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Frankfurt am Main – Com chave de ouro

Vou começar a contar a minha viagem pelo fim…

Foram 29 dias de puro deleite, para todos os meus 5 sentidos. O roteiro que montei ao longo de 1 ano foi bem pensado e planejado para melhor aproveitarmos a região do Reno (Alemanha), Mosel (Alemanha), Floresta Negra (Alemanha), Alsácia (França), Suíça  e até o principado de Liechtenstein.

Do que dependeu de mim, saiu tudo perfeito, mas do que dependeu de São Pedro, aí ele falhou em alguns momentos cruciais!!! Mas enfim, nada, mas nada mesmo, é completamente perfeito. Faz parte de qualquer viagem, alguns contratempos…

Römerberg - Praça na cidade antiga de Frankfurt

Römerberg – Praça na cidade antiga de Frankfurt

Mas então… Depois de 27 dias sem parar, visitando em torno de 30 cidades, chegamos ao nosso ponto final: Frankfurt, na Alemanha, de onde começamos. Teríamos 3 dias e duas noites lá, um dos mais importantes centros culturais e econômicos da Alemanha, onde estão as sedes dos principais bancos e jornais. Neste momento, só queríamos mesmo dar uma relaxada e fazermos umas “comprinhas”. Maior parte das minhas compras foram itens para a minha cozinha (inclusive alimentícios), as demais compras limitaram-se a algumas roupas para meus filhos e coisinhas de farmácia (a DM é simplesmente magnífica, tem de tudo!), como demaquilantes, escovas de cabelo, hidratantes e cosméticos em geral…

Dentre os itens culinários que comprei: ralador de pimenta Peugeot (sim, a mesma que fabrica os carros), raladores diversos para o dia-a-dia, frigideira de cerâmica italiana, facas, descascador de tomate (da Vitorinox, genial!), maçarico para crème brulée, arroz para paella, açafrão, fava de baunilha, pimenta verde seca, biscoitos amanteigados escoceses (fiquei fã, desde que experimentei ano passado em Edinburgh), um icewein do Mosel (vinho feito com uva congelada, muito doce, delicioso), chocolates.

Restaurant Français, em Frankfurt

Restaurant Français, em Frankfurt

Mas compras à parte, preciso contar o EXCELENTE restaurante que fui em Frankfurt. Queríamos fechar a viagem com chave de ouro. Para isso, pesquisei no Guia Michelin e encontrei um restaurante 1 estrela próximo ao nosso hotel. Era nosso último dia na Europa, já estávamos inclusive prontos para ir pro aeroporto, só iríamos passar no hotel para buscarmos nossa mala. Eu estava de tênis, meu marido de jeans… O restaurante era dentro de um hotel luxuoso, mas encaramos. A mocinha logo na entrada: “Vocês sabem que este restaurante é gourmet, não é?”. Hahahaha. Não havia muita gente. Ele tem ambiente externo e interno. Ficamos dentro. Chama-se “Français”. Como o nome já diz, cozinha francesa. Mas não tinha nada de clássica.

Vieram, como de costume, os “amuse-bouches”. Um deles muito bom, temperado com raiz forte, os outros nem tanto. Sabores neutros demais. Foi servido também pão fresco da casa (diversas opções), com 4 tipos de manteiga à sua escolha.

Amuse-bouche do menu degustação do Français

Amuse-bouche do menu degustação do Français

Primeira entrada: caranguejo desfiado, levemente apimentado, com um sorbet de manga, combinação ótima. Segunda entrada: Ostras frescas. Estavam realmente muito frescas e saborosas, servidas com limão siciliano. Mas o amuse-bouche que acompanhou o prato não combinava, eram uma espécie de mini sanduíches de queijo.

Caranguejo e sorbet de manga do Français

Caranguejo e sorbet de manga do Français

Ostras frescas deliciosas de entrada

Ostras frescas deliciosas de entrada

Prato principal: bacalhau fresco, com um molho delicadíssimo de cogumelos, acompanhado de aspargos e um purê de agrião. Estava fantástico. De comer de joelhos. Não íamos pedir sobremesa, mas por indicação da garçonete, terminamos por aceitá-la.

Bacalhau fresco, cogumelos, aspargos do Français

Bacalhau fresco, cogumelos, aspargos do Français

Antes dela nos trouxeram um delicioso iogurte caseiro com morangos e mousse de chocolate, servido num simpático frasquinho de vidro, com vedação em alumínio, como um iogurte de supermercado. A sobremesa principal era um sorvete de limão, bem refrescante, diversos detalhes não anotados por mim, mas no geral não foi das minhas preferidas.

Iogurte com morango e mousse de chocolate

Iogurte com morango e mousse de chocolate

Ao final ainda nos ofereceram docinhos diversos e trufas. Comi uma tartelete de amoras, deliciosamente delicada. Café e a conta: 175 euros, muito bem pagos. E ainda tivemos direito a uma entrevista com uma repórter de uma rádio local, querendo saber o que tínhamos achado do almoço, hahahaha.

Sobremesa Mousse de limão do Français

Sobremesa Mousse de limão do Français

Não posso deixar de registrar aqui o serviço excepcional do restaurante. A única coisa que faltou foi parabenizar o Chef pessoalmente, o Patrick Bittner, há 12 anos na casa.

Vinho do Reno que tomamos, Riesling, servido gelado, muito bom

Vinho do Reno que tomamos, Riesling, servido gelado, muito bom

Patrick Bittner, chef estrelado do Français (foto exposta na vitrine do restaurante)

Patrick Bittner, chef estrelado do Français (foto exposta na vitrine do restaurante)

Também esqueci de fotografar o cardápio, de forma que ficam faltando detalhes importantes dos ingredientes. Independente de qualquer coisa, o que é mais importante é a experiência como um todo, as surpresas no paladar. Este restaurante eu indico e voltarei, se um dia voltar a Frankfurt. Não há muito o que ver aqui, além da praça Römerberg e a Catedral, considerando que esta cidade foi duramente destruída durante a 2ª Guerra Mundial, mas há uma ótima rua de compras, a Zeil, com um shopping de arquitetura moderníssima (My Zeil) que possui uma enorme loja de eletrônicos (Saturn) para os aficcionados. Prefiro gastar meu precioso tempo com os setores gourmets das grandes lojas de departamentos Karstadt e Kaufhof…

Rüdesheim am Rhein e Mainz (Vale do Reno)

Beco Drosselgasse

Beco Drosselgasse

Quando meu marido me propôs viajarmos pelo Vale do rio Reno e do rio Mosel, na Alemanha, comprei a aventura na hora. Já imaginei o roteiro completo: além dos vales dos dois rios, iríamos até a Alsácia (França) e a Suíça, vizinhas da Alemanha. Saindo de Frankfurt e voltando para o mesmo ponto de onde partimos. Seria uma viagem circular. Escolhi cuidadosamente todas as cidades por onde passaríamos. E acho que fiz um roteiro perfeito. Já postei aqui diversos trechos dessa viagem, mas não contei ainda como e onde tudo começou.

Saímos do Rio no dia 23/04, feriado de São Jorge, direto para Frankfurt. Pegamos um carro previamente alugado no aeroporto e seguimos para o nosso primeiro destino: Rüdesheim. Nem tentem pronunciar o nome dessa cidade. Eu e meu marido tentamos, mas ninguém nos entendeu. Tivemos que mostrar no papel, o nome escrito… E olhem que meu marido morou na Alemanha! kkk.

Então, chegamos na Alemanha num horário ótimo, à tarde, ainda ensolarada. Fomos direto para nosso hotel, o Gasthaus Rose Rüdesheim. A dona não falava nada em inglês, mas era tão simpática, tão simpática que conseguimos travar um bom papo, com o pouco que meu marido arranhava em alemão – mais um monte de mímicas – antes de subirmos para o quarto.

Licores em loja de Rüdesheim

Licores em loja de Rüdesheim

Saímos para explorar a graciosa cidade. Ela fica na beira do Rio Reno e é Patrimônio da Humanidade. Por isto, é uma cidade bem turística, por suas construções históricas, museus e, claro, seus vinhos. Há também uma incrível produção de licores caseiros. Uma loja linda no centro histórico oferece uma imensa variedade de licores, em que você escolhe a sua garrafinha (há dezenas de modelos e tamanhos) e o sabor, no estilo “self service”.

O famoso “Beco Drosselgasse” é uma delícia, com belas casas medievais. Muitos restaurantes, todos bem típicos. Depois de andarmos bastante, escolhemos o “Breuer’s Rüdesheim Schloss“, indicado pelo Michelin e ao mesmo tempo, hotel e restaurante.

Sentamos no terraço externo, onde um homem tocava órgão e até acordeão (ouvir Sting nesse instrumento foi inédito!).

Terraço do

Vinho no terraço do Breuer’s Rüdesheim Schloss

Fomos de truta, eu e ele. A minha era defumada, com salada e raiz forte. A dele era frita, com molho de manteiga e amêndoas. O vinho foi um branco local, o GB Sauvage, Riesling, gelado, delicioso, com acidez acentuada e muito frescor.

Truta frita do Breuer's Rüdesheim Schloss

Truta frita do Breuer’s Rüdesheim Schloss

Truta defumada do Breuer's Rüdesheim Schloss

Truta defumada do Breuer’s Rüdesheim Schloss

No dia seguinte visitamos a bela cidade de Mainz, também no Reno (um pouco mais ao sul). A melhor atração foi sua feira livre, na Praça do Mercado. Aspargos e mais aspargos, de todos os tamanhos, nunca os tinha visto assim, frescos, enormes.  Descobri que era o auge da safra e já fiquei de água na boca. Voltamos à tarde para Rüdesheim, para pegarmos o teleférico que nos levou até o Niederwald, um belo monumento no alto de uma montanha de onde se tem belíssimas vistas da cidade e do Rio Reno. Imperdível.

Feira livre no centro de Mainz

Feira livre no centro de Mainz

Aspargos frescos na feira de Mainz

Aspargos frescos na feira de Mainz

À noite, partimos para mais uma experiência gastronômica, no restaurante “Winzerkeller“, uma casa linda, do século XVII, onde degustei, adivinhem… os arpargos! E pedi na forma mais simples possível, para que seu sabor não fosse mascarado: só no “beurre blanc” (molho à base de vinho branco e manteiga)… Cláudio pediu uma linguiça do tipo chouriço, feita com o sangue do porco, um prato bem leve, rsrs. Pra rebater, uma apfelstrudel inesquecível, porque foi uma das melhores que comi na Alemanha (a outra foi em Heidelberg).

Linguiça tipo chouriço

Linguiça tipo chouriço

Aspargos frescos

Aspargos frescos

Apfelstrudel no

Apfelstrudel no Winzerkeller

 

A partir do dia seguinte, partimos para conhecer um dos lugares mais lindos da Europa, o Vale do Reno e seus castelos… E depois dele, o Vale do Mosel…

 

Restaurante estrelado em Baden-Baden

Charrete no centro de Baden-Baden

Charrete no centro de Baden-Baden

Quando faço viagens com foco na gastronomia, procuro pesquisar algumas opções recomendadas pelo Guia Michelin, Tripadvisor ou dicas em blogs de viagem. Certa vez, a dona de uma pousada (na cidade de Porto) em que eu havia feito uma reserva me escreveu, se colocando à disposição para fornecer dicas. Eu então solicitei uma sugestão de restaurante e ela me indicou um excelente, que até postei aqui, o ODE Wine House.

Durante esta minha última viagem fui a dois restaurantes com uma estrela Michelin. Um deles em Frankfurt, o “Français“, cujo experiência fantástica já contei aqui no blog. O outro foi em Baden-Baden, na Alemanha. Inicialmente, achei estranho ter restaurante estrelado por lá. Não que eu tenha algum preconceito com a gastronomia alemã, mas achei que os franceses pudessem ter, afinal o guia Michelin é francês. Mas depois entendi tudo, o restaurante se chamava “Le Jardin de France“!!!! Observem que os dois restaurantes estrelados que fomos na Alemanha eram franceses (coincidência?!!)…

Restaurante "Le Jardin de France" em Baden-Baden

Restaurante “Le Jardin de France” em Baden-Baden

Chegamos na cidade já praticamente na hora do almoço, o tempo estava bem esquisito. Antes mesmo de conhecermos o centro da cidade, nos diriginos ao Le Jardin. Estávamos comemorando o término de nossa primeira semana na Europa. O ambiente lembrava um jardim de inverno, teto de vidro, arborizado por fora, muito charmoso. Na verdade era situado no pátio interno de um grande prédio comercial.

Amuse-bouche e vinho riesling no Le Jardin de France

Amuse-bouche e vinho riesling no Le Jardin de France

Pedi um vinho da região (Baden-Württemberg), de uva riesling, muito bom. Nos trouxeram em seguida os tradicionais “amuse-bouches”. Um deles se tratava de um creme de agrião com espuma de maçã, com croutons. O outro era de berinjela com pimentões vermelhos. Ambos muito bons. Mas o melhor ainda estava por vir. Nossos pratos principais estavam um escândalo de gostosos. Comer fora do Brasil tem isto de bom, normalmente os pratos nos surpreendem por terem outra gama de ingredientes, com outras interpretações.

Lindo prato: Tilápia com risoto de aspargos frescos

Lindo prato: Tilápia com risotto de aspargos frescos

O meu prato foi o “peixe do dia”, que era o Saint Pierre (nossa tilápia) grelhado. Mas o que estava incrível mesmo era o risotto que o acompanhava, preparado com cogumelos do tipo “morille” e aspargos frescos. Fantástico. Meu marido preferiu um “ris de veau”, que traduzindo… trata-se do timo (órgão linfático que se localiza na caixa toráxica) e pâncreas (glândula do sistema digestivo) do veado. Chocados? Bizarro, não?!! Mas ele adorou! Também acompanhado de cogumelos “morilles”, aspargos e molho “bordelaise” (tradicional molho feito com vinho de Bordeaux).

"Ris de veau" ao molho bordelaise

“Ris de veau” ao molho bordelaise

Para fechar, pedimos um crème brulèe, tradicionalíssimo na França. Estava perfeito.

Mais alguns amuse-bouches doces, um café e a conta: 150 euros, já com a gorjeta (normalmente damos 10%, porque eles não estipulam o valor). Se me perguntarem se valeu a pena, respondo sem hesitação que sim! No Brasil, num restaurante deste nível, certamente pagaríamos mais.

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Depois fizemos a digestão caminhando pelo centro da cidade, fomos ao famoso cassino que funciona desde 1838, e que tinha Dostoiévski como seu frequentador. A construção (“Kurhaus”) é luxuosíssima e não passei do saguão, rsrsrs. Parece que a cidade toda gira em torno dessas roletas…

Termas Trinkhaklle próximas ao cassino de Baden-Baden

Termas Trinkhalle próximas ao cassino de Baden-Baden

Perto do cassino ficam as também famosas termas (“Trinkhalle”), construídas em 1842, com belos afrescos. Em seu interior há uma fonte de água mineral. Existem outras termas de luxo na cidade. Depois disso começou a chover, primeiro de leve, depois a coisa engrossou legal. Fomos forçados a voltar para o hotel. Nesta noite, dormi com fome, pois meu marido teve uma enxaqueca e precisei ficar em silêncio e bem quietinha até o dia seguinte! Ainda bem que foi apenas nesse dia. A partir daí, ele não tomou mais uma gota de vinho sequer! Ele. Não eu, rsrsrs.

Heidelberg e Ludwigsburg

Heidelberg - Alemanha

Heidelberg – Alemanha

Heidelberg é uma cidade cheia de encantos, esta. Uma das mais belas que conheci nesta viagem. Ficamos hospedados num pequeno apartamento, com um janelão ao lado da nossa cama, uma mini-cozinha toda equipada e banheiro bem espaçoso (Boarding House Heidelberg). O único porém é que por distração minha, aluguei um apartamento em que não havia wi-fi, a internet era a cabo… Mas pra compensar, a localização era boa, pois nem precisávamos pegar transporte para chegarmos ao centro da cidade. Quinze minutos de caminhada e já estávamos em plena Hauptstrasse, a principal rua de compras e badalações. Não é uma cidade sofisticada como Frankfurt, ela guarda um certo ar de cidadezinha de interior, até porque não deve ter mais que 150 mil habitantes. Caminhamos pelo centro e atravessamos a “Alte Brücke” (ponte erguida no final do séc 18) até a outra margem do rio Neckar, de onde tínhamos uma bela vista do Castelo de Heidelberg no alto da montanha. Aí não deu outra, o estômago começou a reclamar.

Voltamos para o centro, e nas cercanias da Catedral encontramos um pequeno restaurante, o “Café Knösel”, duas moças simpáticas serviam as mesas. Escolhemos o mesmo prato, medalhões de carne de porco fritos, com molho encorpado de champignons e acompanhado de “spätzle”, famosa massa caseira alemã, imperdível para quem visitar o país. A cerveja de trigo que tomei de entrada foi perfeita para refrescar e abrir ainda mais meu apetite (como se precisasse!).

Cerveja de trigo em Heidelberg

Porco ao molho de cogumelos com spätzle

De sobremesa, não resisti: “apfelstrudel”, pela qual me apaixonei desde a primeira garfada, lá no começo da viagem, em Rüdesheim (leia mais aqui). Esta sobremesa foi servida com sorvete de baunilha (de baunilha mesmo, a fava) e uma calda de hortelã, fugindo um pouco da tradicional com chantilly. Ficou perfeita!!!

Apfelstrudel com sorvete de baunilha

Apfelstrudel com sorvete de baunilha

Em Heidelberg, não se pode deixar de visitar seu castelo. Construído no período medieval, foi ampliado diversas vezes, entre os séculos XIII e XVII, às margens do rio Neckar. Ele tem uma longa história de destruições e reconstruções, sofreu incêndios e ataques com bombas. Hoje em dia possui uma mistura arquitetônica interessante e oferece ótimas vistas da cidade.

Ah, se você for visitá-la e quiser dicas úteis, dá uma olhada no post que um amigo escreveu em seu blog “O Marco da Viagem“.

Gravura antiga que ilustra o Castelo de Heidelberg

Gravura antiga que ilustra o Castelo de Heidelberg

Antes de chegarmos aqui, dormimos uma noite em Ludwigsburg, próxima a Stuttgart. A intenção era conhecermos o famoso Palácio de Ludwig (Eberhard Ludwig, 10º Duque de Wurttemberg, que reinou entre os séculos 17 e 18), cuja construção foi iniciada em 1704, inicialmente como uma base para caçadas, e depois foi sendo aumentado até que tornou-se um palácio super complexo e gigante. Ele tem um imenso jardim. Felizmente, este palácio não foi destruído durante a 2ª GM, como quase tudo na Alemanha…

Palácio de Ludwigsburg

Palácio de Ludwigsburg

Nesta cidade tivemos um almoço com sabor de comidinha do interior: cordeiro cozido com batatas, minha opção, e fígado de boi, do Cláudio. A dona do bistrô era uma senhora muito simpática, que falava muito pouco inglês, mas ficou surpresa quando descobriu que éramos brasileiros. Um senhor que estava na mesa ao lado, também ficou surpreso e disse que gostava muito do Brasil.

Cordeiro cozido com batatas

Cordeiro cozido com batatas

Fomos bem tratados em todos os lugares por onde andamos nesta viagem, na Alemanha, na França ou Suíça. Nem sempre encontrávamos quem falasse inglês, mas a maioria se esforçou à beça, rsrs. Em Ludwigsburg uma portuguesa foi nossa salvação no hotel que ficamos!

Viagem à Europa

Cês não têm idéia da ansiedade que estou para viajar !!!! Gostaria de compartilhar aqui. Vamos para a Europa, mais especificamente, à Alemanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França. Sairemos do Rio direto pra Berlim e passaremos três dias lá. Seguiremos então para Amsterdam (Holanda) onde ficaremos por mais três dias. Daí pegaremos o carro e iremos até Utrecht, depois Gouda (ééééé! o mesmo nome do queijo, pois é lá que ele é fabricado), Delft, Den Haag (ou Haia), Antuérpia, Brugge (já na Bélgica), Bruxelas, Luxemburgo, Reims (capital da Champagne, na França), Dijon (capital da Gastronomia da França), Fontainebleu e Paris. Ou seja, vou comer muuuuuuuito!!! E tomar muuuuuuitos vinhos!!! E muuuuuitas cervejas!!!

Eu e Claudinho sonhamos com esta viagem há bastante tempo! Pra vcs terem uma idéia, compramos as passagens em abril deste ano. Já estamos com todos os hotéis reservados, carro alugado, e milhões de programas já definidos. Obviamente que já escolhi alguns restaurantes, elenquei algumas cervejas, pensei em alguns vinhos e champagnes, defini alguns pratos típicos pra experimentar. Espero poder conseguir dar conta de tudo que quero fazer. Decidi também que minha viagem terá um foco gastronômico, mais acentuado que nas minhas viagens anteriores. A gente aprende coisas novas, muda muito, e aí todos os nossos valores e prioridades mudam. Cada viagem que fiz, teve um significado diferente. Isto é o que há de mais fantástico que existe na vida. Se eu voltar um dia aos mesmos lugares, será como uma viagem totalmente nova. Não verei os lugares com os mesmos olhos. Iiiihhhh acho que essa filosofia toda é efeito da cuba libre que estou tomando…. rsrsrsrs.

Mas pra finalizar, o negócio é o seguinte: abaixo, segue um mapa do roteiro que faremos (se vc clicar na foto, poderá vê-la ampliada). Eu levarei o meu netbook e vou fazer o possível pra enviar alguns posts durante a viagem, contando as nossas principais experiências gastronômicas. Com fotos, claro. Não perca. Será divertido. Os melhores queijos, vinhos, cervejas, mexilhões, champagnes, salsichas… estarão aqui!!

Nosso roteiro: o trecho Berlim-Amsterdam é de avião, o restante de carro

Sairemos do Rio às 22h da noite, pela Tam, diretamente pra Frankfurt. Levaremos umas 12 horas (haja lexotan!) e depois pra Berlim. Não será fácil. Nunca é. Mas depois tudo é recompensado. Conto com vcs na minha viagem! Beijos!