino
  • 1 cebola
  • 1 pimenta dedo-de-moça bem picadinha (se não quiser que fique ardendo muito, não coloque as sementes!)
  • 1 manga grande e madura, mas firme! (usei a palmer, que acho mais saborosa) descascada e cortada em cubos
  • 1 colher de sopa cheia de folhas frescas de manjericão (e mais algumas para decorar)
  • azeite para refogar
  • sal e pimenta do reino

Ingredientes para o purê de wasabi:

  • 750g de batatas inglesas
  • pasta wasabi (comprei nas Casas Pedro, mas já vi no Pão de Açúcar e em lojas de produtos orientais)
  • 100g de creme de leite
  • 100g de manteiga
  • sal a gosto

Modo de preparo…:

PURÊ DE WASABI:

1-Cozinhe as batatas com a casca, para não ficarem muito “aguadas”. Depois escorra, deixe esfriar um pouco e retire a casca com a ajuda de uma faca. Ela sai facilmente.

2-Passe num processador juntamente com a pasta de wasabi, a manteiga, creme de leite e sal. A quantidade de wasabi fica a critério de cada um, pois ela tem um sabor forte. Eu coloquei em torno de 2 colheres de sopa. Se estiver em dúvida, coloque uma só e experimente, antes de colocar a segunda colher. Depois passe o purê para a panela novamente e reserve.

Obs: se você não tem um processador, passe as batatas no espremedor comum de batatas e depois misture bem com o restante dos ingredientes.

CAMARÕES AO MOLHO DE MANGA:

1-Descasque, limpe bem e tempere os camarões com suco de limão, pimenta do reino e sal. Reserve.

2-Descasque a manga e pique em cubos de 1 a 2 cm. Depois deixe de molho em água com um pouco de sal.

3-Pique a cebola e a pimenta dedo-de-moça sem sementes (se quiser mais picante, inclua algumas sementes).

4-Pique a cebola.

5-Escorra a manga.

6-Numa frigideira, coloque azeite e refogue um pouco a cebola. Acrescente os camarões. Fogo deve estar alto para grelhar os camarões. Junte a pimenta dedo-de-moça picada.

7-Assim que estiverem um pouco dourados, acrescente a manga e mantenha o fogo alto. Grelhe mais um pouco e acerte o sal. Depois que desligar o fogo, acrescente as folhas de manjericão.

Está pronto!!! É ou não é fácil??!! Sirva o camarão com o purê de wasabi e, caso queira, uma porção de arroz simples para compor o prato. Você vai sentir um contraste entre o sabor doce da manga e o wasabi, muito interessante!

Decore com folhas de manjericão.

Servi este prato com um vinho tinto, por falta de um branco, mas como era um “Chianti”, um vinho relativamente leve, casou muito bem!

Cocotte de ovo com patê e cogumelos

Cocotte de ovo??? O que é isso???!!!

“La cocotte” é uma pequena panelinha muito utilizada na cozinha francesa (de ferro ou cerâmica). A “cocotte de ovo” ou “ovo cocotte” é um preparo bem popular, que pode ser visto em diversas versões diferentes, e que traz o ovo como ingrediente principal.

Essas são as “cocottes” francesas

Hoje vamos aprender a fazer uma cocotte de ovo com patê de fígado e cogumelos, uma receita que vi no Le Monde, jornal francês, e que me inspirou a fazer esta adaptação. Na receita original, a Chef utiliza foie gras (patê de fígado de ganso ou pato), mas eu não tenho mais coragem (nem dindim, rsrsrs) pra comprar essa iguaria, por isso usei um patê nacional, apesar de que hoje em dia nem sei se ele tem tanta credibilidade assim, rsrs. Quem não curte patê de fígado, substitui por patê de presunto, ou qualquer outro de sua preferência. Você pode usar sua imaginação para substituir ingredientes!

Caso você não possua uma cocotte, não tem problema, substitua, como eu fiz, por um ramequim (tigelinha de cerâmica, individual).

Vamos lá!!

Cocotte de ovo com patê de fígado e cogumelos

Rendimento: 2 porções. Tempo de preparo: 40 min.

Ingredientes:

  • 2 ovos
  • 60g de patê de fígado de aves, ou de presunto (da marca que você preferir)
  • 80g de creme de leite (se possível, do fresco)
  • 100g de cogumelo Paris – 4 unidades grandes (na falta, dá pra substituir por champignon em conserva, embora não tenha o mesmo sabor)
  • 4 échalotes (aquelas cebolas bem pequenininhas, mas na falta, use uma cebola normal pequena)
  • 1 dente de alho (inteiro)
  • 1 ramo de tomilho fresco ou orégano (1 colher de chá cheia de folhinhas)
  • Tiras de pão de fôrma
  • Sal e pimenta do reino
  • 1 colher de sopa de azeite
  • Ramos de ciboulette (cebolinha francesa, aquela beeeeem fininha) ou salsa para enfeitar

Modo de preparo:

  1. Limpe os cogumelos com uma escovinha, ou papel, e depois fatie e corte em pequenos pedaços (1 a 2 cm).

2. Descasque e fatie as échalotes grosseiramente.

3. Misture o creme de leite com o patê de fígado, até formar um creme homogêneo.

4. Leve uma frigideira ao fogo médio, refogue a cebola primeiro, por um minuto e acrescente o alho (inteiro mesmo), por mais um minuto.

5. Junte os cogumelos, um pouco de sal e pimenta do reino, folhinhas de tomilho e refogue por uns 5 min, sempre mexendo. Os cogumelos ficarão bem macios. Desligue o fogo e retire o dente de alho.

6. Em dois ramequins, distribua o cogumelo refogado.

7. Coloque um ovo em cada ramequin (quebre a casca com cuidado para que a gema fique inteira).

8. Acrescente duas colheres de sopa do creme de patê (deixe um restinho para fazer as torradas) em cada ramequin e coloque um pouquinho de pimenta do reino por cima. Disponha-os em uma assadeira.

9. Passe um pouco de manteiga e do creme de patê nas tiras de pão e disponha-as em outra assadeira.

10. Leve tudo ao forno médio (160º) por mais ou menos 15 min. É importante que a gema se mantenha mole (e as claras já estejam praticamente cozidas). Se precisar, deixe as torradas mais um pouco de tempo para que fiquem mais crocantes.

11. Sirva o ramequin num prato, acompanhado das torradinhas. Salpique a ciboulette ou salsinha fresca.

Experimente comer com ajuda das torradinhas, ou use uma colher. É simplesmente delicioso.

Não perca na próxima semana, um camarão que deu errado…  só que não! Na hora de servir dei uma improvisada, troquei alguns ingredientes por outros, e não é que deu tudo certo?!!! \o/.

Você experimentou a penne al funghi que disponibilizei na semana passada?! Se não, vai lá e confere a receita!

Até a semana que vem!!