Viagem ao Reino Unido e Irlanda – parte 1

Estou há meses sem aparecer por aqui… Foram tantos contratempos, bons e maus! Vamos falar apenas dos bons, afinal  não estou aqui pra fazer terapia, mas pra falar de gastronomia, que no fim das contas é a minha melhor terapia! Ah, e a partir de agora vou adotar uma linguagem menos formal, mais a ver comigo.

Cambridge, 29/03/2013

Cambridge, 29/03/2013

Preciso contar uma grande viagem que fiz em abril, mas vou contar aos poucos, porque além de ter sido realmente longa, foi recheada de memoráveis refeições.

Dividirei em quatro partes (nessa ordem): Inglaterra, Escócia, Irlanda e Londres.

Primeira parte: Inglaterra, 29/03. Chegamos em Londres, e partimos (de carro) imediatamente para Cambridge, onde logo de cara experimentamos um ótimo restaurante francês (o “Côte – Brasserie“), uma das melhores refeições da viagem (que durou ao todo 21 dias).

Tarde da noite, frio da bexiga, entramos aliviados naquele ambiente quentinho, repleto de clientes, havia uma única mesinha para dois, próxima a porta, que felicidade… Já fomos tirando os 10 casacos sobrepostos, e antes mesmo de me acomodar na cadeira eu já tava com a carta de vinhos na mão. Preços beeeeeemmm razoáveis, considerando a qualidade dos vinhos disponíveis. Pedi um francês, claro. Uva shiraz.

Meu marido pediu um pato, ele ama magret! Como não gostar né?!! Ele vinha acompanhado de batatas gratinadas e “cherry sauce” (molho de cerejas).  Eu pedi um peixe (robalo), levinho, com molho super delicado de champagne, acompanhado de legumes. Textura e sabores perfeitos, combinaram com o vinho.

Roast Duck

Roast Duck

 

Robalo ao champagne

Robalo ao champagne

Pra fechar, uma sobremesa clássica que não poderia dar errado: crepe de nutella com sorvete e bananas caramelizadas.

Crepe de nutella com bananas caramelizadas

Crepe de nutella com bananas caramelizadas

Dia seguinte, rumamos para Lincoln, cidade muito simpática, que guarda muitas construções medievais, tem uma bonita catedral, muito alta, com três torres que podem ser vistas de muito longe. Tem também um castelo normando, que visitamos, e próximo a ele, almoçamos muito bem. Comi salsichas produzidas na região e Cláudio ousou na barriga de porco. Estava delicisoso, mas lhe rendeu uma leve “gastrite” que o deixou meio traumatizado, rsrsrs.

Barriga de porco com folhado de batata

Barriga de porco com folhado de batata

Salsichas regionais com purê de batatas

Salsichas regionais com purê de batatas

Fígado à moda de York

Fígado à moda de York

De Lincoln seguimos para York, onde há uma imensa catedral, simplesmente divina. Tivemos uma experiência interessante com as iguarias locais, no restaurante “Gert & Henry’s”. Pedimos um fígado de carneiro e um hambúrguer, também de carneiro. Aliás, nunca vi terra pra ter tanto carneiro. Em toda a Grã-Bretanha, andando de carro pra tudo quanto é lado, entre 10 animais que víamos nos pastos, 8 eram carneiros, 1,5 eram bois e 0,5 era cavalo. Pode perguntar pra qualquer matemático, isto é possível, hahaha!!!

Hamburger de carneiro

Hamburguer de carneiro

Enfim, o almoço estava bom, o ambiente era agradável e o mais engraçado foi que também resolvi experimentar o “chopp” local. Pedi uma “pint” de “draft beer”, a garçonete pediu pra eu escolher entre duas opções, escolhi uma qualquer (eu não conhecia nenhuma!) e quando veio pra mesa e dei um gole, achei que havia alguma coisa errada com a bebida, ou com a serpentina, ou com o cara que havia tirado o chopp… Parecia que a cerveja não tinha gás… coisa estranha… de sabor, era mais amarga, mas isso era normal… Tomei muitos chopps belgas e holandeses há dois anos atrás mas não se pareciam em nada com aquele… pedi outro copo, achando que o anterior havia sido o primeiro do dia, que o próximo viria correto, etc e tal, mas pra minha surpresa, a cerveja continuava “sem gás”…

Com o tempo (depois de vários chopps nessas condições) percebi que um determinado tipo de cerveja, principalmente a lager, de alta fermentação, quando é servida na forma “draft” é sempre assim. E até a irlandesa Guiness (tipo Stout), que tomei milhares, também na forma “draft”, é cremosa, sabor super marcante, amarga, mas também não tem muito gás. Terminei por me apaixonar por elas, fossem de qual tipo fossem, tomei de várias marcas e sabores, adorei. Me adaptei rapidinho, hehehehe. Quando cheguei de volta ao Brasil a nossa cerveja me pareceu completamente sem gosto, porém altamente refrescante, cheia de gás!!!

No próximo capítulo não percam as dicas da Escócia: Edimburg, Inverness e Glasgow, com muitas dicas de restaurantes!

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6 pensamentos sobre “Viagem ao Reino Unido e Irlanda – parte 1

  1. Oi Lu, somente agora consegui ver o seu Blog sobre a gastronomia do Reino Unido. Fiquei impressionada como está se comendo bem por lá. No tempo em que estive em Londres com seu pai durante 4 meses, não vimos nada disso. Quando a gente queria comer algo diferente, íamos a restaurantes chineses ou indianos. É verdade que isso faz mais de 60 anos e as coisas mudaram muito. Lembro bem dos carneirinhos brancos de carinha preta que víamos pelos campos quando viajávamos pelo interior. Era o bicho que mais vimos por lá. Beijos de Mane.

    • Oi Mane!! Pois é… fiquei impressionada com os bons restaurantes que frequentei lá. Sempre se falou que na Inglaterra não há tradição de boa comida, mas o que encontrei foram excelentes restaurantes, embora a maioria seja estrangeiro, principalmente indianos, tailandeses, italianos ou japoneses. Mas há muitos chefs ingleses famosos nos dias de hoje! beijos!!

  2. Pingback: Viagem ao Reino Unido e Irlanda – Parte 5 (última) | Na mesa com Lu Hazin

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