Dinan e Saint-Malo

Você já ouviu falar em Dinan?! Eu nunca tinha ouvido falar, até fazer esta viagem para a França. Depois do Château de Blavou, por sugestão de uma amiga francesa de meu primo, fomos conhecer Dinan, uma pequena cidade medieval, já nas proximidades de Saint-Malo, na região da Bretanha. Seria lá em Saint-malo, cidade beira-mar, que iríamos dormir duas noites.

Começamos nossa visita pelo Château de Dinan, na entrada sul da cidade, construído no final do século 16. Parte de sua muralha está bem preservada. Do terraço, no alto da torre, podemos tirar boas fotos da cidade.

Château de Dinan e vistas de sua muralha

Depois caminhamos pelo seu centrinho histórico, com casas antigas, algumas em estilo “enxaimel” (técnica de construção que utiliza hastes de madeira em posições variadas, e entre elas o espaço é preenchido por tijolos, pedras, etc). Fomos até o outro lado da cidade, onde mais uma parte da muralha que a rodeia está intacta. Fizemos lanche rápido na cidade, do tipo sanduíches de queijo, mas nem registrei…

Centro Histórico de Dinan, na Bretanha

Seguimos então para Saint-Malo, direto para nosso hotel onde deixamos nossas malas. Ele ficava a 2,5km do centro histórico, daí pegamos o carro outra vez e fomos apressados pra lá, antes que o sol desaparecesse. Subimos pela muralha e demos quase uma volta completa nela. Vistas lindas pro mar. Tem até umas prainhas convidativas, mas eu só conseguiria encarar se estivesse uns 30 graus a mais, hehehe.

Saint-Malo, centro histórico. Fotos tiradas de suas muralhas.

O centro histórico é bem legal, seus prédios são na maior parte lojas e restaurantes. No hotel haviam nos dado algumas sugestões de onde comer. Escolhemos um dos recomendados (o L’Absinthe) e fomos até lá. Já gostei da plaquinha em cima da porta com uma frase (que eu concordo plenamente!) do Alexandre Dumas:”Le vin est la partie intellectuelle d’un repas. Les viandes et les légumes n’en sont que la partie matérielle“. Tradução: “O vinho é a parte intelectual de uma refeição. As carnes e legumes são apenas a parte material”. 😉

Fachada do restaurante L’Absinthe

Entramos e curti, logo na entrada, o bar e a cozinha aberta. Descemos para o subsolo, para um salão não muito grande, mas bem aconchegante. A atendente era muito simpática (Lena, parisiense) e até conversamos um pouco. Ela nutre sonhos de vir ao Brasil qualquer dia, disse que me escreveria para obter dicas.

Alguns escolheram o menu completo que termina saindo mais em conta. Você escolhe a entrada, prato principal e sobremesa dentre algumas opções do cardápio, mas eu preferi pedir por fora, apenas uma entrada e um prato principal. Sobremesa nunca foi o meu forte… mas claro que dou uma bicadinha na do meu marido que ninguém é de ferro né?!!!

De cortesia nos serviram primeiramente, como “amuse-bouche” (diversão para as bocas, rsrs), um creme de tomate com mexilhões, bem gostoso.

Depois chegaram as entradas. A que Claudio havia pedido era uma salada fria com “crab” (tipo de caranguejo). Experimentei também, gostamos. Minha entrada de camarão eu nem toquei, rsrsrs. Troquei com meu primo, pois ele não gostou da “cara” do dele, com ostras frescas, camarões cozidos (com casca) e alguns “búzios”, rsrs. Era algum tipo de molusco do mar, ou caramujo, sei lá, preparados com nada, apenas cozidos, e você que se virasse para tirar a “lesma” lá de dentro com o garfo, rsrsrs. Vinha com um molhinho pra vc passar no bicho. No fim até que curti! As ostras estavam ótimas. Não gostei tanto dos moluscos… achei meio sem graça. Nem se comparam com os escargots que comi em Colmar!

Entradas do L’Absinthe

Vai uma lesminha aí?! rsrs

A partir desse ponto a coisa começou a complicar, rsrsrs. O peixe (que a princípio era linguado) que era o prato principal de meu marido, veio completamente cheio de espinhas, de forma que ele nem conseguiu degustá-lo direito (dá até pra perceber na foto abaixo). Estava horrível. Isto porque este prato, sozinho, não era nem um pouco barato (32 euros!).

O meu peixe estava muito bom, pois era uma parte do lombo (sem espinhas), grelhado, com linguiça defumada (isso mesmo!) e repolho. A combinação inusitada deu certo!

A sobremesa estava muito bonita e super saborosa, chamada “passion chocolatée“, uma mousse de chocolate branco, com creme de chocolate ao leite, calda de chocolate amargo e pimenta madagascar. Acompanhada de sorvete de maracujá. Show demais não?!

Passion chocolatée, de se apaixonar mesmo

No dia seguinte visitamos o Mont Saint-Michel, mas detalhes ficarão para o próximo post!! Se você ainda não leu os posts anteriores, acesse: Paris (o início da viagem) e o Château de Blavou.

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3 pensamentos sobre “Dinan e Saint-Malo

  1. Pingback: Mont Saint-Michel | Na mesa com Lu Hazin

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